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La théorie de la reconnaissance

Dans le document Autonomie et reconnaissance (Page 81-92)

As informações obtidas por meio do segundo questionário de sondagem79 são apresentadas a seguir.

A primeira pergunta do questionário de sondagem buscou descobrir informações pessoais dos informantes, para definir o perfil sociolinguístico de cada um deles.

Segundo as informações obtidas, 99% dos informantes são indígenas e a maioria deles é falante de ao menos uma língua étnica, sendo a língua portuguesa sua segunda língua e a espanhola uma língua estrangeira estudada.

Na segunda pergunta, o intuito foi verificar se havia afeição dos informantes para com a leitura. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 09 – Resultados da pergunta 2, do segundo questionário de sondagem

¿Te gusta leer? %

Sí. 70 100,0

No. 00 0,0

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

De acordo com as respostas fornecidas, todos os informantes afirmaram que gostam de ler. A terceira pergunta buscou definir em quais línguas os informantes preferem ler. As respostas mais significativas são dispostas no gráfico a seguir.

Gráfico 07 – Resultados da pergunta 3, do segundo questionário de sondagem

0 20 40 60 80

Línguas usadas durante a leitura Total de informantes Língua portuguesa Línguas indígenas

79Cf

60 informantes afirmaram que preferem ler textos escritos em língua portuguesa.

Os motivos para essa preferência foram variados, sendo os predominantes: a) porque conhecem bem a estrutura dessa língua, b) porque não conseguem ler em outras línguas, e c) por ser uma oportunidade de aperfeiçoarem sua língua de trabalho, a língua portuguesa. 10 dos informantes afirmaram que preferem ler em suas línguas étnicas, por se tratarem de suas línguas maternas.

A quarta pergunta buscou saber a frequência com que os informantes costumam ler. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 10 – Resultados da pergunta 4, do segundo questionário de sondagem

¿Tienes la costumbre de leer? %

Sí, leo asiduamente. 21 30,0

A veces, cuando tengo tiempo. 48 68,5

No, casi nunca. 01 1,5

No, prácticamente nunca. 00 0,0

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

Segundo as respostas obtidas, quase 69% dos informantes afirmaram ter o costume de ler às vezes, quando dispõem de tempo. 30% afirmaram que leem assiduamente, e o restante, apenas 01 informante, que quase nunca lê.

A quinta pergunta, complementando a anterior, buscou descobrir as justificativas às respostas negativas. Apenas os informantes que afirmaram que leem às vezes ou que quase nunca leem responderam. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 11 – Resultados da pergunta 5, do segundo questionário de sondagem

No leo asiduamente porque %

no tengo tiempo para leer textos. 16 32,6

prefiero escuchar historias a leer textos. 16 32,6

tengo dificultad para entender textos en portugués. 08 16,4

desde pequeño(a) he sido acostumbrado(a) a

escuchar historias en mi lengua étnica. 09 18,4

Dos informantes que não têm o costume de ler com assiduidade, mais de 32% afirmaram que não leem assiduamente porque não têm tempo para essa atividade.

Computando o mesmo percentual, outros informantes disseram que não leem porque preferem escutar histórias.

Pouco mais de 16% afirmaram que não têm o costume de ler porque têm dificuldades para entender a língua portuguesa, e mais de 18% disseram que não costumam ler porque, desde pequenos, foram acostumados a escutar histórias contadas em suas línguas étnicas.

A sexta pergunta buscou descobrir as preferências de leitura dos informantes. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 12 – Resultados da pergunta 6, do segundo questionário de sondagem

¿Qué te gusta leer? %

Libros teóricos. 23 32,8

Cuentos e historias populares. 31 44,3

Libros de Literatura. 25 35,7

Revistas. 23 32,8

Periódicos. 09 12,8

Otros. 04 5,7

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

Segundo as informações obtidas, pouco mais de 44% dos informantes afirmaram que preferem ler contos e histórias populares e quase 36% preferem ler livros de Literatura. Cerca de 33% gostam de ler revistas e outros, compondo o mesmo percentual, afirmaram gostar de ler livros teóricos. 12,8% gostam de ler jornais e periódicos, e quase 6% afirmaram que gostam de ler outros tipos de fontes, como livros didáticos, a Bíblia e poemas.

Na sequência, busquei verificar quais eram as principais dificuldades dos informantes durante o processo de leitura, enquanto leitores.

Tabela 13 – Resultados da pergunta 7, do segundo questionário de sondagem ¿Cuáles son tus principales dificultades para leer un

texto? %

No consigo comprenderlo muy bien si está en

portugués. 09 12,8

No consigo comprenderlo muy bien si está en

lengua indígena. 07 10,0

Tengo problemas con el vocabulario. 37 52,8

No consigo entender bien el formato de algunos

textos. 20 28,5

Otras. 07 10,0

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

De acordo com as respostas obtidas, a maioria dos informantes afirmou que seu principal problema durante a leitura se deve à falta de conhecimento lexical. Mais de 28% afirmaram que possuem dificuldades com o formato dos textos.

