2.3 Vehicular Localization and Navigation Systems
2.3.2 Sensor-Based Localization
O traço mais geral entre os autores estudados é a “indefinição” teórico- metodológica e ideo-política presente em todos os textos ecléticos. Por exemplo, inicialmente, podemos nos referir aos trabalhos de Mioto (1997) em seu estudo sobre a “Família e o Serviço Social” e ao de Stumpf (2002) sobre a experiência da implantação do Serviço Social na Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas (VEPMA) de Porto Alegre/RS, mais especificamente, a atuação profissional junto à execução da pena alternativa de prestação de serviços à comunidade.
Mioto (1997) apresenta seu conceito de família com base nas definições de vários autores: Lévi-Strauss que estuda as “estruturas de parentesco”, Áries que mostra “as diferenças na organização familiar ao longo da história” na sociedade européia e Prost que discute “família no contexto das fronteiras entre o público e o privado”. Para ela,
A idéia de que a família é um fato cultural historicamente condicionado está respaldada em contribuições de vários autores de diferentes áreas do conhecimento. Elas permitem contraposições à idéia ainda muito difundida de que a família é um grupo natural, calcado na essência biológica do homem, ou seja, na consangüinidade e na filiação. (MIOTO, 1997, p. 116)
Ao apresentar as idéias dos autores, Mioto (1997, p. 117) afirma que “os exemplos” explicativos dos mesmos sustentam o seu pressuposto de família “não é um lugar de felicidade”:
Estes exemplos, sumariamente, articulados, que embasam o pressuposto de que a família é uma instituição social historicamente condicionada, introduzem a segunda idéia subjacente a este trabalho: a família não é a priori o lugar da felicidade. O florescimento da idéia que a família é o lugar da felicidade está vinculado justamente ao ocultamento de seu caráter histórico.
Vale salientar que autora não define o que seja “felicidade” e de como esta categoria possa garantir o caráter “histórico” de família como sustentou anteriormente. Mais adiante afirma que: “a análise realizada sobre a intervenção na família e espaço institucional repousa na idéia de que a família é uma unidade. Enquanto tal, os problemas apresentados por ela devem ser analisados dentro de uma perspectiva de totalidade”. E continua:
O reconhecimento da família como totalidade implica também reconhecê-la dentro de um processo de contínuas mudanças. Estas são provocadas por inúmeros fatores, nos quais estão aqueles referentes à estrutura social em que as famílias estão inseridas e aqueles colocados pelo processo de desenvolvimento de seus membros. (MIOTO, 1997, p. 124)
Em outra passagem a autora afirma: “a família é uma instituição social historicamente condicionada e dialeticamente articulada com a sociedade na qual está inserida.” (MIOTO, 1997, p. 128)
Essa autora tenta realizar uma análise “histórica” e “dialética” de família, mas utiliza categorias do funcional-estruturalismo, sob a influência de Lévy-Strauss. Ela “usa” a categoria de “estrutura social” em conjunto com a categoria materialista dialética da totalidade. O que confunde o leitor sobre qual o seu posicionamento teórico e metodológico.
Um outro exemplo é o de Stumpf (2002). Para a autora o processo de prestação de serviços comunitários, como pena alternativa, tem um caráter emancipatório e educativo. A autora considera a profissão como “trabalho” “emancipador” por ter a função de transformar consciências através da educação disciplinar.
