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Surveillance macro-prudentielle (articleS 10 et 11)

O Coeficiente de Overtrading procura verificar se a entidade não está entrando em supertransação, ou seja, realizando vendas acima da sua capacidade financeira. O quadro 67 apresenta o cálculo do COver, e a figura 39 demonstra graficamente a evolução do indicador no período analisado.

Quadro 67 – Coeficiente de Overtrading da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A de 2013 a 2017. Coeficiente de Overtrading (COver)

Anos 2013 2014 2015 2016 2017

Vendas 1.668.815 1.704.629 1.814.383 1.985.582 2.328.020

(/) (/) (/) (/) (/) (/)

CCL 540.264 667.606 733.235 839.814 1.033.028 COver 3,09 2,55 2,47 2,36 2,25 Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 39 – Evolução do Coeficiente de Overtrading.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

O COver da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A apresentou-se no ano de 2013 em 3,09, reduzindo em 2014 para 2,55, em 2015 caiu para 2,47, em 2016 continuou diminuindo e passou para 2,36, e por fim em 2017 reduziu para 2,25.

Considerando-se que quanto menor for o indicador, melhor é a para a situação financeira da empresa, percebe-se que ela vem apresentando em todos os anos da série estudada valores baixos, exigindo poucas vezes o seu CCL, além de apresentarem-se decrescentes de 2013 a 2017, pois os aumentos nas vendas da empresa ao longo do período foram sustentados nos aumentos do seu CCL.

4.6.4.2 Índice de Insolvência de Kanitz

O Índice de Insolvência de Kanitz relaciona outros indicadores financeiros e econômicos, de modo a verificar se a entidade está ou não, se direcionando para uma situação de insolvência. O quadro 68 evidencia o cálculo do indicador, e a figura 40 o gráfico.

Quadro 68 – Índice de Insolvência de Kanitz da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A de 2013 a 2017. Índice de Insolvência de Kanitz

Anos 2013 2014 2015 2016 2017

X1= Coeficiente de Rentabilidade do Capital Próprio

x0,05 0,04 0,04 0,03 0,03 0,02

(+) (+) (+) (+) (+) (+)

X2= Coeficiente de Liquidez Geral x1,65 3,88 3,28 3,88 3,72 3,85

(+) (+) (+) (+) (+) (+)

X3= Coeficiente de Liquidez Seca x3,55 12,77 11,52 13,56 12,06 12,88

(-) (-) (-) (-) (-) (-)

X4= Coeficiente de Liquidez Circulante x1,06 4,52 3,86 4,75 4,26 4,40

(-) (-) (-) (-) (-) (-)

X5= Coeficiente de Dívidas Totais x0,33 0,17 0,24 0,18 0,19 0,18 Índice de Insolvência de Kanitz 12,00 10,76 12,54 11,36 12,16 Fonte: Dados da pesquisa.

- 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 5,00 2013 2014 2015 2016 2017 COver

Figura 40 – Evolução do Índice de Insolvência de Kanitz.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Quanto ao Índice de Insolvência de Kanitz verificou-se que em 2013 foi de 12,00, reduziu um pouco em 2014 para 10,76, já em 2015 cresce para 12,54, entretanto em 2016 reduz novamente e passa para 11,36 e por fim em 2017 aumentou para 12,16.

Tendo em vista que se o indicador ficar acima de zero indica que a empresa está no intervalo de solvência, quando ficar entre zero e (-3) evidencia que está no intervalo de penumbra e se for menor que (-3) assinala que está no intervalo de insolvência, percebe-se que no caso da entidade em estudo apresenta indicadores de solvência bem acima do padrão estabelecido para o intervalo de solvência em todos os anos, apresentou o melhor indicador em 2015, em seguida 2017, depois 2013, 2016 e por fim 2014. Por conseguinte, a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A está solvente e não apresenta nenhuma preocupação quanto à insolvência.

Logo, quanto aos dois indicadores de solvência, a empresa em estudo não apresenta nenhum risco de adentrar em situação de insolvência, pois vem ao longo dos anos analisados, apresentando uma plena capacidade de realizar suas transações comerciais, sustentadas por aumento das vendas e ao mesmo tempo do CCL da entidade.

