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The Synchronous Model

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 13-16)

Em Ciências, como já referido, é importante que as crianças desenvolvam aprendizagens ao nível dos conhecimentos, das capacidades e das atitudes e valores.

Embora não exista um consenso na literatura quanto à definição das vertentes formal, não-formal e informal, no contexto do presente projeto considera-se que as aprendizagens das crianças podem ser desenvolvidas através de uma educação formal, não-formal ou informal (Rodrigues, 2011), pelo que importa clarificar em que é que consistem estas.

Segundo Rodrigues (2011), a educação formal “caracteriza-se pelo processo que resulta em aprendizagens de conteúdos considerados valiosos, vinculadas ao Currículo e programas oficiais, através do desenvolvimento de atividades (de ensino e ou auto- aprendizagem), visando uma qualificação ou graduação” (p. 59). Também Coombs e Ahmed (1974), referenciados por Trilla (1986), consideram que a educação formal “constituye «el “sistema educativo” altamente institucionalizado, cronológicamente graduado y jerarquicamente estructurado que se extiende desde los primeiros años de la escuela primaria hasta los últimos años de la Universidad»” (p. 34).

Já a educação não-formal, “caracteriza-se pelo processo que resulta em aprendizagens de conteúdos considerados valiosos, através do desenvolvimento de atividades (de ensino e ou auto-aprendizagem), que não estão vinculadas ao Currículo e programas oficiais, nem visam, necessariamente, uma qualificação ou graduação” (Rodrigues, 2011, p. 59). Esta também é definida por Coombs (1974), referenciado por Trilla (1986), como sendo a educação que consiste em “«toda actividad organizada, sistemática, educativa, realizada fuera del marco del sistema oficial, para facilitar determinadas clases de aprendizaje (…)»” (p. 34).

A educação informal consiste naquela “que se realiza não intencionalmente ou, pelo menos, sem a intenção de educar (ou seja, não há ensino), quando, em decorrência de atividades ou processos desenvolvidos sem a intenção de produzir a aprendizagem de algum conteúdo considerado valioso, pessoas vêm a aprender e compreender certos conteúdos considerados valiosos” (Rodrigues, 2011, p. 59). Coombs e Ahmed (1974), referenciados por

24 Trilla (1986), consideram a educação informal “«un proceso que dura toda la vida y en el que las personas adquieren y acumulan conocimientos, habilidades, actitudes en su relación con el medio ambiente; esto es, en la casa, en el trabajo, divirtiéndose; com el ejemplo y las actitudes de sus famílias y amigos; mediante los viajes, la lectura de periódicos y libros, o bien escuchando la radio o viendo la televisión y el cine. En general, la educación informal carece de organización y frecuentemente de sistema»” (p. 34).

A educação formal e a não-formal são sempre sistemáticas, isto é, têm objetivos definidos, enquanto que a educação informal não (Trilla, 1986). A educação formal e não- formal também são sempre intencionais (Trilla, 1986).

Em suma, pode-se considerar que a educação formal é estruturada (tem um programa pré-determinado), desenvolve-se em instituições próprias como as escolas e tem um calendário que se regula pelo sistema obrigatório (Rodrigues, 2011). A educação não-formal pode-se desenvolver dentro ou fora da escola (em museus, AEC’s, outras instituições, entre outras), tem um público heterogéneo, ocorre em momentos escolhidos pelo indivíduo e tem objetivos de ensino próprios (Rodrigues, 2011). Já a educação informal consiste naquela que é ocasional, ocorre de forma espontânea na vida quotidiana (em conversas, vivências com familiares, amigos, entre outros) (Rodrigues, 2011).

Definidas estas vertentes, importa dar a conhecer o papel e a importância que estas têm na educação.

Atualmente a escola não se pode confinar a ser a única a ter funções educativas na sociedade (Rodrigues, 2011). Como defende Falcão (2009), referenciado por Rodrigues (2011), “a aprendizagem científica de um cidadão não é, nem pode ser, só fruto do ensino que a escola lhe proporciona” (p. 62).

Segundo a literatura, os indivíduos apresentam diferentes níveis de motivação e atenção dentro e fora da sala de aula (Rodrigues, 2011). De acordo com Pro Bueno (2005), referenciado por Rodrigues (2011), há crianças que conseguem estar horas a ver documentários sobre ciência, que vão a museus, entre outros, mas que têm dificuldades em estar com atenção nas aulas. Neste sentido, e de acordo com Earwicker (2008), referenciado por Rodrigues (2011), “as experiências fora da sala de aula são essenciais para a aprendizagem porque envolvem e inspiram os jovens de uma forma que a maioria das salas de aula não consegue” (p. 62).

Segundo Gohn (2006) e Falcão (2009), referenciados por Rodrigues (2011), a educação não-formal tem como intuito complementar a educação formal e não substituí-la, ou seja, os espaços não formais de educação complementam o trabalho escolar. De acordo com Falcão

25 (2009), os museus pelas possibilidades que oferecem (capacidade de estimular experiências diferenciadas, entre outros), constituem-se num recurso com elevado potencial científico que deve ser usado pelos professores e crianças. Segundo Colom (1992), os museus potenciam situações de aprendizagem, constituindo-se estes em laboratórios onde os professores e monitores podem ajudar as crianças a reviver experiências vitais. Segundo Swanger (1975), referenciado por Colom (1992), os museus têm um grande potencial para alcançar a inclusão do desejo de aprender mediante técnicas que levem os indivíduos a fazerem questões a si mesmos ou aos outros sobre os temas que despertaram o seu interesse, os museus têm a capacidade de apresentar informação a uma audiência de forma atrativa. Ainda de acordo com Taylor (1973), citado por Colom (1992), “los museus están literalmente sentados sobre minas de oro de material educativo que podría ayudar a fomentar el crecimiento cognitivo, estético y cultural de los niños” (p. 92). Neste sentido, dado os museus consistirem num recurso com grandes potencialidades estes devem ser utilizados pela comunidade escolar.

Como afirmam Gil e Lourenço (1999), referenciado por Rodrigues (2011), a educação não-formal em ciências visa, sobretudo, a sensibilização para a cultura científica, a erradicação de bloqueios “anti-científicos” e o estímulo de atitudes como a curiosidade e o espírito crítico.

Os espaços de aprendizagem não-formal e informal, promotores de um ensino e de aprendizagens de ciências, consistem em espaços potenciadores de aprendizagens ao longo da vida (Rodrigues, 2011).

Em suma, é necessário promover atividades de ensino não-formal para as crianças de forma articulada, dado o reconhecimento dos resultados postivos que que advêm da colaboração dos espaços não formais e formais (Rodrigues, 2011). De facto, as atividades não formais e informais convertem o processo educativo em algo atrativo, promovem nos jovens uma boa disposição para a aprendizagem permanente e contribuem para o seu desenvolvimento pessoal e para a cidadania ativa (Rodrigues, 2011).

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