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7. Fotoenvelhecimento

A radiação UV desempenha um importante fator na acelaração do envelhecimento da pele, provocando alterações a nível estrutural e funcional. Clinicamente, estas alterações traduzem-se em rugas, hiperpigmentação, pele seca, telangiectasias e perda de elasticidade da pele91. A nível histológico, é possível observar uma diminuição de

colagénio, diminuição de fibras de elastina e vasodilatação permanente80,83,84.

As células presentes na epiderme, tais como queratinócitos, melanócitos e as células de Langerhans sofrem também alterações quantitativas e morfológicas. Estes fenómenos ocorrem especialmente devido à estimulação de metaloproteinases, enzimas que promovem a degradação do colagénio e das fibras de elastina. De salientar ainda que a radiação UV tem a capacidade de originar espécies reativas do oxigénio e citoquinas pró- inflamatórias, através da activação do fator de transcrição AP-185.

8. Produtos de aplicação após a exposição solar

A exposição solar deve ser feita sempre de forma moderada e com recurso a fotoproteção adequada utilizando protetores solares, roupa, óculos de sol. A maioria da população falha em adotar estas medidas de proteção e prevenção aos efeitos nefastos da luz solar, resultando numa pele pouco saudável. Com intuito de reparar e proteger a pele após a agressão da radiação solar, existem no mercado produtos com elevada capacidade de hidratação e apaziguamento da pele, denominados como ‘’after-sun’’ ou ‘’aprés- soleil’’85.

Estes produtos têm na sua composição substâncias adstrigentes, cicatrizantes e anti-inflamatórias tais como a calamina e o óxido de zinco. As formulações destes produtos contêm substâncias humectantes e emolientes, tais com a glicerina de forma a combater a elevada secura cutânea provocada pelo sol e contêm grandes quantidades de água, apresentando-se geralmente sob a forma de loções e leites, garantindo um efeito refrescante e apaziguante53. Geralmente são utilizados também extractos vegetais tais

como de ginkgo biloba ou aloé vera, contendo flavonóides e outros antioxidantes como a vitamina E e vitamina C. Desta forma vão fornecer propriedades descongestionantes, cicatrizantes e diminuir os danos oxidativos provocados pelas espécies reativas do oxigénio85.

9. Medidas protetoras

A forma mais correta de evitar os efeitos nefastos da radiação solar consiste na adoção de medidas de prevenção, tais como82,89,92.

42  A exposição solar deve ser evitada nas horas de maior radiação UV (das 10

h às 16 h);

 Um protetor solar deve ser generosamente aplicado de 2 em 2 horas, de forma a garantir um efeito protector;

 A proteção solar deve ser aplicada antes da exposição ao sol bem como após o banho de mar ou piscina. Os protetores solares utilzados de forma correta constituem uma proteção para o eritema, cancro cutâneo e fotoenvelhecimento.

 A melhor proteção para a pele é o uso de roupa (camisola, calças, chapéu) adequada. A utilização de óculos de sol com proteção UVA e UVB é importante para proteção ocular;

 Durante as primeiras exposições ao sol recomenda-se o uso de um Fator de Proteção Solar (FPS) de cerca de 30;

 A exposição à luz solar implica também uma elevada perda de água devido à transpiração e calor que provoca, pelo que é necessário beber muita água para manter a hidratação;

 Nos dias de céu nublado a fotoproteção deve ser mantida.

10. Conclusão do caso de estudo

Ao longo do estágio e do desenvolvimento deste caso de estudo, verifiquei que a maioria da população ainda despreza os efeitos nefastos da radiação solar. Quer seja pelo uso incorrecto da fotoproteção, ou até mesmo pela sua ausência, surgiram vários casos de eritemas solares no balcão da farmácia. Os panfletos elaborados foram distribuídos pelos utentes que demonstraram uma boa aceitação dos conselhos, enquanto o cartaz permaneceu afixado na zona de atendimento, sendo possível a sua leitura enquanto os utentes esperavam a sua vez.

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Considerações finais

Este estágio curricular foi o primeiro contacto que tive com o mundo profissional. Decidi desenvolver três casos de estudo, os quais me permitiram adquirir e consolodar conhecimentos que tinham sido pouco abordados durante o percurso académico.

Para além de interagir com os utentes, o farmacêutico tem ainda de conseguir trabalhar numa equipa multidisciplinar. Desta forma, consigo concluir que a minha passagem pela Farmácia Santa Apolónia foi bem conseguida, pois tanto consegui chegar aos utentes como à equipa através dos casos de estudo que desenvolvi.