A transformação de ordem societária e o conflito de classe não são levados em consideração na análise, vale salientar. Nisso ela dispõe de autores com pensamentos distintos como se os mesmos, por estarem vinculados a uma mesma tradição, a marxista, tratassem da mesma forma um determinado assunto (Marx, Gramsci, Paulo Freire). Desta maneira, utiliza esses autores para o tratamento de categorias complexas (disciplina, educação, justiça, poder judiciário, consciência, trabalho), sem as devidas articulações teóricas entre as mesmas, para analisar uma realidade muito específica: a da relação entre a sua experiência profissional, o poder judiciário, o sistema penitenciário e a prestação de penas alternativas. Citamos, então, a autora:
Na execução da pena alternativa de prestação de serviços à comunidade, o trabalho assume um papel emancipador, se o prestador ao “atuar, por meio desse movimento, sobre a natureza externa a ela e ao modificá-la, ele modifica, ao mesmo tempo, sua própria natureza. Ele desenvolve as potências nela adormecidas e sujeita o jogo de suas forças a seu próprio domínio” (Marx, 1985: 149). Este é o processo de aprendizagem intrínseco ao trabalho e gerador de conhecimento transformador, no qual podem assumir papel ativo todos os envolvidos: prestadores de serviço, conveniadas, profissionais do Serviço Social, funcionários e magistrados da Vepma. Daí resulta a necessidade de um aprendizado compartilhado, no qual “as circunstâncias fazem mudar os homens” e o “educador necessita, por sua vez, ser educado” (Marx, 1984:27), incorporando o movimento dialético da vida, no qual o assistente social posiciona-se como intelectual orgânico (Gramsci, 1979: 03 a 230) compromissado com os interesses da maioria e disposto a participar integralmente do processo de aprendizagem transformador. A intervenção do Serviço Social junto às penas alternativas, em Porto Alegre, tem buscado concretizar essa compreensão dialética, por meio de uma instrumentalidade capaz de propiciar a reflexão crítica que amplia consciências e transforma comportamentos, individual e coletivamente. (STUMPF, 2002, p. 155)
Tanto Stumpf (2002) como Mioto (1997), demonstram uma “indiferenciação” teórico-metodológica. A mistura de vários autores é realizada, nestes artigos, sem a devida análise sobre os direcionamentos ideo-políticos de cada autor trabalhado.
Além da mistura eclética, da “indiferenciação” teórico-metodológica e ideo- política que perpassa todos os textos, o subjetivismo também é um traço
marcante. Alguns autores relacionam questões específicas da profissão às categorias como identidade e representação social. É o caso de Gentilli (1997)45.
Gentilli (1997, p. 126) abrindo a sua primeira seção (“A importância do debate sobre identidade profissional”) refere-se a alguns “incômodos” decorrentes da “natureza da identidade profissional” e que podem ser “identificados” no “cotidiano” do “trabalho” do Assistente Social.
Ela esclarece que a questão da identidade profissional é um “problema teórico-prático complexo” estando ligado a “desconfortos e dificuldades” de “profissionais e pesquisadores” em virtude do “baixo status” a que é “socialmente atribuído” à profissão e da “decorrente baixa remuneração” a qual estão submetidos os assistentes sociais. (GENTILLI,1997, p. 127). A mesma trata as questões “práticas” do Serviço Social - baixa remuneração, por exemplo - como decorrentes da identidade, dos discursos e das representações sociais que os profissionais constroem. Ela define identidade como:
