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Tailles de population

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Apprentissage temporel au sein d’une population

3. Influence de quelques paramètres sur la dynamique 1 Le seuil de décharge, déterminant de sélectivité

3.2. Tailles de population

Esta segunda etapa também é marcada por 3 momentos cronologicamente delimitados, dando a marca dos acontecimentos na vida de Inácio e sua reação a eles. Nesta etapa, ele se ocupa com “determinação deliberada”34 da redação dos EE, pois eles já tinham se transformado em matéria a ser “dada” a outros, mas não apenas por ele; Pedro Fabro, um dos dois primeiros companheiros (o outro foi Francisco Xavier), ocupou-se muito dos EE e de cuidar para que eles continuassem sendo “dados”. As etapas abaixo descritas são: 1. Da época de Paris, estudante entre tantos, morando e servindo no hospital e agregando companheiros à sua volta; 2. A época da Itália, mas antes de fixar-se em Roma; ele e os companheiros ainda

 

34 Expressão presente no [EE 98], que está na Segunda Semana, no final do processo de Eleição. Deixamos registrado, na íntegra, porque acreditamos que Inácio estava, mais do que nunca, totalmente imerso nesse estado de espírito. “[EE 98]: Eterno Senhor de todas as coisas, faço minha oblação com vosso favor e auxílio, diante de vossa infinita bondade e em presença de vossa Mãe gloriosa e de todos os santos e santas da corte celestial, protestando que quero e desejo, por determinação deliberada, imitar-vos em suportar todas as injúrias e toda ignomínia e toda a pobreza, tanto material como espiritual, desde que isto seja para vosso maior serviço e louvor, e Vossa Majestade santíssima queira escolher-me e receber-me em tal vida e estado.”

Os Exercícios Espirituais de sto. Inácio de Loyola - PUC-SP. 2011 ϲϰ 

estão “tateando” os caminhos que deveriam seguir; 3. Já em Roma, ocupando-se do estabelecimento da Companhia de Jesus, quando os EE ganham formato definitivo.

a. A época de Paris: 1528 a 1535

Em Paris, Inácio passou a “dar” os Exercícios de maneira mais integrada e ordenada; os que vinham até ele eram estudantes universitários. Como lemos no trecho abaixo, houve uma grande movimentação entre os estudantes com os novos ares que Inácio trazia ao “dar” os Exercícios, e o que eles despertavam naqueles jovens, sedentos de mudança e de orientações novas.

“Partiu para Paris sozinho e a pé, (...) e ia estudar humanidades em Monteagudo. A razão disso era achar-se muito falto de fundamentos (...). Considerava consigo este propósito e sentia muita consolação, imaginando que o mestre seria Cristo e daria nome a um dos escolares de São Pedro a outro de São João, e assim de cada um dos apóstolos. ‘Quando o mestre me mandar, pensarei que me manda Cristo; quando me mandar o outro, pensarei que me manda São Pedro’. (...) Começou mais intensamente do que costumava, a entregar-se a conversações espirituais. Dava quase ao mesmo tempo Exercícios a três, (...) Estes conseguiam grandes mudanças: logo deram tudo o que possuíam aos pobres, até os livros, começaram a pedir esmola por Paris, e foram pousar no hospital de Saint-Jacques, onde antes morava o peregrino.”ϯϱ

Inácio também se dá conta de que seus apontamentos pessoais, os “escritos dos Exercícios”, para ganharem “carta de cidadania” e serem dados a pessoas de nacionalidade não espanhola, teriam que ser traduzidos para o latim, mais cedo ou mais tarde. Graças às investigações detalhadas e aprofundadas de Calverasϯϲ

é que hoje podemos saber das dificuldades que Inácio enfrentou, ao tentar fazer a tradução para o latim. Não só ele já era um aluno em idade mais avançada, nos seus 37 anos, como não era bem formado na língua latina; resultou que sua tradução era a de alguém que pensava e escrevia em castelhano, mas com palavras latinas; hoje, diríamos que ele fazia uma tradução ao “pé da letra”. Daí vem o uso excessivo do gerúndio, o modo castelhano de usar preposições, advérbio; ou seja, um latim pobre, traduzido palavra por palavra. Sabe-se que o processo de composição e gestação desta tradução começou em 1528, com o próprio Inácio, mas que acabou recebendo a ajuda dos colegas universitários com quem compartilhava quarto no Colégio Santa Bárbara em Paris.

 

35 LOYOLA, Ignacio de. El relato del peregrino.Autobiografia de Ignacio de Loyola. Aut 73, 75, 77. p.56-57. 36 ARZUBIALDE, Santiago. Ejercicios Espirituales de s.Ignacio – Historia y Análisis. Para os detalhes que se seguirão sobre o texto dos EE, ver páginas 41 a 62.