O período decorrido em estágio significou meses de aprendizagem teórica e prática, dos quais irei usufruir para desempenhar uma carreira profissional na área da farmácia comunitária.

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51

Cronograma das atividades desenvolvidas durante o estágio

52

53

Anexos

Anexo 1 – Espaço exterior da FSA

54

Anexo 3 – Área de atendimento ao público

Anexo 4 - Área de apoio ao atendimento

55

Anexo 6 - Gabinete para serviços de podologia

Anexo 7 – Armazém

56

Anexo 9 – Gabinete da direção técnica

57

Anexo 11 – Horário de distribuição dos armazenistas

58

Anexo 12 – Cartaz ‘’Aula de Zumba do Dia da Mãe’’

59

Anexo 13 – inquérito adaptado de questionário online ‘’Check-up venoso’’ da

SPACV

Doença Venosa Crónica – ‘’Check-up venoso’’

Fatores de risco

1.Idade:

I. Inferior a 14 anos___ (0) II. Entre 14 anos e 29 anos___ (1) III. Entre 30 anos e 45 anos___ (2) IV. Superior a 45 anos___ (3)

2.Sexo: M___ (0) F___ (1)

3.Se respondeu masculino passe para a pergunta 5, já esteve grávida?

I. Não___ (0) II. Uma ou mais vezes___ (1)

4.Toma a pílula? I. Sim___ (1) II. Não___ (0)

5.Como considera o seu estilo de vida ativo? I. Sim___ (0) II. Não___ (1)

6.Tem excesso de peso?

I. Não___ (0) II. Sim, entre 1 e 5 kg___ (1)

III. Sim, entre 5 e 10 kg___ (2) IV. Sim, mais de 10 kg___ (3)

7.No seu dia a dia, costuma ficar parada(o), sentada(o) ou em pé, durante muito tempo?

I. Menos de 4 h por dia___ (0) II. Entre 4 e 8 h por dia___ (1)

III. Mais de 8 h por dia___ (2) IV. Mais de 8 h por dia com viagens frequentes de avião, carro ou comboio___ (3)

8.Alguém da sua família tem varizes:

I. Não___ (0) II. Um dos pais___ (1)

III. Ambos os pais___ (2) IV. Ambos os pais e pelo menos um deles tem complicações___ (3)

9.Pratica exercício regularmente?

I. Sim, pelo menos 3 h por semana___ (0) II. Menos de 3 h por semana___ (1) III. Nos tempos livres___ (2) IV. Nunca___ (3)

Sintomas

60 I. Não, nunca___ (0) II. Frequentemente___ (1) III. Quase sempre___ (2)

11.Essa sensação de pernas pesadas agrava-se com:

I. Não agrava-se___ (0) II. Tempo quente (verão)___ (1) III. Contracetivos orais___ (2) IV. Menstruação___ (3)

12.Costuma sentir os tornozelos inchados?

I. Não, nunca___ (0) II. Apenas com tempo quente (verão)___ (1)

III. Sim, quase todos os dias, à noite___ (2) IV. Sim, quase todos os dias, logo pela manhã ___ (3)

Sinais

13.Telangiectasias (pequenas veias sanguíneas): I. Não___ (0) II. Sim___ (1)

14. Varizes reticulares: I. Não___ (0) II. Sim___ (1) 15. Varizes tronculares: I. Não___ (0) II. Sim___ (1) 16. Edema: I. Não___ (0) II. Sim___ (1)

17. Úlcera: I. Não___ (0) II. Sim___ (1)

PONTUAÇÃO TOTAL: _____

Resultado:

ATÉ 11 PONTOS Possui um baixo risco de sofrer de doença venosa.

Deve adotar medidas sobre um estilo de vida saudável, para manter as suas veias saudáveis. Consulte o panfleto fornecido.

DE 12 A 22 PONTOS Possui um risco considerável de sofrer de doença venosa ou, pode já sofrer desta

doença.

Tome precauções de imediato, adoptando um estilo de vida mais saudável. O seu farmacêutico pode ajudá-lo na escolha de um medicamento venoativo ou meia de compressão mais adequado para si. Consulte o panfleto fornecido.

MAIS DE 23 PONTOS Possui um elevado risco de sofrer de doença venosa crónica.

