A. INTRODUCTION
A.5 LES METALLOPROTEINASES MATRICIELLES OU MMPS:
A.5.3 R EGULATION DE L ’ EXPRESSION DES MMP S :
A.5.3.1 Régulation transcriptionnelle des MMPs:
Neste capítulo, evidenciam-se as conclusões do estudo, apresentam-se as limitações e sugerem-se potenciais pesquisas futuras.
6.1. – Conclusões
Este estudo empírico, de carácter exploratório, procurou conhecer a importância da presença, nas redes sociais mais relevantes, das maiores empresas de cosmética a operar, em Portugal, em relação directa com o consumidor, tanto na óptica das empresas, como na óptica do consumidor. Para tal, após revisão bibliográfica e estudo do sector de actividade, a investigação baseou-se em três vertentes: (i) monitorização das páginas de seis empresas do sector cosmético na rede social Facebook, no período compreendido entre Março e Julho de 2012; (ii) inquérito por questionário efectuado aos responsáveis de marketing de seis empresas de cosmética; e (iii) inquérito por questionário efectuado aos consumidores.
No que se refere à monitorização das páginas das empresas no Facebook, da investigação efectuada, resulta que as empresas que mais publicaram nos seus murais foram as que receberam mais publicações de outros, o que denota que quanto mais a empresa comunica, mais interacção com o consumidor existe. Verificou-se também que as empresas têm um padrão regular de publicação, o que evidencia a existência de uma estratégia comunicacional por esta via. A maior parte das publicações das empresas é relativa à promoção de produtos e serviços, mas tem também expressão relevante a partilha de informações diversas que despertem interesse no consumidor e o levem a interagir e a seguir a empresa. Por parte dos consumidores, a maioria das publicações referem-se a partilha de imagens e informações diversas, em resposta aos estímulos das empresas para interacção com elas. Os consumidores aproveitam ainda para colocar questões de forma informal às empresas e assim obter resposta célere às suas dúvidas. Observou-se ainda que o aumento de fãs não tem relação directa com o número de publicações, tem antes a ver com determinadas mensagens de estímulo que as empresas enviam. O caso da Kiko é exemplo disso: com a subscrição da newsletter convida os fãs a partilhar essa informação com amigos. À data de conclusão deste estudo, aquela empresa detinha mais de 100.000 fãs (boa estratégia de WOM e buzz).
98 Relativamente aos questionários efectuados às empresas, obteve-se uma taxa de resposta de 50%, ou seja, três respostas. Daqui extraem-se tendências. Actualmente, todas as empresas têm presença nas redes sociais e consideram muito importante a essa presença enquanto estratégia de marketing e de relação com o consumidor. O Facebook é a rede. Estar presente nesta rede deixou de ser uma opção, para se tornar obrigatório. Daqui resulta que todas as hipóteses relativas ao comportamento das empresas (hipóteses 1 a 5), apresentadas no primeiro capítulo, foram confirmadas. O Facebook é a rede social de eleição. As empresas encaram as redes sociais como verdadeira ferramenta de marketing, têm colaboradores dedicados à comunicação naquelas plataformas e a gestão de topo é envolvida e acompanha tudo o que é comunicado e partilhado naquele canal. As empresas são activas e dinâmicas nas redes sociais e procuram desenvolver uma relação de proximidade com o consumidor. As empresas aproveitam aquele canal para promover produtos ou serviços, partilhar informações e conhecer os interesses e gostos dos consumidores, com o intuito de fomentar o relacionamento com o consumidor, de modo a convertê-lo em cliente fiel.
