3.1 - Apresentação dos procedimentos metodológicos
O desenho da metodologia desse trabalho teve como principal objetivo buscar meios de responder às problemáticas levantadas levando-se em conta as especificidades do corpus da pesquisa. Neste sentido, buscou-se aliar as vantagens das pesquisas quantitativa e qualitativa através da adoção de um pluralismo metodológico. Os procedimentos adotados foram os seguintes: 1) uma análise percentual dos dados obtidos (abordagem quantitativa) e 2) uma análise qualitativa sobre os tweets8 que compuseram o corpus bem como sobre os materiais textuais e/ou audiovisuais que compõem e os links mais difundidos na amostra em questão.
A abordagem quantitativa proposta pela pesquisa se fez necessária devido ao alto número de unidades que compuseram a amostra (3.963 tweets e 800 links). Neste sentido, trabalhar com as reduções proporcionadas pela quantificação dos dados foi fundamental na tarefa de responder algumas das perguntas propostas pelo trabalho. No entanto cabe esclarecer que a pesquisa procurou fugir de uma visão positivista de ciência que entende que “conhecer significa quantificar. O rigor científico afere-se pelo rigor das medições. As qualidades intrínsecas do objeto são, por assim dizer, desqualificadas e em seu lugar passam a imperar as quantidades em que eventualmente se podem traduzir” (SANTOS, 2002, p. 63). A presente pesquisa partiu do pressuposto que “não há quantificação sem qualificação” (BAUER et al, 2002, p. 24), entendendo que, tanto no desenho das categorias e na seleção dos critérios de enquadramento quanto na interpretação dos dados obtidos existem elementos de ordem subjetiva que contrariam o ideal positivista de uma objetividade ilimitada.
Nessa pesquisa, a análise quantitativa tentará dar conta de algumas subdivisões do problema de pesquisa. São elas: 1) quem são os atores que participaram das trocas discursivas online, através do Twitter, sobre as mudanças no Código Florestal? (frequência) 2) Até que ponto os conteúdos postados se encerram nos 140 caracteres permitidos pelo Twitter e até que ponto existe a utilização de links, que podem aprofundar o assunto? (percentual de tweets com e sem link) 3) Que percentual de posts9 se tratou de conteúdo próprio dos usuários e que percentual foi constituído de
8
Postagens no Twitter
9
retweets10? 4) Como se posicionaram valorativamente os usuários que se manifestaram a respeito das mudanças sobre o Código Florestal? (que percentual foi favorável, que percentual foi contrário, entre outras opções) 5) Para que tipo de sites os usuários postaram links? (percentual de páginas jornalísticas, pessoais, etc.)
Apesar de utilizar a análise percentual, essa pesquisa considera-a um método que possui limitações. Ela é incapaz de demonstrar os aspectos ideológicos contidos na materialidade simbólica própria dos textos. É por isso que, em associação, a pesquisa trabalhará com a análise qualitativa. A análise qualitativa tentará responder as seguintes questões nessa pesquisa: 1) quais os principais argumentos usados pelos distintos lados da disputa? 2) Como os discursos sobre o Código Florestal são construídos no sentido de fortalecerem uma determinada posição (ou afirmarem uma pretensa ausência dela) dentro do debate? 3) Quais as principais estratégias discursivas adotadas? 4) Como os discursos se posicionam ideologicamente entre os diferentes modelos teóricos de sociedade apresentados no capítulo 1.
A amostra representativa dessa pesquisa consistiu nos posts publicados no Twitter, durante uma semana artificial, que continham os termos “Código Florestal”. Tal escolha metodológica não garante que todas as trocas comunicativas que ocorreram no Twitter sobre o Código Florestal nos dias pesquisados foram contempladas, já que é possível que alguns posts tenham tratado do tema sem necessariamente usar as palavras “Código Florestal”. Mesmo assim, acreditamos que o uso destas palavras-chave foi o recorte mais adequado para a obtenção do maior número de informações possível. A coleta dos dados através de uma semana artificial foi a estratégia escolhida uma vez que ela permite a obtenção de uma amostra estritamente aleatória.
