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2. Quelques cas de réduction et d’augmentation dans le Tablante

2.4. De la suppression d’épisodes à la réduction du merveilleux

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O fluxo sugerido dos resíduos nas cidades é apresentado pela figura 4.3. Este fluxograma leva em consideração todos os tipos de resíduos produzidos no meio urbano, com exceção dos resíduos de origem hospitalar e de outros estabelecimentos relacionados à saúde (veterinários, clínicas, consultórios etc.), radiativos e de origem industrial, como é o caso dos resíduos químicos, entre outros.

Com base no fluxo da figura 4.3, a cidade pode gerar os seguintes resíduos:

a) Orgânico: cascas de ovos, frutas, verduras, legumes, restos de comida, borra de café, restos de feiras livres, podas de árvores e jardim.

b) Recicláveis: papéis, papelão, metais, vidros e plásticos.

c) Indiferenciável: materiais que não podem ser recicláveis ou foram contaminados com restos de comida, papel higiênico, varrição de ruas etc.

d) Especiais: entulhos, pilhas e baterias, lâmpadas, tintas, vernizes, móveis, eletrodomésticos, tecidos, roupas, brinquedos, livros, ferramentas, sucata eletrônica (computador, televisão, celular, componentes eletrônicos, cabos etc.), madeira, gesso, carros, bicicleta, sapatos etc.

Identificados os resíduos, é necessário mapear os tipos de coleta e entregas voluntárias ou programadas para cada material. Neste estudo foram identificadas três coletas necessárias:

a) Coleta de orgânicos: esta é a coleta mais difícil de ser implantada no meio urbano, devido às condições de armazenamento do material até que a coleta seja feita. A princípio, as coletas de grandes produtores, como feiras livres e podas de árvores e jardim realizadas pela prefeitura, devem ter recolhimento específico com destinação à compostagem por se tratar de um material rico e não contaminado. Num segundo momento, deveria ser estudado o recolhimento do resíduo orgânico produzido pelas residências. Uma alternativa também é a composteira ou minhocário para casas e apartamentos, sistema de baixo custo muito utilizado na cidade de Vancouver.

b) Coleta de indiferenciável: esta coleta é a mais tradicional e é aquela na qual são coletados todos os resíduos, sem necessidade de triagem, pois se trata de resíduos que não podem ser compostados ou reciclados, portanto devem ser encaminhados

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diretamente para o aterro sanitário ou incinerador. Normalmente, a periodicidade da coleta é duas vezes por semana.

c) Coleta de Recicláveis: recomenda-se que os recicláveis sejam colocados em sacos transparentes, para facilitar a identificação, diferente dos indiferenciados, que normalmente são colocados em sacos pretos. Devem estar sempre limpos e secos, pois quanto mais organizado o material entregue, mais eficiente será a triagem. Portanto, algumas considerações na hora de separar os recicláveis ajudam bastante no processo: os recipientes plásticos, como garrafas PETs, embalagens de shampoo e outros produtos, devem estar limpos e amassados, de forma a retirar o máximo de ar e reduzir o volume, facilitando no transporte; latas de alumínio também devem ser amassadas. Quanto menos volume o material reciclado apresentar, mais fácil será o transporte. Os materiais especiais podem ser entregues pelos cidadãos nos pontos de coleta, já que se trata de um tipo de resíduo que não é produzido de forma recorrente. Além disso, o volume impossibilita o transporte pelos caminhões convencionais. Cada material deve ter destino específico e a sua armazenagem deve ser realizada nos centros de entrega voluntária. Na cidade de São Paulo, os ecopontos assumem essa função, porém, em Vancouver, o cidadão pode entregar os materiais nas estações de transbordo e nos aterros sanitários que, conforme apresentado no capítulo 2, têm áreas específicas para o recebimento desses resíduos. Outra possibilidade é a entrega programada destes materiais pela população. Para isso, é necessário o uso de um caminhão que realize a coleta durante campanhas específicas e sazonais, auxiliando aqueles munícipes que não têm condições de levar os resíduos até os centros de entrega voluntária.

