Part IV Étape 3 : Préparation pour le conseiller
19 BC3 – Vérifications de base 3
19.6 Texte cité
As formas mais recorrentes encontradas para revestimentos das placas de fechamento vertical em LSF são dois sistemas, um chamado de siding vinílico e outro muito semelhante ao da alvenaria convencional, sendo um revestimento caracterizado pela utilização de argamassa.
De acordo com Santiago, Freitas e Crasto (2012), o siding é um sistema de revestimento que pode ser encontrado na forma vinílica – feita a partir do PVC – ou de madeira ou ainda, em formato de revestimento cimentício. No entanto, conforme os autores, a forma mais comum de sua utilização é no formato vinílico conforme mostra a Figura 29, pelo fato de apresentar maior desempenho, facilidade de execução e fazer parte de um método de construção mais industrializado.
Figura 29: Siding vinílico modelo americano
Fonte: Construindo a Seco (2014)
Santiago, Freitas e Crasto (2012) comentam que este tipo de revestimento possui impermeabilidade, dispensando a necessidade de aplicar demais produtos de vedação e não requer grandes cuidados com manutenção, além de poder receber pintura. Os passos para a execução da sua instalação, segundo Santiago, Freitas e Crasto (2012) devem ser, respectivamente:
1. Definição do projeto de paginação;
2. Impermeabilização do substrato (neste caso as placas de fechamento vertical, OSB ou cimentícia);
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3. A instalação do revestimento inicia-se de baixo para cima, devendo ser fixada primeiramente o perfil de arranque;
4. Os perfis devem ser fixados nas esquadrias, cantoneiras e acessórios restantes com a utilização de parafusos auto-atarraxantes, respeitando o intervalo recomendado de 25 a 30 cm;
5. Começam a ser instaladas as réguas do siding, encaixando a primeira régua no perfil de arranque localizado na parte mais baixa do fechamento vertical, completando a fileira horizontal, e só então são colocadas as demais fileiras, uma a uma;
6. É importante garantir que haja um pequeno espaço entre o encontro da régua com os perfis, para garantir eventuais dilatações do material, como variações térmicas conforme o clima de cada região.
Santiago, Freitas e Crasto (2012) denotam que os perfis citados nas etapas mencionadas acima não são os mesmos painéis que constituem os painéis LSF, pois são os perfis que servem para fixar os elementos do siding vinílico. É importante ressaltar que o siding é um revestimento comum em sistemas LSF, porém pode também ser aplicado sobre a alvenaria convencional, todavia é incomum este tipo de aplicação em vedações de tijolos. A Figura 30 mostra o efeito estético criado pelo siding vinílico.
Figura 30: Siding vinílico em fachadas
Já o revestimento argamassado, consiste em revestir as chapas OSB com argamassa de traço forte, sobre uma tela do tipo “deployée” (Figura 31) ou alguma tela que ofereça resistência à alcalinidade. Esta tela então deve ser fixada em duas camadas e aderida com o auxílio de grampos sob a camada de OSB previamente impermeabilizada com membrana de polietileno, para garantir que haja aderência na interface entre a placa de vedação e a argamassa. Santiago, Freitas e Crasto (2012) informam que não é necessário realizar o tratamento das juntas das placas do substrato – OSB – tendo em vista que a membrana supre a necessidade de impermeabilização dos painéis, no entanto é de grande importância a realização de juntas na argamassa para a orientação de trincas.
Figura 31: Revestimento argamassado das chapas OSB
Fonte: Manual de Construção em Aço. Steel Framing: Arquitetura (2012)
_____________________________________________________________________________________________ Quadro 3: Principais características dos revestimentos
Item Alvenaria LSF
Método
Executivo Lento Rápido
Desperdícios
Moderados, conforme a metodologia de produção do insumo considerando
prováveis superproduções Quase nulos
Materiais Materiais e componentes convencionais menor variedade de materiais devido a Componentes específicos, porém com sua industrialização
Mão de obra Facilmente encontrada Requer mão de obra especializada, pouco encontrada
Materiais Materiais convencionais
Materiais específicos, com possibilidade da utilização de revestimentos similares ao da alvenaria, com devidos cuidados aos
detalhes
5 CONCLUSÃO
O objetivo que permeou este trabalho foi responsável pela busca e entendimento de vários aspectos construtivos que abordam o método mais utilizado para a construção de edificações no país, e também, de um método que para a construção civil do Brasil ainda está em um processo de lenta emergência, apesar de ser muito expressivo em países mais desenvolvidos.
A utilização das alvenarias, como um todo, é um processo muito intenso na indústria da construção civil do Brasil, e é responsável pelo consumo de grandes volumes de materiais não- renováveis e por uma alta porcentagem de poluição ambiental mundial, levando em consideração os altos índices de produção de tijolos de argila, o processo de queima dos mesmos, o descarte dos resíduos da construção oriundos das obras mal planejadas, o gritante consumo de água e o grande desperdício característico do sistema. Por outro lado, é um sistema que está fortemente implantado no país e existe uma enorme facilidade em se encontrar mão de obra disponível para o trabalho com alvenaria.
