• Aucun résultat trouvé

Table prospective TPRV 93

A presença do psicólogo na escola hoje tem merecido um novo e diferenciado olhar. Sua atuação é vista como extremamente importante neste ambiente. Há um entendimento positivo da maioria pertencente a este grupo quanto a sua importância, o que não acontecia em tempos passados.

É um profissional, cujo valor tem sido reconhecido, em especial, por conta das relações que implicam em vincular escola e sociedade, como mediador.

Sua importância não se subsome a ser apenas um analista, mas sim um mediador interveniente, que se apresenta num somatório, visando a qualidade melhorada do ensino, consoante a demanda de eventuais conflitos, cuja percepção implique em profilaxia.

A ideia é de somar mais um profissional que tem uma visão tanto dos aspectos educacionais quanto administrativos e de relações humanas, numa equipe interdisciplinar em que ocorrerá o acolhimento da maioria das demandas da escola e, consequentemente, práticas dentro da realidade de cada instituição que solucionem as demandas (MENDA, 2013, p.17).

Segundo Novaes “[...] o surgimento de novos espaços e tempos provocará,

sem dúvida, mudanças não só no próprio sistema educacional e social como nas práticas profissionais do psicólogo escolar” (NOVAES 2002, p.98).

Ainda que, desde a regulamentação da profissão exista a previsão de a escola ser espaço de atuação do psicólogo, efetivamente sua presença não é rotina escolar:

No Brasil, desde a regulamentação da profissão do psicólogo, no ano de 1962, reconhece-se oficialmente a escola como um dos campos de atuação. Entretanto, até o inicio da década de setenta, ainda era reduzido o numero de profissionais que ali trabalhavam. Será ao longo desta década que se observará uma inserção maior de psicólogos na rede pública e particular de ensino. [...] (DRUGG, 1998).

Porem a legislação que rege regras de educação, ainda não contempla o trabalho do psicólogo escolar. Nas escolas públicas, o seu acesso ainda é trilhado por caminhos burocráticos e administrativos. Cite-se:

Mais pertinente à questão da profissionalização do psicólogo que atua na interface Psicologia-Educação, pode ser destacado o art. 71, da LDB que estabelece a definição de “despesas educacionais, e, em seu inciso IV, não apenas exclui o psicólogo, mas situa o seus serviços entre “outras formas de assistência social”. Dentro dessa visão equivocada e restritiva quanto às possibilidades de atuação em psicologia, não é de se admirar que tal atuação seja vista como despesa e não como investimento educacional (DEL PRETTE, 1999. p.13).

MENDA (2017) ressalta que o que diferencia principalmente a atuação do

psicólogo é o seu “aporte teórico”6 – que possibilita a integração dos aspectos

afetivos com os técnicos pedagógicos. Este aporte integrado aos aspectos afetivos, são com certeza, para a autora, a contribuição maior que a psicologia traz ao ensino, já que essa dimensão afetiva, junta do aspecto cognitivo, é essencial na construção das relações dos alunos entre si, estes e o professor, incluindo de forma enfática a instituição e a família no grupo onde se desenvolve o aprendizado.

Veja-se que GUIRADO vai além neste conceito. O autor diz que o conhecimento do sujeito sobre si mesmo, no seu histórico vivido, é objeto de

6

As Terapias Cognitivas têm como base o pressuposto de que os afetos, comportamentos e pensamentos de uma pessoa são determinados pelo seu modo de perceber, interpretar e estruturar as situações em seu cotidiano. A experiência pessoal nos leva a formar ideias sobre nós mesmos e sobre o mundo.

trabalho do profissional da psicologia, o que refere às características do humano, é a universalização do que representa as relações do sujeito na sua trajetória de vida:

[...] Deste ponto de vista (clínico), o objeto da Psicologia são as relações; mas não as que materialmente se dão e sim, tal como imaginadas, percebidas, representadas pelo sujeito. O que caracteriza especificamente o humano e psicológico não são as habilidades e capacidades dos indivíduos, tomadas como coisas em si, mas sim o universo de suas representações e afetos. A intervenção do psicólogo deverá se inscrever a este universo (GUIRADO, 1987, p. 71).

