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Reworking the Table

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Adotando o critério proposto por Vergara (2000), a metodologia a ser adotada na pesquisa foi:

n Quanto aos fins

Uma pesquisa descritiva, pois teve como principal objetivo expor as características de determinada população – funcionários da Fundação Florestan Fernandes – e estabelecer correlações entre as variáveis advindas da gestão de pessoas e da cultura organizacional. Foram também descritas as percepções, expectativas e sugestões do pessoal acerca da política de gestão de pessoas da Fundação e de sua cultura organizacional.

n Quanto aos meios

Os tipos de pesquisa definidos na literatura e consagrados pela técnica não são mutuamente excludentes. Por isso, como processo de enriquecimento dos dados e, por conseguinte, dos resultados, foram adotados na pesquisa como meios de investigação os seguintes métodos:

n Bibliográfico – estudo sistematizado e analítico sobre os temas cultura organizacional e gestão de pessoas, desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas. Diz respeito ao módulo conceitual da pesquisa, à fundamentação teórico-metodológica.

n De campo – investigação empírica realizada no local onde ocorre o fenômeno a ser estudado – na sede da Fundação – inclui ndo a realização de entrevistas e observações dos participantes.

n Documental – análise dos documentos de qualquer natureza conservados na Fundação que tivessem relação com os aspectos abordados na pesquisa.

n Estudo de caso – delimitado à Fundação Florestan Fernandes com caráter de profundidade e detalhamento.

A técnica de estudo de caso foi escolhida porque cumpre uma função descritiva, sendo um meio de organizar os dados e preservar o caráter unitário do objeto estudado, além de ser uma técnica que considera qualquer unidade social como um todo.

Segundo Yin (2005, p. 19), “usar o estudo de caso para fins de pesquisa permanece sendo um dos mais desafiadores de todos os esforços das ciências sociais”. O autor reconhece também a relevância do estudo de caso como estratégia de pesquisa, por considerá-lo capaz de contribuir com o conhecimento dos fenômenos individuais, organizacionais, sociais, políticos e de grupo, além de admitir que é uma forma de fazer pesquisa social empírica ao se investigar um fenômeno atual dentro do seu contexto de vida real, em que não há fronteiras definidas entre o fenômeno e o contexto.

No percurso traçado por Yin (2005, p. 24-25), identificam-se três tipos de estudo de caso: a investigação exploratória que tem “como objetivo o desenvolvimento de hipóteses e proposições pertinentes a inquirições adicionais”; a investigação descritiva na qual “a identificação de tais resultados favoreça as estratégias de levantamento de dados ou de análise de arquivos mais do que qualquer outra” e, por fim, a investigação explanatória ou causal que trata das “ligações operacionais que necessitam ser traçadas ao longo do tempo, em vez de serem encaradas como meras repetições ou incidências.”

1.1.1. Escolha e Concepção da Pesquisa Empírica

Sendo o propósito desta pesquisa averiguar se os valores que estão refletidos nas práticas de RH são convergentes com aqueles preceituados na cultura da organização e verificar a influência destes no alcance dos objetivos organizacionais, a metodologia que se impõe é a produção de dados qualitativos conforme descrito a seguir.

A escolha de uma abordagem qualitativa do fenômeno cultural, como é o caso da proposta de Schein, pode ser justificada por meio de duas principais razões: a primeira diz respeito à adequação das técnicas de investigação ao objeto de estudo.

Por se tratar de um fenômeno complexo e com aspectos inconscientes, ele seria mais bem compreendido se estudado em sua singularidade, através de técnicas que permitam apreender com maior profundidade a variedade de fatores que concorre para a sua constituição do que se estudado somente através de técnicas quantitativas que, neste caso, poderiam resultar em leviana superficialidade.

A segunda razão diz respeito às crenças acerca do objeto a ser estudado que o pesquisador traz para a prática e das possibilidades e formas de conhecê-lo (FLEURY, SHINYASHIKI e STEVANATO, 1997, p. 290 apud DAL LAGO, 2003).

Figura 7 – Funções das Técnicas Qualitativas Fonte: Elaborado pela autora

Dessa forma, pesquisas que envolvem um forte conteúdo comportamental e subjetivo, nas quais interferem fatores diversificados e pouco controláveis, são mais

descreve decodifica traduz

Conclusão quanto ao significado (não à freqüência)

de fenômenos do mundo social

acessíveis através de metodologias qualitativas, como é o caso dos estudos de cultura. Não se pode deixar de reconhecer que os métodos qualitativos perdem em precisão para os métodos quantitativos, mas ganham em profundidade.

Se, por um lado, Schein recomenda que nas análises de cultura seja utilizado um método qualitativo, Hofstede acredita que uma combinação deste com um outro quantitativo poderia levar a resultados mais confiáveis.

Porém, a afirmação de Hofstede só ganharia sentido se o presente projeto tivesse o objetivo de identificar orientações culturais que pudessem ser generalizadas, não sendo este o caso do projeto em pauta . Pretende-se buscar indícios que revelem o alinhamento ou não entre os valores refletidos nas práticas de RH e a cultura da organização.

Tendo em vista a sua maior complexidade, as metodologias qualitativas, segundo Fischer (1998), merecem ser cercadas de alguns cuidados e pressupostos:

O objetivo da pesquisa não pode ser quantificar ou estabelecer relações entre variáveis, mas sim analisar intensa e profundamente os significados dos fenômenos.

A pesquisa deve buscar a qualidade acima de tudo, deve estar preocupada com o como e o porquê das coisas.

O critério de sucesso está vinculado à qualidade do informante, que deve ser escolhido com ainda maior grau de precisão.

O estudo de caso foi escolhido pela relevância social dos objetivos organizacionais da Fundação Florestan Fernandes ao Município de Diadema, Estado de São Paulo, onde está localizada.

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