2.2 Better-quasi-orders
2.2.2 Super-sequences
Uma espécie exótica ou introduzida, é uma espécie não-nativa de determinada zona, cuja
população sobrevive sem problemas no novo habitat. Normalmente estas espécies são
introduzidas acidentalmente (no caso das algas vêm muitas vezes agarradas aos navios ou
então em águas de lastro) mas podem ter sido introduzidas propositadamente.
Uma espécie invasora é uma espécie introduzida que coloniza o novo habitat e pode alastrar-
se para outras áreas devido à sua elevada taxa de reprodução e capacidade de sobreviver
em condições adversas, prejudicando as espécies locais.
Impactos
-Devido ao seu grande tamanho e crescimento rápido, fazem sombra às espécies mais
pequenas que não conseguem assim fazer fotossíntese, inibindo o seu crescimento podendo
mesmo desaparecer.
-A elevada taxa de reprodução e capacidade de sobrevivência destas algas invasoras faz
com que ocupem espaço que deixa assim de estar disponível para a fixação de espécies
nativas.
-Com o desaparecimento de algas nativas, desaparecem também outros animais como
ouriços-do-mar, peixes e invertebrados que se alimentam, habitam e procuram proteção
entre estas macroalgas.
Exemplo de possível conteúdo para exposição (adaptado de Francisco Arenas).
Imagem ©Te Papa (https://marinebiosecurity.niwa.co.nz/undaria-pinnatifida-harvey-suringar/)
Procura-se
Invasora
Undaria pinnatifida
Macroalga castanha amarelada, pode ultrapassar 1m de comprimento e é composta por
uma lâmina dividida em fitas laterais. Possui uma nervura mediana bem definida, um estipe
que pode apresentar folhos e rizoides em forma de garra.
Originária do Japão, esta espécie também conhecida por wakame já foi introduzida em
várias partes do mundo incluindo Portugal. Ainda não foi avistada em Viana do Castelo, no
entanto contamos com a sua ajuda para monitorizar as nossas praias.
Se avistar esta espécie por favor contate o Observatório de Biodiversidade do Litoral Norte
(Telefone: 258 xxx xxx).
Algumas algas invasoras de Viana do Castelo
Sargassum muticum
Macroalga castanha conhecida como sargaço japonês ultrapassa facilmente 1m de
comprimento. Ramifica alternadamente e os seus longos ramos possuem estruturas
semelhantes a pequenas folhas e também vesículas de ar que a permitem manter-se mais
perto da superfície da água quando a maré sobe.
Grateloupia turuturu
Esta alga vermelha é considerada potencialmente invasora. Pode crescer até 1m de
comprimento e possui lâminas escorregadias com as margens onduladas.
Asparagopsis armata fase Falkenbergia rufolanosa
Alga vermelha de origem australiana, possui duas fases do ciclo de vida muito distintas
sendo que a fase Falkenbergia é a que mais se encontra em Viana do Castelo. Forma um
pequeno tufo ou pompom cor-de-rosa muito suave com apenas 3cm de diâmetro.
Colpomenia peregrina
Alga castanha amarelada de pequeno tamanho, tem uma forma globosa e oca que quando
esmagada rompe-se como uma folha de papel. Atenção! Não deve ser confundida com a
alga nativa Leathesia marina que possui as mesmas dimensões e cor, mas tem uma
aparência mais enrugada e textura gelatinosa.
As nossas praias rochosas
A zona costeira é a fronteira entre o oceano e os sistemas terrestres. Muitas das praias de
Viana do Castelo possuem grandes aflorações rochosas que são ideais para a fixação de
algas bem como para refúgio de inúmeros animais. Estas rochas em combinação com a luz,
temperatura e hidrodinamismo característicos das nossas praias, criam o habitat ideal para
inúmeros seres-vivos, permitindo a existência de comunidades biológicas muito ricas.
Qual a sua importância?
As rochas da praia servem de habitat e proteção para diversos seres-vivos e sem elas a
grande maioria das macroalgas não teriam onde se fixar. Estas algas, que estão na base da
teia alimentar, servem de alimento para vários peixes e invertebrados protegendo-os
também contra predadores, contribuindo com as condições do meio adequadas para
espécies de interesse comercial. Para além disso são produtores primários e ajudam a
regular o dióxido de carbono da atmosfera. Já as florestas de kelp, localizadas no subtidal,
reduzem o efeito erosivo das ondas na praia e o mesmo se pode dizer das rochas.
Afloramentos costeiros
Ao movimento de massas de água de zonas mais profundas do oceano para a superfície
dá-se o nome de afloramento costeiro. Este fenómeno influenciado em parte pelos ventos
(vindos de Norte), traz águas do fundo que são mais frias e ricas em nutrientes essenciais
para a alimentação de várias espécies. Em Viana do Castelo temos afloramentos costeiros
no Verão, por isso é que a água do mar é mais fria. Mas também permite as condições para
a permanência de vários organismos do norte da Europa, que têm em Viana o seu limite de
distribuição.
Que algas nativas podemos encontrar?
Ascophyllum nodosum
Fucus spp
Corallina sp
Ulva spp
Porphyra spp
Lithophyllum incrustans
Saccorhiza polyschides
Laminaria sp
Codium sp
Algumas algas comestíveis
Himanthalia elongata
Saccharina latissima
Palmaria palmata
Porphyra spp
Chondrus crispus
Gracilaria spp
Ulva spp
Osmundea pinnatifida
Undaria pinnatifida
Boreal
O termo ‘boreal’ está associado ao ‘Norte’ e este adjetivo relaciona ou localiza algo a regiões
do Norte, sobretudo em zonas frias do Ártico. Espécies denominadas boreais têm afinidade
para águas frias e não sobrevivem em temperaturas quentes. Algumas das espécies de
algas existentes em Viana do Castelo têm aqui o deu limite de distribuição que é possível
devido aos afloramentos costeiros.
Algumas espécies com limite sul em Viana do Castelo
Ascophyllum nodosum
Fucus serratus
Vertebrata lanosa
Saccharina latissima
Delesseria sanguinea
Espécies ameaçadas
Devido às alterações climáticas e ao consequente aumento da temperatura da água do mar
e do ar, bem como a poluição nas praias e a elevada atividade antropogénica nestas áreas,
entre vários outros fatores, algumas destas espécies que se encontram em região fronteira
são mais vulneráveis, podendo algumas delas estar ameaçadas aqui, em Viana do Castelo.
Algumas macroalgas já são dificilmente encontradas então, se vir alguma destas espécies,
por favor, não colha ou destrua.
Anexo II. Catálogo de espécies do intertidal inferior
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Better-quasi-order: ideals and spaces
(Page 38-45)