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CHAPITRE III. ANALYSE DE LA VARIABILITE ET DES RELATIONS ENTRE LES

1. ANALYSE DES PERFORMANCES DES PARENTS ET DES F2

1.6. TENEUR RELATIVE EN EAU ET LE POURCENTAGE DE CELLULES

A Tabela 14 apresenta a distribuição das respostas maternas às questões inseridas na categoria Comunicação.

Tabela 14. Distribuição das respostas das participantes nas questões que investigam habilidades de comunicação (teste qui-quadrado).

Freqüência das respostas Questões

F A N

p

Você conversa com seu filho? 39 4 0 0,00

Você faz perguntas a seu filho? 33 9 1 0,00

Você faz perguntas sobre sexo/sexualidade a seu filho?

2 1 40 0,00

Seu filho faz perguntas sobre sexo/sexualidade? 3 12 28 0,00 Legenda: F – freqüentemente; A – algumas vezes; N – quase nunca/nunca

Conforme a Tabela 14, em todas as quatro questões que investigam habilidades de comunicação há uma distribuição estatisticamente significativa entre as respostas das participantes. No que se refere à habilidade de conversar com o filho, verifica-se que 91% das

mães relataram fazê-lo freqüentemente, enquanto 9% disseram que conversam algumas vezes. Quanto à freqüência com que as mães relataram fazer perguntas, 76% disseram que isso acontece freqüentemente, 21%, algumas vezes, e apenas uma mãe respondeu quase nunca/nunca faz perguntas à criança. Apesar de a maioria das participantes relatar que faz perguntas freqüentemente, quando o assunto versa sobre sexo/sexualidade, 7% responderam que fazem perguntas dessa natureza às crianças, o que representa uma freqüência baixa e significativa. Ainda que as mães façam perguntas sobre sexualidade com baixa freqüência, seus filhos as questionam sobre o tema com uma freqüência um pouco maior, porém significativamente baixa. Como descrito na Tabela 14, 7% das mães relataram que os filhos fazem perguntas desse tipo freqüentemente e 28% disseram que isso ocorre algumas vezes. Sessenta e cinco por cento, porém, contaram que as crianças quase nunca/nunca fazem tais perguntas.

O Gráfico 2 apresenta a freqüência das respostas maternas sobre especificidades (situações, assuntos e reações das crianças) quanto à conversação, incluindo apenas as categorias citadas por seis ou mais participantes. As categorias que ocorreram com freqüência menor que seis são descritas separadamente no Apêndice E.

Gráfico 2. Freqüência das categorias que descrevem situações antecedentes, assuntos das conversas e reações dos filhos.

Como mostra o Gráfico 2, as situações de conversação mais citadas pelas mães referem-se às situações do cotidiano, que reuniu diferentes momentos do dia, tais como, horários de chegada e saída da escola, durante refeições, horários de acordar e dormir, embora as participantes não tenham feito referência ao comportamento da criança nessas ocasiões. Situações nas quais a criança conversa com a mãe também foram mencionadas e dizem respeito a ocasiões em que os filhos fazem perguntas, pedidos ou comentários sobre temas

Situações em que conversam

0 10 20 30 40 durante situações do cotidiano

quando a criança conversa com a mãe

quando a criança faz algo errado

em situações de lazer, brincadeira

Assuntos das conversas

0 10 20 30 40 concepções de certo ou errado escola/estudo acontecimentos do dia separação dos pais, o pai

lazer, brincadeiras a mãe, a criança, a família F re q ü ê n c ia

Como os filhos reagem

0 10 20 30 40

conversa, mostra interesse não conversa, mostra desinteresse

fica agressivo, desobedece concorda, obedece

diversos. Outras ocasiões em que as mães relataram conversar com os filhos foram aquelas em

a criança faz algo errado, por exemplo, bagunça, responde ou desobedece ou em situações de lazer, brincadeiras, como durante passeios ou ao assistir à televisão. Os assuntos das

conversas que foram mais citados pelas mães dizem respeito às concepções de certo e errado, que se referem às conversas sobre o “mau” comportamento das crianças, quando, então, as mães dizem aos filhos o que podem ou não fazer ou como se comportar. Outros temas mencionados foram a escola e os acontecimentos do dia, que versam sobre os eventos ocorridos ou alguma situação presenciada, e assuntos que envolvem o pai da criança ou a

separação dos pais. Assuntos relacionados ao lazer, brincadeiras, ou ainda, à mãe, à criança e à família foram citados com menor freqüência. Segundo o relato das mães, observa-se uma

diversidade nas reações da criança, que reagem de forma considerada socialmente habilidosa ou não, haja vista que algumas conversam, mostram interesse; outras não conversam,

mostram desinteresse; ficam agressivas, desobedecem, ou ainda, concordam, obedecem.