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Este processo estendeu-se até abril de 1535, quando ele saiu de Paris e voltou para Aspeitia, ao lado de Loyola, para sua terra e família. Assim sendo, esta tradução consta tanto de fases sucessivas, como de distintos autores e corretores.

Como os “escritos dos Exercícios” foram parar em mãos do inquisidor37 Valentín Liévin e ali ficaram, restou-nos apenas o texto que havia sido conservado entre os apontamentos do sacerdote inglês Juan Helyar (H). Não se tem ao certo se ele “fez” os EE com o próprio Inácio ou com Pedro Fabro, em 1535.

Deste período, foram acrescentadas ao que já estava redigido, as seguintes partes (mesmo que depois tenha sido melhorado):

- Anotações: as que se referem às disposições requeridas do exercitante. - Pressuposto inicial: EE 22.

- Princípio e Fundamento: EE 23, que vai ganhando mais elaboração.

- Meditação dos Três Binários38 (Três classes de homens): EE 149-157. - Três modos de

Humildade: EE 164-168.

- Contemplação para alcançar amor: EE 230-237. Está registrada nesse período, embora Polanco tenha dito que ela já era de Manresa, no seu essencial.

- Adições – Para fazer os Exercícios e melhor encontrar o que se deseja: EE 73-81.

- Algumas outras anotações (EE 5) e outras regras de discernimento de primeira semana (EE 314-315).

- E ainda algumas notas de como “dar” a experiência dos EE, que é o Diretório, e encontra-se no interior do texto de Helyar.

b. A época da Itália: 1537 até meados de 1539

Quando Inácio voltou à Itália, vindo de sua terra natal, ele retomou suas primeiras notas, a estas acrescentou outras, e organizou todo o material; retomou também a tradução do texto para o latim, contando com a colaboração de Pedro Fabro e Salmerón. O grande colaborador deste período foi Pedro Fabro; e segundo Calveras, tanto na construção como no estilo de seu texto predominam a tendência ao refinamento.

 

37 Novamente as autoridades se voltam para inquerir Inácio. Já o haviam feito em Alcalá e Salamanca. Desta vez, menos para “checar” seus conhecimentos teologais, e mais porque como ele agregava a sua volta estudantes e pessoas de proeminência social e econômica, havia o temor de uma mudança da “ordem” prevista, pois aquelas pessoas se dispunham a mudar de vida e abraçar o “despojamento” que Inácio propunha, a serviço de Cristo. 38 Esta meditação parecia refletir o ambiente estudantil e a busca de novas escolhas de vida, e já era usada para servir a esse encaminhamento. Isso confirma o que foi dito na nota anterior, quanto à preocupação das “autoridades” com a presença de Inácio entre os estudantes e na cidade.

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São desta época as seguintes partes:

- Anotações: as que se referem àquele que “dá” os Exercícios. - Princípio e Fundamento: EE 23 – em sua redação definitiva.

- Mistérios da vida de Cristo: os que estão no final do livro, e suas notas correspondentes. - Regras para ordenar-se no comer: EE 210-217.

c. A época da Itália, mas apenas em Roma: 1539 a 1541

Em Roma, Inácio volta a fazer uma revisão total do texto; mas nesse momento com a ajuda de Salmerón. São desta época:

- Regras de discernimento de espíritos, mais próprias para segunda semana: EE 328-336. - Regras sobre os escrúpulos: EE 345-351.

- Regras para o sentir com a Igreja: EE 352-370. Poder-se-ia pensar que estas seriam do tempo de Paris, considerando a efervescência anti-protestante que por ali imperava; no entanto, como não constam do texto de Helyar, considera-se que seja mesmo do período romano.

É necessário acrescentar, no entanto, que Inácio não deixou de introduzir sucessivas correções no texto Autógrafo, entre 1544 e 1547, que teve seu registro posterior, na Versio Prima oficial. Esta versão, conhecida como Vulgata (V, 1546/1547, cópia latina arquetípica, tradução oficial ao latim), recebeu a aprovação pontifícia de Paulo III, a 31 de Julho de 1548. E em setembro deste mesmo ano, saiu a primeira edição do texto latino dos EE.

A primeira edição do texto castelhano dos EE aconteceu em 1615.

Em 1835, o então Padre Geral da Companhia, Juan Felipe Roothaan, promoveu outra publicação do texto em latim, mas aproximando-o o mais possível do modelo castelhano, para que pudesse ser conhecido e aprofundado por todos os que quisessem maior contato com o texto original.

As edições contemporâneas, em diferentes línguas, fazem uso do texto Autógrafo, com a ortografia ligeiramente modernizada, conforme o publicou o p.Codina, em Turim, em 1928.

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