Quase 13% dos informantes disseram que não conseguem compreender bem textos redigidos na língua portuguesa, e outros 10% que não conseguem ler em sua língua indígena. Foi informado ainda, por 10% dos informantes, que sua maior dificuldade repousa sobre a leitura de textos em línguas estrangeiras, com destaque ao inglês e ao espanhol.

A oitava pergunta buscou descobrir se os informantes preferem conhecer uma história lendo um texto ou ouvindo-a contada por outra pessoa. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 14 – Resultados da pergunta 8, do segundo questionário de sondagem

¿Qué prefieres? ¿Por qué? %

Leer una historia en un texto. 42 60,0

Escuchar una historia contada por alguien. 28 40,0

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

De acordo com os dados obtidos, 60% preferem ler a história em um texto, enquanto que os demais preferem conhecê-la, ouvindo outra pessoa contá-la.

As justificativas mais recorrentes para a preferência por conhecer uma história por meio da leitura foram: a) maior probabilidade de aquisição de vocabulário, e b) que a compreensão se dá melhor lendo.

As justificativas mais recorrentes para a preferência pelo conhecimento da história ouvida foram: a) por meio da história contada, ela se torna mais clara e real, b) há como interagir com quem conta a história, e, ainda, c) porque se aprende muito com os mais antigos (aqueles que são os responsáveis por contar as histórias dos antepassados). Alguns afirmaram ainda d) que preferem ouvir a história porque têm dificuldades com a leitura.

A nona pergunta buscou verificar como os informantes preferem contar uma história a seus alunos. Os dados obtidoçs estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 15 – Resultados da pergunta 9, do segundo questionário de sondagem ¿Cómo prefieres contarles una historia a tus

alumnos? ¿Por qué? %

Prefiero contársela a través de un texto escrito en

un libro. 33 47,2

Prefiero contársela a través de un cuento oral. 37 52,8

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

Segundo as respostas informadas, a maioria dos informantes prefere contar histórias por meio de um conto oral. As justificativas para a preferência por um conto oral foram as seguintes: a) porque o conto oral faz com que os alunos prestem mais atenção, b) porque há

como se expressar melhor, c) porque se pode comparar a vida dos ‘brancos’ com a vida dos

indígenas, d) porque, desde pequenos, foram acostumados a ouvir histórias dos mais velhos, e, ainda, e) porque há uma maior interação com os alunos.

As justificativas para a preferência pelas histórias em um texto lido foram as seguintes: a) porque através dos textos há como fazer interpretação da história, b) porque os alunos gostam de ler, c) para incentivar os alunos a gostarem de ler, e, ainda, d) porque, por meio dos textos em língua de ‘branco’, os alunos podem comparar as histórias com suas línguas maternas.

A décima pergunta buscou descobrir se os informantes já participaram de algum evento sobre leitura. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 16 – Resultados da pergunta 10, do segundo questionário de sondagem ¿Ya has participado alguna vez de algún evento

sobre lectura? %

Sí. 45 64,2

No. 25 35,8

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

A partir dos dados obtidos, percebo que a maioria dos informantes afirmou que já participou de algum evento sobre leitura.

Na sequência, a pergunta seguinte, respondida somente pelos informantes que responderam afirmativamente à pergunta de número dez, buscou saber de que tipo de evento sobre leitura os informantes participaram.

Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 17 – Resultados da pergunta 11, do segundo questionário de sondagem ¿De qué tipo de evento sobre lectura has

participado? %

Una asignatura en la Carrera (Curso Superior). 02 4,4

Un seminario, simposio, palestra, coloquio o

similar. 23 51,2

Un curso libre de perfeccionamiento. 20 44,4

Otros. 00 0,0

TOTAL DE INFORMANTES 45 100,0

Pelos dados obtidos, fica claro que pouco mais da metade dos informantes que já participou de algum evento sobre leitura afirmou se tratar de algum seminário, simpósio, palestra, colóquio ou evento similar.

A outra parte informou ter participado de algum curso sobre leitura, sendo que a minoria informou ter participado desse curso na Graduação.

Ainda com relação à formação sobre leitura dos informantes, a pergunta de número doze, respondida somente por aqueles que responderam negativamente à décima pergunta, buscou descobrir os motivos pelos quais os informantes nunca participaram de algum evento sobre leitura. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 18 – Resultados da pergunta 12, do segundo questionário de sondagem Nunca he participado de eventos sobre lectura

porque %

no tengo interés por la temática. 00 0,0

no hace parte de mi realidad la temática de la

formación de lectores. 00 0,0

no tengo tiempo para participar de eventos. 06 24,0

no hay eventos de formación/perfeccionamiento

donde vivo/trabajo. 15 60,0

ya conozco mucho sobre lectura, así es que no

necesito saber más. 00 0,0

hay otros motivos: “no hay oportunidad”. 04 16,0

TOTAL DE INFORMANTES 25 100,0

Pelos dados obtidos, percebo que a maioria dos informantes que nunca participaram de eventos sobre a temática da leitura afirmou que em sua região, onde vivem e atuam como docentes, não há eventos de aperfeiçoamento. 24% disseram que não dispõem de tempo para participar de eventos, e o restante destacou a falta de oportunidade.

