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Bioluminescent Swarm Optimization Algorithm

3. The Bioluminescent Swarm Optimization algorithm

3.5 Local search procedures

Caracterizado na Lei 17 das Leis de Jogo da FIFA (2013), o pontapé de canto deverá ser assinalado quando a bola ultrapassa por completo a linha de baliza, pelo solo ou pelo ar, por fora dos postes da baliza, tocada em último lugar por um jogador da equipa que defende.

Na sua marcação, a bola deve ser colocada dentro do quarto de ciclo e entra em jogo logo que seja pontapeada, não sendo necessário sair do quarto de círculo para estar em jogo. Todos os jogadores adversários deverão encontrar-se a um mínimo de 9,15 metros do quarto de círculo e poderá ser marcado golo diretamente, mas apenas contra a equipa adversária. No momento da sua execução, não existe fora de jogo.

Para Castelo (1996) os pontapés de canto são uma fonte de um número significativo de golos, já que, como referem Simon e Reeves (cit. por Cunha, 2007), se pode cruzar a bola diretamente para as zonas mais perigosas do campo, como sejam as mais próximas da baliza adversária (grande área e pequena área).

Apesar disso, os dados estatísticos encontrados na literatura demonstram uma taxa bastante reduzida de eficácia desta ação de bola parada em relação ao número de ocorrências deste tipo de lance, isto é, tendo em conta o número de pontapés de cantos conquistados por uma equipa, num jogo, conjunto de jogos ou até numa competição, o número de golos obtidos é manifestamente reduzido.

Bettencourt (2003) analisou 18 jogos da Primeira Liga na época desportiva 2002-2003, onde se registaram 218 pontapés de canto, dos quais foram obtidos 12 golos, correspondendo a uma percentagem de 5,5% do total de cantos analisados.

Sánchez-Flores e colaboradores (2012) analisaram 333 pontapés de canto, de 35 partidas correspondentes a cinco competições internacionais de seleções, os Mundiais de 1994 e 2010, os Europeus de 2008 e 2012 e a Copa América 2011, tendo verificado que cada equipa conquistou, em média, 8 a 10 pontapés de canto por jogo, apresentando uma taxa de obtenção de golo de aproximadamente 1,6%, o que representa um número excessivamente baixo.

De Baranda e Lopez-Riquelme (2012) no seu estudo referem igualmente que dos 653 cantos marcados nos 64 jogos do Mundial de 2006 resultaram 12 golos, o que corresponde a uma percentagem de 1,8%.

Também, Schmicker (2013), analisando 239 jogos da Primeira Liga Profissional de Futebol dos Estados Unidos da América (MLS) de 2010, concluiu

que em 1859 cantos observados apenas 40 resultaram em golo, representando 2,2% do total de cantos analisados.

Importa referir, igualmente, o estudo de Suárez e colaboradores (2014), onde se analisaram 627 pontapés de canto, dos 64 jogos do Mundial de 2010, em que o golo foi obtido a partir de 2,3% desse total de pontapés de canto.

No entanto, analisados estes dados e atribuída a devida importância aos mesmos na obtenção do golo, a literatura demonstra também que o pontapé de canto, em relação às restantes ações de bola parada, representa um dos momentos através dos quais se obtêm mais golos, ou seja, dentro dos golos obtidos por uma equipa através das ações de bola parada, os golos obtidos através dos pontapés de canto estão usualmente em lugar de destaque.

Casanova (2009) faz referência a alguns estudos que revelam a importância deste tipo de ações no alcançar do objetivo do jogo pela equipa, isto é, na obtenção do golo, como por exemplo, o estudo realizado por Ramos e Oliveira (2008), referente ao Campeonato da Europa de 2004, onde os golos obtidos através dos pontapés de canto representaram 45,55% dos golos marcados através das ações de bola parada. E, a investigação de Horn e colaboradores (2000) sobre a Seleção Francesa no Mundial de 1998 e no Europeu de 2000, onde os golos a partir dos pontapés de canto representaram 66,7% dos golos marcados através das ações de bola parada.

Já, Rocha (2009) destaca que 26 dos 94 golos obtidos através das ações de bola parada, na segunda volta da Primeira Liga da época 2008-2009, resultaram de pontapés de canto, correspondendo a uma percentagem de 27,66% do número total de golos marcados a partir de ações de bola parada.

O mesmo autor salienta que no estudo de Grant e colaboradores (1999), relativo ao Mundial de 1998, a percentagem de finalização com êxito através da marcação de pontapés de canto foi de 47,6% do total de golos obtidos através das ações de bola parada.

Sendo por esta preponderância demonstrada através destes valores que Hughes (cit. por Rocha, 2009) afirma mesmo que os pontapés de canto são a maior fonte de golos.

Para Grant e Williams (cit. por Cunha, 2007) existem várias formas de marcação dos pontapés de canto, tendo em conta as movimentações e posicionamento dos jogadores, assim como o efeito imprimido à bola.

Ensum e colaboradores (cit. por Bettencourt, 2006) analisaram 266 pontapés de cantos, sendo que 229 destes foram diretamente cruzados para a área (canto longo), tendo seis deles resultado em golo.

Barreira (2006) destaca dois tipos básicos de pontapés de canto: o canto curto, cujo objetivo fundamental é o de caracterizar a superioridade numérica nessa área de terreno de jogo, tomando vantagem das leis que obrigam os adversários a posicionarem-se a uma distância mínima de 9,15 metros; e o canto longo, caracterizado também por dois tipos, dependendo da trajetória da bola em direção à baliza adversária, podendo ser com “efeito da bola para dentro” e com “efeito da bola para fora”.

Na análise de jogos realizada num estudo por Grant e Williams (cit. por Pereira, 2008), um maior número de golos foram marcados através dos pontapés de canto com “efeito da bola para dentro (61,6%) do que com “efeito da bola para fora” (38,4%), mas, no entanto, os cantos com “efeito da bola para dentro” foram, na sua generalidade, defendidos com mais sucesso.

Também, Carling e colaboradores (cit. por Pereira, 2008) partilharam igualmente que os pontapés de canto marcados com “efeito da bola para dentro” apresentaram uma maior percentagem de sucesso na criação de golos, mas têm como desvantagem a possibilidade mais elevada de se perder a posse de bola.

Contudo, para Ali (cit. por Pereira, 2008) os pontapés de canto curtos estão na origem de uma maior número de golos, não só pela baixa frequência deste tipo de cantos, que pode induzir uma maior dificuldade à defesa adversária, mas também pela probabilidade mais reduzida de se perder a posse de bola, ao contrário do que acontece nos pontapés de canto longos.

No Futebol de alto nível, poucos são os golos marcados através dos pontapés de canto, o que pode ser reflexo da boa organização e das capacidades individuais de quem defende, não se deixando de afirmar a importância desta ação de bola parada providenciando à equipa que ataca a posse de bola no seu último terço do campo ofensivo, bem como proporciona ao

treinador a oportunidade de controlar diretamente uma jogada através do treino sistemático e estandardizado de determinadas movimentações (Grant & Williams, cit. por Bettencourt, 2003).

Desta forma, Hughes (cit. por Cunha, 2007) salienta a necessidade de se selecionarem os jogadores para tentar a finalização e a importância do jogador que efetua a marcação do canto, bem como a necessidade do treino destas ações.

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