3.3 Machines à vecteurs de support adaptées à la classification de séquences 50
3.3.2 Stratégies d’adaptation des SVMs à la classification de séquences . 52
Apresentamos, neste capítulo, possibilidades de organização do trabalho pedagógico mediante às estratégias propostas já conhecidas da escola tais como: planejamento, sequencia didática, projetos entre outros, mas também pela Metodologia Ativa que é estar preconizada pela BNCC como forma de oferecer aos estudantes formas de aprender mais significativamente. Objetivamos destacar conceitos abordados no contexto da ação didática, indicando a necessária reflexão sobre o planejamento e a avaliação no âmbito da Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Nesta apresentação, esperamos que os professores encontrem elementos para a construção do seu próprio repertório de práticas ativas de ensino e aprendizagem, uma vez que entendemos que muitos docentes já realizam inúmeras práticas bem-sucedidas nesse enfoque metodológico, que visa, principalmente, a viabilização de um ambiente facilitador para a aprendizagem significativa, capaz de promover o desenvolvimento integral dos estudantes.
Tendo em vista a intencionalidade educativa a ser disposta no Projeto Político Pedagógico de cada unidade escolar, tencionamos fortalecer o trabalho colaborativo entre nossos pares professores e coordenadores, de forma que tal trabalho seja traduzido em proficiência e desenvolvimento de competências sócio emocionais e cognitivas dos estudantes.
4.1 METODOLOGIAS ATIVAS - PARA INÍCIO DE CONVERSA
A Base Nacional Curricular Comum homologada em dezembro de 2017, traz para as redes de ensino a grande oportunidade de implementar situações de aprendizagem significativas a fim de atingirmos os objetivos, competências e habilidades estabelecidas no referido documento. O documento norteador de Política de Educação Nacional - BNCC faz um convite a todos para reestruturarem seus currículos no sentido de atender as necessidades de ensino e aprendizagem do estudante contemporâneo e propõe novas possibilidades de organização do trabalho pedagógico para esse fim. É nesse sentido que se resgata a aprendizagem ativa ou metodologia ativa que então não é nova. Podemos retomar em Dewey a defesa de que a escola deve estar articulada à vida, por uma necessidade de fazer sentido para o sujeito. Além disso, é sabido que uma de suas investidas dizia respeito à relação entre a teoria e prática e a forma como o ensino é concebido.
No Brasil, o movimento da Escola Nova foi um dos responsáveis pela expansão do pensamento de Dewey, que recolocou a importância da prática para a aprendizagem. Desse modo, o ensino baseado exclusivamente na “transmissão” de conhecimentos passou a dar lugar a uma proposta educativa baseada no fazer, na atividade prática dos estudantes, algo que,
posteriormente, foi sendo retomado em outras propostas pedagógicas contemporâneas. O interessante é que desde o século XIX insistimos na transmissão passiva como se os estudantes ainda fossem os mesmos.
Além de Dewey, outros nomes podem ser associados a essa nova maneira de pensar a relação entre educador e educandos, como: Vygotsky; Rogers, Freinet e Freire, alguns com influência mais direta no pensamento educacional brasileiro, cuja proposta é a superação das assimetrias de poder na relação pedagógica.
Existem muitas resistências em se trabalhar com as Metodologias Ativas, pois aulas expositivas não são centrais nessa forma de condução pedagógica. Assim, ainda que os professores optem por planejar momentos em que a aula expositiva seja a principal forma de ensino, com a Metodologia Ativa a aula sempre será, além de expositiva, dialogada. Isso porque,
aos estudantes, será oportunizado o momento de expressarem aquilo que aprenderam a partir da exposição dos professores.
Como recurso auxiliar, nesse sentido, o estudante produzirá algo acerca do conhecimento aprendido, essa produção possui a função de fazer com que os estudantes reflitam sobre o aprendido e busquem uma aplicabilidade para o conceito/conhecimento, nesse momento, tido como um objeto de conhecimento.
Assim, a Metodologia Ativa consistirá em ferramenta para “fazer sentido” aquilo que foi aprendido conceitualmente. Nessa perspectiva, se acredita que o conhecimento deve ser
mobilizador e disparador de ações que possam melhorar as condições de vida dos sujeitos em sua realidade educativa.
Como forma de registro, os professores podem optar por produção de textos de
diferentes ordens, sendo eles orais, escritos, imagéticos, fílmicos, expressos por meio de músicas, documentários, curta metragem, seminário, exposição artística, entre outros.
Uma forma de registro bastante utilizada no contexto da Metodologia Ativa tem sido o mapa conceitual, ferramenta em que são apresentadas sínteses e conexões entre temáticas e conceitos abordados pelo professor. Nos Anos Iniciais e pré-escola, não estamos propondo que os estudantes (as crianças) criem mapas, ou sistemas de síntese do conhecimento aprendido, mas o professor pode se utilizar, como já vem fazendo há bastante tempo, de diversas formas de registros, apresentando a estes o que seria a imagem conceitual para cada objeto de conhecimento trabalhado.
