• Aucun résultat trouvé

Iptables-save ruleset

Dans le document Iptables Tutorial 1.2.2 (Page 138-0)

14. Exemples de scripts

14.13. Iptables-save ruleset

A escola é o espaço ideal para a promoção do respeito e da aceitação entre pessoas. É a oficina de humanidade cantada por Coménio: “chamo escola perfeitamente correspondente ao seu fim aquela que é uma verdadeira oficina de homens, isto é, onde as mentes dos alunos sejam mergulhadas no fulgor da sabedoria, para que penetrem prontamente em todas as coisas manifestas e ocultas (…) Numa palavra: onde absolutamente tudo seja ensinado absolutamente a todos («ubi Omnes, Omnia, Omnino, doceantur»)” (Didáctica Magna, p. 155). Aquele lugar onde se cumpre realizar integralmente o humano. É o locus da concretização de um homem melhor, que humanizará uma sociedade empedernida e que primará pela autenticidade e pelo progresso moral e ético. Cabe à escola a difícil tarefa de avivar no homem o respeito pela cultura do outro, considerando todas as culturas, mas acima de tudo, abrindo a sua solidariedade à pessoa que se insere na outra cultura, como um ser humano merecedor de respeito, integridade e justiça. É aquele lugar que conserva a essência de cada educando, de cada cultura, de cada ser humano. Assenta a escola os seus pilares no pressuposto da integridade e da justiça. A sua missão deve situar o homem na cultura do seu tempo, ensinando-o a comprometer-se ética e culturalmente, fazendo-o exceder a vulgaridade e o embuste e apelando a uma postura digna e inconformista. Cabe, deste modo, à escola primar no seu indelével trabalho de aprimoramento e respeito pelo ser humano. Uma escola que não se detenha na mesquinhez de vontades alheias, mas que se assuma como um espaço de todos e para todos, onde o protagonismo se centre no educando e na sua realização como humano que é e que tem para ser, visto ser “na escola que o homem se faz germinar a si mesmo” (Manuel Ferreira Patrício, A Escola axiológica, p. 27).

Caminha neste sentido Leonardo Coimbra, ao afirmar que a universidade tem de ser o templo da liberdade, formando obrigatoriamente homens cultos e capazes de amar a verdade, percebendo que existe a honestidade de pensamento. O homem só é livre no momento em que introduz alguma

182

novidade na vida, revelando-se autêntico e aguerrido na postura ética que o faz comprometer-se, amando e enlevando o conhecimento, a arte, a vida. No entanto, e segundo Manuel Ferreira Patrício, “todos conhecemos a escola programática. É a escola que nos formou. É a escola de um grande número de disciplinas paralelas, que se desenrolam passo a passo sem nunca se encontrarem. É a escola das classificações e dos exames no circuito fechado do currículo estrito. É a escola que reduz o saber ao programa das disciplinas e quer reduzir a vida a esse saber. É a escola que impõe o saber congelado, em vez de propor a aventura de pescar o saber vivo. É a escola do constrangimento e da mimese, contra a escola da liberdade e da construção permanente do saber. Esta escola é insuficiente” (A escola cultural, p. 92). A escola deve firmar a sua apetência educativa na personalização, isto é, na formação de cada qual, tornando o educando pessoa e encaminhando-o para um sentido que centra a sua existência no uso da autonomia para a construção da pessoa única e intransmissível que vive dentro de si.

O seu gesto não se pode identificar como uma voz mais que segue no rebanho: anuindo e acenando abnegadamente, sem uma réstia de fervor pela construção de uma outra humanidade. Deve, neste sentido a escola ser detentora de uma praxis pedagógica que libere o homem dos grilhões que lhe ferem o sentido crítico, deixando cicatrizes que dificilmente podem vir a possibilitar uma participação decisiva no que concerne à resolução de problemas fulcrais no seio da sociedade. Pois a falta de reflexão sobre o que nos incomoda, torna-nos ainda mais vulneráveis à crueldade circundante, ancilosando e falsificando a nossa existência e em nada contribuindo para uma vivência que se precisa impregnada de valores que não constituam um atentado à verdade. Ortega y Gasset afirma que “hoje atravessamos – contra certas presunções e aparências – uma época de terrível incultura” (Missão da Universidade, p. 74).

