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création d’un régime de réSolution (articleS 5 à 9)

Através do balanço de fundos é possível verificar a movimentação ocorrida, no período de tempo abordado, das origens e aplicações de recursos evidenciados no balanço patrimonial. Dessa forma, as contas podem representar aplicação ou fonte de recursos, dependendo da variação constatada.

O quadro 37 abaixo evidencia os valores das variações ocorridas nas contas que entram na composição do capital circulante líquido, ou seja, das contas que compõem o ativo e o passivo circulante, constatadas do ano de 2013 a 2017.

Quadro 37 – Evolução do Capital Circulante Líquido da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A de 2013 a 2017. CONTAS 2013 2014 2015 2016 2017 Ativo Circulante 705.995 920.653 943.741 1.118.017 1.360.619 (-) (-) (-) (-) (-) (-) Passivo Circulante 165.731 253.046 210.506 278.202 327.591 CCL 540.264 667.606 733.235 839.814 1.033.028 Fonte: Dados da pesquisa.

O capital circulante líquido no ano de 2013 representava o valor de R$ 540,264 milhões, passando em 2014 para R$ 667,606 milhões, em 2015 evolui novamente e passa para R$ 733,235 milhões, em 2016 aumenta para R$ 839,814 milhões, e em 2017 passa para o expressivo montante de R$ 1,033 bilhão, evidenciando crescimentos consecutivos no período.

Já a figura 11 apresenta graficamente a variação dos valores circulantes no período em estudo.

Figura 11 – Variação do capital circulante líquido da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A de 2013 a 2017. CONTAS 2014 (-) 2013 2015 (-) 2014 2016(-) 2015 2017 (-) 2016

Variações no CCL 127.343 65.629 106.579 193.214 Fonte: Dados da pesquisa.

Observa-se que o CCL apresentou um crescimento de 2013 para 2014 de R$ 127,343 milhões, já de 2014 para 2015 o aumento foi um pouco menor, atingindo R$ 65,629 milhões, mas de 2015 para 2016 o crescimento mostrou-se superior ao apontado no período anterior, alcançando R$ 106,579 milhões, e por fim de 2016 para 2017 registrou um aumento e atingiu o montante de R$ 193,214 milhões. Dessa forma, o intervalo que apresentou o maior crescimento foi de 2016 para 2017, onde atingiu seu melhor desempenho financeiro.

Assim sendo, os valores circulantes, em todos os períodos, apresentaram aplicações de recursos, com maior ênfase naquele de 2016 para 2017, tendo em vista que o crescimento foi superior ao ocorrido nos demais, logo, revelando uma excelente situação financeira, pois o CCL se mostrou positivo e crescente ao longo dos exercícios analisados.

O quadro 38 abaixo apresenta as variações ocorridas nas contas dos valores não circulantes do BP, isto é, as contas do passivo não circulante e patrimônio líquido.

Quadro 38 – Balanço de fundos: Valores não circulantes da Indústria de Calçados Rio-Grandense S/A de 2013 a 2017.

CONTAS 2013 2014 2015 2016 2017

ANC 229.975 284.148 329.949 368.610 435.036 PNC 158.379 250.938 237.126 272.179 317.058 PL 611.860 700.816 826.058 936.246 1.151.006 Fonte: Dados da pesquisa.

Já o quadro 39 evidencia a variação dos grupos de contas não circulantes do BP no período analisado.

Quadro 39 – Variação dos valores dos grupos de contas do não circulante da Indústria de Calçados Rio- Grandense S/A de 2013 a 2017.

CONTAS 2014 (-) 2013 2015 (-) 2014 2016(-) 2015 2017 (-) 2016 ANC 54.173 45.801 38.661 66.426 PNC 92.559 - 13.812 35.053 44.879 PL 88.956 125.242 110.188 214.760 Fonte: Dados da pesquisa.

