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Simulation results

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Pareto front

6. Numerical experiments 1 Linear evolutionary algorithm

6.2 Simulation results

“Um clube muito bom, organizado, cumpridor, ambicioso e com pessoas de bem.” (Oliveira, ver anexo I)

A escolha do contexto para a realização deste relatório baseou-se no objetivo pessoal de conhecer e de contactar com a realidade profissional de alto rendimento do futebol nacional. A elevada exigência e a riqueza do contexto, numa instituição de créditos firmados e bastante reconhecida a nível nacional foram fatores a ter em consideração no momento de decisão/aceitação.

Num universo tão vasto como é o do futebol, encontrar um contexto rico e preenchido pode parecer fácil, pois existem cada vez mais estruturas sólidas e profissionais inseridas, em elevados níveis de exigência competitiva.

O MFC, fundado a 1 de novembro de 1938, é o clube mais representativo da pequena freguesia de Moreira de Cónegos, do concelho de Guimarães. Uma pequena vila, com cerca de 6 000 habitantes numa área total de 4,45 km2, que

fica situada a norte e à margem direita do rio Vizela, estando delimitada pelos municípios de Santo Tirso e Vizela, bem como pelas freguesias de Lordelo, Guardizela, Gandarela e São Martinho do Conde.

A economia de Moreira de Cónegos centra-se na indústria têxtil, nas áreas de fiação, tecelagem, confeções e estamparia, e na viticultura, esta última representando uma atividade agrícola de eleição, numa região demarcada de vinhos verdes, onde se destacam algumas explorações locais importantes.

A pequena vila de Moreira de Cónegos tem assistido ao crescimento exponencial do seu clube durante as últimas décadas.

Nos últimos 12 anos, marcou presença por quatro vezes na principal liga de futebol profissional nacional, nas épocas desportivas de 2002-2003, 2003- 2004, 2004-2005 e 2012-2013, perfazendo um total de 132 jogos ao mais alto nível, contando ainda com 10 presenças na 2ª Liga Portuguesa (323 jogos) e 101 jogos na Taça de Portugal.

O MFC subiu pela primeira vez à 2ª Divisão B na época desportiva 1987- 1988 e no seu palmarés constam quatro títulos nacionais: Campeão Nacional da 2ª Liga Portuguesa (épocas desportivas 2001-2002 e 2013-2014) e Campeão Nacional da 2ª Divisão B – Zona Norte (épocas desportivas 1994-1995 e 2000- 2001).

A nível distrital conquistou dois títulos de campeão distrital da segunda divisão da Associação Futebol de Braga (épocas desportivas 1941-1942 e 1942- 1943) e um título de Campeão Distrital da Divisão de Promoção (época desportiva 1939-1940).

A atividade do clube sedia-se no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, com capacidade para 9 000 espectadores. Este parque desportivo conta ainda com um campo sintético com dimensões de futebol de 11 e um campo sintético com dimensões de futebol de 7, bem como um conjunto de infraestruturas essenciais ao funcionamento de um clube com mais de 200 praticantes, entre o futebol profissional e a formação, tais como: balneários, gabinete médico, ginásio, gabinete técnico, gabinete de organização de jogos, auditório, secretaria, arrecadação de material, lavandaria e sala de reuniões.

Uma filosofia de clube definida pelo estabelecimento de um conjunto de linhas gerais e específicas que procuram direcionar e orientar a trajetória da organização do mesmo, não pode esquecer ou relegar para um plano secundário a formação (Leal & Quinta, 2001).

Fruto exatamente dessa aposta forte na formação de jovens jogadores por parte do MFC, as suas equipas de formação encontram-se nas divisões superiores da Associação Futebol de Braga. Nesta época desportiva, a equipa de juniores C (sub-15) disputou o campeonato nacional, onde a equipa de juniores A (sub-19) é igualmente presença assídua. O clube conta também com alguns títulos distritais nos escalões de formação, por exemplo: alcançaram a “dobradinha” na equipa de juniores A, na época desportiva 2008-2009, com o título de Campeão Distrital da Divisão de Honra de Juniores A e a conquista da Taça da Associação Futebol de Braga.