Há que voltar a posicionar o homem, colocando-o no sítio certo e levando-o a perceber o seu valor como alavanca de progresso, realização e perfetibilidade. Temos a noção de que a escola perde cada vez mais o caráter humanístico

que a caracteriza, sendo comandada por homens que instrumentalizam o ensino, crendo na banalidade do ter em detrimento do ser e conduzindo a educação para a relutância de uma domesticação de pensamento que desemboca numa lavagem ao cérebro, amputando a dignidade e o respeito do educando. Deve a escola sustentar a sua pluridimensionalidade e, segundo Delfim Santos, continuar a demonstrar-se o locus da realização integral e autêntica do humano: “A escola – como a origem grega da palavra o indica – é um lugar de recriação, é um lugar em que o homem, na sua infância e juventude, mostra o que pode ser quando adulto, e não um recinto de trabalhos forçados” (Fundamentação existencial da pedagogia, p. 37). A escola é, deste modo, avaliada como o espaço privilegiado da formação e edificação do carácter do homem. Afigura-se sempre este espaço como o eterno lugar da esperança e concretização da utopia da aceitação da diversidade, da solidariedade e da hombridade. Um espaço que deverá contar sempre com o professor culto e consciente disposto a propor ao invés de impor.

A escola é o lugar que inventa o homem, que o edifica e constrói. É o espaço de todos: funcionários docentes, não docentes e alunos. O espaço que irradia esperança e crença no futuro e que deveria trabalhar num espírito de união e partilha de conhecimento, pois como se sabe todos os saberes se entrecruzam, criando assim uma transdisciplinaridade que educa reta e plenamente o educando: “o que significa ser educado totalmente? Significa ser educado, não para a aparência, mas para a verdade, com utilidade certa e segura para esta vida e para a vida futura. Ou seja, para que todo aquele que for formado na sabedoria, na eloquência, nas artes, nos bons costumes e na piedade, se torne, não sabichão, mas sabedor; não palrador, mas eloquente; não um fanfarrão, sempre a gabarolar-se de que irá fazer este ou aquele trabalho, mas um homem que é capaz de terminar um trabalho que empreendeu; não uma máscara de honestidade, mas a própria honestidade; não, finalmente, um simulador hipócrita da piedade, mas um piedoso e santo adorador de Deus em espírito e verdade” (Coménio, Pampaedia, p. 91).

184

A missão da escola é respeitar, acolher, compreender, formar. É contemplar a pessoa humana e com ela trabalhar para a criação de um projeto de cidadania que espelhe a integridade de cada ser. Note-se esta ideia na seguinte afirmação de Manuel Ferreira Patrício: “afirmamos com alguma ênfase que o sujeito real da educação é a pessoa: tanto na sua universalidade humana como na sua unicidade concreta. Ora o valor e dignidade da pessoa são-lhe intrínsecos: a pessoa é em si mesma digna e valiosa. Por sê-lo é que o homem presta a si mesmo aquela espécie de culto que é a educação” (A escola axiológica, p. 34). Precisamos desesperadamente de (re)encontrar na escola o verdadeiro locus da concretização do humano. Homens que superem a ignorância e a demência que habita o seu ser; combatendo a inércia e a insensatez, a vaidade e a irracionalidade, a desorientação e a corrupção dos mais altos ideais morais e éticos; deve apostar-se numa maiêutica que faça brotar do jovem uma sensibilidade estética, que possibilite uma outra orientação na escolha e na capacidade de enfrentar as dificuldades e colorir o mundo; deve repensar o homem na sua essencialidade ontológica, confrontando-o com o seu ser e levando-o a uma abertura, sem fronteiras, ao real na sua totalidade e transparência; deve encaminhar a criança para a autenticidade e formá-la, educá-la intelectualmente, mais do que informá-la ou mesmo doutriná-la na arte do bem pensar.

Ortega y Gasset sublinha “a importância histórica que há em devolver à Universidade [à Escola] a sua tarefa central de «ilustração» do homem, de lhe ensinar a plena cultura do tempo, de lhe descobrir com clareza e precisão o gigantesco mundo presente, no qual se tem de encaixar a sua vida para ser autêntica” (Missão da Universidade, p. 74). Pois cabe à escola o labor de ilustrar o homem, levando-o a compreender-se a si próprio e a permanecer sempre em luta pelos mais elevados ideais de excelência. Desde logo, e sem mais delongas, a escola deve incutir no educando a importância da cultura na formação do ser humano. Há que fomentar a ideia de que a cultura é um elemento constituinte da existência humana, criando no homem uma responsabilidade que o afasta de atitudes ignaras e lânguidas, e tentando

Dans le document Iptables Tutorial 1.2.2 (Page 138-0)