Os sintomas podem ser aliviados e a progressão da doença pode ser interrompida através do tratamento médico. A adopção de um estilo de vida saudável ajudará a melhorar os sintomas e sinais. Consulte o panfleto fornecido.

61

Anexo 14 – Resultados dos inquéritos

Pontos de cada resposta

Utente 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 SOMATÓRIO 1 2 1 0 1 0 2 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 11 2 3 1 1 1 1 2 1 2 2 2 2 1 0 1 0 0 0 20 3 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 2 1 0 0 0 0 0 9 4 1 0 - - 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 4 5 3 1 1 0 1 3 2 3 2 2 1 2 0 0 1 1 0 23 6 2 0 - - 0 1 1 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 7 7 3 1 0 0 1 2 2 2 1 2 1 2 0 1 0 1 0 20 8 2 1 0 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 0 0 0 0 14 9 2 0 - - 1 1 2 1 1 1 1 2 1 1 0 0 0 14 10 3 1 1 1 1 0 1 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 12 11 2 0 - - 0 0 2 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 7 12 3 1 1 0 1 2 1 3 2 2 1 1 1 0 0 0 0 19 13 3 1 0 0 1 1 1 2 1 1 1 2 1 0 0 1 0 16 14 2 1 0 1 1 1 0 2 1 1 0 1 0 0 0 0 0 13 15 2 1 1 1 1 2 1 3 3 1 1 3 0 0 1 1 1 23 16 1 0 - - 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 5 17 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 4 18 3 1 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 12 19 3 1 0 0 0 2 1 1 2 2 1 0 1 1 0 0 0 15 20 1 1 0 1 1 0 2 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 8 21 3 1 1 0 0 3 1 2 2 2 1 3 0 0 0 1 0 20 22 2 0 - - 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 10 23 2 0 - - 1 1 1 2 1 1 2 1 0 0 0 0 0 12 24 3 1 1 0 1 2 1 2 1 1 1 0 0 0 0 0 0 14 25 2 1 1 1 1 2 2 2 2 2 1 3 1 1 0 0 0 22 26 3 1 1 0 1 3 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 15 27 3 1 1 0 1 2 2 2 3 2 1 3 0 0 0 1 1 23 28 3 1 1 0 1 3 1 1 1 2 1 2 1 0 0 1 0 19 29 1 0 - - 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 0 0 0 5 30 3 1 1 0 1 3 2 3 3 2 2 3 0 0 1 0 1 26 31 3 1 1 1 1 3 2 2 2 2 1 3 0 0 1 1 0 24

62

Gráfico 2 – Sexo dos participantes

Gráfico 3 – Idade dos participantes

0 5 10 15 20 25 Feminino Masculino 0 2 4 6 8 10 12 14 16

63

Gráfico 4 – Risco do sexo feminino

Tabela 5 – Influência do género no risco de desenvolver DVC

Sexo

Média do somatório de pontos

Risco de desenvolver DVC

Masculino (8 indivíduos)

8

Baixo risco

Feminino (23 indivíduos)

17

Risco moderado

0 2 4 6 8 10 12 14 16

Baixo risco Risco moderado Risco elevado

N ú m e ro d e m u lh eres

64

Tabela 6 – Influência da idade no risco de desenvolver DVC

Idade

Média do somatório de pontos

Risco de desenvolver DVC

Entre 14 e 29 anos (6 indivíduos)

6

Baixo risco

Entre 30 e 45 anos (10 indivíduos)

12

Risco moderado

Mais de 45 anos (15 indivíduos)

19

Risco moderado

Tabela 7 – Influência do histórico familiar no risco de desenvolver DVC

Histórico familiar de DVC

Média do somatório de pontos

Risco de desenvolver DVC

Não (6 indivíduos)

6

Baixo risco

Um dos pais (10 indivíduos)

12

Risco moderado

Ambos os pais (11 indivíduos)

18

Risco moderado

Ambos os pais e pelo menos um deles

65

Anexo 15 – Panfleto ‘’Doença Venosa Crónica – Não ignore o que as suas pernas dizem!’’

67

Anexo 16 – Panfleto ‘’Contraceção de Emergência’’

69

Anexo 17 – Fluxograma ‘’Contraceção de Emergência’’ – adaptado de

76

70

Anexo 18 – Cartaz ‘’Proteção Solar’’

71

Anexo 19 – Panfleto informativo ‘’Proteção Solar’’

73

Anexo 20 – Formação interna ‘’Doença Venosa Crónica – O Papel do Farmacêutico na Detecção da Doença Venosa Crónica’’