Conforme Bertó e Beulke (2005, p. 320) “A boa gestão de estoques proporciona uma maior disponibilização de recursos para compra, criando-se com isso a oportunidade de suprimentos a custos gradativamente menores com os fornecedores”.
Segundo Wernke (2017, p. 174) “Na maioria das lojas o valor aplicado no estoque de mercadoria é um dos mais relevantes em termos dos ativos totais da companhia”. Para Lopes
(2005, p. 17), “A empresa precisa ter políticas de estoques, isto é, estabelecer certos padrões que sirvam de guias aos controladores, para que esses tenham parâmetros para compra e venda”.
De acordo com Bertó e Beulke (2005, p. 307) “Num primeiro momento, essa avaliação é sugerida em relação a cada fornecedor, no que diz respeito à otimização da rotação dos estoques e de todo o ciclo compra/venda/recebimento”. Nesse sentido, Hansen e Mowen complementam,
Gerir os níveis de estoque é fundamental para estabelecer uma vantagem competitiva a longo prazo. Qualidade, engenharia do produto, preços, horas extras, capacidade excessiva, habilidade em reagir aos clientes (desempenho da data de vencimento), prazos de entrega e rentabilidade geral são todos afetados pelos níveis de estoques. A gestão de estoques está fortemente relacionada com a habilidade das empresas de se tronarem fortes competidoras agora, e no futuro. (HANSEN; MOWEN, 2001, p. 737).
Para Silva e Madeira (2004, p. 6) “Desta forma, nestas últimas décadas, a contabilidade de custos passou de mera auxiliar na avaliação de estoques e lucros globais para importante arma de controle e decisão”.
No que tange ao gerenciamento de estoque, o prazo médio de estocagem (PME) é um fator relevante a ser observado pelos gestores. É necessário que o gestor tenha conhecimento dos PME das mercadorias, uma vez que, assim ele poderá ter noção de quanto tempo leva para chegar na empresa a mercadoria após ter sido feito o pedido, como também o volume de cada produto em estoque. Com essas informações, o empresário pode observar o volume correto a ser mantido de cada item no estoque. (WERNKE, 2017).
Para Hansen e Mowen (2001, p. 741) “Sabendo quando fazer um pedido (ou preparar para a produção) também é uma parte essencial de qualquer política de estoque. O ponto de re- suprimento é o ponto no tempo quando um novo pedido deve ser feito (ou iniciada a preparação)”.
Ainda, conforme Hansen e Mowen (2001, p. 741) “O estoque de segurança é um estoque extra mantido como seguro contra quaisquer flutuações na demanda”.
Nessa perspectiva, Vago et al., complementam,
Nesse sentido, o primeiro passo operacional para uma boa gestão de estoque é utilizar modelos de previsão de demanda, a partir dos quais são verificados os históricos de consumo de cada item e são desenvolvidos estudos estatísticos durante um período determinado. Quando o gestor conhece a demanda dos itens, é possível realizar um gerenciamento eficiente para suprir o consumo do estoque, permitindo, assim, a aquisição somente do que for necessário para determinado período. (VAGO et al., 2013, p. 3).
Dessa forma, a empresa poderá medir o desempenho de seus fornecedores, pois é possível constatar se um produto ou outro é mais ou menos comercializado, tal fato contribui
para que o gestor possa tomar uma decisão de fazer girar o estoque através de uma promoção para evitar defasagens ou perdas das mercadorias. (BERTÓ; BEUKE, 2005).
Os estoques são compostos por custos, os quais podem ser identificados como custos de pedido, custos de preparação e custos de manter. O primeiro, são aqueles custos de se fazer o pedido, o qual são incorridas despesas de escritório, seguros e de descarregamento. O segundo, trata dos custos de preparar os produtos e instalações para formar o produto, são exemplos os salários dos trabalhadores ociosos de produção, renda perdida e custos com testes. O terceiro, são os custos de manter os estoques, o qual incluem seguros, impostos, manutenção e espaço de armazenamento. (HANSEN; MOWEN, 2001).
Conforme Silva e Madeira (2004, p. 4) “Os custos associados à manutenção do estoque (capital, armazenagem, movimentação, seguros, impostos, obsolescência, avarias e juros) geram despesas, que afetam o lucro da empresa”.
Conforme Campos (2008, p. 5) “Além desses há os custos de manutenção que se refere aos custos necessários para manter certa quantidade de mercadorias por um período de tempo. São geralmente definidos em termos monetários por unidade, por período”.
Nesse contexto, Wernke (2017) complementa,
Muitas lojas mantem valores expressivos em estoques, muitas vezes por períodos longos, em termos de “dias médios de estocagem”, como exemplificado na seção anterior. Este procedimento pode repercutir diretamente no resultado da empresa ou na sua necessidade de captar recursos para suportar o pagamento das aquisições de mercadorias.
Uma das formas de evidenciar o impacto da “imobilização” de recurso nos estoques é a mensuração do “custo financeiro” respectivo. (WERNKE, 2017, p. 176).
Ainda, para Vago et al., (2013, p. 6) Portanto, entende-se que, para um armazenamento qualificado, é necessário que os gestores sigam regras que os auxiliam na armazenagem dos materiais de forma adequada. Assim, será possível localizar os itens a qualquer momento, sem dificuldades nem perda de tempo na procura, uma vez que o almoxarifado estará bem organizado.
De acordo com Lopes (2005, p. 19) “Este gerenciamento serve para melhor fazer o planejamento quanto às reais necessidades de estoques, e ajudam concentrar os recursos de estoques nas áreas que oferecem reais oportunidades de negócio”.
Portanto, para otimização do giro de estoques, a empresa deve identificar alguns pontos de nível gerencial para se manter ativa no mercado. São eles, a aquisição certa de mercadorias ao menor preço possível, preço de venda final com boa margem para a empresa, bem como com plena aceitação pelo cliente, maximizar a margem de contribuição total e vender todas as unidades físicas adquiridas até o vencimento das duplicatas contraídas do fornecedor, (BERTÓ; BEULKE, 2005).