A semana composta foi artificialmente formada a partir de datas sorteadas no período de sete semanas entre 11 de setembro de 2011 e 29 de outubro de 2011. Dessa forma, foi sorteado um dia para cada semana, de modo que só pudesse haver um domingo, uma segunda-feira, uma terça-feira e assim por diante. A composição ficou da seguinte maneira: domingo, 9 de outubro; segunda-feira, 24 de outubro; terça-feira, 27 de setembro; quarta-feira, 5 de outubro; quinta-feira, 20 de outubro; sexta-feira, 23 de setembro e sábado, 17 de setembro. Foram evitadas datas atípicas, como dias de votação da matéria nas comissões do senado. Isso ocorreu porque, em tais datas, além
10
Função do Twitter que consiste em replicar uma determinada mensagem de um usuário para a lista de seguidores, dando crédito a seu autor original. Pode ser realizado de forma manual, acrescentando um RT ao lado da @alcunha de quem escreveu o conteúdo original.
de o fluxo de postagens sobre o Código Florestal no Twitter aumentar exponencialmente, dificultando a viabilidade da análise, os conteúdos publicados tinham um caráter mais homogêneo, tratando-se principalmente de posts com links para notícias sobre o fato da votação em questão. Para cada uma das datas sorteadas, os tweets foram coletados com auxílio do software The Archivist, que armazena, acessando o mecanismo de busca do próprio Twitter, os posts que contém as palavras-chave escolhidas, possibilitando que as informações sejam exportadas para uma planilha do Microsoft Excel.
Figura 2: Trecho de tabela gerada a partir da exportação dos dados capturados pelo
programa The Archivist para o Microsoft Excel. Nela, são apontados o nome do usuário que publicou o conteúdo, a data e a hora da publicação e o conteúdo em questão.
Limitação na amostra – após o início da coleta dos dados, foi percebido que o software utilizado deixava passarem alguns tweets que continham as palavras-chave, sem armazená-los. Essa é uma limitação da amostragem, provocada, provavelmente, por lacunas no próprio sistema de busca do Twitter, uma vez que o software acessa tais dados para realizar o armazenamento. Apesar de o trabalho não poder alegar que analisou todos os tweets postados sobre o Código Florestal na semana artificial pesquisada, tal limitação não inviabiliza a análise, uma vez que a não inclusão de posts não seguiu critérios pré-estabelecidos, tratando-se de uma condição acidental.
Os meses que forneceram os dias que compuseram a semana artificial, setembro e outubro de 2011, se situam no período em que a mudança no Código Florestal já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados (fato ocorrido em maio de 2011) e estava em tramitação no Senado, que aprovou um outro texto, também modificando a legislação florestal, em dezembro do mesmo ano. Depois disso, o novo Código Florestal voltou para a Câmara, onde um texto distinto do texto do Senado foi aprovado em abril de 2012, e, finalmente, seguiu para o veto parcial da presidente Dilma Rousseff (ver histórico da tramitação na introdução).
Ao todo, foi coletado um total de 3.963 tweets ao longo dos sete dias pesquisados. Para a obtenção desse total, foram contabilizados tanto os tweets com conteúdos próprios quanto os retweets (quando um usuário encaminha para seus seguidores conteúdo que outro usuário compartilhou no Twitter) em suas duas formas: quando o usuário copia o conteúdo da mensagem e escrever “RT” no começo dela ou através de uma ferramenta disponível no Twitter com a qual basta que o usuário passe o mouse sobre sua timeline e clique em Retweet. O software The Archivist é capaz de captar os dois tipos de retweets, identificando, em ambos os casos, o perfil que “retuitou”.
Para a análise quantitativa dos textos presentes nos tweets, foram criadas quatro categorias. Tais categorias levaram em conta estritamente os conteúdos presentes no limite dos 140 caracteres de cada post, sem considerar o conteúdo textual e/ou audiovisual para os quais possíveis links presentes nos mesmos apontariam.
