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53.- Thus recommendations related to waste disposal management focuse the reduction of wastes as end products of

Mesmo que o interesse deste experimento tenha sido para agregar experiência a respeito da aplicação de um modelo de aceitação, considera-se importante mencionar a respeito dos resultados do experimento, visto que estes podem influenciar na decisão de incorporar ou não determinados fatores no modelo proposto.

Devido ao número de participantes, algumas hipóteses ficaram difíceis de confirmar. No Quadro 17, o resumo das análises das hipóteses de H1 a H7, que tratam da investigação sobre as variáveis, é apresentado.

Quadro 17. Resumo das análises das hipóteses H1 a H7: variáveis.

Hipóteses Grupos Situação

H1: Em idade mais madura a utilidade

percebida do sistema por pessoas S/DA é mais evidente

H2: Em idade mais jovem a percepção de

facilidade de uso do sistema por pessoas S/DA é mais evidente

>40 anos:

02 participantes H1 e H2 não confirmadas em termos quantitativos. < 40 anos:

09 participantes De 09: 07 útil e 08 fácil

H3: A utilidade percebida do sistema por

pessoas S/DA do sexo masculino é mais evidente

H4: A percepção de facilidade de uso do

sistema por pessoas S/DA do sexo feminino é mais evidente

Mulheres:

02 participantes H3 e H4 não confirmadas em termos quantitativos. Homens:

09 participantes De 09: 07 útil e fácil

H5: É mais evidente a utilidade percebida do

sistema por pessoas S/DA em níveis de escolaridade mais avançados

H6: É mais evidente a percepção de

facilidade de uso do sistema por pessoas S/DA em níveis de escolaridade mais baixos

>= EMC: 03 participantes

H5 e H6 não confirmadas em termos quantitativos. <= EMI:

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H7: É mais evidente a percepção de

facilidade de uso e utilidade percebida do sistema por pessoas S/DA com conhecimento avançado em informática C.Básico: 04 participantes H7 não confirmada em termos quantitativos. C.Intermediário:

07 participantes 07: 06 fácil, 05 útil

Considerando a variável idade, foi possível verificar que, dentre os 09 participantes menores de 40 anos, 07 concordaram ou concordaram fortemente que o aplicativo seja útil e 08 que seja fácil de usar. Os 02 participantes, maiores de 40, que 01 discordou fortemente que aplicativo seja fácil de usar, e 01 discordou que o aplicativo seja útil, tiveram conceito ruim (E) em seus resultados no teste com o aplicativo; no entanto, não identificaram frustração como uma das emoções sentidas durante o teste.

Dentre 09 homens, 07 concordam ou concordam fortemente que o aplicativo seja útil e fácil de usar. Apenas 01 mulher concorda fortemente que o aplicativo seja útil e fácil de usar; considerando o conceito atribuído ao resultado do teste das mulheres, aquele que discordou que o aplicativo seja útil obteve um conceito um pouco mais baixo (D e C) que a outra que considerou útil (C, C).

Os 03 participantes que concluíram o ensino médio ou estudam no ensino superior (contra 06 estudantes de ensino médio e fundamental incompleto) concordam ou concordam fortemente que o aplicativo seja útil. Ao observar por etapa de ensino, dos 04 estudantes de ensino médio em andamento, todos concordam ou concordam fortemente que o aplicativo seja útil ou fácil de usar; dentre os 04 alunos no ensino fundamental do EJA, apenas 01 concorda fortemente que o aplicativo seja fácil de usar e 02 que seja útil. Considerando os 07 entrevistados a partir do Ensino Médio Incompleto (EMI) ou Ensino Superior (ES), tem-se que todos consideram o aplicativo fácil de usar.

Dentre as quatro pessoas que afirmaram ter conhecimento básico em informática, 03 são estudantes do ensino médio ou fundamental do EJA; ainda dentre os 04, 03 informaram que não usam o computador quando não tem conexão com a Internet e também não possuem computador (nem notebook, tablet) em casa. Somente uma pessoa dentre os entrevistados, que possui conhecimento intermediário em informática, mencionou utilizar o computador sempre mesmo sem Internet.