Na presente época, a equipa de juniores A (sub-19) conquistou o título de campeão da Divisão de Honra da Associação Futebol de Braga, e consequente

subida à segunda divisão do campeonato nacional de juniores A, enquanto a equipa B do escalão de Juniores B (sub-17) garantiu o título de campeão da 1ª Divisão Distrital da Associação Futebol de Braga e a equipa A do mesmo escalão conquistou a Taça da Associação Futebol de Braga. Também a equipa de juniores D (sub-19) conquistou a Prova Extra de Infantis – Série D, da Associação Futebol de Braga.

Dos seus escalões de formação, já saíram jogadores para os campeonatos profissionais. Os casos mais emblemáticos são os de André Micael, defesa central que já atuou no Sporting Clube Olhanense, e está atualmente ao serviço do Zawisza Bydgoszcz da 1ª Liga Polaca, e de Ricardo Ribeiro, guarda-redes do MFC na 1ª Liga na época passada (2012-2013), e está atualmente emprestado ao Estoril-Praia, da 1ª Liga Portuguesa.

Esta época, alguns jogadores do escalão de juniores foram presença relativamente assídua nos treinos da equipa sénior. Entre os mais frequentes destacam-se: Matheus, André Neto, Lima, Margarido, Costa, Pidá e Steve.

O plantel profissional do MFC é formado, maioritariamente, por jogadores portugueses, isto é, num total de 30 jogadores, apenas 10 são estrangeiros. Com uma média de idades de 26,9 anos, a equipa junta experiência com irreverência, demonstrando acima de tudo enorme qualidade e maturidade, sempre imbuída num espírito de grupo coeso.

Sinal dessa experiência essencial para o contexto competitivo em que o MFC está inserido, prende-se com o facto de, no atual plantel, se destacarem treze jogadores com clara experiência em subidas de divisão: Sandro, Miguelito, Filipe Melo, André Carvalhas e Arsénio, campeões da Segunda Liga pelo Gil Vicente, Rio Ave, Beira-Mar, Olhanense e Belenenses, respetivamente, bem como Anilton, que conta com três subidas à Primeira Liga, e Ricardo, Ferreira, Idris, Diogo Cunha, Pires e Wagner, com duas subidas de escalão.

Em termos estruturais, o clube é presidido por Domingos Vítor Abreu Magalhães, que assumiu a presidência em 1996, tendo abandonado o cargo em 2004 para se tornar presidente do Vitória de Guimarães, onde se manteve até 2007. No ano seguinte, em 2008, regressa à liderança do MFC, tendo sido reeleito em 2012 para o biénio 2012-2014.

Os órgãos diretivos também integram os vice-presidentes, Joaquim Ferreira de Almeida, Joaquim Pereira da Silva, Luís Pereira Ferreira, Joaquim Fernando Silva Oliveira e Fernando Jorge Leiras Sampaio. A Dr.ª. Serafina Pereira Ferreira ocupa o cargo de presidente da Assembleia Geral e Júlio da Silva Sampaio o cargo de presidente do Conselho Fiscal.

No dia 20 de maio de 2013, um dia após a última jornada da Primeira Liga 2012-2013, o MFC anunciou Vítor Oliveira como o novo treinador do clube. Volvidos cerca de 9 meses desde a sua chegada, no dia 10 de março de 2014, o treinador Vítor Oliveira deixou o clube, tendo sido apresentado no dia seguinte (11 de março de 2014), o treinador António Conceição, entrando também com ele o seu treinador adjunto, Luís Manuel Baltasar.

Na estrutura técnica, para além dos treinadores já referidos, o clube conta ainda com a colaboração dos, Professor Leandro Mendes, preparador físico, Tó Ferreira, antigo guarda-redes e Campeão do Mundo de Sub-20 pela Seleção Nacional em 1991, encarregue pelo treino de guarda-redes, João Silva (“Costeado”) e Armindo Cunha como treinadores assistentes. Marco Couto, ex- jogador profissional do Vitória Sport Clube e do Sporting Clube Olhanense, ocupa o cargo de Diretor Desportivo, e Armindo Dinis Pereira é o técnico responsável pela gestão de todos os equipamentos desportivos.

A equipa médica é liderada pelo Dr. António Manuel Castro e Cunha, e pelo Dr. Mário Henrique Ferreira Martins, que contam com o auxílio dos fisioterapeutas Pedro Figueiredo e Bruno Ribas, bem como com o nutricionista André Oliveira e o massagista Joaquim Carlos Machado.

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