A seguir, estão listados alguns materiais e seus possíveis destinos dentro do fluxo de resíduos sugerido para as cidades:

a) Colchões: devido ao volume, esse material é difícil de ser recolhido por um caminhão de coleta tradicional, desta forma, ou o cidadão pode entregá-lo no ecoponto ou a prefeitura pode realizar operações de coleta específica para este e outros materiais volumosos. Ele será estocado longe de umidade e, após a desmontagem, pode ser encaminhado para outras indústrias que irão aproveitar o metal, o tecido e as espumas. b) Mobiliário: objetos como sofás, mesas, cadeiras, entre outros, podem ainda ser reformados e reaproveitados. O móvel poderá ser doado ou vendido a preço de custo.

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Madeiras de qualidade, inteiras ou na forma de MDF (medium-density fiberboard ou placa de fibra de madeira de média densidade) também podem ser recolhidas e utilizadas em reformas.

c) Ferramentas, brinquedos e acessórios de uso temporário: alguns objetos são usados de maneira temporária, como as ferramentas específicas de uso residencial, por exemplo. Para esses tipos de objetos, podem ser criadas lojas de aluguel para que o cidadão possa alugá-los por um período e devolvê-los depois. O mesmo acontece com objetos como berços, carrinhos de bebê e outros que são utilizados apenas por alguns anos. Esse local receberia estes objetos, faria as devidas reformas e reparos e, somente depois, passaria para outra pessoa.

d) Lâmpadas e reatores: algumas lâmpadas possuem gases no interior e precisam ser entregues inteiras para que o gás não escape e contamine o meio ambiente. Para isso, foi desenvolvido um equipamento que recolhe o gás para que esse seja reaproveitado pela indústria novamente. O vidro, a cerâmica e o metal são encaminhados para indústrias específicas que também reutilizam esses materiais.

e) Madeiras: dependendo do estado e das dimensões da madeira, há diferentes destinos: compostagem, para peças de pequenas dimensões, madeiras contaminadas com umidade e que apodreceram ou que entraram em contato com material orgânico, como caixas de frutas e verduras; combustível de fornos, para peças que não podem ser reaproveitadas; e mobiliário, como foi mencionado anteriormente.

f) Tintas, vernizes, lubrificantes, óleos em geral, pilhas e baterias: devido à quantidade de componentes químicos, estes materiais representam um risco ao meio ambiente e o posto de coleta deve encaminhá-los para indústrias específicas, que neutralizarão e reutilizarão os componentes.

g) Óleo de cozinha: deve ser entregue em garrafas PETs ou do próprio óleo nos postos de coleta. Esse óleo poderá ser filtrado e reutilizado como combustível (bicombustível). h) Sucata eletrônica e eletrodomésticos: há um crescimento deste tipo de resíduo e ele representa dois problemas: a contaminação por componentes metálicos e o volume dos materiais. Entregando num posto de coleta específico, os componentes serão

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encaminhados para indústrias específicas, que reutilizarão as peças e reciclarão as partes metálicas e plásticas.

g) Carros: devido à complexidade e ao grande volume, os automóveis necessitam de um plano específico para reciclagem após a sua vida útil. Há alternativas baseadas no exemplo da Suíça, em que o primeiro proprietário paga uma taxa de reciclagem do automóvel a ser devolvida ao último proprietário quando este entrega o automóvel para a reciclagem, permitindo que o sistema funcione dentro de um ciclo fechado. Após a retirada de vidro, pneus, rodas, plásticos e de todos os objetos do interior do automóvel, as carcaças dos carros são prensadas e entregues a metalúrgicas, que irão reutilizar o metal; os demais componentes são encaminhados para indústrias específicas.