Além disso, esquemas (encadeamentos de ideias) podem ser utilizados para elaboração e discussão das sínteses que os estudantes são capazes de produzir sobre o tema, conceito, objeto de conhecimento aprendido. Isso pode ser feito, de maneira oral, com os estudantes ainda bem pequenos ou assumindo formas de registro escrito, com os maiores ou adolescentes.
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Quando apresentamos as metodologias ativas, notamos que alguns professores são resistentes a essa forma de trabalho que liga o conhecimento à produção de algo físico e ou material. Nesse sentido, ressaltamos que a maneira como esse produto pode atender demandas comunitárias ou mercadológicas é definida pela própria identidade escolar, presente no Projeto Político Pedagógico.
Desse modo, como exemplo, poderíamos citar que, após um projeto integrador acerca
do consumo e meio ambiente, toda a comunidade escolar elabora um diagnóstico sobre o
desperdício no interior da escola. O contexto social deverá ser discutido com o estudante, mas além de conceitos e exemplos externos, os professores poderão modificar atitudes relacionadas ao que se vivencia na escola ou no centro de educação infantil, no bairro, na cidade e assim por diante.
Os Direitos de Aprendizagem dão direcionamento ao professor, principalmente daquilo que não pode ser negligenciado enquanto aprendizagem. Compreender que conhecer não está dissociado de saber construir algo com o conhecimento aprendido é fundamental para que a mediação pedagógica ocorra alinhada aos princípios da Base Nacional Comum Curricular e também ao Currículo de MS.
Na produção destas contribuições, buscamos apresentar conceitos referentes ao trabalho a partir das metodologias ativas. Isso pois, acreditamos que é possível tornar os estudantes sujeitos da sua própria aprendizagem quando validamos a sua capacidade de pensar. Essa breve explanação que apresentamos aqui, buscou apresentar algumas possibilidades para o trabalho nas escolas. Sabemos que esse é só um início de conversa que promoverá outras e outras... Assim desejamos que neste capítulo as palavras dispostas e sugestões apresentadas não encerrem a nossa conversa, bem como a nossa capacidade de pensar novas formas de reinventar a prática pedagógica em nossa Rede Municipal de Ensino - REME, de Três Lagoas.
4.2 O PLANEJAMENTO COMO CONDIÇÃO BASILAR NA ORGANIZAÇAO DA PRÁTICA EDUCATIVA
É sabido que o ato de planejar nos acompanha desde o início da humanidade. É consenso também que para qualquer atividade humana nos vários contextos da vida, há necessidade de planejamento. Esse planejamento é realizado de forma onírica (nos sonhos), no pensamento e na imaginação. Quando pensamos o planejamento desenvolvido no meio educacional, enfatizamos que esse ato é essencial para a organização do trabalho educacional e pedagógico seja ele nos órgãos educacionais centrais (MEC, SEMEC), seja no interior das
unidades de ensino que exigem um trabalho de análise e reflexão acerca do processo de ensino e a aprendizagem.
Nesse capítulo do documento Orientações Curriculares, faremos um estudo do que seja planejamento tendo como referência basilar Celso Vasconcellos (1999), que aponta quatro tipos de planejamento: o Planejamento do Sistema de Educação (realizado em nível nacional, estadual ou municipal, que incorpora e reflete as grandes políticas educacionais); o Projeto Político Pedagógico (considerado o documento de identidade da instituição e que expressa suas concepções); o Planejamento Curricular (que se constitui na proposta geral das experiências de aprendizagem que serão ofertadas pela unidade de ensino, incorporado nos diversos componentes curriculares) e o Planejamento do Ensino e da Aprendizagem (pertencente à prática do professor e da sala de aula).
Ainda, segundo Vasconcellos (2000), o planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de intervir em uma situação real para transformá-la. Requer reflexão, análise, tempo de consolidação e sistematização, ou seja, tempo de materialização de todo o processo e por último e não menos importante, a avaliação.
Todo planejamento seja da unidade escolar ou do professor necessita estar articulado com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da unidade de ensino, considerando a comunidade inserida, as especificidades dos estudantes, bem como, o tipo de sociedade e de homem que se almeja formar.
Neste contexto, possibilita-se a efetivação de intencionalidades, de desejos e expectativas, num movimento de parceria entre escola e comunidade, identificando prioridades, necessidades, avanços, interesses, sonhos, dificuldades, entre outros. No que se refere a estes aspectos, a observação dos mesmos é imprescindível para a elaboração de projetos, adesão de programas, sistematização de um planejamento anual da unidade adequado à realidade escolar, estabelecendo também, consonância com a Base Nacional Curricular- BNCC e o Documento Orientador Curricular da Rede Municipal de Três Lagoas-MS.
