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O dobesilato de cálcio é um fármaco sintético, com propriedades semelhantes às dos flavonoides. O seu nome comercial é Doxi-Om®. Este tem a capacidade de

reduzir o edema ao aumentar indiretamente a drenagem linfática e de melhorar a circulação sanguínea ao inibir a hiperagregação plaquetária e ao reduzir a hiperviscosidade plasmática 43,45. Também atua na parede das veias, regulando a

permeabilidade e a resistência 45.

7.3. Pentoxifilina

Tal como já referi, a pentoxifilina, cujo nome comercial é Trental®, já não é

considerada um fármaco venotrópico. No entanto, é bastante utilizada em doentes com úlceras venosas ativas, visto que possui propriedades anti-inflamatórias e promove a perfusão microcirculatória através do aumento da fluidez do sangue, podendo aumentar as taxas de cicatrização das úlceras 37,42,46.

A IVC apresenta um elevado impacto socioeconómico, devido à sua frequência, à sua cronicidade e à dor crónica e incapacitante que pode causar. Esta patologia reduz significativamente a qualidade de vida, por restringir as atividades sociais e ocupacionais e por diminuir as horas de trabalho produtivo, podendo, inclusive, levar a uma reforma antecipada. Para além disso, a IVC têm sido um fardo financeiro para o SNS, sobretudo em estádios mais avançados da doença. Isto porque, sendo uma patologia evolutiva, é necessário fazer o acompanhamento regular destes doentes.

A natureza multifatorial dos sintomas é precisamente destacada pela falta de uma farmacoterapia universalmente aceite 43. No entanto, a grande finalidade é o alívio

sintomático, com segurança e eficácia.

Por todos estes motivos, considero que a elaboração dos prospetos informativos sobre IVC foi bastante vantajosa para os utentes, dando-lhes a conhecer diversas medidas para atingir o alívio sintomático que tanto procuram e, desta forma, reduzir o impacto desta patologia no dia-a-dia.

Conclusão

Após estes quatro meses de estágio em farmácia comunitária, chego à conclusão que foram quatro meses de imensa aprendizagem, entreajuda e convivência não só com a equipa técnica, mas também com os utentes.

Lidar com o público não é tarefa fácil, pois há utentes e utentes. Percebi que é fundamental ter paciência, boa educação, respeito e, acima de tudo, tolerância. Lidar com o público foi capaz de ter sido o maior desafio que encarei ao longo de todo o estágio.

Cada elemento da equipa técnica da FB partilhou comigo os seus conhecimentos e as suas experiências, dando-me todo o apoio que precisei e deixando-me totalmente à vontade.

Relativamente às funções de um farmacêutico comunitário, estou bastante satisfeita, pois consegui intervir em todo o circuito do medicamento e na maioria dos aspetos relativos ao funcionamento de uma farmácia.

No entanto, foi impossível sentir-me plenamente confiante no que diz respeito ao aconselhamento farmacêutico. Isto porque, apesar dos conhecimentos que já possuo, estes não são minimamente suficientes, tendo em conta as numerosas situações com as quais nos podemos deparar. Para além disso, ser capaz de os aplicar em situações práticas é algo para o qual não estamos preparados, só com alguns anos de experiência é que irei adquirir essa capacidade.

Este estágio fez-me, sem dúvida, sair da minha zona de conforto e desafiar os meus limites.

Admito que nunca pensei vir a ser uma farmacêutica, mas hoje não podia estar mais orgulhosa e concretizada.

Referências

[1] Grupo Holon. Acessível em: http://www.grupo-holon.pt [acedido em 4 de agosto de 2017]

[2] Ordem dos Farmacêuticos: Boas Práticas Farmacêuticas para a farmácia comunitária. Acessível em: http://www.ordemfarmaceuticos.pt [acedido em 4 de agosto de 2017]

[3] INFARMED: Medicamentos Manipulados. Acessível em: http://www.infarmed.pt [acedido em 4 de agosto de 2017]

[4] Glintt: Sifarma. Acessível em: http://www.glintt.com [acedido em 5 de agosto de 2017] [5] Ministério da Justiça, Decreto-Regulamentar n.º 61/94, de 12 de outubro, 1.ª série B, n.º 236, Diário da República. Legislação de combate à droga.

[6] Ministério da Saúde, Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de agosto, 1.ª série, n.º 167, Diário da República. Regime jurídico dos medicamentos de uso humano.

