2. Nutrition Parentérale :
2.1. La technique et ses modalités :
No que à informação recolhida pelas várias técnicas/instrumentos de investigação, esta esteve sujeita à análise de conteúdo e, no caso do inquérito por questionário, a análise estatística, recorrendo ao Microsoft Excel e ao Programa STATISTICA (versão 13.2, StatSoft, Inc. – 2016)).
Tendo em vista as técnicas de recolha de dados, verifica-se que existem técnicas de teor qualitativo, apesar de se imiscuírem técnicas de teor mais quantitativo. Com isto, comprova-se
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que, não obstante a prevalência das técnicas qualitativas num estudo de caso, este também pode incluir técnicas quantitativas.
No que diz respeito à análise de conteúdo, esta parte de uma seleção e redução do material (categorias ou temas), tendo como objetivo compreender e descortinar o que é realmente importante para a investigação. Deste modo, procede-se à “ultrapassagem da incerteza” e ao “enriquecimento da leitura” (Bardin, 1995, p. 29). Vejamos que a análise de conteúdo consiste numa análise metódica e objetiva do tema em estudo, que tem por objetivo a interpretação e estudo aprofundado e detalhado desse ambiente que de outra forma poderia ser impercetível num primeiro momento. A visão apresentada neste contexto é stricto sensu, sendo que este possui, maioritariamente o caráter quantitativo (Amado, 2013).
Segundo Amado (2013, p. 300) a análise de conteúdo é uma “técnica central, básica, mas metódica e exigente, ao dispor das mais diversas orientações analíticas e interpretativas”.
Partindo do ponto de vista de Laurence Bardin (1995), a análise de conteúdo contempla três fases distintas: a “pré-análise”, a “exploração do material” e o “tratamento dos resultados a inferência e a interpretação” (Bardin, 1995, p. 95). A fase da pré-análise carateriza-se por ser a “fase de organização” (Bardin, 1995, p. 95), tendo por fim a sistematização e aplicabilidade de operações variadas com a finalidade de se criar um plano conciso e preciso de trabalho. É nesta fase que se traçam os objetivos e os indicadores que irão fundamentar toda a investigação, bem como a seleção dos documentos cuja análise irá recair. Tendo o universo a estudar constituído, por vezes considera-se a constituição de um corpus textual que consiste no “conjunto dos documentos tidos em conta para serem submetidos aos procedimentos analíticos.” (Bardin, 1995, p. 96). Este corpus serve de ponto de partida à fundamentação e contextualização dos objetivos delineados, de modo a que todos os documentos selecionados para o processo de análise e posterior construção textual tenham coesão e coerência. É pertinente salientar, tal como Bardin (1995) o faz, que não é estritamente obrigatória a formulação dos objetivos e indicadores e posterior seleção dos documentos, pois pode haver uma inversão de processos, apesar destes estarem intrinsecamente conectados (Bardin, 1995).
Reunido o corpus a analisar, passa-se à exploração do material obtido. Assim sendo, esta exploração, “longa e fastidiosa, consiste essencialmente de operações de codificação, desconto ou enumeração, em função de regras previamente formuladas” (Bardin, 1995, p. 101), com o objetivo de transformar as informações em estado bruto para um conteúdo mais limpo e de fácil tratamento.
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Descortinando a codificação da informação, aquando da sua organização, esta divide-se em três grandes áreas, a saber: o recorte, a enumeração e a agregação.
O recorte da informação consiste na seleção de unidades de estudo, unidades estas que auxiliam a selecionar os elementos a retirar de um determinado documento para posterior análise. Estas unidades podem ser de registo e de contexto. Abordando, primeiramente, as unidades de registo, estas representam a significação do registo, fornecendo a fundação para a criação de categorias. Estas unidades de registo baseiam-se em cortes linguísticos e semânticos, isto é, a nível da palavra e do tema, respetivamente. Por sua vez, as unidades de contexto são as grandes unidades que servem de base para compreender e estudar as unidades mais pequenas – as de registo. Estas grandes unidades representam-se através das frases e dos parágrafos de um determinado texto. Esta unidade é de extrema importância, pois para se entender qual a significação de uma dada unidade de registo, é preciso saber qual o contexto em que esta se insere (Bardin, 1995).
