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Recombinant FDH production using Escherichia coli as host

Recombinant production of a NADP + -dependent formate

3.2 Recombinant FDH production using Escherichia coli as host

POLIMORFISMO NO GENE P21: ESTUDO DA INFLUÊNCIA NA SUSCEPTIBILIDADE PARA CANCRO DA NASOFARINGE

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Resultados

Características e frequências genotípicas das populações (casos e

controlos)

As características das duas populações (casos e controlos) relativamente a sexo e idade e ainda em relação ao tipo histológico e estadio das neoplasias nos casos de cancro da nasofaringe estão representadas na tabela III. As amostras seleccionadas eram semelhantes relativamente à distribuição por sexo (p=0,652). Relativamente aos casos, das amostras analisadas 73,5% pertenciam a doentes do sexo masculino e 26,5% eram relativos a doentes do sexo feminino. Já no grupo controlo, 75,9% das amostras pertenciam a indivíduos do sexo masculino e 24,1% a controlos do sexo feminino.

Tabela III. Características das duas populações em estudo

Casos Controlos n=102 n=191 Sexo n (%) n (%) Masculino 75 (73,5) 145 (75,9) Feminino 27 (26,5) 46 (24,1) Total 102 (100,0) 191 (100,0) Idade Mínimo 11 50 Máximo 79 64 Média 47,49 55,68 Desvio-padrão 14,966 3,904 Mediana 50 56 Tipo Histológico Indiferenciado 100 (98) Outros tipos 2 (2) Estadio I 1 (1,0) II 27 (26,4) III 29 (28,4) IV 40 (39,2) Sem informação 5 (4,9) Total 102 (100,0)

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40 Analisando a média de idade nos grupos, verificou-se que havia diferenças significativas. Contudo, a média de idades era substancialmente maior nos controlos, comparativamente com a média obtida nos casos (p<0,05).

Relativamente ao tipo histológico, foi encontrada uma absoluta maioria do tipo indiferenciado (98%), pelo que a posterior análise da relação com os polimorfismos foi centrada neste tipo histológico.

Estratificando os casos nos diferentes estadios (I-IV), foi possível analisar as frequências genotípicas em estadios precoces e avançados. A frequência obtida para o estadio mais inicial (I) foi de 1,0%. O estadio II apresentou uma frequência de 26,4%, o estadio III 28,4% e, finalmente, 39,2% dos casos apresentavam neoplasias no estadio IV.

Tabela IV. Frequências genotípicas do polimorfismo no nt590 do gene P21 e risco de cancro da nasofaringe Genótipo CC CT TT Modelo Recessivo Portador T OR IC 95% p n(%) n(%) n(%) n(%) Controlos n=191 178 (93,2) 10 (5,2) 3 (1,6) 13 (6,8) 1 Referência Casos n=102 90 (88,2) 11 (10,8) 1 (1,0) 12 (11,8) 1,826 0,800-4,164 0,148 Indiferenciado n=100 88 (88,0) 11 (11,0) 1 (1,0) 12 (12,0%) 1,867 0,818-4,261 0,133

Considerando os dois grupos, as frequências dos genótipos CC, CT e TT foram de 91,5%, 7,2% e 1,4%, respectivamente (ver tabela IV). Utilizando o modelo recessivo, a frequência do alelo T (homo ou heterozigóticos) foi de 8,5%. Relativamente aos controlos, estas frequências foram de 93,2% (CC), 5,2% (CT) e 1,6% (TT). Nos casos, 88,2% dos doentes apresentavam o genótipo CC, 10,8% eram heterozigóticos (CT) e 1,0% possuía o genótipo TT. Considerando o modelo recessivo, a percentagem de portadores do alelo T nos casos foi de 11,8% e nos controlos 6,8%. Foi utilizado o teste de Pearson para

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41 comparação das frequências observadas versus as esperadas e não foi encontrado desvio do equilíbrio de Hardy-Weinberg (p=0,362).

Associação entre o polimorfismo na região 3’UTR do gene P21 e a

susceptibilidade para cancro indiferenciado da nasofaringe

Estabelecendo a relação entre as duas variáveis, não se encontrou associação estatisticamente significativa entre a presença dos genótipos estudados e o risco para desenvolver cancro da nasofaringe (p=0,201). Da mesma forma, utilizando o modelo recessivo, também não se encontrou associação entre a presença do alelo T e o risco para cancro da nasofaringe (p=0,148). Quando realizada a análise unicamente para os casos com o tipo histológico indiferenciado, a relação obtida entre a presença do alelo T e o risco para cancro indiferenciado não foi, igualmente, estatisticamente significativa (p=0,133). O ajuste das variáveis em função do sexo e da idade confirmou a ausência de associação entre o genótipo do polimorfismo e o risco para cancro.

Tabela V. Análise da susceptibilidade para cancro indiferenciado da nasofaringe em portadores do alelo T, em função do estadio da neoplasia

CC CT/TT OR portador alelo T IC 95% p* Controlos 178 (93,2%) 13 (6,8%) --- --- --- Estadios I e II 22 (78,6%) 6 (21,4%) 3,734 1,289-10,821 0,01 Estadios III e IV 63 (91,3%) 6 (8,7%) 1,304 0,475-3,577 0,605 *Teste do

A análise estatística revelou, no entanto, uma associação estatisticamente significativa entre a presença do alelo T e a susceptibilidade para cancro em estadios mais precoces, com os indivíduos portadores do alelo T a apresentarem um risco de cancro cerca de quatro vezes superior (OR = 3,734; 95%IC 1,289-10,281; p=0,01) (ver

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42 tabela V). Já para estadios mais avançados, não existe associação entre a presença do alelo T e a susceptibilidade para cancro.

Nas figuras 9 e 10 é possível observar as curvas de Kaplan-Meyer referentes à análise do tempo para manifestação da doença (WTOD – Waiting time for onset of the

disease) para cancro indiferenciado da nasofaringe nos estadios I e II e estadios III e IV.

Foi realizado o teste de log-rank, através do teste X2, para comparação das curvas, com

um intervalo de confiança a 95%.

Ilustração 9. Associação entre o genótipo CC ou portador do alelo T (CT/TT) e o tempo estimado para ocorrência da neoplasia (WTOD – Waiting time for onset of the disease), em doentes com carcinoma indiferenciado da nasofaringe nos estadios III e IV.

Pela análise da curva representada na figura 9, verificou-se que para neoplasias em estadios mais avançados (III e IV), a média estimada do WTOD foi de 57,7 anos para portadores do alelo T, e de 61,9 anos para o genótipo CC. Estes valores não apresentam diferenças estatisticamente significativas (teste log-rank: p=0,529), não havendo, portanto, associação entre o genótipo do polimorfismo e o risco para cancro indiferenciado da nasofaringe em estadios avançados.

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Ilustração 10. Tempo estimado para ocorrência da neoplasia (WTOD – Waiting time for

onset of the disease), no genótipo CC e nos portadores do alelo T (CT/TT) de doentes com

carcinoma indiferenciado da nasofaringe nos estadios I e II.

Já para estadios precoces (ver figura 10), a média estimada do WTOD para portadores do alelo T foi de 56,5 anos, enquanto para o genótipo CC foi de 68,9 anos. Neste sentido, a curva revela que os portadores do alelo T apresentam uma tendência para manifestar cancro indiferenciado da nasofaringe (estadios I e II) em idades mais jovens do que os indivíduos sem o mesmo alelo (teste log-rank: p=0,001).