Em relação aos consumidores, obtiveram-se 490 respostas válidas e verificou-se que 94,7% dos respondentes têm perfil nalguma rede social e que 93,1% utilizam a rede social Facebook, sendo que 65,5% acedem diariamente e 80,8% permanece até 1h por acesso. Cerca de 50% dos respondentes acompanham marcas ou empresas nas redes sociais, sendo as mulheres mais jovens quem mais acompanha (80% 15-24; 58,6% 25- 34). 79,8% dos respondentes atribui importância à presença das empresas nas redes sociais (mesmo que não acompanhe). São mais as mulheres que admitem ter tomado a decisão de adquirir produtos após visitar páginas de empresas nas redes sociais (45,7%). No que se refere ao sector da cosmética, são as mulheres quem demonstra interesse em seguir as empresas nas redes sociais (46,0%), os homens demonstram ter um interesse reduzido (9,5%). As mulheres admitem, mais do que os homens, considerar visitar lojas físicas ou virtuais (52,2%) e adquirir produtos ou serviços (44,3%) após consultar páginas das marcas ou empresas. 58,2% dos respondentes admite que consultar as páginas de rede social afectou o seu comportamento de consumo em geral e, no que se refere ao sector da cosmética, 54,3% das mulheres admitem essa alteração de comportamento (apenas 31,2% dos homens admitem essa influência).
No que concerne às hipóteses relativas ao comportamento dos consumidores (hipóteses 6 a 11, todas se confirmaram. Hoje, um elevado número de indivíduos tem perfil nas
99 redes sociais. Os consumidores admitem que visitar páginas de marcas ou empresas nas redes sociais afecta o seu comportamento de consumo. São sobretudo os elementos do sexo feminino, enquanto consumidores, que acompanham marcas ou empresas do sector da cosmética nas redes sociais, que atribuem importância a essa presença e que admitem influência no seu comportamento de consumo daqueles produtos. Os indivíduos, enquanto consumidores, acompanham cada vez mais marcas ou empresas nas redes sociais e atribuem importância a essa presença, mas ainda representam cerca de 50% dos internautas.
Decorrente do estudo, constatou-se que o uso da Internet democratizou-se. Cerca de 50% da população portuguesa utiliza-a diariamente, a par das redes sociais, para os mais variados fins, inclusivamente para obterem informações sobre produtos, serviços, marcas e empresas e para consumirem. O consumidor actual é Prosumer: activo e não aceita passivamente o se lhe apresenta: pesquisa na Internet, produz os seus próprios conteúdos e exige maior personalização dos produtos e serviços que pretende adquirir. Os resultados obtidos nesta investigação vão no mesmo sentido de estudos, apresentados no segundo capítulo, recentemente efectuados em Portugal, na Europa como um todo, nos EUA, na Finlândia, na Suécia e no Brasil. Constata-se que, actualmente, as empresas encaram a Internet e as redes sociais, designadamente o Facebook, como verdadeiras ferramentas de marketing, reconhecem que estas geram oportunidades para as empresas ganharem notoriedade, estabelecerem um relacionamento mais próximo e duradouro com os consumidores, de modo a convertê- los em clientes fiéis e, assim, mesmo que indirectamente, aumentar as vendas e os lucros.
6.2. – Limitações
Face à tradicional resistência por parte de empresas portuguesas em contribuir para estudos académicos, esperavam-se à partida poucas respostas ao questionário, o que veio a concretizar-se. Para colmatar esta limitação, fez-se a monitorização das páginas das redes sociais durante cinco meses para complementar a obtenção de resultados. Relativamente aos consumidores, apesar do elevado número de respostas, estas foram maioritariamente obtidas na zona da grande Lisboa, o que poderá não ser totalmente representativo do país.
100 6.3. – Sugestões de pes quisa futura
As redes sociais fazem parte do mundo novo e apresentam-se como boa oportunidade tanto para as empresas, que desenvolvem novos modelos de comunicação e relacionamento com os consumidores; como para os consumidores, que podem encontrar soluções para as suas necessidades de uma forma mais célere, dinâmica e divertida. Como tal, é de crer que os estudos nesta área continuem. Muito haverá certamente para descobrir.
Em trabalhos futuros, sugere-se a adopção da metodologia utilizada neste trabalho para conhecer outros sectores de actividade.
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