O Gráfico 3 apresenta a freqüência das categorias de respostas sobre assuntos e reações dos filhos quando as mães fazem perguntas.

Gráfico 3. Freqüência das categorias que descrevem os assuntos sobre os quais as mães fazem perguntas aos filhos e as reações das crianças na situação.

As perguntas relatadas com maior freqüência pelas mães referem-se à escola/estudo e aos acontecimentos do dia, ou seja, o que a criança comeu ou se brincou. Em seguida encontram-se questões sobre o bom/mau comportamento do filho, isto é, se obedeceu, comportou-se direito, brigou com outras crianças ou fez “arte”, as quais parecem ter a função de monitorar suas ações. Perguntas sobre eventos privados, tais como, o que a criança sente ou qual sua opinião sobre determinado assunto, por exemplo, sobre ir morar com o pai, foram mencionadas com menor freqüência. Além disso, as mães disseram também que questionam os filhos sobre o contato com pai, por exemplo, como foram tratados na sua casa durante a visita e relacionamentos interpessoais com amigos, adultos. Quanto às reações dos filhos, as mais citadas foram responde, mostra interesse, o que significa que as crianças participam da conversa, seguidas por reações que podem ser consideradas pouco ou não habilidosas socialmente, como não responde, mostra desinteresse, quando a criança, por exemplo, recusa- se a falar com a mãe, e chora, fica com medo, cabisbaixo.

Assuntos das perguntas

0 10 20 30 40 escola/estudo acontecimentos do dia bom/mau comportamento da criança

eventos privados contato com o pai relacionamentos interpessoais F re q ü ê n c ia

Como os filhos reagem

0 10 20 30 40

responde, mostra interesse não responde, mostra desinteresse chora, fica com medo, cabisbaixo

No que diz respeito às questões sobre sexualidade, dado a baixa freqüência com que as mães mencionaram que essas ocorriam, seus resultados não são apresentados através de gráficos, mas sim descritos.

Sobre as perguntas que as participantes faziam aos filhos, duas mães questionavam se alguém tocou no corpo da criança e uma disse que fazia perguntas sobre o que a criança sentia quando via cenas de beijo na televisão. Todas deram respostas vagas dizendo que se sentiam “normais” na situação e contaram que os filhos respondiam às questões, embora uma mãe tenha relatado que a criança também se recusava a falar em algumas ocasiões.

Já em relação às perguntas sobre sexualidade feitas pelas crianças, os assuntos mais freqüentes referem-se ao relacionamento sexual, com temas sobre beijo, namoro, sexo e

camisinha (n = 10), seguidas por questões sobre o corpo humano e órgãos sexuais (n = 6) e

sobre concepção e gestação (n = 5). Nessas situações, nove mães relataram que ficam

inseguras, perdidas, ou seja, sem saber o que fazer, e seis disseram sentir-se bem ou, de

maneira vaga, “normal”. Os sentimentos relatados pelas mães podem ajudar a compreender a forma como agem diante de perguntas sobre sexualidade feitas pelos filhos, haja vista que seis delas relataram que não respondem, dizem que não sabem ou que é coisa de adulto, cinco contaram que respondem com falsas verdades ou superficialmente, outras cinco disseram que

respondem usando a verdade e duas mencionaram ainda que repreendem a criança ou ficam

bravas. Quanto às reações dos filhos, oito participantes disseram que eles prestam atenção ou

aceitam o que dizem as mães e seis relataram que as crianças fazem mais perguntas, insistem em saber, provavelmente em decorrência de respostas evasivas ou quando não há resposta.

Uma participante não soube responder à questão.