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Apresentação

Beatriz é uma docente com 47 anos de idade, vinte e quatro anos de serviço e per- tence ao quadro de nomeação definitiva de uma escola pública. Na sua formação inicial não teve qualquer contacto com as TIC, no entanto utiliza regularmente o computador para preparar as suas aulas.

“ Na sala de aula utilizo algumas vezes para fazer pesquisas, processamento de texto e algu- mas apresentações em ppt ” (Anexo 3 - Docente B, linha 366)

Literatura infantil

A docente afirmou que a literatura infantil é muito importante para qualquer nível de ensino. Referiu também que esta não deve ser trabalhada de forma isolada, pois par- tilha muitos aspetos interdisciplinares. A literatura infantil, de acordo com a sua visão, está associada a métodos próprios de organizar a informação que proporcionam enri- quecimento e crescimento dos alunos em termos da sua autonomia, responsabilidade, criatividade, sentido de cooperação e sentido de solidariedade.

“ Partilhando muitos aspectos interdisciplinares, a literatura infantil está também associada a métodos próprios de organizar a informação que enriquecem a formação geral dos alunos. A sua combinação adequada traduz-se num crescimento dos alunos tanto no ponto de vista da autonomia, responsabilidade e criatividade como na perspectiva da cooperação e solidarie- dade. ” (Anexo 3 - Docente B, linha 73)

A docente declarou que não sente dificuldades em motivar os seus alunos para a leitura/expressão oral. De seguida, descreveu atividades diversificadas que desenvol- veu nesse âmbito, tais como: leitura de uma mesma frase com variação da entoação; ampliação das frases; brainstorming; recriação de poesias; leitura partilhada; debates; pesquisa orientada e debatida posteriormente em grupo; leitura para os colegas; dra- matização; frequência regular dos espaços da Biblioteca Escolar e Biblioteca Municipal; participação em dinâmicas de leitura/escrita criativa; participação em projetos da Biblio- teca Municipal.

Quanto aos materiais utilizados nesta atividade referiu que “tudo serve” para ler e desenvolver a leitura: uma receita; um jornal; uma notícia de revista; teatro de sombras; o manual; uma história ouvida (através de diferentes suportes), etc. Referiu ainda que recorreu várias vezes ao site do PNL.

Concurso “Conta-nos uma história!”

A docente afirmou que tomou conhecimento do concurso “Conta-nos uma história!” através de uma mensagem de correio eletrónico encaminhada pelo Coordenador da Biblioteca Escolar do seu Agrupamento. Todos os seus alunos da turma, vinte e dois, participaram no projeto e a equipa foi composta por ela própria e o técnico de audiovisual da Câmara Municipal. De acordo com a docente, os seus alunos encararam o desafio do projeto com entusiasmo, seriedade e responsabilidade.

“ As sessões realizadas na Biblioteca Municipal revestiram-se sempre de uma dinâmica con- tagiante pois a relação que se criou nos últimos anos entre esta instituição e a turma do 3.oH é de grande cumplicidade, surpresa e desafio constante para ambas as partes. ” (Anexo 3 - Docente B, linha 121)

A história adotada resultou de um processo de criação coletiva de uma poesia. As frases que compuseram a história foram propostas pelo grupo e anotadas em folha de papel. De seguida, foram propostos três títulos para a história, dos quais os alunos escolheram um.

A professora classifica o tipo de enredo da história apresentada como invenção cria- tiva e esta continha quatro personagens.

As etapas da construção da história apresentadas pela docente foram as seguintes: primeiro, um estudo das partes constituintes de um conto; segundo, a divisão da turma em quatro grupos; terceiro, cada grupo escrevia uma introdução e uma conclusão para a poesia anteriormente criada; quarto, os trabalhos foram apresentados, debatidos e um deles foi escolhido por votação como base de trabalho; quinto, procedeu-se um processo coletivo, no quadro, de expansão do texto base, com contributos de todos (ao mesmo tempo, o texto final foi transcrito para processador de texto num computador); sexto, fez-se a passagem do texto poesia para texto narrativo; sétimo, os alunos elaboraram desenhos para serem selecionados para a ilustração ou capa do projeto; oitavo, a história foi gravada em formato digital num estúdio de som propriedade da Câmara Municipal.

“ O trabalho desenvolvido em equipa contribui para a ampliação e aquisição de competências ao nível da leitura e da escrita, proporciona a discussão e análise conjunta o que torna o ambiente facilitador do atingir os objetivos propostos. ” (Anexo 3 - Docente B, linha 147)

Para terminar este ponto, a professora considerou que a iniciativa do concurso foi muito importante porque promoveu o espírito crítico e alargou os horizontes dos alunos. Referiu, também, que utilizou várias vezes o site oficial do concurso como material de apoio para diferentes objetivos e considerou-o uma mais-valia.

Competências

Na opinião de Beatriz as principais competências desenvolvidas pelos alunos com a participação neste concurso foram o desenvolvimento da fluência ao nível da oralidade, interesse pela adequação da entoação e marcas do discurso, melhoria no ritmo e clareza na entoação e dicção e gosto pela representação. Ainda relativamente a competências desenvolvidas, a professora defendeu que na área das atitudes e valores, com este pro- jeto, conseguiu-se trabalhar a cooperação (entreajuda, trabalho de equipa) e o respeito pela opinião dos outros. Acrescentou ainda que contar histórias com esta tecnologia pode contribuir para o desenvolvimento de outras áreas curriculares, uma vez que estes conteúdos podem ser “narrados”.

A docente indicou que a atividade de contar histórias foi sempre acompanhada de exercícios de expressão facial e corporal por parte dos alunos.

“ Durante os ensaios de leitura é hábito lembrar aos alunos que uma boa leitura deve ser feita com alma que só se colocando dentro de cena é que conseguimos transmitir/levar os outros a sonhar connosco. É também hábito fazer a leitura de frases ou excertos recorrendo a entoações e ritmos diferenciados. Todos os momentos são acompanhados de expressões corporais voluntárias. ” (Anexo 3 - Docente B, linha 301)

Tecnologia Podcast

Beatriz referiu que o equipamento informático utilizado na realização do projeto foi o computador. Quanto ao software utilizado foi o Soundforge, atendendo que este pro- grama informático tem funcionalidades que facilitam o processo de correção. A docente mencionou conhecer ainda dois outros programas de produção de ficheiros áudio, o Cu- babase e o Audacity. O formato do ficheiro áudio escolhido foi o mp3 a 320 Kps.

O espaço físico onde efetuou a primeira gravação da história foi na Biblioteca da Escola, com todos os alunos ao mesmo tempo. Foram utilizados sem dificuldades efeitos sonoros e música de fundo.

Quanto questionada se conhecia algum serviço de alojamento na Internet de recur- sos em formato áudio, respondeu youtube, um blogue e o facebook. A sua instituição teria problemas de acesso à Internet, pois esse foi o único tipo de dificuldade que a docente encontrou na construção do projeto.

Para melhor organizar e implementar na sala de aula a tecnologia podcast a profes- sora defendeu que se deve envolver todos os alunos no trabalho, mas de forma gradual.

“ Realizar todo o trabalho com a participação dos alunos de forma gradual e envolvente. Com recurso à utilização das suas opiniões e posterior ajuda na colaboração em prática. ” (Anexo

3 - Docente B, linha 343)

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