Percebe-se que o ativo não circulante apresentou crescimento do ano 2013 para 2014 de R$ 54,173 milhões, já de 2014 para 2015 aumentou em R$ 45,801 milhões, porém um pouco inferior ao ocorrido no período anterior; de 2015 para 2016, da mesma forma, evidencia um crescimento de R$ 38,661 milhões, no entanto menor que o constatado no intervalo anterior, e de 2016 para 2017 apresentou o maior crescimento do período analisado, atingindo o valor de R$ 66,426 milhões.

Já o passivo não circulante evidenciou crescimento de 2013 para 2014 de R$ 92,559 milhões, mas de 2014 para 2015 sofre redução de R$ -13,812 milhões, crescendo novamente de 2015 para 2016 em R$ 35,053 milhões, e do ano de 2016 para 2017 apresentou crescimento de R$ 44,879 milhões.

Por fim o patrimônio líquido evidenciou um aumento de R$ 88,956 milhões de 2013 para 2014, de 2014 para 2015 apresenta novamente crescimento de R$ 125,242 milhões, de 2015 para 2016 cresce também, porém em proporção um pouco menor que o período anterior,

e de 2016 para 2017 registra o maior crescimento do período, alcançando o montante de R$ 214,760 milhões.

Dessa forma constata-se que o grupo dos valores não circulantes que apresentou os maiores montantes, bem como os maiores crescimentos, foi o patrimônio líquido, evidenciando uma adequada política na perspectiva das finanças, priorizando o capital próprio, apesar do razoável crescimento das dívidas de longo prazo ocorrido no último período.

O quadro 40 abaixo apresenta o resumo das fontes e aplicações de recursos do ano de 2014, e a figura 12 demonstra graficamente a composição de cada grupo.

Quadro 40 – Resumo das aplicações e fontes de recursos em 2014 em milhões de reais e em percentuais.

ANO 2014

FONTES VALOR % APLICAÇÕES VALOR %

Aumento do PL 88.956 49,01 Aumento do CCL 127.343 70,16 Aumento do PNC 92.559 50,99 Aumento do ANC 54.173 29,84

Total das Fontes 181.515

100,00 Total das Aplicações 181.515 100,00 Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 12 – Composição percentual das aplicações e fontes de recursos em 2014.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Percebe-se que as aplicações de recursos, do ano de 2013 para 2014, são representadas por aumento no CCL em R$ 127,323 milhões, ou seja, 70,16%, e aumento do ANC em R$ 54,173 milhões, representando 29,84% do total das aplicações.

Quanto às fontes de recursos, no ano de 2013 para 2014, são representadas por aumento do passivo não circulante em R$ 92,559 milhões, o qual evidencia 50,99% do total das fontes, e aumento no PL de R$ 88,956 milhões, ou seja, 49,01%.

Dessa forma é possível afirmar que com relação às aplicações de recursos, de 2013 para 2014, o grupo mais representativo é o CCL da empresa, seguido do ANC, o que é bom,

APLICAÇÕES 2014 Aumento do CCL Aumento do ANC 70,16% 29,84% FONTES 2014 Aumento do PL Aumento do PNC 49,01% 50,99%

pois indica que a empresa busca fortalecer os meios de pagamento de curto prazo. Já relativo às fontes de recursos percebe-se que o grupo que apresentou o maior crescimento foi o passivo não circulante, seguido do patrimônio líquido, o que pode ser considerada uma política não adequada de captação de recursos, uma vez que não privilegia o capital próprio, e sim o de terceiros, embora a diferença seja pequena e que o endividamento ocorre por obrigações de longo prazo.

Quadro 41 – Resumo das aplicações e fontes de recursos em 2015 em milhões de reais e em percentuais.

ANO 2015

FONTES VALOR % APLICAÇÕES VALOR %

Aumento do PL 125.242

100,00 Aumento do CCL 65.629 52,40 Aumento do ANC 45.801 36,57 Diminuição PNC 13.812 11,03

Total das Fontes 125.242

100,00 Total das Aplicações 125.242 100,00 Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 13 – Composição percentual das aplicações e fontes de recursos em 2015.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

É possível observar-se que as aplicações de recursos, de 2014 para 2015, são representadas por aumento do CCL em R$ 65,629 milhões, isto é, 52,40% do total das aplicações, pelo aumento do ANC em R$ 45,801 milhões, evidenciando 36,57%, e pela diminuição do PNC em R$ 13,812 milhões, constituindo 11,03% do total.

