Le Canal de Propagation Radio´ electrique
1.4 Techniques de sondage
1.4.1 Sondage dans le domaine temps-fr´ equence
ASSIM!59”
Com base na Resolução nº 019/CEPE/1993, percebemos que não há qualquer indicação no texto que contemple os objetivos do “Programa de Monitoria da UFSC”. De acordo com a Resolução nº 012/CUn/2012, suspensa com base no art.4º, o referido Programa possui como objetivos principais:
1) Proporcionar uma formação acadêmica ampla e aprofundada ao aluno universitário;
2) Despertar nos estudantes interesse pela carreira docente;
3) Conferir maior interação entre o corpo docente e o corpo discente; 4) Prestar auxílio a professores para o desenvolvimento de atividades técnico-didáticas;
5) Dar suporte pedagógico aos estudantes da graduação com dificuldades, contribuindo com a redução dos índices de reprovação e de evasão e melhorando o desempenho acadêmico.
Ao indagarmos aos entrevistados se conhecem o “Programa de Monitoria da UFSC”, dois (2) responderam que “sim”, porém, um deles explicou ter tido contato a partir da leitura das Resoluções, realizada devido à sua participação na Comissão de Reelaboração da Nova Proposta de Monitoria, e sendo assim, conhecia o “Programa” de forma superficial; o outro entrevistado disse que conhecia o “Programa”, mas não concordava com alguns pontos da “nova resolução”, especificamente quanto ao item que “dá todo poder à PROGRAD”. Outros dois (2) entrevistados responderam “não” conhecer o “Programa” e os demais (dois entrevistados) declararam conhecê-lo superficialmente, sem aprofundamento, tendo em vista a recente participação na Comissão que visa propor uma nova Resolução para o
59 Frase utilizada por EA2 durante a de entrevista ao referir-se à política de
“Programa de Monitoria”.
Acerca da (in) existência de um “Programa de Monitoria” na UFSC, E4 mencionou:
Eu não sei se os monitores são supervisionados de algum modo por esse Programa de Monitoria. Mas eu preciso dizer que eu nunca recebi uma orientação institucional sobre como usar um monitor. Eu só soube, pelo que os técnicos do departamento me informaram, qual era o lugar e função do monitor, e ajustei a agenda de atividades deles a essa orientação. Mas não fiz isso a partir de uma orientação burocrático-legal,
algo assim, racional-legal, burocrática,
normativa. Foi um arranjo mais informal. Por sua vez, E5 considerou importante a existência de um “Programa de Monitoria” ao explicitar: “acho que é fundamental, toda universidade deveria ter um programa de monitoria. Auxilia bastante, oportuniza a chance de alunos encontrarem quem tire dúvidas além do professor, e ao mesmo tempo prepara alunos ao início da vida acadêmica”. Para o entrevistado E3, é importante a aprovação de uma “nova resolução”, visto que:
Essa resolução que vai dar uma ordenação, vai dar um procedimento para vagas de monitoria. Eu acho que precisa realmente, não podemos ficar na cultura, no “já que é assim, permanece assim”. Eu acho que constantemente tem que ter uma avaliação, porque existe hoje um progresso muito grande em novas tecnologias, em novos cursos, novas ideias, e isso faz uma revolução muito grande e rápida dentro da universidade, aonde uma disciplina que talvez não precisasse e agora precise até de mais de um monitor enquanto outra, tradicionalmente, pode estar se perdendo no tempo e não se precisa mais de monitor.
Na opinião de E6, a proposta de uma “nova resolução” teve a preocupação de dar suporte, de estabelecer medidas de regulamentação e supervisão do Programa em geral, desde a Pró-Reitoria até o Departamento, a fim de que
[...] não se tenha mais situações do monitor que fica ganhando e não aparece, e assim como do monitor que vira quebra galho do professor e fica constrangido de alguma forma. [...] Eu acho que essas regulamentações, essas normas devem cuidar mais do geral, daquilo que é comum a todos, e deixar o específico para ser tratado à parte, sob pena também de engessarmos algumas situações.