4.6.5 Outros indicadores importantes para a análise de balanços

Considerando-se que o conhecimento está em constante evolução para atendimento das necessidades humanas, na perspectiva contábil financeira ocorre a mesma tendência, pois estudiosos estão constantemente produzindo soluções para as adversidades encontradas no meio econômico-financeiro, e assim subsidiando os tomadores de decisão no cotidiano dos

- 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00 2013 2014 2015 2016 2017 Índice de Insolvência de Kanitz

negócios. À vista disso, dois dos vários novos indicadores complementares para análise de balanços é o EBITDA e o EVA ou VEA.

4.6.5.1 EBITDA - Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization ou Lajida (Lucro Antes dos Juros, Depreciações e Amortizações)

O EBITDA ou Lajida, é um indicador do desempenho operacional da organização, o qual considera o resultado operacional líquido, as despesas de depreciações, exaustões e amortizações, sem levar em consideração o resultado financeiro e os investimentos permanentes. O quadro 69 apresenta o cálculo do EBITDA, e a figura 41 demonstra através de gráfico, a evolução do indicador no período analisado.

Quadro 69 – EBITDA da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A de 2013 a 2017.

Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) em R$ Mil

Anos 2013 2014 2015 2016 2017 Receita Bruta - - - - - (-) Deduções da Receita Bruta - - - - - (=) Receita Líquida 1.668.815 1.704.629 1.814.383 1.985.582 2.328.020 (-) CMV 1.160.284 1.204.070 1.281.225 1.447.249 1.675.955 (=) Lucro Bruto 508.531 500.559 533.158 538.334 652.065 (-) Despesas Operacionais 259.064 290.670 304.635 285.249 333.326 (=) EBITDA 249.467 209.890 228.523 253.084 318.739 Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 41 – Evolução do EBITDA.

Fonte: Elaborado pela autora (2018). - 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 2013 2014 2015 2016 2017 EBITDA

No tocante ao EBITDA, verificou-se que em 2013 apresentou o valor de R$ 249,467 milhões, reduzindo um pouco em 2014 para R$ 209,890 milhões, já 2015 cresceu e passou para R$ 228,523 milhões, em 2016 também aumentou passando para 253,084 milhões, e por fim em 2017 cresceu para R$ 318,739 milhões.

Tendo em vista que o EBITDA vem apresentando crescimentos ao longo do período analisado, com exceção apenas do ano de 2014 que apresentou redução, o melhor desempenho ocorreu em 2017, seguido de 2016, depois 2013, 2015 e 2014.

Como essa análise é amplamente utilizada no mercado de capitais para verificar se a empresa está gerando lucros operacionais das suas atividades, é possível verificar-se que a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A apresenta um satisfatório EBITDA, evidenciando que ela consegue produzir resultado operacional líquido por suas operações de fato, sem considerar o imobilizado e o resultado financeiro.

4.6.5.2 EVA (Economic Value Added) ou VEA (Valor Econômico Adicionado)

O EVA é o indicador utilizado para verificar com que montante a empresa está remunerando com juros os capitais investidos por seus sócios e acionistas, para aferir se está de acordo com remuneração mínima exigida por estes que investiram na organização. O quadro 70 evidencia o EVA da empresa, a figura 42 apresenta graficamente a evolução do indicador, e a figura 43 demonstra a da proporção entre o EVA e o capital social, no período analisado.

Quadro 70 – EVA da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A de 2013 a 2017. Valor Econômico Agregado (VEA) ou Economic Value Added (EVA)

Anos 2013 2014 2015 2016 2017

Juros Sobre o Capital Próprio

20.483 26.851 35.911 50.991 65.337 (/) (/) (/) (/) (/) (/) Capital Social 215.076 207.453 433.943 404.832 650.000 (=) (=) (=) (=) (=) (=)

Proporção entre EVA e CS 10% 13% 8% 13% 10% Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 42 – Evolução do EVA.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Figura 43 – Evolução da proporção entre o EVA e o capital social.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

O EVA da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A não precisou ser calculado neste estudo, visto que a empresa apresenta os montantes de cada ano, isto é, de 2013 a 2017 em notas explicativas, dessa forma verificou-se que a empresa cria valor e distribui aos seus sócios.

