2 CADRE THEORIQUE : REGISTRE ET CONCEPTION
3.2 Registres mobilisables en secondaire
3.2.3 Registre du tableau de variations
Esta abordagem considera que todas as práticas do líder, tanto na vida profissional quanto na pessoal, são baseadas em princípios; portanto, o líder nesse contexto prioriza o caráter, a qualidade, a coragem, a valorização dos funcionários, e demonstra seus princípios através de palavras, condutas e relacionamentos.
Tem-se como princípios básicos aqueles que não mudam ao longo tempo: justiça, confiança, integridade, honestidade, humildade, coragem e empatia, por exemplo; “são esses princípios que integram a ética do caráter, tão necessária àqueles que têm a responsabilidade pela condução de uma equipe, de um pequeno ou grande negócio, ou de um país” (CAVALCANTI et al, 2009, p. 125). Dessa forma, a liderança baseada em princípios tem como inseparáveis, indissociáveis: o papel do líder da pessoa do líder; portanto, para que haja confiança dos liderados no líder, há que haver coerência entre suas falas e suas ações. Covey (2002) apud Cavalcanti et al (2009) afirmava que, “quando um líder ou uma organização se baseia em princípios, passa a servir de modelo para os outros” (CAVALCANTI et al, 2009, p. 126).
Há quatro componentes e princípios relacionados a este tipo de liderança (CAVALCANTI et al, 2009):
- o primeiro refere-se ao indivíduo, ao nível pessoal do líder, ao seu eu; tem princípio-chave a confiabilidade, cuja essência está em seu “caráter (quem o líder é como pessoa)”, e em sua
“competência (o que ele é capaz de fazer bem)” (CAVALCANTI et al, 2009, p. 127). O líder
eficiente é aquele que tem competência pessoal-relacional e técnica. Estes fatores devem ser interdependentes para o sucesso da liderança, visto que, individualmente, são insuficientes para a concretização dos objetivos, tanto pessoais, quanto organizacionais;
- o segundo tem relação com as pessoas, que são “o pilar de sustentação para relacionamentos
e organizações eficazes” (CAVALCANTI et al, 2009, p. 127); traz como princípio-chave a
confiança que o líder demonstra ao promover a autonomia das pessoas, despertando seus talentos, habilidades, inteligência e criatividade. “É preciso não só acreditar que pessoas possuem talento, habilidade, inteligência e criatividade, mas também despertá-las” (CAVALCANTI et al, 2009, p. 127);
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estratégico, que, por sua vez, deve harmonizar o plano estratégico à visão de futuro melhor. Esse o caminho deve ser construído pelo esforço conjunto de pessoas de vários níveis da organização, visando atender às necessidades do cliente, considerando-se as condições ambientais;
- o quarto componente também tem o alinhamento como princípio-chave. Reúne a estrutura organizacional, os sistemas e os processos que devem contribuir para a realização do caminho
estratégico. De nada adianta tentar “implementar visões ousadas em velhos modelos e
estruturas. O resultado é desperdício de energia e desgaste nas relações internas de trabalho, ante a dificuldade em romper resistências e barreiras hierárquicas, burocráticas e funcionais” (p. 128).
As teorias de liderança iniciaram com a Teoria dos Traços, que tinha o líder como foco, evoluíram para as Teorias Comportamentais, que consideravam tanto o líder quanto o subordinado, chegando à percepção de que as condições situacionais-ambientais, que envolviam os líderes e os subordinados, deviam ser consideradas, assim surgiram as Teorias Contingenciais. Como o tema liderança tende a levar quem o aborda a cogitar sobre sua inesgotabilidade e somando-se a vivência do mundo como em contínua mudança, novas reflexões sobre o tema surgiram e surgirão.
A liderança foi e continuará a tratar de uma relação de poder cuja forma pode mudar conforme o contexto e as novas situações, mas cuja essência permanece a mesma, uma relação de desigualdade de forças, interesses e motivações (SOBRAL; PECI, 2008, p. 226).
Esse destaque dado ao contexto, vale como reflexão sobre as bases das teorias, de acordo com o que é singularmente vivido por cada sujeito desta pesquisa, quando, no caso da liderança, vários modelos teóricos puderam apoiar seus depoimentos.
Este tópico procurou apresentar, resumidamente, mas de forma consistente, as teorias contemporâneas acerca da liderança. O quadro 8, a seguir, resume as teorias contemporâneas apresentadas.
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TEORIA ASSERTIVAS
Liderança carismática
O líder carismático motiva os funcionários a se superarem porque:
- promove o senso de pertencimento e de comunidade, o que propicia o comprometimento dos subordinados; - demonstra confiança nas habilidades dos subordinados;
- os funcionários tendem a imitar o comportamento do líder, que transmite com clareza seus valores e crenças; - mostra coragem e convicção à visão, e até se dispõe a correr riscos e fazer sacrifícios para defendê-la. Líderes carismáticos são sensíveis às necessidades dos subordinados e estimulam suas habilidades e intelecto.
Este tipo de liderança é desejável em ambientes com alto grau de estresse e incerteza, ou quando as atividades apresentam cunho ideológico.
Liderança visionária
Os líderes visionários constroem uma visão e motivam as pessoas que se sentem revigoradas e fortes o bastante para atingir a meta, o sonho que o líder apresenta como proposta. Esse líder apresenta como característica pessoal a perseverança, a obstinação, além da preocupação com valores como solidariedade, ética e justiça. A
preocupação com os resultados, a fé em si mesmo e em sua visão e a paixão pelo ideal, também são características desse tipo de líder.
Quadro 8: Comparativo entre as teorias contemporâneas de liderança. (Continua...)
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(Continuação.)
Liderança transformacional
A ênfase é no tipo de recompensa oferecida pelo líder.
O líder transacional é aquele que vê a relação com seus subordinados como um sistema de troca. Ele define os objetivos, atribui tarefas e se preocupa com os subordinados, oferecendo bonificações em troca do cumprimento do objetivo. A liderança transacional é sugerida para situações caracterizadas pela estabilidade
organizacional.
Líder transformacional tem capacidade de promover grandes mudanças e inovações na organização. Não utiliza recompensas materiais e sim de cunho relacional com os subordinados. Este estilo de liderança tem
produzido melhor desempenho, maior satisfação dos trabalhadores e menor rotatividade.
Liderança baseada em princípios
As práticas do líder, tanto na vida profissional quanto na pessoal, são baseadas em princípios básicos como justiça, confiança, integridade, honestidade, humildade, coragem e empatia. O líder que baseia suas ações nos princípios deve ter competência pessoal-relacional e técnica. Suas ações devem ser coerentes com as palavras para que inspire confiança; ele também deve saber alinhar o planejamento estratégico à visão e o caminho deve
ser construído junto com pessoas de diversos níveis da organização. A estrutura, os sistemas e processos da organização devem estar adequados para que esse tipo de liderança seja eficiente.
Quadro 8: Comparativo entre as teorias contemporâneas de liderança.
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