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Les recrutements externes dans la FPE en catégorie A sont en baisse en 2015

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4.1 Questões metodológicas: considerações iniciais

Iniciamos o processo para a escolha de procedimentos metodológicos considerando a necessidade de sistematizar dados coletados e organizar o conteúdo, tendo como base as experiências dos sujeitos envolvidos com o fenômeno (BALBINO, 2005), além de todo marco teórico. Essa escolha permite selecionar e inferir aspectos e indicadores que interessam para compreender a temática (MONTAGNER, 1999).

Trata-se de uma pesquisa qualitativa. O estudo é composto por marco teórico com base na literatura nacional e internacional acerca da Gestão do EAR a partir de sites, livros, revistas científicas e jornais de valor informativo, tanto da imprensa como produzidos pelo cenário de pesquisa de campo. Posteriormente, foi realizado fichamento e, na fase de análise e interpretação dos dados, fizemos comentários críticos e interpretativos, discutindo e avaliando o material bibliográfico (MARCONI e LAKATOS, 2006).

Para realização das entrevistas com gestores esportivos do EAR, houve concordância destes com as informações do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). As entrevistas semiestruturadas foram realizadas via skype, gravadas, transcritas na íntegra e analisadas qualitativamente e de acordo com seu conteúdo (BARDIN, 2004). Os apêndices I e II são referentes ao roteiro de perguntas e as respostas dos Entrevistados, respectivamente.

As três etapas do método utilizado, que são distintas e complementares, segundo Triviños (1994), são: 1. Pré-análise: organização do material, determinação de estratégias; 2. Descrição analítica: caracterizada por estudos aprofundados de documentos essenciais e relevantes da investigação, orientada pelos objetivos do estudo e 3. Interpretação: reflexões elaboradas a partir das fases anteriores e das fontes de informação, sendo nesta a categorização, em função de características comuns e do marco teórico.

A análise de conteúdo pode ser tanto qualitativa como quantitativa. Optamos pela qualitativa a partir do entendimento da complexidade do tema, seu

dinamismo, características essenciais para construção de inferências e possibilidade de considerar características de conteúdo em fragmentos das mensagens.

Os sujeitos, instrumentos e procedimentos de análise serão apresentados nos próximos tópicos.

4.2 Sujeitos da pesquisa

Considerando a experiência de mestrado (ANTONELLI, 2016), na qual houve visita em diversos Centros de Treinamento de Excelência nacionais, as manifestações esportivas e os resultados advindos da pesquisa SPLISS, despertou- nos o interesse em investigar com mais profundidade três cenários e seus respectivos gestores, que possuem equipe multidisciplinar e infraestrutura com níveis de excelência, sendo eles de âmbito Olímpico, Paralímpico e Militar.

Cientes da necessidade de um recorte e representatividade dos sujeitos participantes da pesquisa, buscamos a delimitação da amostra. Os contatos de quando foram feitas as visitas a campo foram retomados (ANTONELLI, 2016) a fim encontrar gestores com atuação direta no Esporte de Alto Rendimento, com trabalho de dimensão a nível nacional e internacional, dos três âmbitos supracitados, que possuíssem equipe de apoio às diversas áreas de conhecimento – sendo os entrevistados deste estudo distintos dos entrevistados por Antonelli (2016) – e atuação no campo da Gestão do EAR. Os currículos abreviados de cada um dos gestores, que são adiante apresentados, corroboram para demonstrar a relevância de cada um para sua área de atuação.

A partir deste recorte, o primeiro passo foi o levantamento de grandes personagens da área de gestão esportiva do EAR do âmbito Olímpico, Paralímpico e Militar, que considerou tempo de experiência, competições organizadas, participação em competições, organização de grandes eventos, qualificações e cursos de relevância para área. Foram consultados especialistas de cada uma das áreas que deram sugestões e pesquisamos em fontes diversas, incluindo sítios do Comitê Olímpico, Paralímpico e da Organização Militar. Juntando todas as informações obtidas, chegamos a um nome de cada manifestação. Sendo esses gestores, com vasta experiência na área de gestão.

Coletamos sugestão destes na escolha do segundo nome de cada uma das manifestações para a entrevista, dentre alguns recomendados/ sugeridos, fizemos novo levantamento e optamos pelos que mais se enquadravam no estudo e nos critérios, os quais nós investigamos previamente para ter certeza que ia de encontro ao que buscávamos.

Assim, participaram da investigação seis gestores esportivos com expertise na área, sendo dois atrelados ao Esporte Olímpico, dois ao Paralímpico e dois ao Militar. Por meio das entrevistas pudemos notar padrões que se repetem nas respostas. Os sujeitos todos possuíam experiências nacionais e internacionais na gestão do EAR.

4.3 Instrumentos e procedimentos de análise

A técnica de coleta de dados utilizada foi a realização de entrevistas semiestruturadas, a fim de que os dados contribuíssem com objetivos propostos. Antes que tivesse início às entrevistas, os Entrevistados foram perguntados sobre identificação pessoal, tais como: tempo e nível de experiência, prática profissional do campo da gestão esportiva, nível e tempo de formação e qualificação profissional.

A entrevista foi pautada em um roteiro de seis questões abertas (Apêndice 1), cujas informações nelas contidas permitiram o posterior agrupamento em seis categorias de análise. Tal formato permitiu que o investigador intervisse quando achasse necessário, para ter respostas mais profundas sobre a temática, e ao Entrevistado liberdade para ao fornecer a resposta.

Foi aplicada uma entrevista semiestruturada, cujas perguntas abrangeram seis áreas que, de acordo com Bateson (1987) e Dilts (2017), são considerados níveis lógicos e níveis neurológicos, respectivamente, e contribuem para investigação de um fenômeno – também chamados de níveis neurológicos de liderança. Desta forma, ao serem elaboradas as perguntas consideraram níveis de processos dentro de um grupo. As seis categorias de análise foram: 1. Ambiente, 2. Identidade, 3. Capacidade, 4. Espiritualidade, 5. Crenças e valores e 6. Comportamento.

O intuito foi que o conjunto de respostas permitisse representar a coletividade. A análise mediante categorias favoreceu organizar os dados coletados. Em negrito na análise inferencial, pontos que apareceram com maior constância.

As entrevistas foram realizadas via Skype e gravadas. As análises encontram-se organizadas, juntamente ao perfil de cada um dos Entrevistados, categorizadas. A categorização, de acordo com Meireles e Cedón (2010) é necessária uma vez que as inferências obtidas, a partir das categorias, são as responsáveis pela identificação das questões relevantes contidas no conteúdo das mensagens.

Foi realizada a transcrição pela pesquisadora e procedimento sistemático de audição e confirmação de segmentos do texto. Após, foram realizadas inferências e estabelecido um diálogo, uma reflexão dos dados com concordâncias e contraposições com teorias do escopo teórico. Abaixo, os procedimentos metodológicos adotados, com o caminho traçado da pré-análise, passando pela descrição até a interpretação dos dados; até a elaboração da Tese.

4.4 Aspectos éticos da pesquisa

A pesquisa em questão foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas sob o número do parecer

3.706.427, seguindo seu procedimento inicial. Após o exame de qualificação, houve

redirecionamento do estudo e foram sugeridas novas entrevistas relacionadas à temática, o que tornou necessária a submissão de um adendo ao projeto inicial, aprovado com número do Certificado de Apresentação de Avaliação Ética (CAAE)

44808415.7.0000.5404, conforme Anexo I. Todos os participantes receberam e

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