Verificou-se então, que em 2013 o valor pago de juros sobre o capital próprio aos sócios foi de R$ 20,483 milhões, aumentando em 2014 para R$ 26,851 milhões, em 2015 cresceu e passou para R$ 35,911 milhões, em 2016 apresentou expressivo crescimento passando para R$ 50,991 milhões, e por fim em 2017 aumentou também e passou para R$ 65,337 milhões.

É possível analisar-se também através da proporção dos juros pagos (EVA) com o capital social da organização, isto é, em 2013 os juros sobre o capital próprio pago

0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 2013 2014 2015 2016 2017 Proporção entre EVA e CS - 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 70.000 Juros Sobre o Capital Próprio ou EVA

corresponderam a remuneração de 10% do capital social, em 2014 cresceram para 13%, reduziram um pouco em 2015 para 8%, mas em 2016 voltaram a crescer e passaram para 13%, e por fim em 2017 diminuíram para 10%.

Por conseguinte, nota-se que a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A está remunerando de forma satisfatória a participação dos seus sócios, uma vez que os montantes são bem expressivos e estão em crescimento consecutivo, isto é, em todos os anos do período analisado. Dessa forma, as reduções ocorridas nos percentuais decorrem do aumento consecutivo do capital social na série estudada, crescimento não acompanhado pelo EVA distribuído.

Em síntese, os dois indicadores complementares da análise indicaram um bom desempenho da organização, visto que o EBITDA vem crescendo nos últimos anos estudados, e que o EVA remunera adequadamente com juros a participação dos sócios e acionistas na empresa, evidenciando assim que a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A representa uma boa alternativa de investimento.

4.7 CONCLUSÕES DA ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DA INDÚSTRIA DE CALÇADOS RIO-GRANDENSE S.A.

Através das diversas técnicas de análise aplicadas sobre o Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A, é possível perceber-se que demonstram, na sua maioria, circunstâncias favoráveis à situação patrimonial, econômica e financeira da empresa, do período de 2013 a 2017.

É necessário levar em consideração que a economia brasileira passou por dificuldades no período analisado, e atingiu o ápice da recessão econômica no ano de 2016, resultando em retração do PIB (Produto Interno Bruto) e em uma fragilizada atividade econômica, afetando assim a análise deste estudo.

Com relação à análise em valores absolutos atualizados do balanço patrimonial observou-se que a empresa, de modo geral, teve crescimentos consideráveis nos principais grupos de contas do ativo e do patrimônio líquido, expressando uma solidificação patrimonial e financeira da organização no período analisado. Já quanto à demonstração do resultado do exercício, os resultados encontrados evidenciam, em sua maioria, uma evolução positiva na série estudada, decorrente de um crescimento superior das contas de receitas, e inferior das de custos e despesas, resultando em uma evolução positiva dos resultados da empresa, especialmente no lucro líquido do exercício, apenas verificou-se que de 2015 para 2016 ele

apresentou um crescimento inferior ao período anterior, fato consequente do aumento dos custos das vendas e da redução das contas de resultado financeiro, proporcionando uma ligeira queda no lucro líquido do exercício.

Relativamente a analise vertical do balanço patrimonial nota-se que a composição do ativo total é satisfatória, uma vez que evidencia que a organização adota uma acertada política de fortalecimento dos valores circulantes em detrimento aos valores não circulantes, reforçando assim uma boa situação financeira. E com relação às fontes de recursos, o capital próprio é o que apresenta a maior participação em todos os anos, com percentuais acima de 50%, demonstrando que a empresa não está endividada, somente recomenda-se que o PC seja inferior ao PNC, embora as diferenças sejam pequenas entre os dois, pois o prazo de liquidação do último que é maior que o do primeiro.

Já na análise vertical da demonstração do resultado do exercício foi possível observar-se que após o segundo ano do estudo, as despesas operacionais líquidas decresceram consecutivamente, fator importante para a formação dos itens de lucros da empresa ao longo do tempo, e o lucro líquido apresentou bons resultados, todos acima dos 10% considerados aceitáveis para o resultado das entidades.