[7] INFARMED: Normas relativas à dispensa de medicamentos e produtos de saúde. Acessível em: http://www.infarmed.pt [acedido em 7 de agosto de 2017]

[8] Ministério da Saúde: Centro de Conferência de Faturas. Acessível em: https://www.ccf.min-saude.pt/portal/page/portal/publico/ [acedido a 8 de agosto de 2017] [9] Ministério da Agricultura, Decreto-Lei n.º 148/2008, de 29 de julho, 1.ª série, n.º 145, Diário da República. Código comunitário relativo aos medicamentos veterinários. [10] Ministério da Saúde, Decreto-Lei n.º 296/98, de 25 de setembro, 1.ª série A, n.º 222, Diário da República. Regime jurídico dos produtos cosméticos e de higiene corporal. [11] Ministério da Agricultura e do Mar, Decreto-Lei n.º 118/2015, de 23 de junho, 1.ª série, n.º 120, Diário da República. Legislações dos Estados-Membros respeitantes aos suplementos alimentares.

[12] Ministério da Saúde, Decreto-Lei n.º 227/99, de 22 de junho, 1.ª série A, n.º 143, Diário da República. Regime jurídico aplicável aos géneros alimentícios destinados a uma alimentação especial.

[13] INFARMED: Dispositivos médicos. Acessível em: http://www.infarmed.pt [acedido em 10 de agosto de 2017]

[14] VALORMED: Quem Somos. Acessível em: http://www.valormed.pt/ [acedido a 10 de agosto de 2017]

[15] Yaqub O, Castle-Clarke S, Sevdalis N, Chataway J (2014) Attitudes to vaccination: A critical review. Social Science & Medicine, 112: 1-11

[16] World Health Organization: Vaccine Safety Basics – learning manual. Acessível em: http://www.who.int/en/ [acedido a 20 de agosto de 2017]

[17] Direção-Geral de Saúde: Programa Nacional de Vacinação 2017. Acessível em: http://www.dgs.pt [acedido a 20 de agosto de 2017]

[18] Sociedade Portuguesa de Pediatria: Recomendações sobre Vacinas Extra Programa Nacional de Vacinação – Atualização 2017. Acessível em: http://www.spp.pt/default.asp [acedido a 23 de agosto de 2017]

[19] Agência Europeia do Medicamento: Bexsero®. Acessível em:

http://www.ema.europa.eu/ema/ [acedido a 23 de agosto de 2017]

[20] GSK: Bexsero®. Acessível em: http://ca.gsk.com/en-ca/ [acedido a 23 de agosto de

2017]

[21] Agência Europeia do Medicamento: Prevenar®13. Acessível em:

http://www.ema.europa.eu/ema/ [acedido a 23 de agosto de 2017]

[22] Pfizer: Prevnar®13. Acessível em: https://www.pfizermedicalinformation.com/en-us

[acedido a 23 de agosto de 2017]

[23] Agência Europeia do Medicamento: RotaTeq®. Acessível em:

http://www.ema.europa.eu/ema/ [acedido a 23 de agosto de 2017]

[24] Agência Europeia do Medicamento: Rotarix®. Acessível em:

http://www.ema.europa.eu/ema/ [acedido a 23 de agosto de 2017]

[25] GSK: Rotarix®. Acessível em: http://ca.gsk.com/en-ca/ [acedido a 23 de agosto de

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[26] Merck Vaccines: RotaTeq®. Acessível em: https://www.merckvaccines.com/

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[43] Gohel MS, Davies AH (2009) Pharmacological Agents in the Treatment of Venous Disease: An Update of the Available Evidence. Current Vascular Pharmacology, 7: 303- 308

[44] INFARMED: Daflon®500. Acessível em: http://www.infarmed.pt [acedido em 10 de

setembro de 2017]

[45] INFARMED: Doxi-Om®. Acessível em: http://www.infarmed.pt [acedido em 10 de

setembro de 2017]

[46] INFARMED: Trental®. Acessível em: http://www.infarmed.pt [acedido em 10 de

Anexos

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas

Relatório de Estágio Profissionalizante

Hospital Privado da Boa Nova

Janeiro de 2017 a março de 2017

Judite Raquel Preto Oliveira

Orientadora: Dra. Patrícia Moura

___________________________________

Declaração de Integridade

Eu, Judite Raquel Preto Oliveira, abaixo assinado, nº 201203207, aluno do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste documento.

Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de ______________ de ______

Agradecimentos

Primeiramente, gostaria de agradecer à comissão de estágios da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto por me ter proporcionado este estágio no Hospital Privado da Boa Nova.

