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III. 2.3.2.5. L’avis du responsable d’agence

III.3. Présentation, analyse des résultats et recommandations

III.3.3. Les recommandations

A análise de correspondência múltipla é uma adaptação de um método estatístico e utilizado para a definição do campo social ou do espaço do jogo (BOURDIEU, 1999; 2007; MARTINS, 2015; ROUANET; ACKERMAN; LE ROUX,

Capital +

2005, SAPIRO, 2002). Nos gráficos são apresentadas as posições das revistas, os capitais em disputa, assim como, algumas práticas.

Em suma, é possível ver como se opõem, sob a relação do volume global do capital possuído, as grandes [revistas] antigas que acumulam todas as espécies de capital – econômico, [científico] e simbólico – [...] e as pequenas [revistas] recentes que, estando na fase inicial de acumulação de capital, são menos ou mais desprovidas de toda espécie de capital (BOURDIEU, 1999, p. 219, acréscimo nosso).

No gráfico 01, verifica-se a estrutura do campo compreendida pela Análise de Correspondência Múltipla.

Gráfico 2 –Estrutura simplificada do campo

Fonte: Elaboração própria.

As revistas que se localizam no quadrante superior direito possuem, então, maior posse de capital e as práticas são mais voltadas para a internacionalização, através da indexação ou da publicação em inglês. As do quadrande inferior direito tem maior posse de capital, mas não tem tantas práticas voltadas para a internacionalização. As posicionadas no quadrande inferior esquerdo tem menor volume de capital e não possuem práticas voltadas para a internacionalização. As localizadas no quandrade superior esquerdo tem volume de capital inferior, mas algumas revistas publicam em inglês. Ainda, assim, muitas do quadrante superior esquerdo tem uma visão mais local

Capital -

Internacional +

Gráfico 3 – Espaço das propriedades

Se percebe no gráfico 02 a estrutura de capital que diferencia as revistas. O primeiro grupo é observado no quadrante superior esquerdo e está relacionado ao Qualis B3 e B4, a um início mais recente (depois de 2004), uma taxa de autocitação de média a elevada (26% a 77%), um baixo fator de impacto (até 0,269), vínculo à PPG’s de médio a baixo prestígio, com notas 1,2,3,4 ou 5. Além disso, como conduta elas publicam em português, inglês e espanhol e não estão no Redalyc. Assim, o que se nota é uma baixa acumulação de capital simbólico e de capital especifíco do campo.

No quadrante inferior esquerdo está localizado o segundo grupo que relaciona-se com Qualis B2, com baixa taxa de autocitação (até 25%) e a não posse de bolsa CNPq. Além disso, publica artigos apenas em português, não estão no SciELO, Scopus ou Web of Science. É perceptível a tentativa de maior acúmulo de capital simbólico e de capital específico, mas ainda existe um baixo prestígio do campo.

O terceiro grupo está no quadrante inferior direito em que existe uma aproximação maior com o Qualis B1, com a não vinculação com nenhum PPG, que tiveram o início da atividade dentro do período de 94 a 2004, a um fator de impacto um pouco mais elevado (0,270 a 0,539). Em complemento, a maioria publica os artigos em português e inglês e estão indexadas no Redalyc.

No quadrante superior direito está o quarto grupo em que algumas variáveis tem uma maior relação. Percebe-se uma aproximação entre o idioma de publicação de artigos (apenas inglês) e do período de início de atividade (83-93). Além disso, nota-se a relação entre o Qualis A2, nota do PPG elevada (6 ou 7), indexação no Scopus e posse de bolsa CNPq. Indicando que as revistas desse quadrante dependem mais de capital econômico, e possuem mais capital simbólico acumulado e capital específico do campo.

Gráfico 4 – Espaço de intersecção das propriedades

Gráfico 5 – Espaço de intersecção entre as 79 revistas de Administração

Gráfico 6 – Espaço das 79 revistas de Administração

Tanto o gráfico 03 como gráfico 0416 foram construídos afim de identificar de forma mais clara as disputas no campo pela posse de capital. O que se apresenta é uma intersecção que pode servir para indentificarmos revistas que tem uma distinção dentro dos estratos definidos pela Capes. No gráfico 05 apresentamos o espaço das revistas.

No quadrante superior esquerdo nota-se uma intersecção entre os grupos B2, B3 e B4. O que se percebe é que a revista FUTURE (B3), GEAS (B3), JOSCM (B3), NAVUS (B3), RAHIS (B3), RBGI (B3), RCA (B3), REGS (B3) e RGSS (B3) estão bem na intersecção entre o B3 e B4. O que representa um capital de menor valor acumulado pelas revistas B3.

