L’espace euclidien R n
2.3 Suites dans R n
2.3.6 Suites de Cauchy
O documento retrata assim o que foi acontecendo na época, estando detalhada a operacionalização, controlo, observação e análise do treino assim como da competição, estando também incluído algumas regras fundamentais do clube para o desenvolvimento apropriado dos atletas e treinadores.
Em relação ao modelo de jogo foi entendido que atualmente se encontra dividido em cinco grandes momentos, estando inseridos neste contexto a organização ofensiva e defensiva, as transições entre ambas as fases e os esquemas táticos. Esta ferramenta do treinador é importante pois a mesma permite preparar e controlar a equipa para a época desportiva de forma coerente, fazendo assim a equipa ter uma identidade própria, respeitando os princípios e subprincípios de jogo.
O modelo de treino tem de estar no contexto do modelo de jogo de forma a que esses princípios sejam respeitados. Este modelo vai ajudar a equipa a adotar certos comportamentos em diferentes momentos de jogos.
As cargas de treino são muito controladas tendo de se ter cuidado com a realização do microciclo para a equipa de forma a que as mesmas não afetem negativamente os jogadores de treino para treino e em último caso no jogo. Alterações nas cargas são verificadas com uma semana sem jogo ou uma semana com dois jogos, onde é preciso ter um controlo diferente, mas o mesmo deve estar já preparado no modelo de jogo.
A observação e análise, é uma das novas ferramentas mais usadas graças ao avanço da tecnologia que começa a permitir toda a gente usa-la com qualidade. Esta melhora a preparação da equipa para o próximo jogo e consegue aumentar a performance dos jogadores da equipa.
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A nível de estágio foi um ano vivido repleto de fortes experiências! Uma equipa como o Sporting Clube de Braga, um escalão de sub19, duas equipas técnicas, falhanço de objetivos constante, aprendizagem em treino e observação… Não esperava uma experiência tão rica para o meu ano de estágio, antes de aparecer a oportunidade deste clube.
Apesar do insucesso desportivo que a equipa viveu, para a experiência pessoal foi extremamente positivo isto ter acontecido. Pois ganhando o ambiente seria sempre descontraído, o que era desejado estava a ser feito e ninguém incomodava nem seria precisar passar por reuniões de emergência e estruturações do modelo de jogo. Vivenciei os problemas que podem acontecer entre direção e equipa técnica, trabalhei para 2 treinadores principais muito diferentes, com organizações de treino completamente distintas e me deram responsabilidades que foram variando ao longo do ano. Vivemos momentos constantes de pressão ao longo da época com a eminencia em falhar os primeiros quatro lugares na 1ª Fase e com a falta de vitórias na 2ª Fase, e foi preciso aprender a ajudar os jogadores a atravessar a má fase e a procurar o que de melhor poderíamos fazer para contrariar a situação.
Claro que na posição em que uma pessoa se encontrava, como estagiário a fazer de treinador adjunto/observador não temos grande poder, só mesmo se o treinador nos quiser incluir no momento das decisões. Podemos dizer tudo, mostrar as análises e relatórios que quisermos, no entanto se o principal não contar connosco para as decisões é desapontante e para além de não vermos o trabalho ser recompensado, a equipa técnica desmotiva-se, pois quando não interagimos realmente com quem nos rodeia, partilha o mesmo ambiente todos os dias durante um ano e está em contato com as restantes pessoas do clube, estamos a desaproveitar muito feedback. Daí que o treinador deve sempre aproveitar ao máximo os recursos que tem e este ano serviu também para entender a importância de escolher quem nos rodeia.
A nível de relações pessoais correu tudo pelo melhor, não fossem as pessoas envolvidas competentes a todos os níveis e saberem estar com o próximo. E este era um dos maiores motivos para aceitar o desafio pois sabia perfeitamente a aprendizagem que ia ter num clube desta dimensão quando comparado com um clube na minha zona ou outra cidade mais pequena. Aliás basta ir ao clube anterior para ver que era só treinar e ir aos jogos, não havendo
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ninguém para analisar objetivamente o nosso trabalho e nos corrigir com critério, estando tudo nas nossas mãos. Enquanto que no SCB existe uma panóplia de departamentos, dividindo as responsabilidades por diversas pessoas e oferecendo os recursos necessários para um treinador poder ambicionar sempre mais.
Foi muito enriquecedor poder fazer parte do GOA, pois não era uma função com a qual eu estava a contar. Apesar de haver muito trabalho, somando- se ao trabalho do curricular, não podia deixar passar a oportunidade para perceber como os analistas trabalham e ir mais a fundo na questão dos softwares, pois é na tecnologia que vemos a maior entrada no futebol atual.
A interação com pessoas profissionais e que me mostraram como realmente funciona um clube de futebol, revelando as diferentes etapas, as exigências, a construção do modelo de jogo, o dia a dia do que é necessário para um clube de futebol funcionar, como se deve preparar a equipa, avaliar os momentos de decisão, a conexão entre os diferentes departamentos e as necessidades vividas por todos, eram o conhecimento prático que vinha buscar. Pois teoricamente é tudo muito bonito de se ler no papel, no entanto só assim conseguimos estar preparados para esta realidade.
Apesar de ser muito positivo treinarmos as equipas é necessário perceber o funcionamento de tudo e a importância de cada setor, pois temos de querer conhecer os intervenientes no nosso meio.
Foi assim um tempo muito trabalhoso, com 222 treinos pelos Juniores nas 49 semanas, com diversos jogos amigáveis e 36 oficiais, acompanhamento do escalão de Iniciados sub15, presença nas captações criadas pelo clube, filmagens na escola de guarda-redes, ocupando assim geralmente os 7 dias da semana e por isso engane-se quem pense que o futebol é comparecer ao treino e acabou-se. Muito trabalho envolvido e só quem está lá dentro realmente consegue perceber o que acontece durante uma época, pois existem muitas condicionantes humanas no processo. Um aluno passa mais dias no clube do que na escola!! E se estes jogadores não evoluem mesmo que treinassem mal seria sempre muito grave. Pois a maioria das equipas portuguesas na formação não pode dar 5 treinos semanais, ou seja, no mínimo estamos a dizer que estes atletas vão ter seguramente menos 50 treinos do que as equipas que não têm as condições do Braga.
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Devido a ter muito trabalho de vídeo, aqui não posso colocar a maioria dos meus trabalhos como as análises semanais, os vídeos individuais dos jogadores da época e que foram sendo realizados durante as semanas, os resumos, os vídeos para os treinadores de guarda-redes, entre outras situações.
Exigente, stressante, divertido, com muito companheirismo, foi uma época concluída com os meus objetivos pessoais realizados. Vai deixar saudade todo o ambiente vivido e as condições e trabalho das quais usufruía, mas outros desafios virão como sempre acontece, e cá estaremos para os abraçar, mais preparado do que ontem.