• Aucun résultat trouvé

s tdio . h page 10-33

Dans le document Library Reference Manual (Page 95-101)

Apresentação

Maria é uma docente com 34 anos de idade e com 10 anos de serviço. Faz parte dos quadros de nomeação definitiva de uma escola pública. Na sua prática pedagógica utiliza regularmente o computador, aliás referiu que não consegue conceber a sua vida profissional e pessoal sem o apoio dessa tecnologia, esta faz parte do seu quotidiano. Utiliza-o para pesquisa (conteúdos/materiais/atividades), participação em redes sociais (“Facebook ” e “Twitter ”), para dinamizar a página e o blogue da escola. Na sua forma- ção inicial teve várias disciplinas que abordavam e incentivavam a utilização das TIC e continua a frequentar formação nesta área. Assim, já tinha conhecimento da tecnologia utilizada neste projeto, mas nunca a tinha utilizado em contexto educativo anteriormente. Considerou a utilização desta tecnologia bastante intuitiva.

Literatura infantil

A professora Maria atribuiu grande importância à literatura infantil, pois considerou que o contacto com vários tipos de literatura desenvolve e explora as capacidades de re- flexão e imaginação, entre outras. Referiu também que esta permite enriquecer a lingua- gem utilizada, nomeadamente aumentando o vocabulário e aperfeiçoando a utilização da língua.

Quanto à motivação para a leitura e expressão oral dos seus alunos considerou que não é tarefa difícil, mas acrescentou que no caso dos alunos do 1.oano de escolaridade, que se encontra a lecionar neste momento, as possibilidades do que pode aplicar nas atividades são mais restritas e distintas do que as dos anos seguintes.

A docente referiu que utiliza várias atividades para motivar os seus alunos: propõe que o seu grupo adivinhe o enredo e as personagens participantes a partir da análise da capa e do título do livro que irão ler de seguida; realiza visitas à biblioteca escolar para a escolha de algum dos livros para iniciar a leitura; organiza a visita de um autor de livros de literatura infantil à escola; dinamiza a utilização de equipamentos multimédia; define a construção de uma biblioteca da turma; faz a promoção e a partilha com a turma de livros que os alunos já tenham lido e que tenham revelado um gosto especial por um deles.

“ São inúmeras as formas e actividades que se podem utilizar! Tentar descobrir o enredo e as personagens só pela capa e título; ir à biblioteca escolar para começar a ler algum livro; a visita de determinado escritor à escola; o uso do multimédia; a biblioteca de turma; o gosto de algum aluno por determinado livro que leu. ” (Anexo 3 - Docente C, linha 81)

A professora asseverou que recorre a vários sites para audição de histórias online. Por exemplo a “História do dia”, o PNL e outros espaços de histórias digitais que vai encontrando nas suas pesquisas.

Concurso “Conta-nos uma história!”

Maria indicou que tomou conhecimento do concurso “Conta-nos uma história!” atra- vés da leitura do ofício que a sua escola recebeu. Referiu que todos alunos que compu- nham a sua turma participaram no projeto e que solicitou a colaboração de dois outros elementos. Dois professores de Atividades de Enriquecimento Curricular da área da Música. A professora descreveu a primeira reação do seu grupo de alunos e dos seus pais como unanimemente muito positiva. Contribuiu para este facto, no seu entender, a boa relação que mantinha com todos os intervenientes, a ideia de ser uma atividade que envolvia a gravação de voz e ainda a possibilidade de se poder participar num concurso.

“ Desde o primeiro momento em que lhes fiz a proposta, a adesão foi unânime. A palavra ‘concurso’, a gravação da voz, ... foram de grande importância ” (Anexo 3 - Docente C, linha 102)

O processo de escolha e construção da história iniciou com o agendamento da visita do escritor Miguel Horta à escola da docente. Como forma de receção atenciosa ao autor, foi decidido que seria escolhida uma das suas histórias para ser trabalhada e apresentada pelos alunos. Foram feitas várias alterações ao texto, muitas passaram por reescrevê-lo em texto dramático. De seguida, deu início à construção dos cenários para a dramatização da história, a escolha das personagens e do guarda-roupa. Depois desta atividade a professora tomou conhecimento do concurso “Conta-nos uma história!” e resolveu que poderia desenvolver este projeto, participando com esta mesma história, agora trabalhada para ser gravada.

A docente classificou o tipo da história por si apresentada como “uma fantasia engra- çada”. A história envolvia 12 personagens, a turma era composta por 24 alunos, assim todos os alunos puderam participar. As personagens que compunham a história eram na sua maioria pessoas “normais”, existiam ainda dois fantasmas.

A professora afirmou que, naturalmente, consultou o site oficial onde estão alojadas as histórias participantes no concurso, especialmente, para ouvirem as histórias vence-

doras. Defendeu a importância deste tipo de espaços. Este tipo de iniciativas proporcio- nou, na perspetiva da professora, um relacionamento ainda mais próximo com os alunos e com os pais, também facilitou a sua capacidade de inovar na prática educativa.

Competências

A docente considerou que os seus alunos desenvolveram imensas competências com este projeto: na área do saber, com o trabalho de textos e a respetiva compreensão; na área do saber fazer, com o seu apoio à construção de soluções para os problemas que iam surgindo; por fim, aquela que julgou que terá registado um maior desenvol- vimento, a área do saber ser, o interesse, o empenho, o sentido de responsabilidade, a sociabilidade, o cumprimento de tarefas de modo organizado foram muito reforçados com esta atividade. Referiu também que contar histórias com recurso a tecnologia con- tribui para o desenvolvimento de outras áreas curriculares, como a Música, Expressão Dramática e Línguas Estrangeiras.

Para a professora contar histórias, utilizando tecnologia digital, permitiu aumentar as possibilidades de ensino, permitindo dessa forma, desenvolver a expressividade e a criatividade dos alunos.

“ Estas tecnologias e as suas práticas abrem-nos espaços que anteriormente não tínhamos acesso. Portanto, considero que contar histórias digitais fez aumentar as nossas possibilida- des de ensino. ” (Anexo 3 - Docente C, linha 170)

Destacou algumas das reações dos alunos, por exemplo, durante a gravação áudio os alunos usavam a expressão corporal para comunicar, negando qualquer coisa sem o verbalizar apenas abanando a cabeça. Outra situação que ocorreu muito frequente- mente foi os alunos estranharem quando ouviam a sua voz registada.

A docente defendeu que com a realização deste trabalho foram bastante desenvolvi- dos valores como a cooperação, colaboração, disciplina e lealdade.

Tecnologia Podcast

O equipamento utilizado para realizar o trabalho foi um computador normal e uma mesa Cbase 5. O software para gravação áudio reconhecidos pela responsável pelo projeto são os seguintes: Cubase, Pro tools, Logic pro. A professora referiu que utilizou a mesa multipistas, porque foi necessário gravar com muitas pessoas e ainda colocar sonoplastia extra. O formato do ficheiro de áudio escolhido foi o mp3, por ocupar pouco espaço e manter alguma qualidade de som.

O espaço físico escolhido para gravar a história foi um estúdio. Foram realizadas gravações individuais depois da organização da história e acrescentados efeitos e so- noplastia para enriquecimento da narrativa. Os sons utilizados foram retirados de uma base de dados, outros foram feitos no momento. A música de acompanhamento (piano e cordas) foi tocada e composta especialmente para a história que foi enviada para o concurso. O único serviço na Internet, que permita alojar e difundir recursos em formato áudio, referido pela professora foi o Myspace.

Dans le document Library Reference Manual (Page 95-101)

Documents relatifs