The T&M Object Metamodel
FIGURE 2.14 Modeling an
2.7.5 Representing Your Runtime System
A investigação aborda três possíveis etapas do processo de utilização do EDI nas empresas. A primeira etapa, a iniciação, refere-se aos factores que estão relacionados com a introdução do EDI na empresa (tecnologia adquirida, selecção da empresa fornecedora, etc.). A segunda etapa, implementação, está relacionada com os factores que promovem ou inibem o sucesso na concretização e uso do EDI. A terceira etapa, integração, refere-se ao processo de se incluir ou incorporar num sistema interorganizacional (IOS - Interorganizational Systems). Nesta tese as três etapas serão analisadas em conjunto, uma vez que a iniciação, implementação e integração se constituem como um processo que se inter-relaciona e se encadeia.
Os objectivos da presente investigação são:
a) Identificar os factores que influenciam o sucesso na iniciação e implementação do EDI na indústria automóvel Portuguesa, e classificar esses factores de acordo com a sua importância;
b) Identificar os factores que promovem uma maior integração dos sistemas interorganizacionais com base no EDI entre parceiros comerciais;
c) Entender qual o potencial impacto do EDI nas empresas da indústria automóvel Portuguesa.
De acordo com estes objectivos, as questões centrais para investigação são as seguintes:
1) Quais são os factores de sucesso na iniciação e implementação do EDI na indústria automóvel Portuguesa?
2) Quais os factores que facilitam uma maior integração do EDI na indústria automóvel Portuguesa?
3) Qual é o potencial impacto do EDI para as empresas da indústria automóvel Portuguesa?
Zaltman et al., (1973) aplicam em 1973 os termos estágio da iniciação e estágio de imple- mentação no contexto da adopção de inovação. Também a propósito do processo de inova-
ção, os termos pré-adopção interna e pós-adopção interna são utilizados (Amabile, 1988). O termo pré-adopção interna caracteriza-se pelas actividades que visam a criação das ideias, a construção de uma cultura organizacional conducente à produção da inovação, à exploração do ambiente interno como forma de congregar dinâmicas de identificação e promoção da inovação. O termo pós-adopção interna refere-se ao estágio do processo de inovação onde são incluídos os esforços de mudança, a formação de trabalhadores, e tudo mais que con- corra para a execução da mudança, uma implementação de sucesso. Rogers (2003) apre- senta o processo da tomada de decisão da inovação, o qual designou por processo da inovação-decisão, em cinco etapas: 1) estádio do conhecimento; 2) estádio da persuasão; 3) estádio da decisão; 4) estágio da execução; e 5) estágio da confirmação, estes estádios seguem tipicamente esta sequência no tempo, é na etapa estádio de decisão que é tomada a decisão de adoptar ou não adoptar a inovação (Rogers, 2003, p.177). O autor divide a difu- são da inovação em dois sub-processos: a iniciação e a implementação. Cooper e Zmud (1990) e Kwon e Zmud (1987) propõem seis estádios no processo de implementação dos sistemas cliente-servidor: iniciação; adopção; adaptação; aceitação; routinização; e infusão. Também neste âmbito Preece (1991) apresenta outra estrutura com sete etapas: iniciação; progressão; decisão de investimento; planeamento e projecto de sistemas; instalação; utili- zação operacional; e avaliação da tecnologia nova. Wolfe (1994) identifica quatro estádios no âmbito das inovações organizacionais: iniciação; adopção; implementação; e institucio- nalização. A apresentação de modelos nos quais se apresentam estádios de decisão sugerem existir pelo menos três períodos com actividades distintas associadas aos processos de adopção ou difusão de aplicações informáticas: actividades de pré-adopção; adopção, e acti- vidades de pós-adopção (ver Kwon e Zmud, 1987; Cooper e Zmud, 1990; Rogers, 2003). O processo de iniciação toma inicio quando a empresa coloca de forma consequente a ideia de adoptar um sistema EDI, e abrange todos os esforços e trabalhos desenvolvidos pela empresas no sentido de identificar e interpretar as suas necessidades e as dos seus parceiros comerciais, capacidades e limitações das TI/SI, elaboração de planos, estabelecimento de prioridades, hierarquização por grau de importância, por exemplo de clientes e fornecedores com o objectivo de atribuir prioridades na implementação do EDI com estas entidades. Recorrendo à adaptação do conceito de Alter (1996), implementação do EDI é o processo de tornar o sistema EDI operacional na empresa, não se esgota na realização de planos mas é
também um processo de mudança organizacional (Krcmar et al., 1995), após o qual a empresa pode efectuar a troca de mensagens EDI com os parceiros de negócio em conformidade com os requisitos acordados entre ambos. No processo de implementação ocorrem diversas actividades, tais como: instalação de equipamentos e software, formação de pessoal técnico e utilizadores, reengenharia de sistemas, teste vários.
