• Aucun résultat trouvé

RNA interference (RNAi)

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 16-23)

O empreendimento turístico considerado campo de investigação deste trabalho é o Parque das Cascatas. Está localizado em Lageado Grande – RS, no município de São Francisco de Paula, a 60 kilometros de Caxias do Sul e a 180 de Porto Alegre. Situa-se entre as Rotas Turísticas dos Campos de Cima da Serra (Bom Jesus, Cambará do Sul, Esmeralda, Jaquirana, São Francisco de Paula, São José dos Ausentes, Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões e Vacaria) e das

Hortências (Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Picada Café e São Francisco de Paula).

Além de sua localização privilegiada, o Parque possui diversos recursos naturais que potencializam as atividades turísticas junto à natureza. A presença de espécies nativas de fauna e flora como a curicaca, seriema, araponga e gralha azul enriquecem o meio ambiente, sem contar com o Rio Lageado (Rio com nome original de Buriri) que desenha o cenário ao formar diversas cascatas no local, por isso o nome de Parque das Cascatas. Este apresenta em torno de 54 hectares de área verde que se constitui como o principal atrativo do local. A preocupação com esse meio ambiente é regra no Parque, os funcionários estão sempre cuidando da manutenção da área e do monitoramento junto aos turistas e/ou visitantes ou junto à comunidade local. Essa preocupação se mostra, também, com a certificação que o Parque possui com o órgão da Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM. É uma licença de operação que representa que o local atende às normas legais e se preocupa em garantir um ambiente ecologicamente correto, o que é raro em empreendimentos públicos no Brasil.

FIGURA 2 – Rio Lageado com suas cascatas

Fonte: A autora

FIGURA 3 – Área do Parque Fonte: A autora

Fonte: A autora Fonte: A autora

Porém, na área em que está localizado o Parque, por volta da década de quarenta do século XX, foi construída uma usina de beneficiamento de madeira para fabricação de celulose, que não tinha nenhuma preocupação com a degradação do meio ambiente, depredava a área verde e poluía o rio.

Conforme a proprietária, no local havia casas dos trabalhadores da fábrica, escola, além da usina, que era altamente poluente, tudo isso na margem do rio. Ela conta que, após o fechamento da usina, a área ficou com alguma pendência de família e foi parar no Banco do Brasil. E em 1986, sua família comprou o local que estava todo devastado e em ruínas. A partir daí, os proprietários, por e da região e verem no local uma natureza que era rica, iniciaram um processo de resgate do ambiente natural, começaram a limpar a área, replantar espécies originais e buscar procedimentos para a despoluição do rio.

Assim, depois de um tempo, devido ao potencial natural da área, algumas pessoas iam para lá passar o dia, ou dormir de um dia para o outro, e, mesmo avisadas de que era propriedade privada, apareciam no local. Isso gerava um gasto e trabalho para os proprietários que iam passar o fim de semana, já que essas pessoas iam embora e deixavam o ambiente sujo, e a família tinha que contratar guardas para segurança da área e pessoal para limpeza.

Então, depois de perceberem que existia uma demanda que buscava frequentemente o local e verem o potencial da área para o turismo, em 1996 foi aberto o Parque das Cascatas. Iniciou com a cobrança de uma taxa de manutenção e entrega de um folder com as regras do local. Foi a partir desse ponto que os gestores do Parque iniciaram o trabalho com a conservação e preservação do meio ambiente. Segundo a proprietária, com o pagamento da taxa de manutenção e

estabelecimento das regras, as pessoas passaram a se preocupar com o ambiente, e a cuidar dele. Ela acredita que as pessoas passaram a ter essa cultura dentro do Parque, e quem sabe passaram a levar isso até mesmo para suas casas.

O Parque fica aberto o ano todo, sendo sua alta temporada no período de verão, em que o aproveitamento das cascatas, das piscinas naturais e do rio se tornam as principais atrações. Durante todo o ano há visitação ao local. Ao longo da semana há visitas de escolas, realização de eventos, no entanto, o maior volume de turistas está no fim de semana, o que coincide com os visitantes que vão passar o dia aproveitando a natureza e a infra-estrutura disponível. E devido à superlotação, adotou-se, por meio de planejamento prévio, uma capacidade de carga limite de 400 visitantes por dia. Este é outro aspecto relevante que mostra a preocupação dos gestores com o meio ambiente e com o bem estar dos visitantes e /ou turistas.

O Parque conta com uma ampla infraestrutura, tanto para os visitantes que pagam uma taxa de manutenção e podem utilizar o espaço, quanto para os turistas que ficam hospedados em uma das cabanas do Parque ou na área de camping.

A infraestrutura disponível compreende churrasqueiras, piscinas naturais e piscina social aquecida, sauna a vapor e seca, hidromassagem, espaço de vôlei de praia e de futebol, além de galpões cobertos para os visitantes que quiserem usar, e bar e restaurante. A área do camping contém banheiros, galpões de apoio e piscinas naturais que também ficam disponibilizadas para os demais visitantes. São quinze cabanas com lareiras, mobiliadas com televisão, geladeira, fogão e utensílios domésticos para o uso do hóspede.

FIGURA 6 – Espaço de Lazer Fonte: A autora

FIGURA 7 – Cabanas do Parque Fonte: A autora

FIGURA 8 – Restaurante do Parque Fonte: A autora

FIGURA 9 – Galpão Comunitário da Área de camping

Fonte: A autora

O restaurante do Parque funciona com café da manhã, almoço e jantar, além de lanches. O cardápio é bem variado e elaborado pelo chefe responsável, profissional com experiência em gastronomia, que destaca alguns pratos principais como: a truta nobre, os medalhões de filé ao molho de ervas e a picanha servida na chapa com molhos especiais.

Além da gastronomia, o Parque possui potencial para atividades voltadas para o meio natural, como trilhas ecológicas. Há a presença de guias para auxilio durante o trajeto, passeios a cavalo, em que são lembradas pelos guias as histórias da região, que era rota dos tropeiros.

O gerente do Parque e proprietário junto com sua família, formado em hotelaria pela Universidade de Caxias do Sul, reside no local e conta com uma equipe que varia de acordo com a temporada: na alta, no verão, em torno de 18 funcionários; na baixa, no inverno, em média de 8 a 10.

4 ANÁLISE DOS DADOS: “RE”CONSTRUÇÃO/“RE”SSIGNIFICAÇÃO DO

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 16-23)