4.4.1 Influência da monitoria na dinâmica pedagógica dos Centros de Ensino
Ao questionarmos acerca da influência do “Programa de Monitoria da UFSC” na dinâmica pedagógica dos Departamentos de ensino, as opiniões divergem. Para E1, há pouca influência e isto se dá em função da “necessidade do aluno se manter na universidade, então ele procura uma bolsa”, sendo que a “regra é procurar um jeito de ganhar um dinheirinho extra”.
O entrevistado E5 relata não conseguir enxergar a influência da monitoria na dinâmica pedagógica dos CE, considerando a dificuldade que alguns professores têm para “mudar a prática pedagógica” ou mesmo o desconhecimento sobre “o que é ser professor”:
Nós estamos em um ambiente que está cheio de professores e são todos de nível alto, foram selecionados e sabemos que são ‘orgulhosos’, então é difícil que eles mudem a prática pedagógica, é difícil encontrar pessoas que aceitem, que estejam dispostos a aprender novidades. Apesar que estamos sempre, como professor, buscando o novo, mas muitas vezes, na prática pedagógica, como a maior parte dos
professores não tiveram pedagogia, na
licenciatura, e os outros vieram e fizeram um bacharelado, fizeram engenharia, e acabaram virando professor, então não sabem o que é ser professor.
quando “a pessoa (o professor) tem uma abertura para esse lado, acaba vendo e descobrindo que tem jeitos diferentes de ensinar”.
Na percepção de E2, a influência está expressa de uma forma mais direcionada à disciplina, visto que se considera que o Programa de Monitoria contribui para a formação do aluno, pois “enriquece, principalmente pela participação do aluno e o que se comenta é tu analisares o aluno como entra logo no início da monitoria e o conhecimento que ele sai, as contribuições, como ele se envolveu”.
Sobre as mudanças que estão sendo propostas a partir da Reelaboração da Proposta de Resolução para a Monitoria, o entrevistado E6 menciona as preocupações da Comissão:
A preocupação inicial, justamente, era essa de fazer algumas correções em falhas históricas que existiam na questão da bolsa de monitoria. Então tem um pouco da preocupação do monitor não virar simplesmente aquele indivíduo que fica cobrindo buracos do professor; garantir também que o monitor não fique sem o suporte do professor, sem esse respaldo. Ela (a resolução) tem essa preocupação de ao mesmo tempo que se tenha mecanismos de controle, de regulação para que o monitor não se transforme em um quebra galho, em um tapador de buraco, que a monitoria sirva também para a formação do próprio monitor para que ele esteja se aprofundando. Então significa que o professor tem uma responsabilidade com isso, e que também se tenha normas, que os próprios departamentos façam isso, ou seja, que hierarquicamente vai haver uma certa cobrança (E6).
Diante das falas dos entrevistados, concluímos que não existe, ainda, um “Programa de Monitoria” na UFSC, existem apenas Resoluções que servem de base legal para a distribuição das bolsas de monitoria. Percebemos que ainda não foi constituído um Programa que institua, acompanhe, avalie e implemente as demandas da avaliação do programa na correlação da monitoria com os critérios previstos na concessão das bolsas. Atualmente (2015), há uma proposta de Resolução em discussão, que pretende estabelecer a finalidade, os critérios de seleção e as atribuições normativas, mas não há uma concepção de “Programa de Monitoria” estabelecida na IES.
Entendemos que a monitoria, com a finalidade de “despertar” para a carreira docente, precisa reconhecer essa atividade num “Programa de Monitoria”, compreendendo-a como um meio de qualificar o ensino e a aprendizagem na graduação, com indicativos de valorização e diferenciação, sob pena de cooptação das condições de trabalho. Seria a monitoria um indicativo da precarização do trabalho docente? Podemos afirmar que a monitoria, na UFSC, visa disponibilizar auxiliares aos professores para diminuir ou tornar desnecessária a contratação de funcionários, embora isto não esteja previsto nas resoluções?
No próximo capítulo, transitaremos entre a empiria, a teoria e a literatura, buscando discutir acerca da monitoria e de suas implicações para a formação discente e docente, bem como refletir a respeito de elementos que poderiam fazer com que o processo de monitoria ganhasse outro patamar/status e que não se esgotasse na precarização do trabalho, na falta de funcionários, na redução do papel do monitor a mero auxiliar de laboratório ou secretário do professor, mas que compreendesse o monitor como sujeito mediador na relação ensino- aprendizagem.