117 Ao observar o geral, sem analisar as variáveis, tem-se que 08 concordam ou concordam fortemente que o aplicativo seja útil e 08 que seja fácil de usar; 01 pessoa que concordou fortemente que o aplicativo é útil, porém discordou fortemente ser fácil de usar; 02 nem concordam nem discordam que o aplicativo seja fácil de usar, mas ambas discordam que seja útil; e, 01 que concorda que seja fácil, menciona nem concordar nem discordar que seja útil.

Com relação à verificação se a influência social está associada à intenção de uso do sistema por pessoas S/DA (H8), foram confrontadas duas afirmações sobre influência social com as afirmações de utilidade e facilidade de uso. As afirmações sobre influência social foram: o aplicativo desperta atenção negativa para eles (com respostas de código reverso), e eu gostaria de ter o aplicativo, caso eu souber que alguém tem.

Para a primeira afirmação, verificou-se uma divisão das respostas em três grupos, em que 03 que concordam com a atenção negativa consideram o aplicativo util e fácil de usar; 04 que nem concordam nem discordam 01 considera útil e 02 fácil de usar, e 02 não acham útil; e, 04 que discordar fortemente que o aplicativo desperte atenção negativa para eles, 04 concordam fortemente que o aplicativo seja útil, e 03 que seja fácil de usar. Mesmo que alguns considerem o aplicativo útil ou fácil de usar, ainda assim eles se preocupam com a imagem pessoal; aqueles que classificam como neutra a resposta mantiveram algumas respostas neutras para esta questão; e, também existem aqueles que pensam se é útil e é fácil de usar, então a questão da imagem não é algo preocupante.

Dez participantes discordam ou discordam fortemente em querer ter o aplicativo se alguém tiver, destes: 07 concordam fortemente que o aplicativo seja útil e 07 concordam ou concordam fortemente que seja fácil de usar. Isoladamente, o número de opiniões sobre a influência social para possuir o aplicativo foi expressiva dentre o grupo geral de participantes. Além disso, mais da metade dos entrevistados que pensam desta forma, consideraram o aplicativo útil e/ou fácil de usar.

No que se refere à investigação sobre a associação das emoções positivas com a utilidade percebida do sistema por pessoas S/DA (H9), dentre 11 participantes: 07 pessoas, que consideraram o aplicativo útil (respostas iguais a 4 ou 5), identificaram somente emoções positivas tanto no Emotion-LIBRAS quanto para as questões sobre positivamente surpreso e frustrado (respostas com código

118 reverso); e, dois participantes discordam com a utilidade do aplicativo, sendo que 01 informou se sentir fortemente frustrado ao utilizar o aplicativo.

Com respeito à associação do empoderamento do usuário com a intenção de uso do sistema por pessoas S/DA (H10), observando o empoderamento da tecnologia pelo indivíduo e o empoderamento da tecnologia pela escola. As afirmações relacionadas ao empoderamento da tecnologia pelo indivíduo foram: (a) se o aplicativo estiver instalado em um dispositivo móvel, é possível usá-lo em

qualquer lugar;

(b) eu gostaria de ter o aplicativo instalado no meu celular.

Em resposta, 07 pessoas que gostariam de ter o aplicativo instalado em seu celular, sendo que 07 consideraram o aplicativo útil e 06 acharam fácil de usar. Das 07 pessoas que gostariam de ter o aplicativo instalado em seu celular, 04 também concordaram com a possibilidade de poder usar o aplicativo em qualquer lugar.

Para a verificação sobre o empoderamento da tecnologia pela escola, 04 informaram que gostariam que o aplicativo estivesse somente disponível na escola, dentre estes, todos consideraram o aplicativo útil e fácil de usar. Verificou-se que o número de pessoas, que preferem o empoderamento pessoal da tecnologia é maior que o número de pessoas que preferem que a escola seja empoderada com a tecnologia.