Da mesma maneira que a alvenaria, os processos construtivos que utilizam aço também são responsáveis pela demanda da produção deste insumo que é, também, um material não-renovável. No entanto, o processo de produção do aço é ligeiramente menos poluidor que o processo de produção dos insumos que compõem as paredes de tijolos. Outro ponto que vale a pena destacar, é a possibilidade de desfazer, ou desmontar, aquilo que já foi feito com os perfis de aço, considerando que sua montagem, pelo menos no que tange ao LSF, são utilizados apenas parafusos e algumas resinas para fixação, conferindo ao método do light steel framing a vantagem em poder reutilizar e até mesmo reciclar o aço, caso necessário, no final da vida útil da edificação, ou conforme necessidades do usuário.
No que tange à execução dos substratos de cada sistema, em alvenaria e em LSF – tijolos e painéis, respectivamente – pode-se concluir, a partir dos resultados, que, enquanto a produção de paredes em alvenaria é um processo lento, que requer a utilização de muitos insumos e ainda oferece riscos laborais a quem as executam, pelo fato de ser o meio mais comum de se edificar, é também o meio em que as técnicas construtivas mais se popularizaram e atingiram um grande número de profissionais qualificados para o serviço. Em contrapartida, o processo executivo de
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paredes em LSF, apesar de demonstrar ser um processo muito mais simples de execução, requerendo menos materiais e menos equipamentos, necessita de mão de obra qualificada, pois como ainda é um sistema que está a passos curtos no país, não se propagou pelo Brasil de maneira a popularizar suas práticas construtivas ideais, além de enfrentar o maior agravante que impede sua disseminação: a resistência da população em aceitar este método.
Em se tratando das instalações, foi possível compreender que os tipos de materiais utilizados são, em suma, basicamente os mesmos, sendo que a diferença entre os dois sistemas se dá na hora da execução das instalações, onde na alvenaria é necessário realizar cortes e rasgos para a alocação das tubulações, enquanto nos painéis LSF é preciso ter maior cuidado por onde alocar os encanamentos e eletrodutos tendo em vista que há a necessidade de fixar tais elementos nos perfis que compõem os painéis, além de prever, antecipadamente, furos em tais perfis para garantir a passagem e evitar retrabalhos. O sistema de tubulação PEX não é de uso exclusivo ao LSF, mas é, conforme referências, o sistema que melhor se adepta ao método construtivo, e confere ao LSF uma caracterização ainda maior de obra industrializada.
Nesta perspectiva, o grande ponto aqui é que todo o processo executivo das instalações elétrica e hidráulica no sistema LSF não geram perdas de material, como ocorre com a alvenaria nos processos de corte dos blocos para a colocação das tubulações. Ainda, é oportuno relevar que em eventuais manutenções no que tange às instalações do LSF, são realizados cortes locais onde há algum problema e em seguida é possível reparar sem utilizar grandes quantidades de materiais, utilizando o mesmo “pedaço” que foi removido da parede para realizar o reparo.
Dando enfoque aos tipos de revestimentos mais usuais, foi possível entender que em se tratando de alvenaria é extremamente comum ser aplicado revestimento argamassado, enquanto no sistema LSF o revestimento mais utilizado é o siding vinílico, porém, é incorreto afirmar que é impossível executar o revestimento de um sistema, no outro. Enquanto o revestimento argamassado é comum em alvenaria por se tratar de um sistema familiar à maioria dos construtores, o siding vinílico se familiarizou mais no LSF pois também atua como um agente “industrializado”, tendo em vista que a sua execução é um processo de montagem a seco com o auxílio unicamente de parafusos e uma parafusadeira. Portanto, o siding vinílico é um sistema de revestimento de fácil instalação, impermeável e que, assim como os demais processos presentes em uma obra LSF, não
requer a utilização de água e não gera desperdício de materiais, e portanto a geração de resíduos neste caso pode chegar a zero, caracterizando-se como uma alternativa muito mais sustentável em relação ao revestimento argamassado.
Portanto, é correto afirmar que o método mais conveniente para evitar RCCs, diminuir a poluição, aumentar a produtividade reduzindo o cronograma e evitar problemas ergonômicos em quem executa, é de fato o sistema LSF, tendo em vista que a utilização de alvenaria vai contra todos os fatores acima citados.
Sendo assim, concluiu-se que, pelo fato do sistema light steel framing não requerer a utilização de água para sua execução – excluindo-se as etapas de fundação – e pelo fato de reduzir drasticamente a geração de entulhos e resíduos, característicos de uma obra em alvenaria, é um sistema que mais se torna sustentável ao meio-ambiente e torna-se interessante ao usuário final pela rapidez, facilidade e agilidade na execução. Contudo, enquanto houver uma certa dificuldade de aceitação por quem deseja construir, este método continuará sendo apenas uma promessa revolucionária no setor da indústria da construção civil.
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