A primeira categoria dessa análise quantitativa diz respeito aos perfis que postaram os conteúdos sobre o Código Florestal. O objetivo era descobrir que tipos de
atores (e com qual frequência) participaram das trocas comunicativas sobre as mudanças no código florestal. Para cada tweet, o perfil que o publicou foi enquadrado em uma das seguintes divisões:
Tabela 2. Subdivisões dos perfis
C1 – Perfis que postaram os tweets 1 Pessoais
2 Jornalísticos (perfis de Rádios, Tvs, portais jornalísticos e jornais impressos)
3 Políticos
4 Independentes/temáticos (blogs, sites independentes, sites temáticos, perfis agregadores de notícias, perfis não-pessoais)
5 Governamentais
6 Judiciário, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil
7 Terceiro setor (ONGs, OSCIPs, institutos, fundações) e movimentos sociais
8 Campanhas e movimentos pontuais
9 Representações de classe (sindicatos, associações de categorias, cooperativas, federações e conselhos)
10 Iniciativa privada (empresas e agências de comunicação que as representam)
11 Grupos científicos e universidades 12 Igrejas
13 Outros, perfis não identificados, perfis deletados, contas suspensas.
Para cada entrada, foi levado em conta o perfil que difundiu o tweet, tenha ele postado o conteúdo original ou replicado um post de outrem. Ou seja: quando, por exemplo, o usuário @franciscojosue6 “retuitou” um conteúdo postado pelo usuário @GreenpeaceBR, ambas as entradas foram contabilizadas, tanto o post original da @GreenpeaceBR quanto o retweet de @ franciscojosue611. Só que, no primeiro caso, o perfil responsável pelo tweet foi classificado como 7 – Terceiro setor, enquanto no segundo o perfil foi classificado como 1- Pessoais. Isso ocorreu porque o objetivo foi o de identificar todos os perfis que fizeram parte das trocas comunicativas sobre o novo Código Florestal nas datas pesquisadas, mesmo que alguns deles tenham se limitado a reproduzir conteúdos de outrem.
Foram classificados como perfis pessoais aqueles que continham algum ou alguns dos seguintes elementos: nome próprio, apelido ou pseudônimo que pôde ser identificado como tal, foto do usuário, descrição do perfil que indicasse se tratar de uma
11
As únicas exceções ocorreram nos casos em que o tweet original foi postado numa outra data que não as pesquisadas, e apenas o retweet foi feito dentro das datas pesquisadas ou quando apenas o retweet foi armazenado pelo software. Nestes casos, apenas os retweets foram contabilizados.
pessoa (dados como profissão, entre outros). A exceção foram os perfis classificados como políticos (critérios serão apresentados mais adiante) ou aqueles que, mesmo contendo a identificação do autor de um blog, se apresentaram prioritariamente como perfis dos blogs em questão.
Para serem enquadrados como jornalísticos, os perfis tinham que ser perfis oficiais de veículos de comunicação (rádios, Tvs, veículos impressos e portais), de programas televisivos ou radiofônicos, de editorias de veículos impressos ou portais ou de blogs ligados a portais jornalísticos. Devido ao fato de vários sites se auto- intitularem portais jornalísticos alguns critérios foram adotados para enquadrá-los neste campo de classificação. Os que não se adequaram foram classificados como sites independentes/temáticos. Os critérios foram: 1) serem dirigidos por jornalistas responsáveis, 2) serem estruturados em editorias, 3) frequência de atualização diária e 4) publicarem majoritariamente conteúdos próprios.
Os perfis classificados dentro da subcategoria “perfis jornalísticos” também passaram pelas seguintes classificações:
Tabela 3. Subdivisões dos perfis jornalísticos por veículo
C1.2.1 – Perfis jornalísticos quanto ao veículo detentor da marca: 1 Perfis de portais/sites de jornais impressos
2 Perfis de portais/ sites de revistas
3 Perfis de portais/sites de emissoras de televisão 4 Perfis de portais/sites de emissoras de rádio 5 Perfis de portais/sites oriundos da internet
A subdivisão acima diz respeito ao veículo originário da marca em questão. Por exemplo, perfis como @folha_com ou @folha_poder, ligados ao portal Folha.com foram classificados como “Perfis de portais/sites de jornais impressos”, por se tratar do portal da Folha de S. Paulo. O mesmo ocorreu com perfis como @JornalOGlobo ou @EstadodeMinas. Perfis como @istoegente foram classificados como “Perfis de portais/ sites de revistas”. No caso de “Perfis de portais/sites de emissoras de televisão”, foram incluídos perfis como @OficialTVRecord, @tvebahia entre outros. @valeverdefm, @unijuifm e afins foram classificados como “Perfis de portais/sites de emissoras de rádio”, ao passo que foram considerados “Perfis de portais/sites oriundos da internet” os perfis de sites ou portais que não tem a marca vinculada a um veículo das mídias tradicionais, como no caso de @am_noticias, @NE10Cotidiano entre outros.