Um termo cujo sentido etimológico remete àquilo que é idêntico, semelhante ou ainda análogo. Exprime tanto conformidade de alguma coisa consigo mesmo, quanto o compartilhar com características de outros indivíduos ou grupos sociais. Trata-se de uma noção que se refere ao indivíduo pensado nas relações sócio-antropológicas, psicossociais e político-econômicas. Refere- se a movimentos que dizem respeito tanto à singularidade humana quanto a particularidades de grupos, segmentos, estratos, classes, nações, culturas etc..., na produção de sentidos face às relações sociais das quais participa, de acordo com representações e imagens utilizadas para se referir a objetos que
são identificados como exteriores. Consiste numa categoria que possibilita as contigüidades, as semelhanças, as diferenças e as contradições que se estabelecem entre indivíduos e sociedade, tanto na perspectiva dos sujeitos singulares quanto coletivos, por intermédio das noções de “identidade pessoal” e “identidade social”. Neste sentido, a categoria “identidade” remete à relação que uma pessoa estabelece com o “outro” marcando dimensões de individualidade e de coletividade, por meio de uma dinâmica que separa e atomiza, porque distingue ao mesmo tempo em que estabelece padrões de alteridade, porque integra. (GENTILLI,1997, p. 128)
Gentilli (1997, p. 128) ainda defende que a identidade é uma categoria que pode “dimensionar” o “ser social” unindo as suas esferas subjetiva e objetiva, singular e coletiva:
Como categoria teórica, a identidade expressa tanto uma relação que objetiva uma manifestação de realidade humana e social quanto se expressa simultaneamente como subjetividade humana. Estabelece dimensões de um ser social enquanto singularidade e enquanto coletividade. (GENTILLI, 1997, p. 128)
Se a perspectiva de Gentilli (1997) estivesse correta, a realidade seria constituída a partir da identidade do sujeito, das suas idéias, do seu pensamento. A concretude da realidade dependeria unicamente da vontade íntima do sujeito, o que em outras palavras significaria que a existência do mundo dependeria da existência do sujeito. A realidade apenas existiria se, e tão somente, o sujeito existisse, o que não é real, tal como afirma a teoria social marxiana. A autora,
além desse subjetivismo, possui um forte traço de Ecletismo quando conjuga categorias como representação social e identidade, ambas inclusas na teoria do interacionismo simbólico46, com as categorias de trabalho e processo de trabalho em Marx.
A identidade profissional do Serviço Social se organiza estruturalmente a partir da convergência de três fatores. O primeiro deles refere-se à produção de um núcleo identitário organizado a partir de representações sociais que permeiam e circunscrevem os objetos de atuação, o processo de produção social da profissão (decorrente de um saber específico) e os produtos configurados por este processo de trabalho (corpóreos e incorpóreos), em atendimento a demandas postas socialmente, seja por reconhecimento ou por produção das necessidades humanas. (GENTILLI,1997, p. 132)
46 Destacamos, como exemplo, alguns argumentos teórico-metodológicos sobre a Teoria Interacionista Simbólica em (BAZILLI, 1998) o que nos faz perceber nitidamente a distância epistemológica e ontológica entre o interacionismo e a teoria marxiana. Sobre o início do movimento interacionista, o autor afirma: “Ainda que a denominação interacionismo simbólico seja relativamente nova, o movimento tem suas raízes no século XVIII e seus fundamentos têm sido importantes no pensamento sociológico americano”. (BAZILLI, 1998, p. 27); Sobre os seus fundamentos e primeiros desenvolvimentos: “As raízes e os fundamentos do movimento do interacionismo simbólico estão no pensamento dos filósofos moralistas escoceses e, principalmente, dos filósofos pragmáticos e funcionalistas norte-americanos; além de outras influências gerais da época, como a obra de Hegel (a idéia de mente traduzida como espíritu ao espanhol), a teoria evolucionista de Darwin (idéias sobre adaptação) e os indícios da teoria geral de sistemas (noções de equilíbrio e dinâmica).” (BAZILLI, 