Assim, deve-se pensar que o profissional da psicologia tem como fim, ocupar um espaço que possibilite verificar, em especial, as condições de adaptação da criança ou jovem, vítima direta ou não da violência, buscando detectá-la, inibi-la para mediar soluções, onde aprecie de forma crítica, o desenvolvimento de quem supostamente esteja em situação de risco, numa avaliação psicológica que mostre, padrão na classificação do desenvolvimento cultural:

É também importante considerar que um trabalho psicológico é um ato político e como tal implica uma visão de mundo que revela o compromisso social que temos como a criança, o adolescente, ou o adulto no campo do

processo de escolarização. (MACHADO E SOUZA, 2010. p. 14).

Trabalhar com a compreensão do ser humano, compreender o diferente, explicar o que possivelmente não poderia ser compreendido é desafiar no outro à busca por possibilidades do que se desconhece. Nisto reside também o ofício do psicólogo, que cria um espaço aberto como sendo a ser oportunizado ao todo.

O trabalho do psicólogo cria na escola um espaço que não existe concretamente, que não é nem na sala de aula, nem a sala da diretora, nem o pátio de recreio. Trata-se de um espaço montado, de um recorte a partir de todos os espaços da escola. É um novo espaço que se cria quando se entra na escola (KUPFER, 2010, p. 63).

A atender as demandas sobre, as questões de violência que surgem das mais variadas formas, prioriza-se o individuo aluno como um sujeito a ser valorizado no ambiente que passa grande parte de sua infância ou adolescência. Ali constrói parte de sua estrutura emocional e afetiva, donde coibir elementos externos que o atinjam, e que possam de alguma forma influenciá-lo de forma negativa, ou atrapalhar o seu desenvolvimento sadio, é tarefa reservada também ao psicólogo, portanto profissional de suma importância.

[...] A partir do ensino de Jacques Lacan, psicanalista francês, alguns parâmetros passam a dirigir de modo mais preciso o trabalho do analista. O discurso - e não o comportamento- é o alvo da análise, e uma vez que o inconsciente se estrutura como uma linguagem, o analista estará operando com as leis de funcionamento da linguagem, e extraindo delas a eficácia de sua ação. Dito de outro modo, para a Psicanálise a linguagem é condição do inconsciente, assim como é condição da Ciência, assim como é condição, fundamento, de toda construção cultural. Condição, portanto, da construção das instituições humanas, e entre elas, a escola (KUPFER, 1989, p. 59).

De onde conhecer as múltiplas determinações da atividade educacional, para poder focar mais adequadamente determinadas áreas de intervenção e desenvolver um trabalho envolvendo toda a comunidade escolar (professores, pais, funcionários e alunos). Portanto conhecer o cotidiano escolar, bem como suas direções éticas e políticas, precisa ser prioridade ali na atuação do profissional de psicologia (CREPOP - Centro de Referencia Técnica em Psicologia e Politicas Públicas, 2013).

Conforme já discorrido, enfrenta-se um discurso solidificado nas escolas. Neste sentido a atuação do profissional da psicologia serve-se também de instrumento na evolução da transformação do ambiente escolar, na mutação da figura conservadora para o novo modelo que oportunize intervenções diversas que comporte sim o lugar do psicólogo. PATTO, ao prefaciar a obra de MACHADO; SOUZA (2010) discorre sobre as repetições, alertando que:

Os discursos institucionais tendem a produzir repetições, mesmice, na tentativa de preservar o igual e garantir sua permanência. Contra isso emergem, vez por outra, falas de sujeitos, que buscam operar rachaduras no que está cristalizado. É exatamente como „auxiliar de produção‟ de tais emergências que um psicólogo pode encontrar o seu lugar: eis o que pode

propor uma psicologia na escola que opere com Parâmetros da Psicanálise (PATTO, 2010, p.12).

Significa dizer que não há solução dos problemas e para todos os problemas (cuja pretensão não se tem). O profissional da psicologia é essencial para evidenciar, intervir, mediar possíveis problemas da escola e de violência na escola, o que sublinha o CREPOP (2013, p. 44):

[...] Se nos aproximamos de uma escola para dar soluções aos problemas, se aceitamos tal lugar, entramos na trama que amarra o cotidiano nas questões postas. Reduzimos a atenção, a sensibilidade e os ensaios para a criação de um campo argumentativo, território de experimentação de outros possíveis e circulamos no estabelecimento que levou à constituição dos impasses.