Numa outra perspetiva de codificação da informação, temos a enumeração. Esta está relacionada com a contabilização das unidades de registo recolhidas ao longo de toda a investigação. Para tal, recorre-se aos seguintes tipos de enumeração, a saber: presença, frequência, intensidade, direção, ordem e considerações (Bardin, 1995).
Passando a abordar a última, mas não menos importante, grande etapa denominada de agregação que representa a “escolha das categorias” (Bardin, 1995, p. 104). Esta fase carateriza- se por ser pela junção de todos os recortes de unidades de registo e divide-se em duas grandes fases, a saber: o inventário e a classificação, isto é, na primeira fase faz-se um balanço dos elementos e, numa segunda fase, distribui-se os elementos, de modo a se criar uma organização no conteúdo selecionado. Este grande estádio que carateriza a análise de conteúdo pretende prover o investigador de dados, numa fase inicial da investigação, sem grande tratamento, para posterior seleção criteriosa e formação das categorias finais. Para que estas categorias sejam validadas e sem risco de generalismos, estas devem ter as seguintes qualidades: exclusão mútua, homogeneidade, pertinência, objetividade e a fidelidade e, por fim, a produtividade (Bardin, 1995).
Assim,
A codificação corresponde a uma transformação - efectuada segundo regras precisas- dos dados brutos do
texto, transformação esta que, por recorte, agregação e enumeração, permite atingir uma representação do conteúdo, ou da sua expressão, suscetível de esclarecer o analista acerca das características do texto (Bardin, 1995, p. 103).
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Abordando, por fim, a última fase da análise de conteúdo em si, “tratamento dos resultados a inferência e a interpretação” (Bardin, 1995, p. 95), é nesta fase que todos os dados são estudados, analisados e onde se constrói a informação concreta. É também nesta fase que os dados não trabalhados na codificação ganham significado, o investigador faz as suas inferências e sujeita a informação a testes de modo a verificar se são viáveis ou não, revelando, desta forma, a sua validade científica. Esta interpretação por parte do investigador pode, por um lado, levar a novas investigações/ilações sobre o tema ou, por outro lado, pode vir a inferir novas propostas ou descobertas que não estavam previstas.
Com as etapas anteriormente ditas, conseguimos, desta forma, explanar o conceito de análise de conteúdo em lacto sensu. Recorrendo aos estádios anteriormente mencionados, permitiu uma análise de conteúdo criteriosa dos instrumentos de recolha de dados aplicados no decorrer desta investigação.
Em jeito de conclusão, a análise de conteúdo consiste na sumarização de ilações retiradas após uma condensação e posterior estudo detalhado da informação reunida ao longo de todo o processo investigativo (Amado, 2013).
ão nos podemos esquecer que, para além da análise de conteúdo realizada com base em categorias, houve também uma análise de conteúdo estatística, que muito nos auxiliou para analisarmos e estudarmos os dados recolhidos pelos inquéritos por questionário aplicados nos grupos de formação estudados. Assim, tal como Quivy e Campenhoudt (2003, p. 223) reiteram, “a análise estatística descritiva e a expressão gráfica dos dados são muito mais do que simples métodos de exposição de dados”. Pretende-se, pois, que este trabalho seja expositivo, analítico e crítico.
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ENQUADRAMENTO TEÓRICO
O presente capítulo terá como foque a revisão da literatura respeitante à problemática e temática sobre as quais todo este processo de investigação esteve envolvido, bem como concentrado. Assim sendo, poder-se-á constatar a diversidade de fontes de conhecimento que sustentaram toda a investigação do tema do nosso projeto: Formação, Gestão e Avaliação da Formação.
Posto isto, numa fase inicial, iremos abordar questões correlacionadas com os conceitos e conceções de formação e competência, fazendo referência a variados autores, no sentido de sustentar toda a nossa investigação em torno do tema. Num momento seguinte, faremos uma abordagem à Gestão da Formação, mencionando as várias fases constituintes de todo este processo intrinsecamente complexo e existente nas organizações praticantes de formação centralizada.
Posteriormente, abordaremos a avaliação da formação, parte esta integrante da Gestão da Formação, mas que terá grande enfoque, uma vez que o nosso estudo recai sobre esse tema.
Uma vez que a investigação ocorre no seio de uma organização, não poderíamos de deixar de abordar as questões existentes entre a formação e a organização.