Por outro lado, com relação à análise horizontal do balanço patrimonial aferiu-se que com relação ao ano base, o AC superou, em quase todos os períodos, os crescimentos do ANC o que é mais indicado, pois deve-se segurar o crescimento do ativo não circulante para beneficiar o ativo circulante, apenas em um período observou-se que o crescimento do ANC superou o AC. No entanto quanto as fontes de recursos, com relação ao ano base, os crescimentos verificados no PC e ANC são maiores proporcionalmente que aqueles apurados no patrimônio líquido, indicando uma situação menos adequada, uma vez que, as contas de passivo estão crescendo mais rapidamente que o capital próprio.

Já na análise horizontal da DRE, nota-se que o resultado financeiro positivo e o lucro líquido do exercício, são as contas que apresentaram os maiores crescimentos com relação ao ano base, evidenciando que apesar dos custos e despesas terem aumentado, estes últimos cresceram em uma proporção menor que os dois primeiros, outro fator importante verificado, é que a receita líquida apresentou crescimentos sucessivos ao longo da série analisada.

Através da análise do balanço de fundos, nota-se que relativo às aplicações de recursos, o grupo que apresenta a maior participação, acima de 50% em todos os anos analisado, é o CCL da empresa, fato positivo, pois evidencia que a organização busca fortalecer os meios de pagamento de curto prazo. E quanto às fontes de recursos, em quase todo o período estudado, o patrimônio líquido representa a maior parcela, com exceção apenas

do ano de 2013 para 2014 quando o PNC superou o PL, mas de modo geral, indica que a empresa possui uma política adequada de captação de recursos, uma vez que privilegia o capital próprio, e não o de terceiros, evitando o endividamento.

No que se refere aos indicadores de liquidez, percebe-se que a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A os apresenta todos acima dos padrões mínimos considerados adequados pelos analistas financeiros, demonstrando que está conseguindo gerenciar bem suas aplicações e captações de recursos e, dessa forma, pagar em dia suas obrigações com bastante tranquilidade. O Coeficiente de Liquidez Circulante evidencia a capacidade de a empresa poder utilizar recursos próprios caso necessite ampliar sua produção, pois ultrapassam o indicador médio de 4,00 de ativo circulante para cada 1,00 de passivo circulante, sem trazer prejuízos à sua situação financeira.

O conjunto dos indicadores de endividamento evidencia que a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A possui boas garantias de dívidas, expressando que consegue plenamente ser solvente, garantindo satisfatoriamente suas dívidas perante terceiros; apenas o Coeficiente de Participação de Capitais de Terceiros apresentou valores, em 3 anos do estudo, um pouco acima do limite aceitável, onde o passivo circulante supera um pouco o passivo não circulante.

Com relação ao estudo da lucratividade, nota-se que apresentou relativa estabilidade, indicando médias da margem do lucro operacional bruto de 28,86%, de lucro operacional líquido de 12,16% e de lucro líquido do exercício de 12,13%. Dessa forma, as médias apontadas são consideradas boas, preponderantemente a última que superou os 10% mínimos exigidos, evidenciando assim, um adequado desempenho econômico, considerando, no período estudado, o contexto econômico no qual a empresa está inserida.

Já quanto ao estudo de rentabilidade, constatou-se que a maior parcela dos indicadores apresentou oscilações, reduzindo e aumentando constantemente, os dois que evidenciaram as maiores reduções foram o de retorno do investimento operacional, e da remuneração do capital social, isso decorre do fato de que os resultados em termos de lucros finais da empresa não cresceram na mesma proporção que cresceram os valores dos fatores de remuneração analisados, todavia, observando-se os reflexos da recessão econômica ocorrida no período analisado, a situação da organização quanto à rentabilidade é boa.

Por outro lado, os indicadores de atividade expressam uma situação razoável da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A, principalmente, quanto ao grau de imobilização do patrimônio líquido e do giro dos estoques. Apesar do prazo médio de cobrança de duplicatas e de pagamento de duplicatas apresentarem indicadores abaixo do padrão estendido como bom,

eles evidenciam a política da empresa em financiar a compra dos seus clientes, e de realizar os pagamentos de fornecedores, em sua maioria, à vista.

No tocante aos indicadores de solvência, percebe-se que a entidade não apresenta risco algum de entrar em situação de insolvência, visto que ela vem apresentando plena capacidade de efetuar suas transações comerciais, tendo em vista que os aumentos nas vendas da empresa ao longo do período, foram sustentados nos aumentos do seu CCL, bem como nos indicadores econômicos e financeiros, que apontam indicadores de solvência de Kanitz altamente positivos às finanças da empresa.