1998, p. 29); Alguns de seus principais autores são: Georg Mead, Erving Goffman, Sarbin e Allen, Scheibe, Berguer e Luckmann, Ciampa e Habermas. (BAZILLI, 1998, p. 33); Sobre a concepção da natureza da sociedade: “Para o interacionaismo simbólico, a sociedade é concebida como uma tecido de comunicação (...). Assim, “Sociedade é interação: influência recíproca de pessoas que, na medida em que atuam, levam em consideração as características dos outros. (...) Essa interação é, como o nome do movimento, simbólica.” (BAZILLI, 1998, p. 33); A sua concepção de homem: “em geral o interacionismo simbólico mantém uma concepção otimista de homem ativo e “metatalizado”. Um homem pensante que mantém uma “conversa” interna e externa, utilizando símbolos, que se desenvolvem no processo social. Para Stryker e Statham (...) “os seres humanos, individual e coletivamente, são ativos e criativos, mais do que meramente responsivos em relação às forças do meio que incidem sobre eles”.” (BAZILLI, 1998, p. 34/35). Sobre interação social: “interação é o espaço, a unidade que possibilita que o self e a sociedade, por meio da interação e da simbolização, se mantenham ou mudem permanentemente. A interação social é, pois, o que possibilita uma “realidade negociada”, um dos postulados básicos do interacionismo simbólico. Isto é: “na medida em que o significado é derivado do processo interpessoal implica que a realidade é definida por meio
Logo, em seguida a esta argumentação a autora afirma, em sua nota de rodapé n. 06, na página 132, que: “a lógica subjacente a esta formulação é a clássica concepção de processo de trabalho em Marx”. A autora remete o leitor aos “capítulos V e VI do livro I, volume 1, pp. 201-36,” d’O Capital, “na publicação da Civilização Brasileira de 1980”. Em seguida continua seu texto afirmando que:
O processo de trabalho do Serviço Social como qualquer trabalho no setor de serviços, gera “valores de uso”, apesar de não “produzir diretamente mais-valia”. Seu produto não é necessariamente de base corpórea, material, mas expressa um resultado, um valor de uso. Participa do processo ampliado de produção e reprodução social, exercendo funções mais ou menos estratégicas, à medida que se articula a setores produtivos, mais ou menos importantes. (GENTILLI, 1997, p. 132)
Posteriormente, na sua nota de rodapé, n. 7, a autora volta-se para a teoria social em Marx afirmando que: “tal reflexão está apoiada na distinção entre trabalho produtivo e trabalho improdutivo de Marx em O Capital, livro I, Capítulo VI (inédito)”. (GENTILLI,1997, p. 132).
O subjetivismo de Gentilli (1997) para o entendimento das relações entre profissão e realidade, abre espaço para o Ecletismo, como demonstramos acima, e fragiliza a análise da autora quanto à apreensão dos nexos causais que concretamente articulam a profissão à sociedade capitalista. Nexos causais explicitados em nosso terceiro capítulo e que nada têm de, apenas, subjetivos. Não dependem unicamente dos discursos, nem das representações sociais, nem da identidade dos agentes profissionais. Mas, da práxis produtiva, onde sujeito e
objeto, por não serem idênticos, articulam-se dialeticamente no processo de transformação da realidade pela via do trabalho.
A relação entre profissão e sociedade é muito concreta – origina-se nas formas de ação do capital sobre as contradições do processo de reprodução material das classes trabalhadoras. Por isso, diz respeito à intervenção profissional sobre as refrações da questão social na sociedade capitalista madura.
Um outro traço que favorece a mistura eclética nos textos é a defesa de uma “abertura” teórico-metodológica para o tratamento das demandas do Serviço Social. “Novos paradigmas”, novas “categorias teóricas” para o tratamento de “novos” processos sociais, isto é o que trata Faleiros (1999).