Perfis de blogs jornalísticos vinculados a sites ou portais foram classificados de acordo com a categoria relativa ao respectivo site ou portal.
Tabela 4. Subdivisões dos perfis jornalísticos quanto à natureza da página
C1.2.2 – Perfis jornalísticos quanto à natureza da página: 1 Perfil do portal/site
2 3 4
Perfil de editoria do portal/site Perfil de programa de TV/Rádio Perfis de blogs ligados ao portal/site
Aqui, os perfis jornalísticos foram divididos entre aqueles dos portais, sites ou de editorias dos portais e sites e aqueles de blogs ligados aos portais e sites.
Tabela 5. Subdivisões dos perfis jornalísticos quanto à abrangência geográfica
C1.2.3 – Perfis jornalísticos quanto à abrangência geográfica do portal/site: 1 Nacional
2 Local
A abrangência geográfica levou em consideração a zona de influência do portal ou site ao qual pertence o perfil. Por sua vez, para fins de avaliação de tal influência, foi levado em conta o alcance do veículo que originou a marca, conforme explicado no item C1.2.1. Assim, portais de veículos nacionais como a Folha de S. Paulo e a TV Record foram considerados de abrangência nacional, enquanto portais como os do jornal Estado de Minas e da TVE Bahia foram avaliados como de abrangência local.
Tabela 6. Subdivisões dos perfis jornalísticos quanto ao tema
C1.2.4 – Perfis jornalísticos quanto ao tema:
1 Veículos gerais (tratam de vários temas)
2 Veículos especializados
Por fim, os perfis jornalísticos foram classificados, de acordo com o tema, enquanto perfis de veículos de temáticas gerais ou perfis de veículos especializados. No caso dos perfis de veículos especializados, foram anotados, para cada um deles, o tema do veículo em questão.
Perfis de membros do executivo (presidente, governadores, prefeitos, ministros e secretários) e do legislativo (deputados federais e estaduais, senadores e vereadores) foram classificados como políticos. As descrições dos perfis foram utilizadas para a identificação dos cargos. Também foram incluídos nessa categoria perfil de pessoas que
já ocuparam tais cargos (ex-senadores, ex-ministros, etc.), de assessorias de comunicação de políticos e perfis de partidos políticos (tanto a representação nacional quanto as diversas regionais dos partidos).
No campo “independentes/temáticos”, foram reunidos os perfis de blogs (pessoais ou coletivos, desde que não associados a veículos de comunicação, empresas, etc.), sites independentes, sites temáticos independentes, além de perfis não pessoais independentes e perfis agregadores de notícias não ligados a instituições. Esse campo também foi subdividido da seguinte forma:
Tabela 7. Subdivisões dos perfis independentes/temáticos
C1.4 – Perfis independentes/temáticos: 1 Perfis de blogs
2 Perfis de sites temáticos 3 Perfis de sites de notícias
4 Perfis agregadores de notícias/ perfis de sites agregadores de notícia 5 Perfis de sites de Webradios
Para ser considerada como blog, a página em questão teve que estar de acordo com um dos seguintes requisitos: 1) conter no endereço a indicação de servidores como blogspot, wordpress e afins e/ou 2) estar organizado na formatação de um blog, com postagens na ordem das mais recentes para as mais antigas. Foram entendidas como páginas temáticas aquelas que, além de não se tratarem de blogs, possuíam conteúdos que convergiam para um tema específico. Como sites de notícias foram entendidos os sites que se intitulam portais jornalísticos, publicam notícias em geral, mas não atenderam a todos os critérios para serem considerados enquanto tal, conforme o que foi anteriormente explicado. No item 4 foram agrupados os perfis agregadores de notícias e os perfis de sites agregadores de notícias (aqueles que não produzem conteúdos, apenas direcionam para conteúdos alheios). Por fim, os perfis de sites de webradios foram enquadrados no último item. No caso de todos os perfis considerados no campo “Perfis independentes/temáticos”, o tema principal de cada um deles foi anotado.