Por fim, quanto aos indicadores complementares EBITDA e EVA, nota-se que ambos evidenciam um bom desempenho da empresa, uma vez que o primeiro está crescendo consecutivamente nos últimos anos estudados, e que o segundo remunera apropriadamente a participação dos sócios, demonstrando assim que a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A representa uma boa alternativa de investimento.

Portanto, a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A apresenta uma ótima situação econômica, patrimonial e financeira, tendo em vista que a sua liquidez foi favorável em todos os anos observados, apresenta um grau de endividamento baixo, isto é, tem uma boa situação de garantia de dívidas; a lucratividade é superior ao padrão compreendido como adequado, a rentabilidade é boa, o giro dos negócios é adequado, não apresenta risco de insolvência e representa uma boa opção para investimento, pois remunera adequadamente seus sócios, além de conseguir manter bons indicadores, apesar da situação econômica desfavorável do país no período analisado.

CONCLUSÃO

A Contabilidade é fundamental para toda e qualquer entidade, sua importância é ampla, tanto na perspectiva jurídica, quanto societária, tributária e na gestão de uma organização, independentemente do seu porte, pois quando está bem estruturada e apoiada em informações produzidas por controles internos que possuem fidedignidade aos acontecimentos e agilidade e presteza, se torna uma ferramenta indispensável no âmbito gerencial e estratégico da entidade.

É nesse sentido que se insere a Análise de Balanços, uma das principais técnicas contábeis, que proporciona um diagnóstico a respeito da saúde econômico-financeira de uma entidade, e para tanto faz uso de diferentes demonstrativos e relatórios gerados pela contabilidade. No entanto, para que o relatório de análise seja relevante e útil, é necessário que encontre respaldo em informações que refletem confiavelmente, a situação em que se encontra a entidade analisada.

Dessa forma, o presente estudo procurou averiguar a situação patrimonial, econômica e financeira da Indústria de Calçados Rio-Grandense S.A., no período de 2013 a 2017, através de informações obtidas diretamente com a empresa, e disponibilizadas em sua página na internet, possibilitando assim, realizar as análises necessárias para a conclusão do estudo.

Através da revisão teórica, a qual abrangeu desde conceitos básicos de contabilidade até conhecimentos técnicos a respeito da análise de balanços, oportunizando uma ampla revisão de conhecimentos, e propiciou à autora e também ao leitor do presente estudo, uma ampla base conceitual, para a posterior compreensão da análise dos resultados apresentados.

Por conseguinte, o presente trabalho de conclusão de curso, elaborado como requisito final para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis na UNIJUÍ, quanto aos seus objetivos, salienta-se que foram plenamente atingidos pela autora, tendo em vista que foi identificada a situação da empresa analisada, bem como as circunstâncias que levaram a tal conjuntura, ampliando os conhecimentos acerca da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A, e possibilitando-lhe assim, reunir os principais aspectos e recomendações consubstanciadas nas conclusões da análise.

Desse modo, é possível afirmar que a Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A. possui uma sólida situação patrimonial, econômica e financeira, e os fatores que levaram a isto encontram respaldo em ótimos indicadores de liquidez, endividamento, lucratividade, rentabilidade, atividade e solvabilidade.

Em virtude de este estudo servir de base para a empresa analisada, os resultados se limitam a essa entidade; embora possa ser aplicado também a outras organizações, de modo a perceber a importância da técnica contábil da análise de balanços no âmbito da geração de informações úteis e indispensáveis para conhecimento do cenário da empresa estudada. Logo, este estudo fica disponível a outros acadêmicos, bem como à sociedade em geral, que buscam conhecimentos acerca do tema, para consulta e material de apoio às futuras pesquisas.

Sendo assim, elaborar este Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Ciências Contábeis, proporcionou a ampliação de conhecimentos e crescimento profissional, uma vez que, foi associada a teoria acumulada no decorrer do curso, com a conjuntura de uma empresa real, possibilitando visualizar a aplicação de tais conhecimentos no cotidiano contábil de uma organização.

REFERÊNCIAS

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CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 1.328/11 – Dispõe