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Experimental Settings

7.3 Offline Validation Based on Experimental Data

7.3.1 Experimental Settings

Nestes experimentos foram usados um volume de 125 ml de água deionizada e uma massa de PVTI de 0,14 g na composição dos dois sistemas estudados (um no qual a concentração de prata seria analisada apos 12 horas, e outro apos 24 horas). A distribuição granulométrica dos peletes utilizados está apresentada na página 77. A concentração de prata no sistema fechado por 12 horas foi igual a 0,04 mg/l, e no sistema de 24 horas foi de 0,09 mg/l.

Nos ensaios de retenção da prata pelo carvão (realizado segundo os procedimentos da norma NBR- NBR-14908), toda prata presente na água foi removida pelo carvão CARBOTRAT-AP. Nenhuma amostra de água que passava pelo filtro apresentava algum indício de prata.

CONCLUSÕES

De um modo geral, por meio dos resultados obtidos, pode-se concluir que:

• O processo de pelotização de pó de vidro, mostrou-se adequado para a produção de um material aplicável, quanto às suas características físicas (resistência ao contato com água corrente e estática), como elemento filtrante em filtros de água residenciais por pressão.

• A área superficial das pelotas, pode ser aumentada utilizando-se, na pelotização, um percentual de pó de madeira na formulação do ligante.

• As PVTI têm eficiência bactericida, para as bactérias Escherichia coli e

Staphylococcus aureus, no meio Ágar.

• As pelotas de vidro contendo íons de prata podem ser utilizadas como elementos filtrantes em filtros de água residenciais por pressão, para assegurar uma qualidade microbiológica satisfatória da água para consumo humano.

• Os filtros de água residenciais por pressão, têm uma eficiência filtrante maior, quando tal eficiência depende principalmente da área de contato da água com o elemento filtrante, do que os filtros por gravidade.

• A coleta de água nas experiências de eficiência bactericida em filtros de água por pressão, utilizando-se as PVTI como material filtrante, devem ser realizadas em frascos com EDTA.

• A utilização de PVTI como elemento filtrante em filtros de água, requer o uso, em conjunto, de outro elemento no filtro, que retenha a prata liberada na água pelas mesmas, como o carvão ativado por exemplo.

SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

Como prosseguimento do desenvolvimento do presente trabalho pode-se sugerir:

1- Estudar a possibilidade de utilização dos PVTI conjuntamente com outros materiais filtrantes, como carvão ativado por exemplo. O carvão utilizado nesta pesquisa comprovou ser eficiente na retenção da prata da água, e um filtro de água no qual a mesma passasse por um carvão ativado, após passar pelas PVTI, poderia aumentar sua eficiência bactericida, visto que a prata retida no carvão atuaria na destruição das bactérias.

2- Aumentar eficiência bactericida das PVTI, aumentando a área superficial das pelotas, pelo acréscimo de percentagem de pó de madeira ao ligante, no processo de pelotização.

3- Estudar a possibilidade de produção de um vidro com duas fases: uma matriz insolúvel em água; e uma outra fase dentro da matriz, que fosse solúvel em água e composta de prata iônica. Desta maneira, provavelmente, haveria possibilidade de obtenção de PVTI com uma durabilidade, com relação à eficiência bactericida, muito maior, pois o formato da pelota seria mantido sendo que a única fase corroída seria a da prata. Assim toda pelota poderia ser aproveitada e não somente a superfície.

APÊNDICE

1- Procedimentos da Técnica Pour Plate para Contagem Padrão em Placas de Amostras de Água.(Norma-IPATI)

1.1- Preparação da amostra.

Agitar por 25 vezes o recipiente contendo a amostra a ser examinada descrevendo um arco de 30 cm.

Dentro da câmara de fluxo laminar, efetuar a abertura asséptica da embalagem, deixando a tampa com a parte inferior para cima.

Aspirar e devolver 3 vezes a amostra.

Transferir 1 mL da amostra para um tubo de ensaio contendo 9 mL de solução tampão de fosfato.

Homogeneizar utilizando o agitador vórtex. Esta é a diluição 10^-2. Fazer quantas diluições forem necessárias seguindo estas orientações.

Quando a água a ser analisada for muito contaminada, como águas de esgoto e águas não tratadas, é necessário fazer um número de diluições grande, visto que a amostra não diluída apresentará uma concentração muito grande de colônias nas placas, tornando inviável sua contagem. Já quando se quer analisar uma água tratada, não é necessário fazer muitas diluições.

1.2- Inoculação.

Identificar 2 placas de petri com o número da amostra, o tipo de análise (CPP), e a diluição.

Na câmara de fluxo laminar, pipetar, assepticamente, em duas placas de petri separadas, vazias e estéreis, 1 ml de amostra, partindo da maior para a menor diluição.

Não há necessidade de trocar a ponteira nestes casos onde se pipeta no sentido mais diluído para o menos diluído.

Nota: Deve-se depositar o inoculo entre o centro e a borda, o que facilitará a posterior mistura da amostra com o meio de cultura.

Verter nas placas inoculadas de 15 a 20 ml de Plate Count Ágar (Ágar padrão para contagem), previamente fundido e resfriado a 45 C. Deve-se tomar cuidado de secar o frasco do meio de cultura para evitar respingos de água nas placas e evitar movimentos bruscos, o que pode causar a formação de bolhas no meio de cultura.

Misturar o inóculo com o meio de cultura, movimentando suavemente as placas, numa superfície plana, com movimentos na forma de 8 (oito) ou circulares, 8 a 10 vezes no sentido horário e 8 a 10 vezes no sentido anti-horário. A mistura do inóculo e o meio de cultura, deve ser feita imediatamente após a adição do meio, para não haver risco de solidificação deste antes da movimentação e com isto, problemas de homogenização.

O tempo decorrido entre a preparação da primeira diluição da amostra e a preparação da última placa não deve ultrapassar 20 minutos, para evitar o ressecamento e aderência do inóculo no vidro das placas.

Deixar solidificar o meio em superfície plana.

1.3- Incubação.

Aguardar a completa solidificação do meio de cultura, distribuindo as placas numa superfície plana.

Após a solidificação, inverter as placas e colocar em suporte para placas de petri. Incubar em estufa a 35/37 oC por 48 horas.

1.4- Contagem de colônias e cálculos dos resultados.

Deve-se ler as placas, marcando cada colônia vermelha.

Selecionar as placas com 25 a 250 colônias, e contar as colônias com auxílio de uma lupa, com contador de colônias.

Calcular o número de unidades formadoras de colônias pela seguinte fórmula:

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