Os aspectos ambientais do destino correto dos RSU são:

• Medida de melhoria da saúde pública, pois evita a contaminação do meio ambiente e a propagação de doenças relacionadas à disposição incorreta dos RSU, como ocorre em lixões;

• Sistema de saneamento básico integrado, permite que os RSU, assim como os esgotos das cidades, tenham tratamento e não contaminem os lençóis freáticos, rios, solos e oceanos;

• Preservação e uso racional dos recursos naturais disponíveis, que garantem o máximo aproveitamento dos resíduos produzidos por meio de medidas de reciclagem, logística reversa, compostagem e incineração com geração de energia. Aliados a políticas de minimização de RSU gerados na fonte e de reuso, garantem ainda mais a diminuição da extração de mais recursos naturais;

• Conservação e a economia de energia com a utilização de incineradores com geração de energia aliados à reutilização, à redução da produção de resíduos na fonte e à reciclagem;

• Diminuição das enchentes agravadas pela quantidade de lixo despejado em rios, córregos e terrenos baldios. Com a reciclagem dos resíduos e a entrega dos materiais especiais pela população aos postos autorizados, existe a garantia de que estes objetos e materiais não sejam descartados de forma ilegal, descarte

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este que prejudicaria o meio ambiente e intensificaria o problema, bastante comum na cidade, especialmente durante o verão e temporadas de chuva.

Os aspectos sociais do destino correto dos RSU são:

• Geração de empregos diretos, devido principalmente a novas medidas implantadas, como a reciclagem e a logística reversa, e indiretos, nas indústrias que utilizam os RSU como matéria-prima;

• Educação ambiental, principalmente de crianças e jovens, que permitirá a formação de novas gerações engajadas e conscientes sobre a responsabilidade em separar e destinar corretamente os RSU;

• Aumento do número de consumidores conscientes; estes irão escolher produtos com menos embalagens, que possuem processos de produção mais corretos, e nos quais os fabricantes participam da política de logística reversa. Isso permitirá a mudança de atitude em relação ao consumo desnecessário e garantirá a minimização da produção de RSU;

• Participação da sociedade no desenvolvimento e na fiscalização de leis que garantam o tratamento e a disposição adequada dos RSU;

Os aspectos econômicos do destino correto dos RSU são:

• Redução do custo do transporte dos RSU; este transporte ainda representa custo elevado, pois os aterros sanitários estão cada vez mais distantes das cidades. Com a diminuição do volume de lixo a ser aterrado, haverá economia no transporte dos resíduos até os aterros sanitários;

• Geração de renda com a venda dos materiais recicláveis, o reuso e o beneficiamento de produtos reaproveitados e também com a criação de empregos, conforme citado anteriormente;

• Redução no custo de produção de novos produtos, pois a reciclagem evita a extração de matéria-prima, além de trazer outros benefícios como a economia de energia e de água, conforme dados da CEMPRE, 2012:

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a) Para a produção de uma tonelada de papel branco, é necessária a utilização de: 50 eucaliptos, 5 mil kW/h e 100 mil litros de água, em comparação com esses dados, para a produção de uma tonelada de papel reciclado é necessário: 1,2 toneladas de papel usado, 2 mil kW/h e 2 mil litros de água. (CEMPRE, 2012) b) Para a produção de garrafas PET é necessário o uso de petróleo, o que traz várias

implicações ao meio ambiente, pois é um recurso natural não-renovável, com previsão de esgotamento. Com a utilização de 100 toneladas de plástico reciclado, evita-se a extração de uma tonelada de petróleo. (CEMPRE, 2012) c) Para a produção de uma tonelada de latas de alumínio são consumidas 17.600

kW/h, ao passo que a reciclada consome 750 kW/h, representando uma economia de 95% de energia. (CEMPRE, 2012)

d) Em relação ao vidro, uma tonelada de vidro reciclado produz uma tonelada de vidro novo, pois é um material com 100% de reaproveitamento. A reciclagem desse material representa uma economia de 70% de energia na fundição em comparação ao vidro novo. (CEMPRE, 2012)