Ainda nesse quadrante, as revistas AOS (B3), CPA (B4), Desafio Online (B3), GeP (B2), G&C (B4), PG&C (B3), P&R (B3), RACE (B3), RACEF (B3), RAIMED (B3), RAUnP (B3), RCCe (B3), ReA UFSM (B2), RECAPE (B4), RECC (B3), REEN (B2), RGFC (B2), RGO (B4), RG&T (B3), RIGS (B4), RMPE (B3) e RTA (B3) estão na intersecção entre revistas B2, B3 e B4 (Gráfico 04 e 05). Logo, as revistas B2 tem um menor capital simbólico no estrato e as B3 e B4 tem um maior capital simbólico.

Nesse quadrante (Gráfico 03, 04 e 05) nota-se que a RASI não faz parte da intersecção por se destacar negativamente com alta taxa de autocitação (acima de 78%) e a RSP que é uma revista B4, mas, se destaca pelo capital simbólico acumulado (início antes de 1983 e indexação no Redalyc). A revista IJI (B3) está mais afastada, conforme gráfco 04 e 05, pois publica em inglês e possui bolsa CNPq, ainda que apresente alta taxa de autocitção (52% a 77%).

O quadrante inferior esquerdo apresenta uma intersecção entre os estratos B1, B2 e B3, com as seguintes revistas: ADM.MADE (B2), APGS (B1), Contextus (B1), GES (B2), Gesec (B2), GESTÃO.Org (B3), G&R (B2), Interface (B3), InternexT(B3), RAD (B3), Reunir (B2), Revista de Negócios (B2), RGSA (B1), ROC (B1), RPCA (B2) e TPA (B2) (Gráfico 04 e 05). Percebe-se, nesse caso, que as revistas no estrato B2 possuem capital de valor mais elevado que as do quadrante anterior e as B3 tem um capital mais elevado que as demais revistas desse estrato. Já, as revistas B1 tem menor volume de capital do estrato.

As revistas OR&A (B1), FACES (B2), RAU (B2), REGE (B1), Revista Alcance (B2) e Revista Pretexto (B2) estão localizadas na intersecção entre B1 e B2. Sendo que a revistas B2 possui capital mais elevado e as revistas B1 estão posicionadas no meio, com peso do capital não tão elevado.

No quadrante inferior direito existem dois grupos com intersecção, a primeira é entre B1 e B2 com as revista: RAEP (B2), RBFin (B1), RCA UFCSC (B1), RECADM (B1) e RIAE (B2). Por estar mais próximas de revistas com estrato A2, as revistas B1 tem mais capital que as do quadrante anterior e as B2 são as com capital mais elevado do grupo.

A segunda intersecção é composta pelas seguintes revistas BASE (B1), CEBAPE (A2), G&P (B1), JISTEM (B1), RAI (B1), RAM (B1), REAd (B1), REGE (B1) e REMark (B1). As revistas do estato B1 tem mais prestígio que as demais do grupo e a do estrato A2 tem menor capital no estrato. Nesse grupo a CGPC tem um destaque em relação as demais pois está vinculada à um PPG de nota 6 ou 7. A BBR (B1), a BAR (A2), a RAC (A2) e a RBGN (A2) são as revista que apresentam uma distinção nesse quadrante, apesar das revistas A2 apresentarem menor valor de capital simbólico e específico do estrato.

A BBR está nas bases de dados Redalyc, SciELO e Scopus, tem um fator de impacto mais elevado (0,540 a 0,809) e tem bolsa CNPq. A BAR está no Redalyc, SciELO e Scopus, publica apenas em inglês e tem bolsa CNPq. A RAC está no Redalyc e SciELO e tem fator de impacto acima de 0,810. A RBGN está no Redalyc, SciELO, Scopus e Web of Science e tem bolsa CNPq. Elas tem proximidade com o quadrante superior direito.

No quadrante superior direito percebemos, conforme gráfico 05, as revistas O&S (A2), RAUSP (A2), RAP (A2) e RAE (A2). A O&S iniciou dentro do período de 83 a 93, tem vínculo com PPG de nota 4 ou 5, está no Redalyc e SciELO, tem fator de impacto elevado (0,540 a 0,809), publica em português, inglês e espanhol e tem bolsa CNPq. A RAUSP foi criada antes de 83, tem vínculo com PPG de nota 6 ou 7, está no Redalyc e SciELO, tem fator de impacto elevado (0,540 a 0,809), publica apenas em inglês e tem bolsa CNPq.

A RAP também foi criada antes de 83 e tem vínculo com PPG de nota 6 ou 7, está no Redalyc, SciELO e Scopus, tem o mesmo fator de impacto que a RAP e O&S, publica em português, inglês e espanhol e tem bolsa CNPq. Por fim, a RAE

que também foi criada antes de 83, tem vinculo com PPG de nota 6 ou 7, está no Redalyc, SciELO, Scopus e Web of Science, tem fator de impacto acima de 0,810, publica em português e inglês e também tem bolsa CNPq. Nesse quadrante encontramos as revistas com maior acúmulo de capital no campo e, por isso, as que ocupam uma posição dominante.