1. Datation et auteur(s)
1.2. Le Tablante de Ricamonte
A Grande Vancouver possui sete estações de transbordo: Vancouver, North Shore, Coquitlam, Surrey, Maple Ridge, Langley e Matsqui. Durante a visita a uma dessas estações, foi observado que as estações atuam não só para receber os resíduos domésticos, mas também mobiliário, eletrodomésticos, pilhas e baterias, além de grandes volumes de podas de jardim e demais resíduos trazidos pelos próprios munícipes.
Figura 2.6 – Estação de transbordo da cidade de Vancouver. Fonte: POLZER, 2011.
A B
C D
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Dentro da estação de transbordo da cidade de Vancouver, foi observado que o local de recebimento dos resíduos é enclausurado, com um sistema de umidificação constante, tornando os resíduos livres do risco de incêndio. Existe um fosso onde os resíduos são empurrados para uma carreta que, por fim, leva os dejetos para o aterro sanitário ou incinerador (WTE), vide figura 2.6. Os munícipes que possuem algum resíduo de grande volume como sofá, colchão, geladeira ou até mesmo grande quantidade de poda de jardim podem levar os resíduos até as estações de transbordo ou aterro sanitário, o que ficar mais perto de suas residências. Nestes casos, os resíduos de poda de jardim serão encaminhados para compostagem e os demais materiais serão encaminhados para a reciclagem e reutilização.
Nas imagens A e B da figura 2.6, é possível visualizar os resíduos sendo empurrados para o fosso e que, abaixo, há uma carreta esperando ser carregada. As imagens C e D mostram o fosso por baixo, onde as carretas ficam estacionadas. São dois fossos para resíduos indiferenciáveis e um fosso para o resíduo de poda de jardim e orgânico que será encaminhado para compostagem. É possível observar o local de saída das carretas com resíduos (E), uma carreta carregada antes do fechamento da tela (F) e após o fechamento com a tela (G); esse fechamento é feito por um sistema mecânico de acionamento automático para que nenhum funcionário tenha contato direto com os resíduos. Antes de ir para o aterro sanitário ou incinerador (WTE), as carretas são inspecionadas a fim de garantir que a tela de cobertura está bem fechada e que não há resíduo transbordando nas laterais, para que nada seja despejado acidentalmente em vias públicas.
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Na figura 2.7, é possível observar a área externa da estação de transbordo da cidade de Vancouver. Há uma placa identificando o equipamento, pois a área é toda arborizada, protegida da vista dos cidadãos que passam pelo local. Na estação, há vários acessos: um principal, para visitantes e munícipes (figura 2.8); um para os caminhões descarregarem os resíduos no fosso; um para entrada e outro para a saída das carretas que ficarão abaixo do fosso e outro para saída dos caminhões vazios.
Figura 2.8 – Estação de transbordo da cidade de Vancouver – acesso principal. Fonte: POLZER, 2011.
As estações de transbordo da Grande Vancouver recebem materiais em grande volume trazidos pelos próprios munícipes. Na figura 2.8, é possível observar a fila de automóveis carregados de resíduos. Os materiais aceitos são: colchões, podas de jardim, metais, vidros, plásticos, papel, papelão, revistas, jornais, óleo de cozinha, lubrificantes e óleos em geral, baterias, pilhas, tintas, madeiras, sucata eletrônica, extintores, botijão de gás de cozinha, entre outros materiais.
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Na figura 2.9, é possível observar alguns exemplos de como os materiais são armazenados na estação de transbordo. Como mostra a primeira imagem, no caso de pilhas e baterias pequenas, o munícipe precisa colocar esse material num saquinho disponibilizado no local para evitar a contaminação. Na segunda imagem têm-se os extintores e outros botijões, a terceira imagem mostra um container para garrafas de plástico e, a quarta, uma caixa metálica onde são armazenadas as tintas.
Figura 2.9 – Estação de Transbordo da Cidade de Vancouver – Exemplos de armazenamento de materiais entregues pelos munícipes. Fonte: POLZER, 2011.
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Os resíduos orgânicos são recebidos nas estações de transbordo e, depois, encaminhados para a compostagem. Nestas imagens, é possível identificar o composto ainda na estação de transbordo – imagem A. Nas imagens B, C e D, o composto está na estação de compostagem acelerada de Richmond, chamada de Soil & Fibre, que é operada pela empresa Harvest Power; nestas três imagens os compostos estão em diferentes fases de maturação.
A estação de Richmond trabalha com o sistema de leiras17 estáticas aeradas (static pile). O sistema não é movimentado e, abaixo das leiras, há tubulações que injetam ar nas pilhas do composto, aumentando a fermentação e, assim, acelerando o processo. Além disso, um sistema de filtros controla o odor e o processo. As vantagens do sistema são: as pilhas são muito altas, o que minimiza a área ocupada pela estação de compostagem; o tempo de maturação do processo acelerado é de apenas oito semanas, portanto, bem
17 Sulcos
Figura 2.10 – Estação de Transbordo da Cidade de Vancouver e Estação de Compostagem acelerada de Richmond. Fonte: POLZER, 2011.
A B
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menor que o processo convencional, que é de seis meses; não há necessidade de pré- processamento com moagem, peneiramento ou triagem; há redução dos custos energéticos, pois não há peneiramento ou moagem; devido à altura das pilhas, há menor exposição ao ambiente e, por isso, o odor é minimizado; no sistema estático, o ar é bombeado para dentro da pilha e não há necessidade de revirar o composto, como é feito no método tradicional; o fluxo de ar controlado permite que o biofiltro funcione de forma eficiente; uma cobertura orgânica é formada sobre as pilhas, agindo como um biofiltro natural no tratamento de partículas odoríferas e, finalmente, cria-se um composto de alta qualidade, pois não há contaminação por materiais não-orgânicos, uma vez que a coleta de orgânicos é realizada uma vez por semana e os habitantes recebem um container só para esse tipo de resíduo (HARVEST, 2011)
O processo de compostagem acelerada de Richmond ocorre da seguinte maneira, segundo informações da companhia Harvest Power:
1 – Uma nova pilha é criada sobre uma base já existente acumulando o mesmo material. Normalmente leva-se uma ou duas semanas para preencher uma célula;
2 – Assim que a pilha é finalizada, uma cobertura orgânica é aplicada sobre a pilha a fim de garantir que os odores permaneçam dentro dela. Esta cobertura é removida e reutilizada numa nova pilha, sucessivamente;
3 – Um sistema de fluxo de ar é colocado abaixo da pilha através de tubulações perfuradas a fim de garantir as condições aeróbicas necessárias para a fermentação do
Figura 2.11 – Processo de Compostagem acelerada. Fonte: HARVEST, 2011.
Produto Final
Células
Usina de triagem
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composto. Este sistema elimina a necessidade de revirar o composto e garante a temperatura e a manutenção da mistura através do ajuste do fluxo de ar;
4 – Antes de ser solto na atmosfera, o ar de evaporação da pilha é direcionado para um biofiltro composto por cascas de árvores. O calor garante que seja criada uma película, sobre as cascas de árvore, de organismos que se alimentam das partículas odoríferas. Depois de dois anos, este material é substituído e compostado;
5 – O tempo total de maturação do sistema é de, aproximadamente, oito semanas. Cada lote é reestruturado periodicamente seguindo o mesmo processo;
6 – No final, o produto é livre de contaminantes e passa por uma cura de um a dois meses a fim de aumentar a qualidade. O resultado é um composto estável de alta qualidade, livre de agentes patológicos e com cheiro de terra, pronto para ser usado na agricultura, jardinagem e controle de erosão. (HARVEST, 2011)