Foram considerados perfis governamentais os perfis oficiais ligados ao Governo Federal, governos estaduais, prefeituras (incluindo ministérios, secretarias e órgãos públicos) e ao poder legislativos (Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, Câmara dos Vereadores).
A divisão seguinte incluiu perfis ligados às várias instâncias do poder judiciário, além do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil, com suas diversas seccionais.
Perfis relacionados ao terceiro setor foram classificados no sétimo campo. O terceiro setor abarca as iniciativas privadas de utilidade pública com origem na sociedade civil. Entre elas, estão as ONGs (Organizações Não Governamentais), entidades filantrópicas, OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), organizações sem fins lucrativos, institutos, fundações e outras formas de associações civis sem fins lucrativos. Perfis de movimentos sociais (Como, por exemplo, o MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) também foram agregados a esse grupo.
No campo oito, foram reunidos perfis de campanhas. Esse campo foi criado por que tais campanhas muitas vezes reúnem em torno delas diferentes atores, enquadrados em mais de um dos campos já citados.
Diferentes tipos de entidades de representação de classe foram incluídos no grupo seguinte, entre eles, sindicatos, associações de categorias, cooperativas, federações e conselhos.
O décimo campo abrangeu perfis da iniciativa privada, incluindo empresas, negócios informais e/ ou suas assessorias de comunicação. No décimo primeiro, entraram perfis de grupos científicos, faculdades e universidades, incluindo seus centros, departamentos e cursos. Perfis de igrejas de diferentes orientações formaram o campo seguinte.
No último grupo, foram enquadrados perfis que não continham informações suficientes para que pudessem ser identificados e perfis de atores que não se enquadraram em nenhum dos campos anteriores. Além desses, também foram incluídos os perfis que foram excluídos ou mudados de nome no período entre a coleta dos dados e a análise dos mesmos, bem como os perfis que, nesse mesmo período, foram suspensos por violarem as regras de uso do Twitter.
Na categoria seguinte, os tweets foram separados em dois grupos: os que possuíam ligações para outros conteúdos textuais ou audiovisuais e os que não possuíam.
Tabela 8. Subdivisões dos tweets quanto à presença de links
C2 – Presença de links
1 Sim 2 Não
Todos os links mencionados nos tweets do grupo 1 foram anotados para serem posteriormente contabilizados, e para que os conteúdos para os quais eles apontaram pudessem ser analisados. Cada link encontrado na amostra foi classificado da seguinte forma:
Tabela 9. Subdivisões dos sites que hospedam os links quanto à natureza
C2.1 – Natureza dos sites que hospedam os links:
1 Outras redes sociais, sites de petições online
2 Sites jornalísticos (sites/portais de jornais impressos, rádios, televisões, revistas, sites/portais de internet)
3 Sites políticos
4 Sites independentes/temáticos (blogs, sites independentes, sites temáticos, agregadores de notícias)
5 Sites governamentais
6 Sites do Judiciário, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil
7 Sites do terceiro setor (ONGs, OSCIPs, institutos, fundações) e movimentos sociais
8 Sites de campanhas e movimentos pontuais
9 Sites de representações de classe (sindicatos, associações de categorias, cooperativas, federações e conselhos)
10 Sites da iniciativa privada (empresas e agências de comunicação que as representam)
11 Sites de grupos científicos e universidades
12 Sites de igrejas
13 Outros, não identificados, não abrem.
Foram classificados como “Outras redes sociais, sites de petições online” links para páginas de mídias sociais como Orkut e Facebook, além de páginas de serviços como Avaaz e Petições Online, que organizam abaixo-assinados virtuais. Para os demais campos da classificação dos links, foram adotados os mesmos critérios do item “C1 – Perfis que postaram os tweets”, com a diferença que aqui se trata da classificação dos links, e não dos perfis que postaram conteúdos.
Os links classificados dentro da subcategoria “sites jornalísticos” ainda passaram