A pergunta seguinte buscou descobrir se os informantes já receberam algum tipo de fomento para eventos de formação. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 19 – Resultados da pergunta 13, do segundo questionário de sondagem ¿Ya has recibido algún tipo de soporte/ayuda para

participar de eventos de formación como los

mencionados en la cuestión 10 (diez)? %

Sí, de la institución/escuela donde trabajo. 16 22,8

Sí, de la Secretaría de Educación. 21 30,0

Sí, de mis familiares/amigos. 04 5,8

Sí, de agencias de investigación/fomento. 00 0,0

No, NUNCA lo he recibido. 29 41,4

Pelos dados obtidos, fica claro que a maioria dos informantes afirmou já ter recebido algum tipo de ajuda para participar de eventos de formação. Desses, a maior parte recebeu auxílio da Secretaria de Educação. Os demais, respectivamente, receberam auxílio da escola onde trabalham, e de familiares para participar de eventos de formação. Destaco ainda que mais de 40% dos informantes afirmaram nunca terem recebido auxílio para participar de eventos.

Após coletar informações sobre as preferências, os hábitos e a formação dos informantes no tocante à leitura, as perguntas seguintes buscaram verificar a importância da leitura na atuação dos docentes informantes. Assim, a questão de número quatorze perguntou aos informantes que importância tem o trabalho com a leitura, de formação de leitores, na escola onde trabalham. Os dados obtidos são apresentados na tabela seguinte.

Tabela 20 – Resultados da pergunta 14, do segundo questionário de sondagem En la institución/escuela donde trabajas, ¿qué

importancia tiene el trabajo con lectura, de

formación de lectores? %

Está bastante valorado, pues hace parte de su

Proyecto Pedagógico. 24 34,2

Está valorado parcialmente, pues no hay proyectos específicos en el área y cada profesor desarrolla la temática a su manera.

27 38,5

Está poco valorado, pues solamente se desarrolla

por los profesores de Lengua Portuguesa. 13 18,5

No se valora, ya que no hay proyectos sobre esa

temática. 06 8,5

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

A partir dos dados, percebo que 38,5% dos informantes afirmaram que o trabalho com leitura e com formação de leitores tem importância parcial nas escolas onde trabalham, posto que, apesar de a temática ser trabalhada, não há projetos específicos e cada professor trabalha a seu modo a questão. 34,2% afirmaram que o trabalho com leitura e de formação de leitores está bem valorizado na escola onde trabalham, fazendo parte do Projeto Político Pedagógico da instituição de ensino.

18,5% dos informantes disseram que é pouco valorizado, pois somente os professores de Língua Portuguesa trabalham a temática em suas aulas.

O restante afirmou que não há valorização do trabalho com leitura em suas escolas, porque não há projetos sobre a temática nas instituições de ensino.

A décima quinta pergunta buscou descobrir as principais dificuldades dos informantes para trabalhar com a leitura, na formação de leitores. Os dados obtidos estão dispostos na tabela seguinte.

Tabela 21 – Resultados da pergunta 15, do segundo questionário de sondagem ¿Cuáles son las principales dificultades para

trabajar con la lectura y la formación de lectores? %

La falta de interés de los alumnos por la lectura. 19 27,1

La falta de oportunidad y soporte de la

institución/escuela. 01 1,5

La falta de conocimientos teóricos/formación sobre

la temática. 07 10,0

La falta de material/infraestructura para dar apoyo al trabajo (falta biblioteca, videoteca, multimedios etc).

43 61,4

Otras: _____________________________________. 00 0,0

TOTAL DE INFORMANTES 70 100,0

Fica claro que a maioria dos informantes afirmou que o principal problema está na falta de apoio logístico e material, pois não há espaço físico como bibliotecas, videotecas, sala de multimeios, nem material de leitura, como livros, revistas e afins em suas escolas.

27,1% disseram que a principal dificuldade repousa sobre a falta de interesse dos alunos no tocante à leitura, enquanto que 10% afirmaram que a principal dificuldade é a falta de conhecimento teórico sobre leitura e formação de leitores. O restante informou não haver apoio da escola onde trabalham.

A última pergunta buscou verificar a importância da leitura para cada um dos informantes, no tocante a sua prática de ensino e formação de leitores. Foram várias as respostas e justificativas, por se tratar de uma pergunta aberta.

No gráfico a seguir, são apresentadas as justificativas mais recorrentes, na proporção em que foram informadas.

Gráfico 08 – Resultados da pergunta 15, do segundo questionário de sondagem

Pelos dados verificados, fica claro que 23 informantes afirmaram que a leitura é importante, pois através dela o educador aprende mais e pode incentivar seus alunos à prática da leitura, 18 afirmaram que o educador, por meio da leitura, prepara-se melhor e se sente mais seguro na sala de aula e em público.

10 informantes disseram que a leitura é importante, porque, por meio dela, o professor se atualiza com relação aos fatos da atualidade do mundo, e outros 10 que, através da leitura, os alunos começam a ter visão de mundo. 9 informantes disseram que a leitura é importante, pois proporciona conhecimento às pessoas, independente de sua idade, e também ajuda a saúde mental.

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