4. L’alimentation parentérale en fin de vie, ses questionnements
4.3. Les fondements de la décision
4.3.1. Espérance de vie et nutrition parentérale
A avaliação tem uma panóplia e abrangência de significados consoante o contexto em que é aplicado, tal como é abordado por Hadji (1994). Com isto, dando especial ênfase às acessões “julgar” e “verificar”, tem-se como pressuposto que avaliar é estudar e ajuizar algum objeto/substância, atribuindo um valor ao objeto alvo da avaliação. Se analisarmos este conceito, a avaliação está presente no quotidiano do ser humano, pois estamos sempre a criar juízos de valor sobre algum tema, comportamentos e atitudes que estão à nossa volta. Assim sendo, avaliar é atribuir também uma qualidade sobre o que é feito por alguém, isto é, avaliamos “sempre que nos encontramos em presença de operações que têm por resultado a produção de um juízo de valor” (Barbier, 1985, p. 26). Tal como Alves (2004, p. 11) o diz, “avaliar é uma actividade natural do ser humano que, constantemente, inconsciente ou conscientemente, faz juízos de valor, resultando daí diferentes posicionamentos perante o mundo que o cerca”.
No caso particular da formação, para além de se pretender aferir um juízo de valor sobre a formação ministrada, também se pretende verificar se as metas pré-estabelecidas foi alcançada. Este ponto torna-se pertinente para a Gestão da Formação, pois permite fazer uma análise crítica e fundamentada da ação no domínio formativo e, por conseguinte, performativo (Cardim, 2005). A partir destes dados, torna-se possível averiguar que tipo de qualidade e se houve qualidade na formação ministrada e aplicada.
Posto isto, a avaliação consiste num estudo no qual se atribui um grau que se carateriza por ser a qualidade, sendo que este pode ser empregue num individuo, num grupo, numa organização. Do ponto de vista de Hadji (1994, p. 31) a avaliação define-se como o
– acto pelo qual se formula um juízo de “valor” incidindo num objecto determinado (indivíduo, situação, acção, projecto, etc.) por meio de um confronto entre duas séries de dados que são postos em relação: – dados que são da ordem do facto em si e que dizem respeito ao objecto real a avaliar;
– dados que são da ordem do ideal e que dizem respeito a expectativas, intenções ou a projectos que se aplicam ao mesmo objecto.
Este estudo analítico tem como intenção fazer uma introspeção e reflexão sobre aquilo que se conjeturava numa fase inicial e o que se obteve no final, ocorrendo uma comparação entre os resultados esperados e obtidos no interior dessas balizas temporais. Esta análise que ocorre
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no processo de avaliação permite que haja uma fase para analisar pontos a melhorar e pensar em soluções de melhoria ou, por outro lado, fazer um levantamento dos pontos que se devem manter por irem de encontro aos objetivos pré-estabelecidos (Cardim, 2005).
Hadji (1994, p. 31) afirma que “o acto de avaliação é um acto de ‘leitura’ de uma realidade observável (…) e leva a procurar no seio dessa realidade, os sinais que dão o testemunho da presença dos traços desejados”.
No ponto de vista de Barbier (1990, p. 26), existe avaliação da formação sempre que se estiver na “presença de operações que têm como resultado a produção de um juízo de valor sobre as actividades de formação”. É, portanto, deste modo que se distingue avaliação da formação de controlo da formação, pois o controlo tem como função obter informações sobre o desenvolvimento da ação de formação (Barbier, 1990).
Posto isto, a conceção de Damas e De Ketele (1985) sobre o que é avaliação parece-nos ser a que melhor se adequa ao nosso trabalho: “examinar o grau de adequação entre um conjunto de informações e um conjunto de critérios adequados ao objetivo fixado, com o fim de tomar uma decisão” (Damas & De Ketele, 1985, p. 13).
Deve-se ter de igual forma em mente que quando se avalia uma formação se julga sobre a qualidade da mesma, pois avalia-se os seus conteúdos, métodos, metodologias, saberes e transposição desses saberes para o contexto real no qual cada individuo se insere (Salgado, 1997; Cruz, 1998).
Deste modo, podemos deduzir que a avaliação da formação é fundamental para que se perceba quais os pontos positivos e negativos de cada ação de formação, bem como as oportunidades e ameaças que a mesma pode representar. Com a formulação deste juízo de valor, é possível criar e remodelar os aspetos menos positivos numa nova ocorrência dessa formação ou então noutras que possam vir a acontecer (Cruz, 1998).
Para Barbier (1990), existem três tipos de avaliação, a saber: a avaliação implícita, a avaliação espontânea e a avaliação instruída. O primeiro tipo de formação carateriza-se por ser aquela que se exprime e se revela através dos efeitos por ela produzidos, não interessando nem o referente, nem o referido da formação.
Por sua vez, a avaliação espontânea surge quando é dada um parecer sobre um dado acontecimento, sendo que este é feito de forma informal. Esta pode tornar-se muito útil, pois, por vezes, somente após um debate algo intenso sobre as questões que envolvem a formação (o referente e o referido) é que se chega a um consenso sobre as ações que irão decorrer. Este tipo
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de avaliação é uma das bases fundamentais da determinação das políticas de formação de uma dada organização.
Por último, mas não menos importante, tem-se a avaliação instruída, que contempla quer o referente como o referido, sendo que este tipo de avaliação se torna explicito “na sua produção como resultado” (Barbier, 1990, p. 32). Por detrás desta avaliação está alguém que tem habilitações para o fazer, sendo que se recorre a métodos, metodologias e conceções que se traduzem em resultados. É a partir deste tipo de avaliação que Barbier (1990, p. 34) formula a seguinte definição: “a avaliação da formação designada como um acto deliberado e socialmente organizado, acabando na produção de um juízo de valor”.
Vários são os instrumentos para se proceder à avaliação da formação, a saber: observação direta, entrevistas e grupos focais, inquéritos e conversas informais. Todavia, o instrumento a que mais se recorre é o inquérito por questionário (Cruz, 1998), sendo que o inquérito de satisfação da formação e o da eficácia da formação são os mais recorrentes.