• Aucun résultat trouvé

Taux de pénétration des technologies de l’information et de la communication

1. Potentiel et caractéristiques du marché de l’éducation au Brésil

1.6. Taux de pénétration des technologies de l’information et de la communication

Conforme foi indicado no capítulo introdutório, o Orógeno do Leste Africano (East African Orogen, EAO), denominado por Stern (1994) abrange uma região de rochas supracrustais ao norte, o Escudo Árabe-Nubio, e o Cinturão de Moçambique (Mozambique Belt, MB) ao sul. A história geológica do EAO, resumida na figura1, adaptada de Li et al.(2008), resulta da quebra parcial do Supercontinente Rodínia em vários blocos continentais durante a primeira metade do Neoproterozóico, e as sucessivas colisões de vários desses blocos para criar o Gondwana no final do Neoproterozóico e início do Paleozóico.

O Escudo Árabe-Nubio, que representa o setor norte do cinturão, é caracterizado por material crustal intra-oceânico, juvenil. Os ofiolitos que ocorrem na porção norte do cinturão são alóctones, e foram formados durante as fases iniciais do orógeno, por volta de 900 Ma, e suas assinaturas químicas são consistentes com o desenvolvimento em ambientes relacionados a arcos

de ilhas no interior do “Oceano Moçambique” (Wilson et al, 1997, ver figura 1).

Para amalgamação ao longo do EAO as primeiras colisões arco-continente e continente- continente são registradas em cerca de 880-930 Ma justamente no Escudo Árabe-Núbio. Outros eventos colisionais são detetados em 800 Ma, entretanto os episódios mais importantes são aqueles associados ao ciclo orogênico Pan-Africano, entre 650 e 500 Ma, que culminou com o fechamento do Oceano de Moçambique.

A arquitetura do EAO muda dramaticamente ao longo do orógeno. Se na parte Norte aparece crosta juvenil Neoproterozóica, de caráter oceânico, a parte Sul designada como cinturão de Moçambique, é caracterizado por rochas granitoides de alto-grau, interpretadas como oriundas de margens deformadas de continentes em colisão. Esses processos de colisão continente-continente, do tipo Himalayano, retrabalharam regiões amplas de margens cratônicas antigas e dessa forma o MB seria um cinturão policíclico, afetado por intenso tectonismo desde o final do Neoproterozóico até o Paleozóico inferior. Em especial, eventos tectônicos Mesoproterozóicos são importantes no MB, de modo que permanece problemático separar eventos Grenvillianos dos Pan-Africanos. Além disso, colisões sucessivas, começando em cerca de 800 Ma e terminando

por volta de 500 Ma indicam o longo período de convergência que caracteriza o EAO (Stern, 1994; Wilson, et al., 1997; Shackleton, 1997, entre muitos outros).

A figura 4, adaptada de Shackleton (1997), mostra a situação do MB após a orogenia Pan-

Africana, com a situação relativa de regiões cratônicas e as faixas móveis resultantes dessa orogenia. Essa figura mostra os limites das regiões cratônicas da Tanzânia (parte mais oriental do Craton do Congo), Madagascar, Dharvar, e Kalahari (incluindo a parte mais ocidental do continente Antártico, tradicionalmente unido a este). São indicadas também as faixas móveis por ele indicadas como Grenvillianas, e da mesma forma, são indicadas as regiões das faixas móveis

Pan-Africanas, com as respectivas tendências estruturais.

Quantas são as suturas resultantes das colisões Pan-Africanas? Qual seria, na visão de Shachleton (1997), a colisão terminal dessa orogenia? Em seu trabalho paradigmático, em que o MB é examinado de norte para sul, ele inicia considerando que diversas zonas ofiolíticas, que marcam suturas Pan-Africanas, podem ser traçadas desde o Egito, através do Sudão e da Etiópia, até o Mozambique Belt em Kenya. Na busca de uma convergência terminal, sugere a Zona de Nabitah, na Arábia, na parte oriental do Escudo Árabe-Núbio, cuja continuação pode ser traçada através do Kenya central, a leste da klippe ofiolítica Baragoi, e daí ao longo da shear zone de Barsaloi (ver figura 4). Em seguida, a mesma zona de sutura segue para o Sul até Cóbuè, onde apresenta deformação Neoproterozóica intensa associada ao metamorfismo de alto-grau, com empurrões e

nappes voltadas para WNW, e atinge largura expressiva, de ca. 70 km. Ao Sul de Cobué, perto de

Tete, as estruturas Neoproterozóicas desaparecem sob coberturas Fanerozóicas.

Mais para o sul, a polaridade tectônica, voltada para S e SW no limite oriental do Zambezi Belt, circunda o Craton do Zimbabwe, e volta-se para W. Ao mesmo tempo aparece a zona de transcorrência de Manica, com direção N-S, justamente na região objeto deste trabalho. Nesta área, em associação com os empurrões e dobras fechadas, que apresentam a mencionada vergência para W, observa-se metamorfismo regional nas rochas metassedimentares que aumenta até o facies anfibolito alto (zona da sillimanita) em ca. 10 km a partir da margem do craton. Na opinião de Shackleton (1997), a similaridade no estilo de metamorfismo, de facies anfibolito alto, e dos empurrões genericamente voltados para W e NW, indica a continuidade entre as zonas

Fig.4. Mapa da parte sul do Orógeno Leste Africano mostrando principais unidades geológicas no Leste e Sudeste da Árica, Madagascar, sul da Índia, Srilanka e East Antartica (Shackleton, 1976 & Lawver et al., 1998). Cinturões: C=Cóbuè; LI=Limpopo; LU=Lúrio; M=Manica; UB=Ubendiano; V=Vohibory; ZA=Zambezi. Ofiolitos: WP=Oeste de Pokot; B=Baragoi; M= Moyale. A inserção, na zona de transcorrência de Manica, indica a área de estudo. Observam-se empurrões para W nos crátons de Zimbabwe e Tanzania.

deformadas de Cóbuè e Manica, e seu alinhamento representaria a mesma sutura colisional Neoproterozóica.

Mais para o sul, uma grande exposição de rochas Fanerozóicas esconde a possível continuação da sutura por ca. 500 km, até Dronning Maud Land, tendo em vista que o continente Antártico é colocado adjacente ao Africano na reconstrução do Gondwana. Na Antártica, a sutura é colocada perto de Heimfrontfjella (ver figura 3), onde ocorre a extensão oriental do Craton do Kalahari, com rochas de idade Grenvilliana, afetadas por retrabalhamento Neoproterozóico em alto-grau e empurrões com vergência para W.