Nesse sentido, o planejamento exige da unidade de ensino um trabalho coletivo, não somente do professor, pois o desafio de planejar que visa à aprendizagem de todos, deve ser também da instituição, estabelecendo a coerência entre o que se pensa, o que se deseja alcançar e a prática que se pretende realizar.
Desse modo, em relação ao Planejamento do Ensino e da Aprendizagem, cabe ao professor, constituída sua turma ou grupo, identificar o perfil dos estudantes a fim de que possibilite identificar aspectos importantes que serão basilares para o planejamento, entre elas: o conhecimento prévio dos estudantes, quais suas dificuldades, potencialidades, o que lhes despertam interesse e em quais aspectos necessitam avançar em suas aprendizagens. Faz-se
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necessário realizar um contraponto entre as necessidades, dificuldades e interesses apresentados pelos estudantes e o que se propõe para aquela turma e ano e no caso da educação infantil, grupo.
O profissional que planeja, antecipa as etapas do trabalho em sala de aula e consegue levar tudo em uma sequência lógica, como uma linha de pensamento onde ele tem consciência do que está ensinando e sabe exatamente qual o objetivo a ser alcançado, não deixando o seu trabalho e resultados ao acaso.
É possível viabilizar a organização do trabalho pedagógico promovendo vivências significativas, contextualizadas, interativas e inovadoras. Relacionadas a essas especificações destacamos as dimensões do lúdico e das aprendizagens por meio da integração dos componentes curriculares e/ou campos de experiências, visto que, possibilitam aos estudantes conviver em grupos, tomar decisões, fazer escolhas e descobertas, por meio de diferentes linguagens (escuta, canto, dança, leitura, diversos registros escritos e orais).
Compreendemos o planejamento como ferramenta de diálogo entre a unidade de ensino, os educadores, os estudantes e a família, pois assim é possível propor uma nova abordagem em que buscamos novos valores, novas habilidades e atitudes, construção de conhecimentos atrelados a novas práticas. Para isso, é necessário considerar um professor ativo e participativo, assim como, os estudantes e suas famílias.
Nessa concepção, e diante da perspectiva de que os estudantes aprendem de formas diferentes, e em tempos diferentes, a organização, o tempo didático e o encaminhamento metodológico devem ser variados e articulados, oportunizando metodologias que considerem as especificidades dos estudantes.
Das diferentes variáveis que se configuram como propostas metodológicas para o ensino e a efetiva aprendizagem dos estudantes destaca-se o uso de projetos e de sequências didáticas, pois estas metodologias de planejamento vão ao encontro da concepção teórica de ensino e aprendizagem adotada pela REME. Dessa forma, descrevemos a seguir outras formas de organizar a ação educativa.
4.3 OS PROJETOS COMO FORMA DE INTEGRAR AS AREAS DO CONHECIMENTO
Esta metodologia de planejamento parte de um problema e prevê um produto final, cujo planejamento tem objetivos claros, previsão de tempo, divisão de tarefas e, por fim, a avaliação final em função do que se pretende alcançar (Nery,2007). Essa abordagem de ensino é um método ativo das práticas educacionais e visa a participação ativa dos estudantes no aprendizado, como também, seu envolvimento com as questões abordadas, tornando-os participativos e corresponsáveis, ou seja, fazer com que os estudantes aprendam através da
resolução colaborativa de desafios, explorando soluções dentro de um contexto específico de aprendizado. Por partirem sempre de questões que necessitam serem respondidas, possibilitam aos estudantes um contato com as práticas sociais reais.
O professor atua como mediador da aprendizagem, provocando e instigando os estudantes buscar as resoluções de forma autônoma. O docente tem o papel de intermediar nos projetos, nas atividades, vivências e relações que os estudantes experienciam, oportunizando a reflexão sobre os caminhos tomados para a construção do conhecimento. Nesse sentido, de acordo com José Moran (2017, p.17) as metodologias precisam acompanhar os objetivos pretendidos. Se queremos que os estudantes sejam proativos, precisamos pesquisar, elaborar e desenvolver metodologias e ou práticas em que os estudantes se envolvam em atividades cada vez mais complexas, em que tenham que tomar decisões e avaliar os resultados, com apoio de materiais relevantes.
Se pretendemos que sejam criativos, elaborem hipóteses, soluções e, ainda, se apropriem efetivamente das aprendizagens e se desenvolvam é necessário oportunizar que os estudantes experimentem inúmeras possibilidades para que demonstrem: iniciativa, autonomia, capacidade criativa, cooperação, compreendendo que a partir destas ações, se apropriam do patrimônio histórico e social da humanidade e produzem cultura ao ressignificar esses conhecimentos, assim, participam ativamente da sociedade.