O que não poderia faltar era um agradecimento muito especial ao Dr. André Azevedo, farmacêutico responsável pelos Serviços Farmacêuticos do Hospital Privado da Boa Nova, pela orientação, pelo conhecimento que me transmitiu e por toda a paciência e compreensão. Agradeço, também, à Dra. Patrícia Moura, coordenadora dos Serviços Farmacêuticos do Trofa Saúde Hospital, pela disponibilidade demonstrada e por tudo que me conseguiu ensinar no pouco tempo em que estive no Hospital Privado de Alfena e de Valongo.

Gostaria, ainda, de agradecer a todos os profissionais de saúde e aos restantes colaboradores do Hospital Privado da Boa Nova pela forma como me receberam e como me integraram na equipa.

Resumo

No âmbito do meu estágio em farmácia hospitalar, mais especificamente nos Serviços Farmacêuticos do Hospital Privado da Boa Nova, elaborei o presente relatório com o propósito de condensar todo o conhecimento adquirido entre os meses de janeiro a março de 2017.

O relatório está, então, dividido em duas partes. Na primeira parte, faço uma breve referência ao Trofa Saúde Hospital, grupo em que está inserido o Hospital Privado da Boa Nova, e descrevo todas as atividades realizadas durante o estágio, ou seja, todas as funções de um farmacêutico hospitalar, entre as quais as relacionadas com a gestão (aquisição, receção, armazenamento e distribuição) de medicamentos e de produtos farmacêuticos.

Na segunda parte, descrevo o projeto desenvolvido, o qual foi sugerido pelo meu orientador, o Dr. André Azevedo. Este projeto tem especial importância para os utentes, já que consistiu na elaboração de prospetos informativos sobre medicamentos anticancerígenos, para a correta utilização destes por parte dos utentes.

Índice

Agradecimentos ... II Resumo ... III Índice ... IV Lista de Abreviaturas ... VI Lista de Figuras ... VII Parte I: Descrição das Atividades Desenvolvidas no Estágio ... 1

1. Trofa Saúde Hospital ... 1

1.1. Hospital Privado da Boa Nova... 1

2. Serviços Farmacêuticos Hospitalares ... 2 3. Recursos Humanos ... 3 4. Programas Informáticos e Gestão Hospitalar ... 3 5. Formulário Hospitalar ... 4 6. Gestão de Medicamentos e de Produtos Farmacêuticos ... 4

6.1. Seleção e Aquisição de Medicamentos e de Produtos Farmacêuticos .... 4 6.2. Receção e Armazenamento de Medicamentos e Produtos Farmacêuticos ... 5 6.3. Distribuição de Medicamentos e de Produtos Farmacêuticos ... 8

6.3.1. Distribuição Clássica ... 9 6.3.2. Distribuição Individual Diária em Dose Unitária... 9 6.3.3. Distribuição em Ambulatório ... 10 6.3.4. Distribuição de Medicamentos Sujeitos a Legislação Restrita ... 11 6.3.4.1. Medicamentos Estupefacientes e Psicotrópicos ... 11 6.3.4.2. Medicamentos Derivados de Plasma (Hemoderivados) ... 11 6.3.5. Distribuição de Sugamadex ... 12 6.3.6. Distribuição da Mala Cardíaca ... 12

7. Farmacotecnia ... 13

7.1. Preparação de Medicamentos Manipulados ... 13 7.2. Preparação de Medicamentos Citotóxicos ... 13 7.3. Reembalagem de Doses Unitárias Sólidas ... 14

8. Controlo de Medicamentos ... 14

8.1. Controlo dos Prazos de Validade ... 14 8.2. Controlo de Temperatura e de Humidade dos Serviços Farmacêuticos 15 8.3. Contagem e Controlo de Stocks ... 15

9. Medicamentos de Autorização de Utilização Especial ... 15 10. Gases Medicinais ... 15

Parte II: Temas Desenvolvidos ... 17

1. Elaboração de Prospetos Informativos para o Utente ... 17

Conclusão ... 18 Referências ... 19 Anexos ... 20

Lista de Abreviaturas

AC Armazém Central

CAUL Certificado de Autorização de Utilização do Lote DCI Denominação Comum Internacional

DIDDU Distribuição Individual Diária em Dose Unitária FH Formulário Hospitalar

GM Gases Medicinais

GTS Trofa Saúde Hospital

HPAV Hospital Privado de Alfena e de Valongo HPBN Hospital Privado da Boa Nova

INFARMED Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. PV Prazo de Validade