O ambiente de aprendizado deve ter como objetivo a circulação do discurso, NO QUAL a autoridade ceda espaço para a palavra, onde a fala encontre na dinâmica do trabalho do profissional da psicologia, uma melhora expressiva de manifestação, com menores desgastes ao envolvidos.

O objetivo do trabalho do psicólogo na escola é o de abrir um espaço para circulação de discursos, naquelas instituições em que a ausência dessa circulação estiver comprometendo a realização dos objetivos institucionais (KUPFER, 2010, p.61).

Frente à violência manifesta ou preeminente há que se flexionarem melhorias no ambiente. O sofrimento de pessoas ou grupos, que muitas vezes é a resposta que surge em forma de violência, fatalmente é por excelência, essência da escuta inscrita no trabalho do psicólogo, num processo de compreensão de si mesmo.

Muito do social serve como exemplo para o que acontece nos mais variados tipos de ambientes e ocasiões. A violência também deixa seus sinais e marcas, assim como também seus rastros. Baseado nas ideias de DEL PRETTE & DEL PRETTE (2003) é de se considerar a as habilidades sociais enquanto ferramenta do Psicólogo Escolar/Educacional (PEE):

[...] ele atua tanto através das interações como nas interações. Ela também serve para se identificar onde se encontra o problema, pois a maioria dos problemas escolares é causado por relações, seja ela entre aluno-professor, aluno - pais. As habilidades sociais servem para se investigar os focos de intervenção.

Se todo o processo de violência desenvolve-se e se manifesta de algum ou de outro modo, inegável que a presença de um profissional especializado- cuja possibilidade e sensibilidade de aferir a fonte da violência seja maior do que o outro profissional inserido no grupo - implica em flexionar possibilidades de intervir e interagir para buscar impedir que se expandam atitudes violentas.

É nessa interação e na intervenção que o psicólogo escolar precisa atuar numa constante, no que diz respeito referenciado por DRUGG (1998 apud CORREA, 1995, p. 165).

[...] ao Psicólogo escolar em particular, cabe trabalhar com as pessoas em suas relações interpessoais e promover a harmonia dessas relações e, consequentemente do ambiente onde atua. Neste sentido, há um espaço para o psicólogo em todas as formas de organização, intervindo quando for necessário.

Para tanto, a psicologia faz uso de um saber, que de certa forma produz um recorte sob o sujeito, quer na sua relação com ele mesmo ou com o outro. É uma análise dos significados dos grupos dos quais antecedem ou sucedem o sujeito. Neste sentido, no que diz respeito ao sujeito e a escola, é preciso buscar localizar as prováveis causas psíquicas que estariam gerando interferência quer no seu aprendizado, em seu “mau” comportamento, advindos do contexto na sala de aula, num viés de algo mais profundo. (MACHADO; SOUZA, 2010).

De se considerar também a queixa advinda da Instituição escolar, como uma das formas de busca de um socorro para a mesma. Este olhar do psicólogo, dá percepção de interpretar o “desleixo” do aluno.

Como psicólogos precisamos urgentemente rever nossas interpretações e nossas práticas em relação à queixa escolar, ampliando o nosso olhar na direção da complexidade do conjunto de práticas que constituem a vida

diária escolar, complexidade esta que muda o significado dos comportamentos que as crianças apresentam nesse contexto e que instrumentos de avaliação psicológica insistem em não considerar (SOUZA, 2010, p. 35).

Assim, ao tempo que a escola percebe a dificuldade do aprendizado, a falta de interesse, constata ser o subjetivismo dos integrantes do grupo, um elemento que conduz à reflexão dos motivadores desta inversão de valores que atingem o interesse pelo conhecimento:

PATTO (op.cit.) analisa a relação entre a subjetividade e os mecanismos escolares, afirmando que não se trata, portanto, de negar a influência de conflitos psíquicos vivenciados pelas crianças, mas de considerar que as relações escolares contribuem, modificam ou reforçam quaisquer que sejam esses conflitos, criando e recriando inúmeras outras situações desafiadoras, aversivas ou violentas (SOUZA, 2010. p. 34).