Vale mencionar que, dentre as 08 pessoas que concordaram com a possibilidade de poder usar o aplicativo em qualquer lugar, 05 marcaram tanto empoderamento para o indivíduo quanto para a escola. Essa pode ser uma evidência de que o aplicativo possa ser útil para o público-alvo também em outros ambientes.

Com relação à verificação se o uso do sistema pode influenciar a minimização das potenciais barreiras educacionais dos estudantes S/DA em sala de aula (H11), evidenciou-se que a maioria dos entrevistados (06 dentre 09) que estudam para as provas e precisam de ajuda para realizar tarefas consideram que: o aplicativo pode favorecer o entendimento das aulas, se o professor utilizar, pode favorecer a comunicação entre colegas surdos e ouvintes, e possibilita a revisão dos conteúdos de aula em casa. Um número menor (04 dentre 05) de participantes que formam grupos de trabalho com outras pessoas em sala de aula também concordam que o aplicativo possa favorecer nessas três situações. Três alunos, que não

119 desejam em hipótese alguma ficar sem intérprete em sala de aula, concordam fortemente com o aplicativo favoreça nas duas primeiras situações.

Além disso, nenhum dos participantes conhecia previamente algum sistema de reconhecimento automático de voz. Depois do teste, foi concedido um tempo para os participantes utilizarem à vontade o aplicativo. Neste sentido, os participantes ficaram surpresos e curiosos para testar e visualizar o seu funcionamento. A reação deles, ao ver que a fala estava sendo transcrita, foi interessante de observar, pois surgiram perguntas do tipo: “Onde eu posso comprar?”, “Quanto custa?”; e, expressões faciais e corporais, nas quais demonstraram euforia, alegria e curiosidade para falar e visualizar o resultado usando o aplicativo.

Durante a realização dos testes, para o funcionamento do aplicativo utilizado no smartphone, era necessária a conexão com a Internet, e em nenhum dos dois locais (Pesquisa de campo 1 na UFMT, e Pesquisa de campo 2 na escola pública) o acesso foi concedido. Essa situação levou à reflexão sobre as condições do ambiente necessárias para que a aceitação da tecnologia seja completa. Neste sentido, o fator Condições facilitadoras do UTAUT (VENKATESH et al, 2003) se destaca como um aspecto necessário devido ao contexto de uso.

Outro aprendizado importante para as pesquisas posteriores foi que durante a Pesquisa de campo 2, 08 frases foram identificadas como sendo metáforas e esse tipo de texto é considerado mais difícil ser compreendido por pessoas S/DA. Essa percepção foi confirmada pelas intérpretes (avaliadoras) quando estas analisaram as frases e os vídeos. Um exemplo de frase com metáfora usada foi a seguinte: “Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar”, de Fernando Anitelli.

O ensaio com o TAM caracterizou-se por um experimento importante para sanar algumas dúvidas com relação ao planejamento e à aplicação do modelo. Conforme o modelo, o fator Intenção de uso é uma variável diretamente dependente da Atitude em relação ao uso e do fator Utilidade percebida, e indiretamente dependente do fator Percepção de facilidade de uso.

Considerando os resultados do experimento, com respostas positivas para os fatores Utilidade percebida e Percepção de facilidade de uso, bem como para as emoções identificadas pelos participantes, pode-se dizer que grande parte das

120 pessoas S/DA entrevistadas estão suscetíveis a ter uma intenção positiva para usar o aplicativo.

Concernente ao estudo dos fatores do TAM, que poderiam abranger os aspectos envolvidos em cenários de educação inclusiva, verificou-se a necessidade de incluir outros aspectos não evidenciados no modelo de Davis (1986).

Esses aspectos dizem respeito aos atributos da qualidade hedônica, aos atributos da qualidade pragmática, ao empoderamento da tecnologia, à percepção de utilidade para a minimização de barreiras, às expectativas futuras, à influência social e às condições facilitadoras.