Lista de Figuras

Figura 1. Logótipo do GTS ... 1 Figura 2. Frontaria do HPBN ... 1 Figura 3. Planta dos SF do HPBN ... 5 Figura 4. Carro dos comprimidos/cápsulas ... 6 Figura 5. Estante das ampolas ... 6 Figura 6. Estante das ampolas ... 6 Figura 7. Estante das soluções orais/oftalmologia/anestesia ... 6 Figura 8. Estante de fisiologia/vários ... 7 Figura 9. Estante dos cremes/pomadas/pensos ... 7 Figura 10. Estante de imagiologia/dentária/nutrição ... 7 Figura 11. Estante dos detergentes/solutos ... 7 Figura 12. Divisão onde são colocados os soros ... 7 Figura 13. Cofre ... 8 Figura 14. Frigorífico ... 8 Figura 15. Mala da DIDDU ... 10 Figura 16. Mala cardíaca ... 13

Parte I: Descrição das Atividades Desenvolvidas no Estágio

1. Trofa Saúde Hospital

Assumindo-se como um projeto global de saúde e sendo já uma referência a nível nacional, o Trofa Saúde Hospital (GTS) serve uma população superior a 2,5 milhões de habitantes, com particular enfoque no norte do país.

O GTS integra diversas unidades hospitalares: o Hospital Privado de Alfena e de Valongo (HPAV), o Hospital Privado da Boa Nova (HPBN), o Hospital Privado de Braga, o Hospital Privado de Braga Centro, o Hospital Privado de Gaia, o Hospital Privado da Trofa, o Hospital de Dia de Famalicão e o Hospital de Dia da Maia. Estes dois últimos diferem dos restantes por apenas disponibilizarem de atendimento urgente e de consultas externas de algumas especialidades e por não disponibilizarem nem de internamento nem de bloco operatório. Os restantes seis hospitais apresentam, então, serviços de urgência de adultos e pediátrica 24 horas, blocos operatórios, unidades de neonatologia 24 horas, maternidades com várias salas de parto, medicina física e reabilitação, consultas externas com mais de 45 especialidades clínicas e um conjunto de diversos meios complementares de diagnóstico.

Tal como referem no próprio logótipo (Figura 1), o principal objetivo é construir

relações de confiança, dispondo, para tal, de um atendimento personalizado e de um

dos melhores corpos clínicos, capaz de garantir um serviço eficiente 1.

1.1. Hospital Privado da Boa Nova

O HPBN (Figura 2) alicerça-se numa equipa experiente liderada pelo Dr. Bento Bonifácio (diretor clínico) e pelo Dr. Ricardo Rodrigues (administrador).

Esta unidade hospitalar considera-se a mais experiente do setor privado do norte do país a garantir, quotidianamente, a total segurança na assistência à mãe e ao recém-

Figura 2. Logótipo do GTS

nascido. Para além disto, oferece também um serviço de urgência 24 horas/ 365 dias, um serviço de cuidados intensivos neonatais e adultos, entre outros 2.

2. Serviços Farmacêuticos Hospitalares

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (INFARMED) define os Serviços Farmacêuticos (SF) como o serviço que, nos hospitais, assegura a

terapêutica medicamentosa aos doentes, a qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, integra as equipas de cuidados de saúde e promove ações de investigação científica e de ensino. Para tudo isto ser exequível, é então fundamental

que os SF sejam dotados de autonomia técnica e científica, claro está, com a orientação dos serviços de administração dos hospitais.

Na maioria dos hospitais do GTS, os SF são assegurados somente por um farmacêutico, que desempenha o papel de diretor técnico. Mas, no HPAV, os SF são assegurados por dois farmacêuticos e por uma técnica auxiliar, uma vez que é neste hospital que está localizado o armazém central (AC). Nos Hospitais de Dia, este serviço fica ao encargo de um dos farmacêuticos dos outros hospitais. (Tabela 1)

Armazém Central Dra. Patríca Moura Técnica: Iolanda Silva

Substituição de férias: Dra. Carolina Pires

Hospital Privado de Alfena e Valongo Dra. Ana Araújo

Hospital Privado da Boa Nova Hospital de Dia da Maia

Dr. André Azevedo Hospital Privado de Braga

Dra. Andreia Leite

Hospital Privado de Braga Centro Dra. Rosa Mendes

Hospital Privado de Gaia Dra. Soraia Santos Hospital Privado da Trofa Hospital de Dia de Famalicão

Dr. Ricardo Carvalho Tabela 7. Organização dos SF do GTS

Os SF do GTS funcionam de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h, havendo uma pausa para almoço de uma hora, entre as 12h e as 14h30. Fora deste horário e em caso de necessidade, os enfermeiros podem levantar medicação nos SF, desde que façam o devido registo num impresso próprio. Isto para que, ulteriormente, o farmacêutico consiga debitar esta medicação no respetivo utente.