Coibir de uma ou de outra forma a violência em qualquer âmbito, freá-la de qualquer modo é romper com dificuldades que se apresentam no processo de aprendizado que são inerentes ao crescimento do aluno.

Veja-se que toda a atitude voltada a inibir a violência e diagnosticar formas de preveni-la para que não se torne um problema na vida de possíveis vítimas, assim como do próprio algoz, trata-se de medida que merece a observação e comprometimento, não só do grupo, mas de toda a sociedade.

Assim de salutar importância a presença do profissional da psicologia no ambiente escolar, quiçá nos dias em que a modernidade adentrou às portas das casas e o diálogo cedeu espaço às tecnologias, podando e muito as conversas e as regras familiares.

De se ressaltar que o trabalho do psicólogo também engloba muito mais do que somente estar vinculado direta ou indiretamente à violência escolar. Reside e muito em tornar compreensível aos demais envolvidos no ambiente - entenda-se

professores, alunos e administradores – que as relações de violência devem ser

A luta do psicólogo, então, é a de sustentar um campo de indagações que dê tempo para que os educadores possam se deslocar também dos seus lugares marcados de quem sabe, de quem está impotente, de quem já desistiu, contribuindo para a produção de novas perguntas que coloquem em foco às relações entre “um” e “outro”, tirando a exclusividade dos corpos “em si” em situação de isolamento- que paralisa o trabalho- para poder perguntar sobre as situações, as circunstâncias, os valores, as práticas que constroem o cotidiano-que movimenta o trabalho (SOUZA e ROCHA, 2008, p. 40).

Partir da premissa de que o trabalho a ser executado exige a dedicação e a consciência de que não é a aplicabilidade de uma ciência exata, torna ele uma atividade cujo objetivo implica em ter a sensibilidade de possibilitar ao outro o revelar-se a si mesmo.

Há, pois um longo caminho a percorrer enquanto psicólogos mediadores, especialmente junto das demandas escolares, ressaltando-se as sobressalientes atitudes violentas que se operam no grupo, quer seja entre alunos e professores, entre professores e seus pares, e porque não mencionar, a violência sofrida pelo profissional da educação diante da desvalorização de seu trabalho pelos seus empregadores.

Ficar atento à sua atuação prática como mediador das relações que se encontram enraizadas, também é função essencial ao profissional de psicologia. Este profissional deve ser compreendido como um aliado da família, da escola e da comunidade para a busca de uma possível plenitude em educação de qualidade.

Prefaciando a obra de MACHADO; SOUZA (2010) Patto menciona que não se pretende com a psicologia dar a garantia de resolver toda a problemática da escola, já que essa missão é notadamente impossível, mas é preciso incluí-la, porque estas experimentam a impotência frente ao quadro de desigualdades e desafios.

A psicologia não tem o poder onipotente de fazer das escolas um lugar de igualdade e liberdade em uma sociedade congenitamente desigual, opressora e excludente, todas elas lidam com maturidade com o inevitável sentimento de impotência e permanecem em um campo cheio de percalços (PATTO, 2010, p. 11).

Não se pode conformar-se com a formação de geração de crianças e jovens que não se apropriem de forma ativa de um conhecimento que seja produzido socialmente. Dado a isso, ter a psicologia na discussão de conflitos e contradições que permeiam o ambiente escolar, é de salutar importância, haja vista a necessidade de não deixar essa geração de jovens e crianças à mercê do processo de produção capitalista, à razão de que deve lhes ser possibilitado a participação direta, rompendo com paradigmas já instituídos (NENEVE e SOUZA, 2006).

KUPFER chama de espaço Psi (carinhosamente abreviado/psicologia), este constituído por parâmetros no viés da psicanálise, que podem ser caracterizados como função do que toca o psicólogo em sua atuação no espaço escolar, cuja transferência é elemento autorizador, num processo de escuta, na busca de possibilitar ao sujeito seu conhecimento e reconhecimento no ambiente:

[...] Um psicólogo estará “autorizado” a intervir em uma instituição quando estiver criada a transferência, seu principal instrumento de trabalho, da qual extrairá seu poder de ação, e com a qual poderá criar o espaço psi na escola; Diante da demanda da escola, o psicólogo não atenderá, nem a recusará, mas a “escutarà”(entendendo-se “escuta” em seu sentido psicanalítico); O trabalho do psicólogo se movimentará na intersecção entre a Psicologia e a Pedagogia; [...] Disso se deduz ainda que o psicólogo não participa da definição ou da transformação dos objetivos daquela instituição, pois não faz uso politico do poder que lhe confere a transferência. Usa-a apenas para produzir efeitos de verdade nos participantes dos grupos, e

para ajudar na reorganização das condições de “oxigenação” daquele

organismo (KUPFER, 2008, p. 61).

