• Aucun résultat trouvé

TP de Physique - s´ eances 12 et 13 Chap 12 et 13: Les ondes et le son

A primeira investigação sobre estilos educativos parentais foi realizada pelo Fels Research Institute (Yellow Springs, Ohio) nos anos 40 (daí ser conhecida por Estudo de

Fels), tendo sido o seu principal autor A. L. Baldwin. Os métodos utilizados foram

diversificados e os resultados conseguidos atraíram as atenções. Foi feito um acompanhamento longitudinal das famílias ao longo de mais de dez anos. As famílias eram incluídas no estudo aquando do nascimento da criança. Os pais foram entrevistados diversas vezes, ao mesmo tempo que observadores visitavam as casas, tomando notas detalhadas sobre a interacção pais-criança em situação espontânea (esta informação não foi gravada). Crianças e pais foram assim avaliados numa longa bateria de escalas comportamentais. Da

análise factorial dos dados foram extraídas duas dimensões principais não totalmente independentes denominadas democracia versus autocracia e controle versus permissividade ( e ainda uma terceira - aceitação da criança).

Os pais obtinham uma nota elevada na dimensão democracia, se houvesse bastante comunicação verbal com os seus filhos, se estes fossem consultados nas tomadas de decisão, se lhes fossem dadas justificações para as regras familiares e respostas às suas perguntas, se fosse dada à criança a possibilidade de decidir entre várias alternativas, desde que isso não colidisse com a segurança e os direitos dos outros, se a confiança da criança em si própria fosse encorajada deixando-a fazer sozinha ou ajudando-a minimamente em tarefas para as quais ela já é competente e se houvesse um clima de serenidade emocional em que a criança fosse vista de uma forma objectiva. Os pais obtinham uma nota elevada na dimensão controlo se fossem enfatizadas restrições ao comportamento da criança, as quais lhe eram claramente transmitidas (quer democrática, quer autoritariamente) e se o conflito à volta de questões disciplinares fosse pouco frequente.

As principais características das crianças de quatro anos das famílias democratas eram um bom nível de interacção social (tanto amigável como hostil), uso da persuasão e força física (por vezes coerciva) para conseguirem os seus objectivos, pouca sensibilidade às necessidades dos outros e pouca abertura à sua influência; eram ainda crianças curiosas, com um bom nível de realização intelectual e com características de líder. As crianças provenientes de famílias com uma nota elevada em controlo eram obedientes, sugestionáveis, pouco corajosas e mesmo medrosas; estas crianças não discutiam, não resistiam às ordens que lhes eram dadas e não eram agressivas; eram também crianças com um baixo nível de curiosidade, imaginação, originalidade e expressividade afectiva.

Baldwin considerou que os filhos de pais democratas, apesar da sua agressividade e tendência para não respeitar regras, tinham vantagem sobre os filhos de pais com alta nota em controlo, atribuindo uma conotação mais negativa ao facto de estas crianças não resistirem nem serem curiosas. Baldwin pensava que a quantidade de controlo exercido pelos pais com valores altos em democracia era suficiente para evitar que a não conformidade a regras e a agressividade das crianças atingisse um valor elevado; a espontaneidade e um nível razoável de rebeldia eram valorizados como sinal de uma boa adaptação pré-escolar (Baldwin, 1948).

O estudo longitudinal continuou, integrando várias famílias em novas amostras, sobre as quais iam sendo feitas as mesmas análises, não apontando os resultados sucessivamente obtidos, sempre na mesma direcção. Os críticos afirmaram que a classificação das práticas educativas variava de publicação para publicação e que as análises de dados não eram apresentadas com detalhe suficiente. Por outro lado, os pais e os filhos das famílias classificadas de democratas tinham valores mais elevados de QI e melhor nível educacional do que as famílias dos outros grupos, o que impediu a retirada de conclusões válidas (Grusec & Lytton, 1988). Apesar destas críticas, é um facto que os resultados foram consequentes, fornecendo apoio à filosofia permissiva^1) na educação familiar, a qual na altura era apoiada

por muitos peritos, nomeadamente pelos de origem psicanalítica (a repressão pode taumatizar a criança), estando também a ganhar uma aceitação considerável por parte do público em geral (Maccoby, 1980).

Outros estudos foram entretanto realizados e publicados. Sears, Maccoby e Levin, no Yale Institute of Human Relations, publicaram em 1957 um livro que descrevia um estudo sobre as práticas educativas de 379 mães, avaliadas a partir de um questionário com 72 perguntas abertas-fechadas acerca de alimentação, higiene, sexo, dependência e agressão, assim como comportamentos restritivos e exigentes das mães para com os filhos. Era também pedido às mães que descrevessem o comportamento da criança nestas áreas. Sears et ai. (1957) ficaram assim a saber como é que as mães educavam os seus filhos e quais as abordagens mais eficazes, na medida em que correlacionaram as técnicas maternas com os relatórios dos comportamentos das crianças. Apesar da tentativa de operacionalização dos constructos psicanalíticos à luz da teoria da aprendizagem social estar actualmente ultrapassada, a ênfase colocada por R. Sears nos efeitos do papel parental sobre a interiorizaçãode valores, atitudes e comportamentos da criança, mantem-se actual. Da mesma maneira, Sears foi dos primeiros autores a salientar a importância de uma análise diádica das relações sociais.

Finalmente, de entre os estudos mais antigos, são também de referir os estudos de Becker (1964) que, a partir da análise das avaliações do comportamento parental, concluiu pela existência de três dimensões - aceitação versus hostilidade, restritividade versus

permissividade e envolvimento emocional ansioso versus desvinculação calma - e de E.

Schaefer (1965), que, a partir dos relatórios feitos pelos filhos relativamente ao

( ' A filosofia permissiva na educação, para além da influência psicanalítica mais directa, parece ter as suas origens no

movimento de reacção às instituções educativas do século XIX, que restringiam a liberdade e a espontaneidade da criança e nas ideias de Rousseau sobre a bondade inata do ser humano, posteriormente corrompido pelas influências sociais.

comportamento dos seus pais, verificou igualmente a existência de três dimensões - aceitação

versus rejeição, autonomia psicológica versus controle psicológico e controle firme versus controle relaxado.

Documents relatifs