Por outro lado, a Dra. Patrícia Moura, coordenadora dos SF, encontra-se disponível, 24h por dia, para esclarecer qualquer questão 3.

3. Recursos Humanos

Os recursos humanos dos SF do HPBN são unicamente constituídos por um farmacêutico, o Dr. André Azevedo.

Na medida em que o farmacêutico se insere numa equipa multidisciplinar, é realizada semanalmente uma reunião com o administrador, o diretor clínico e os chefes de todos os serviços do HPBN. Aqui, são debatidos os diversos temas, com o objetivo de detetar qualquer problema e de esclarecer qualquer assunto, otimizando os serviços.

4. Programas Informáticos e Gestão Hospitalar

Uma eficaz gestão aliada a um fácil acesso à informação é de extrema importância em ambiente hospitalar, para que todos os serviços dos hospitais do GTS possam funcionar corretamente. Isto é, para melhorar a comunicação e o desempenho dos profissionais de saúde, aumentando, consequentemente, a confiança e a segurança dos utentes.

Neste sentido, torna-se imprescindível o uso de programas informáticos, que permitam reunir toda a informação, tais como o CPC/HS da Glintt®, utilizado pelo GTS

3. Os SF acedem mais especificamente ao CPC/HS-Farmácia/Logística Hospitalar,

sendo que as funções mais utilizadas são a criação de stocks com base em níveis, a satisfação de pedidos, a receção/validação de prescrições, a geração dos mapas da distribuição individual diária por dose unitária (DIDDU) e a emissão de listagens de consumos ou de stocks.

Para além do CPC/HS, são também utilizados outros programas com diferentes finalidades: o Intranet, a partir do qual a Dra. Patrícia Moura dá a entrada das encomendas e os restantes farmacêuticos fazem o pedido de consumíveis (canetas, folhas de papel, rolos de etiquetas, etc.) para os SF, e o PHC, utilizado não só para a receção das encomendas, mas também para emitir as guias de transporte, ver o estado das encomendas e os dados dos fornecedores.

Durante o estágio, o Dr. André fez questão de explicar o funcionamento destes três programas informáticos, deixando-me capaz de os utilizar com toda a confiança.

5. Formulário Hospitalar

O GTS possui um Formulário Hospitalar (FH) próprio, criado pela Comissão de Farmácia e Terapêutica do GTS e adaptado do Formulário Nacional de Medicamentos à realidade específica do grupo.

No entanto, com o crescimento do GTS, há cada vez mais situações, sobretudo determinadas patologias, em que é necessário prescrever medicamentos que não estão incluídos no FH, sendo assim necessário recorrer ao extra-formulário. O médico tem, então, de preencher a folha de “justificação de receituário de medicamentos extra- formulário”. Posteriormente, o farmacêutico analisa e, no caso de a validar, é efetuada a submissão da mesma à Comissão de Farmácia e Terapêutica do GTS.

6. Gestão de Medicamentos e de Produtos Farmacêuticos

Uma eficiente gestão dos medicamentos é essencial para um uso racional dos mesmos e para não haverem gastos desnecessários para o GTS, dado que, por exemplo, a existência de stocks em excesso pode levar a um aumento dos medicamentos que fiquem fora do prazo de validade (PV).

6.1. Seleção e Aquisição de Medicamentos e de Produtos Farmacêuticos

O FH do GTS bem como as necessidades características de cada hospital são as bases para a seleção de medicamentos, ou seja, cada farmacêutico definiu, inicialmente, os stocks ideais dos SF e de determinados serviços de cada hospital com base nestes dois aspetos.

Logo, de acordo com os stocks, o farmacêutico de cada unidade hospitalar realiza, no CPC/HS, o pedido de medicamentos semanalmente e o pedido de soros e de manipulados quinzenalmente. Todos estes pedidos são rececionados pela coordenadora dos SF, que os envia, pelo Intranet, ao Departamento de Compras, ficando este encarregue de fazer a encomenda aos laboratórios fornecedores, que foram eleitos através de um concurso anual 3. Caso haja rutura de stock destes

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