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1.2 Membranes et sciences séparatives

1.2.3 Recherche de performance dans les membranes struc-

Ao pensar no lazer sob a ótica dos conteúdos culturais do lazer24, eles constituem um todo interligado; são interdependentes, distinguem-se pela predominância de um tipo sobre os outros. Essa seleção é subjetiva, o que evidencia uma das características das atividades de lazer - a escolha (Marcellino, 2002).

Entre os visitantes desta pesquisa, os conteúdos culturais do lazer possuem como característica predominante a sociabilidade, expressa pela busca das interações sociais na visitação. O interesse cultural está centrado no contato entre as pessoas, sejam amigos e/ou parentes.

Como podemos observar, os dados apontam para o predomínio das formas de associação e sociabilidade na visitação ao JBB. Dumazedier (1999) aponta que o lazer não existe somente em oposição ao trabalho, mas em

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As atividades de lazer despertam interesses pluridimensionais acerca de seus conteúdos. O interesse por um tipo ou vários tipos de atividades é definido como o

conhecimento que está enraizado na sensibilidade, na cultura vivida (Dumazedier, p. 110). São

conteúdos culturais das atividades de lazer os interesses físicos, manuais, intelectuais, artísticos e sociais (Dumazedier, 1999). Camargo (1986) acrescentou os interesses turísticos.

oposição a qualquer tipo de obrigação social, sejam familiares, religiosas ou sociopolíticas.

Pronovost (2011) questiona essa oposição ao apontar que existem nuances a serem observadas na relação. As interações familiares tanto podem promover lugares de sociabilidade quanto tempos de obrigações. A convivência familiar pode ou não estar ligada ao lazer. No caso do JBB, a correlação com o lazer é direta.

A presença de amigos e parentes informa sobre a importância das vivências de lazer no grupo. Homens e mulheres reforçam a predominância da companhia de parentes na visitação. Enquanto as mulheres dividem-se entre amigos e parentes como companhias, os homens encontram-se fundamentalmente vinculados aos parentes. Há forte associação entre lazer e as interações familiares. A visita está atrelada à presença familiar.

Ao serem questionados sobre a frequência das visitas, observamos que a periodicidade está polarizada entre aqueles tem sua primeira vivência e os que fazem visitas esporádicas ao local. Ao entrecruzar as informações sobre local de residência e frequência das visitas, jogamos luz sobre a relação entre origem dos visitantes e frequência da visitação. Em contrapartida, também possibilita vislumbrar a relação com as áreas circunscritas, a vizinhança.

Gráfico 5 – Frequência de visita X Local de residência

Os visitantes entrevistados residem majoritariamente na Região Administrativa de Brasília – RA I: 28,2% informaram esse local de residência, seguidos por Jardim Botânico – RA XXVII com 11,5%, Águas Claras – RA XX, também com 11,5%, Sudoeste/Octogonal com 9% e São Sebastião, no total de 7,7%. O JBB faz parte do repertório de lazer dos visitantes espontâneos, como podemos observar nos percentuais da tabela 17, que apresenta uma visita por mês (15,4%), uma visita por semestre (26,9%) e uma visita por ano (29,5%). Observemos a regularidade da visitação desses frequentadores.

O JBB faz parte do repertório de lazer desses visitantes espontâneos. Apesar de ser a maioria (28,2%), os moradores de Brasília frequentam o JBB de forma não homogênea. Entre eles, 9% relatam ser sua primeira incursão ao local, enquanto 1,2% vão uma vez por mês, 7% informam ir ao JBB uma vez por semestre e 10% fazem a visita uma vez por ano.

Os residentes da RA Águas Claras aparecem em segundo lugar, empatados com os moradores da RA Jardim Botânico, ambos com 9 visitantes cada. Para a RA Águas Claras 3,8% informam ser sua primeira visita, 2,5% fazem visita mensal, 1,2% visita semestral e 3,8% visita anual. Dos 9 respondentes da RA Jardim Botânico, 7,6% frequentam o local todo mês, enquanto 2,5% visitam uma vez por semestre e 1, 2% uma vez por semana.

Os moradores da RA Sudoeste/Octogonal nos informam que a regularidade de suas visitas ao JBB encontra-se no percentual de 1,2% para a primeira visita, 1,2% para visita semanal, 1,2% para visita mensal, 2,5% para visita semestral e 2,5% para visita anual.

Juntos, os frequentadores que residem nas proximidades do JBB – nas RAs Jardim Botânico e São Sebastião - somam 19,2% dos visitantes. Quanto à primeira visita, o gráfico nos informa o percentual de 3,8% de novos visitantes advindos de São Sebastião e 1% frequentam o JBB uma vez por semestre e 2,5% uma vez por ano.

Em suma, a maioria dos visitantes espontâneos entrevistados vive no Distrito Federal e mora fora da circunscrição do JBB no percentual de 80,8%. Ao pensar na regularidade de suas visitas, em perspectiva com as modalidades

de frequência disponíveis para escolha, os visitantes mais regulares são os moradores da RA Jardim Botânico. Nesse contexto, o JBB assume o papel de parque de bairro.

Interessante observar a dinâmica espacial que envolve o JBB. A instituição está oficialmente localizada na Região Administrativa do Lago Sul – RA XVI. Faz fronteira com a Região Administrativa do Jardim Botânico – RA XXVII e encontra-se próximo a Região Administrativa de São Sebastião – RA XIV.

As RAs XXVII e XIV, que possuíam características de zona rural, passaram por um significativo processo de urbanização e intenso crescimento populacional nos últimos vinte anos. Em toda a região, a única área verde aberta à visitação, de natureza pública, voltada ao lazer, entre outras finalidades, é o Jardim Botânico de Brasília – JBB.

Quanto à diversidade de locais de proveniência dos visitantes e ao alto número de novos visitantes, podemos inferir que o aumento da visitação ao JBB, ocorrido entre os anos de 2012 e 2016, continua em processo de expansão, dado o percentual de 25,6% de frequentadores que, ao participar desta pesquisa, informaram ser sua primeira estada. Essa informação nos leva à questão do acesso.

É unâmine entre os entrevistados que o acesso ao JBB é difícil, mesmo em veículo individual. Não há placas de sinalização que indiquem como chegar à via principal onde se localiza o JBB. O transporte coletivo na região está restrito a três linhas.

Não há roteiro nos ônibus de circulação turística que tenha o JBB como parte de sua rota. Apesar de constar nos roteiros de turismo da cidade, acesso ao JBB depende primordialmente do próprio visitante. Todas essas características restringem o acesso a grupos sociais com alto poder aquisitivo e condições próprias de mobilidade.