Para Pemkumar e Ramamurthy (1995) assim como para Massetti e Zmud (1996) a integração do EDI apresenta-se como a extensão do EDI que é usado para comunicar de forma contígua com os parceiros comerciais para além dos limites da organização. Para além da dimensão espacial da comunicação em EDI, Lee e Lim (2003) salientam o facto dos dados das mensagens em EDI serem incorporadas nas aplicações internas dos parceiros comerciais sem processamentos adicionais entre vendedores e clientes. No âmbito deste trabalho o conceito de integração do EDI assenta nos conceitos agora apresentados. A integração em sentido mais amplo apresenta duas dimensões, integração interna e integração externa ((Iacovou et al., 1995; Elbaz, 1998; Bergeron and Raymond, 1997). A integração interna refere-se ao número e variedade de aplicações que se interligam por EDI, como são os casos das aplicações que emitem as notas de encomenda, facturas, facturação, transferências monetárias, a integração externa refere-se ao número de interligações existente entre a empresa e entidades externas, como clientes, fornecedores, prestadores de serviços vários, como transitários, entre outros. Ao longo deste estudo é referido o conceito de adopção do EDI em sentido lato do termo, como sendo os procedimentos inerentes à iniciação e implementação de uma nova tecnologia, no sentido que é a aplicação de uma tecnologia pela primeira vez na empresa. Embora neste trabalho se procure analisar, em sentido estrito cada uma das etapas: iniciação, implementação e integração, assume-se que cada uma destas não são etapas com uma sequência de tempos e de actividades bem definidas, como se trata-se de um modelo linear com abordagem sequencial, mas etapas que constituem um modelo interactivo onde os efeitos das interacções entre as várias etapas podem se influenciar e afectar mutuamente. Considera-se a possibilidade das fases de implementação e integração do EDI poderem vir a ser efectuadas, pelo menos em parte, de forma simultânea. Sai fora do âmbito deste trabalho efectuar a identificação, análise e sequenciamento das actividades que por ventura pudessem vir a constituir cada uma das referidas etapas.
A noção de sucesso adoptada na presente investigação não está associada à mensuração das variáveis, que se podem encontram num projecto de adopção e integração do EDI, tais como: tempo, orçamento, especificações, e consequências do projecto na organização. Refira-se a este propósito que o estudo de Whyte e Fortune (2003) sobre o sucesso de implementação dos sistemas ERP aponta, com base nas variáveis anteriormente indicadas, que uma avaliação do sucesso assim efectuada conduzia a taxas de falhas de 90% para todas as execuções. Anteriormente Parr e Shanks (2000) analisaram o que parece ser uma taxa de falhas tão anormal na implementação de sistemas ERP, seguindo uma anterior investigação de Martin (1998) que indica que cerca de 90% das implementações destes sistemas ultrapassam as datas e os valores orçados inscritos nos projectos. Procaccino et al. (2002) indica que 85% dos projectos relacionados com as TI falham, o elevado nível de complexidade, por exemplo dos projectos de ERP, uma taxa de sucesso de 10% pode mesmo ser considerada aceitável. Lee (2003) estimou em cerca de 16% a taxa de sucesso nos projectos de adopção de SI, e segundo Liang et al. (2007) esta taxa pode ser de cerca de 40%.