Esse autor utiliza categorias como “empowerment”, “redes”, “relações de poder”, “atores sociais” e propõe mudanças nas formas de investigação da profissão:
O empowerment do sujeito, individual e coletivamente, para mudar suas relações constitui a base da estratégia de intervenção do Serviço Social em nossa perspectiva (ver Faleiros 1997) para enfrentar essas exigências e resgatar a sua auto-estima,sua autonomia e sua cidadania. O Serviço Social, neste contexto, precisa trabalhar as categorias de território, cultura, sujeito, integração, buscando repensar o processo de despolitização, desterritorialização e de sociedade de serviços que caracteriza a sociedade informacional em que vivemos. (Lojkine, 1995). Touraine, em seu livro Poderemos viver juntos? Iguais e
diferentes? (1999), constata a dissociação entre a economia e a
cultura e a existência de um poder difuso para acelerar a circulação de capital, e busca uma saída que não destrua as
autoritário. Essa saída se manifesta na produção do sujeito, na sua transformação em ator social. A transformação dos sujeitos, no entanto, implica mudar relações de poder numa rede societária e pública, com fundos e poder de decisão para esses sujeitos. O poder é que produz o sujeito nas suas relações. As possibilidades do cidadão de ter proteção social do Estado precisam estar articuladas à realidade local onde vive e é reconhecido, numa rede complexa de seguros, assistência e serviços onde possa exercer sua voz e garantir sua vida. A rede de proteção social deve levar em conta o sofrimento do desempregado, a perda de referências diante da mudança da própria família e da crise existencial. A solidão e o isolamento são problemas concretos que se aliam à falta de condições subjetivas e objetivas para se enfrentar esse processo aqui analisado de perda simultânea das referências da família, do salário e da cidadania. (FALEIROS, 1999, p. 163)
Logo em seguida, o autor traz essa discussão da complexificação das relações sociais capitalistas na contemporaneidade para o Serviço Social, da seguinte maneira: “é nesse contexto que vamos situar as alternativas presentes nas condições de existentes para o exercício do Serviço Social, levando-nos a pensar a profissão de uma maneira muito mais complexa do que a que pensávamos nos anos 60.” (FALEIROS , 1999, p. 165) E continua:
Se naquela época fundamos o que se chamou de movimento de reconceituação do Serviço Social, hoje precisamos de uma re-
reconceituação, no sentido de se fazer uma crítica do que
fizemos, dos acertos e dos erros, dos riscos e também das oportunidades e necessidades que estão sempre surgindo. Para isso, em primeiro lugar, precisamos estar abertos para pensar a
reducionistas, ao pensamento único de direita ou de esquerda. O
neoliberalismo é o esterilizador do futuro, à medida que coloca o presente como o futuro e quer impor um pensamento único.
Pensar o futuro implica a liberdade da crítica, a desconstrução dos consensos estabelecidos e a capacidade de retomar, hoje, de forma contraditória, a tradição crítica. Como tradição, mas,
fundamentalmente, como crítica, numa crítica da própria tradição crítica, para repensar o futuro e reinventar a utopia, sem perder os pés no chão. (...) A construção desse futuro implica fazer ressurgir
a diversidades de epistemes ou conhecimentos e formas de conhecer, tendo em vista que na sociedade atual existe um
epistemicídio, uma liquidação dos conhecimentos, na expressão de Santos (1998). Isto significa o apoio estratégico à expressão da diversidade cultural e a necessidade de convivência com o multiculturalismo. (grifos nosso)
Como vimos, o projeto emancipatório socialista foi incorporado pela categoria profissional a partir do Movimento de Reconceituação Latino-Americano do Serviço Social nos anos 60/70. No Brasil, pelo processo de Renovação profissional, no final dos anos 70 - muito embora, a maturação da relação entre profissão e o projeto socialista tenha sido alcançada nos anos 80/90. A proposta de Faleiros (1999) é de uma re-reconceituação do Serviço Social, de uma “crítica da crítica” às orientações político-ideológicas da profissão. Isto denota a tentativa de “reformulação” dos posicionamentos críticos da categoria e, por conseguinte, o esvaziamento do conteúdo revolucionário do projeto socialista no Serviço Social. Propõe-se, então, a “reformulação” da teoria crítica pela incorporação de variadas perspectivas analíticas, independente de suas naturezas ideo-políticas. É a abertura eclética para a terceira via no plano ideo-político. Segundo esta, a
impossibilidade de uma ruptura radical das relações sociais fetichizadas capitalistas pelo socialismo, gera a necessidade de uma “reforma” ou de uma “adequação” do sujeito e, das relações sociais, dentro mesmo do horizonte capitalista.