Relativo às fontes de recursos, do ano de 2014 para 2015, são representadas somente pelo aumento do PL em R$ 125,242 milhões, ou seja, ele compreende 100% do total das fontes.

Desse modo, verifica-se que de 2014 para 2015, quanto às aplicações de recursos, o maior crescimento concentrou-se no CCL, que inclusive ultrapassa a metade das aplicações totais, seguido do aumento do ANC, e diminuição do PNC, evidenciando assim que a

APLICAÇÕES 2015 Aumento do CCL Aumento do ANC Diminuição PNC 52,40% 11,03% 36,57% FONTES 2015 Aumento do PL 100,00%

empresa apresentou redução das dívidas de longo prazo, e que procura garantir o crescimento patrimonial da empresa, assim como sua liquidez, através do fortalecimento dos dois grupos do ativo citados acima. Quanto às fontes, são as mais adequadas, uma vez que priorizam o capital próprio.

Quadro 42 – Resumo das aplicações e fontes de recursos em 2016, em milhões de reais e em percentuais.

ANO 2016

FONTES VALOR % APLICAÇÕES VALOR %

Aumento do PL 110.188 75,87 Aumento do CCL 106.579 73,38 Aumento do PNC 35.053 24,13 Aumento do ANC 38.661 26,62

Total das Fontes 145.240

100,00 Total das Aplicações 145.240 100,00 Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 14 – Composição percentual das aplicações e fontes de recursos em 2016.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Observa-se que as aplicações de recursos de 2015 para 2016, são representadas pelo aumento do CCL em R$ 106,579 milhões, evidenciando 76,38% do total das aplicações, e pelo aumento do ANC em R$ 38,661 milhões, correspondendo a 26,62% do total.

Já as fontes de recursos, de 2015 para 2016, são constituídas do aumento do PL em R$ 110,188 milhões, representando 76,38% do total das fontes, e pelo aumento do PNC em R$ 35,053 milhões, ou seja, 24,13% do total.

Dessa forma, nota-se a política de aplicação e captação de recursos da empresa está adequada, uma vez que prioriza o capital próprio, evitando endividamentos, e fortalece os valores circulantes e, secundariamente, os contas do não circulante.

APLICAÇÕES 2016 Aumento do CCL Aumento do ANC 73,38% 26,62% FONTES 2016 Aumento do PL Aumento do PNC 76,38% 24,13%

Quadro 43 – Resumo das aplicações e fontes de recursos em 2017, em milhões de reais e em percentuais.

ANO 2017

FONTES VALOR % APLICAÇÕES VALOR %

Aumento do PL 214.760 82,71 Aumento do CCL 193.214 74,42 Aumento do PNC 44.879 17,29 Aumento do ANC 66.426 25,58

Total das Fontes 259.639

100,00 Total das Aplicações 259.639 100,00 Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 15 – Composição percentual das aplicações e fontes de recursos em 2017.

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

É possível perceber-se que quanto às aplicações de recursos, do ano de 2016 para 2017, são representadas pelo aumento do CCL em R$ 193,214 milhões, correspondendo a 74,42% do total das aplicações, e pelo aumento do ANC em R$ 66,426 milhões, ou seja, 23,58% do total.

E quanto às fontes de recursos, de 2016 para 2017, são constituídas pelo aumento do PL em R$ 214,760 milhões, e pelo aumento do PNC em R$ 44,879 milhões, correspondendo, respectivamente, a 82,71% e 17,29% do total das fontes.

Assim, nota-se que a empresa continua adotando uma adequada política de aplicação e captação de recursos, priorizando primeiramente os valores circulantes, e depois os não circulantes, fortalecendo desse modo os meios de pagamento de curto prazo. E quanto às fontes percebe-se que são as mais indicadas, uma vez que procedem em mais de 80% do capital próprio da entidade, evitando assim seu endividamento.