A contribuição de um profissional da área da psicologia na resolução, mediação, aferição de tensões e conflitos, pode ser de grande e extremada valia, não só para o desenvolvimento isolado de um determinado aluno, mas também para a melhoria do ambiente escolar como um todo.

À razão reside no fato de que, se identificados e diagnosticados os mais pequenos e possíveis problemas do cotidiano que possam serem tidos como problemas a alunos, professores e pais, e eles não mais se fizerem presente como um dilema, o ambiente vivenciado escolar será ao mínimo mais aprazível.

CONCLUSÃO

As alterações dos mais variados cenários, ao longo dos últimos anos trouxeram consideráveis mudanças aos grupos escolares, especialmente quanto a dinâmica e especificidade do trabalho realizado dentro do contexto escolar.

Assim há que se pensar a realidade social e as mudanças que a escola sofreu (e precisa sofrer) na adequação de sua estrutura formadora e geradora de culturas, conhecimentos, caráteres, cidadania, enfim, formadora de opiniões sobre o mundo.

Com o desempenho desta pesquisa, comprometeu-se a buscar possibilidades de formas supressivas de violência e agressividade, trazendo a distinção da singularidade entre ambas, tão usualmente conceituada, justamente com o fim de pretensa viabilização de abordagem, meios e modos especialmente humanos, que percebam, diagnostiquem e mediem, na intervenção de ditas formas de violência ou agressividade.

O comprometimento do estudo segue com o grupo, para o grupo e contando com o grupo, à razão de que se entende não ser um processo isolado, onde um sujeito de forma coercitiva ou autoritária, consiga persuadir os personagens a evitar as práticas violentas.

Em seguimento, são tecidos esclarecimentos sobre a necessidade de discutir possíveis soluções na busca da diminuição de conflitos, assim como, a mediação de situações conflitantes geradoras de agressividades das mais variadas formas.

A violência faz parte da sociedade que se transforma, assim como problemas dela e nela gerados, onde promover atitudes voltadas para perspectivas de inibi-la e incentivar trabalho para coibir atos violentos é salutar ao enfrentamento da problemática que se instalou no espaço escolar.

De se considerar que o desprestigio na educação, contribui para o aflorar da violência, assim como para que ela se mantenha de certa forma. O medo, que é inerente ao sujeito, geralmente oferece a possibilidade de voltar-se às costas ao problema, tendo-o como insuperável, já que de difícil resolução.

Os conflitos sociais e pessoais acabam por incidir também na escola, haja vista ser um local de convívio entre diversidades, em que cada um carrega consigo uma gama de conhecimentos que lhe são próprios, que a partir de suas vivencias/histórias - que possivelmente lhes sejam únicas e singulares - mas que serão compartilhadas nas relações estabelecidas pelo convívio diário.

Os meios preventivos, do certos são os meios mais corretos. Ainda não se tem medidas tão eficientes neste sentido. Dai a ideia e a assertiva de que a presença do profissional da psicologia tem muito a contribuir.

Lhe é reservado espaço numa perspectiva de escuta, de um lugar cuja atuação se faz de fundamental importância, onde a escola tão imbuída de novas atividades, como não só de ensinar, mas de suprir as carências geradas pela família (educação terceirizada), venha abrir o espaço de diálogo e escuta, quando muitas vezes os canais estão lacrados.

O respeito mútuo no reconhecimento do outro, dá lugar e serve como instrumento importantíssimo para dimensionar a grandiosidade do combate à violência. Escutar e perceber no outro sua história, sua vivência, suas experiências, faculta a possiblidade da transferência entre os pares, o que leva a possibilidade de

Documents relatifs