3.6 Houle focalisée
3.6.2 Réflexions sur la détermination numérique des fonctions de trans-
A avaliação dos métodos pode ser realizada quanto à perspectiva das fases dos métodos. Holmqvist e Persson (2003) citam que os diversos métodos trazem características internas diferentes, porém podem ser identificadas três fases (etapas) básicas de aplicação, a saber; i) decomposição do produto; ii) agrupamento em módulos e iii) avaliação do resultado.
Os métodos iniciam diretamente na fase de decomposição, ficando limitados a analisar o produto da perspectiva de função e similaridade física (HOLMQVIST; PERSSON, 2003). Isto pode trazer dificuldades para esta fase uma vez que não sejam aplicadas visões de mercado (SCHUH; RUDOLF; VOGELS, 2014). O impacto desta dificuldade acarretará em dificuldades nas próximas etapas do método. Daniilidis et al,. (2012) afirmam que a complexidade e a variedade são originadas pela relação produtos/mercado, e, portanto, não podem ser isoladas do sistema no momento da decisão de decomposição do produto.
Para Daniilidis et al., (2011) um aspecto importante é que as diferentes áreas da empresa apresentam opiniões diferentes quanto a decomposição do produto, e a aplicação dos métodos
pode não levar a resultados eficazes se não houver o tratamento prévio destas divergências legítimas de opinião.
Ainda na fase de decomposição Bi e Zhang (2001) sugerem que devem ser realizadas analises em quatro diferentes perspectivas: função, flexibilidade, custos, complexidade. Porém, os métodos acabam se limitando as análises físicas e de funções (BORJESSON; HÖLTTÄ- OTTO, 2014).
Para o agrupamento em módulos duas abordagens diferentes são utilizadas pelos métodos: i) por matrizes e ii) por fluxo funcional (BORJESSON; HÖLTTÄ-OTTO, 2014). Na abordagem por matrizes o foco está, principalmente, nos subsistemas de um produto. Em função disso, a aplicação do mesmo é mais comum quando se busca modularizar um produto. Já na abordagem por fluxo funcional pode-se mais facilmente atingir a construção de subsistemas que serão utilizados em diversos produtos de uma família de produtos (DANIILIDIS; BAUER; LINDEMANN, 2012). No Quadro 3 é apresentada a classificação dos métodos quanto ao tipo de dados utilizados.
Quadro 3: Classificação dos métodos apresentados
A fase de agrupamento em módulos depende da qualidade dos dados de entrada advindos da fase de decomposição (HOLMQVIST; PERSSON, 2003). Na fase de agrupamento, as ferramentas utilizadas apenas sugerem que componentes devem formar os módulos (CAMPAGNOLO; CAMUFFO, 2010). Porém, a integração física dos componentes não é apoiada por ferramentas e por isto depende totalmente da habilidade do projetista (HOLMQVIST; PERSSON, 2003). Por isso o resultado desta fase depende do conhecimento do projetista acerca do tema da modularização.
Ao contrário das duas primeiras fases, a fase de avaliação não está presente em todos os métodos. Para Sonego (2013) o método MFD proposto por Erixon (1998) é dentre os métodos apresentados, o que melhor estrutura a fase de avaliação do projeto resultante. Já os demais métodos citam essa fase, mas não apresentam a forma de realizar esta análise.
No Quadro 4, Sonego e Soares (2015) apresentam a decomposição dos métodos nas três etapas, bem como as características principais dos métodos em cada fase. O nível de cada fase foi inserido para classificar os métodos em: i) Forte; ii) Médio; iii) Fraco.
Na Fase de Decomposição do produto apenas o método MFD foi considerado forte, pois é o único que apresenta um mapeamento dos requisitos do cliente como característica básica. Os demais métodos são considerados médios nessa fase pois apresentam apenas avaliações quanto a função e similaridade física.
Na Fase de Agrupamento em módulos, todos os métodos foram considerados fortes, pois apresentam lógicas que auxiliam os projetistas a definir quais itens podem ser agrupados em módulos, com base nas informações da Fase de Decomposição.
Já na Fase de Avaliação do Produto, os métodos são considerados fracos, pois apenas citam a fase, mas não apresentam passos ou ferramentas estruturadas para que se considere o nível de modularização do produto resultante. O método MFD foi considerado médio nesta fase pois apresenta características básicas de como avaliar o produto modularizado.
Quadro 4: Decomposição dos métodos em etapas propostas por Holmqvist e Persson (2003)
Fonte: adaptado de Sonego e Soares (2015)
Borjesson e Hölttä-otto (2014) defendem que a integração dos métodos pode ser uma estratégia interessante para que o projeto modular contemple os direcionadores de mercado, as funcionalidades do produto e as características funcionais técnicas do produto.
Com base nas lacunas citadas na literatura, sugere-se a inserção de uma fase anterior a decomposição dos produtos conforme apresentado na Figura 14, onde o foco é o mapeamento da situação de mercado, bem como o posicionamento da empresa perante a seus concorrentes, avaliando aspectos como tecnologia, market share, nível de variação dos produtos e posicionamento dos produtos no portfólio da empresa. Para a operacionalização desta fase
DECOMPOSIÇÃO DO PRODUTO NÍVEL DA FASE I AGRUPAMENTO EM MÓDULOS NÍVEL DA FASE II AVALIAÇÃO DO PRODUTO NÍVEL DA FASE III DSM Decomposição do
sistema em elementos MÉDIO
i) Documentação das interações entre elementos.
ii) Agrupamento dos elementos em núcleos de arquitetura e equipe
FORTE FRACO
MFD
i) Definição dos requisitos dos clientes ii) Seleção das soluções técnicas
FORTE Geração de conceitos FORTE
i) Avaliação dos conceitos. ii)Aprimoramento dos módulos.
MÉDIO
MH Decomposição funcional MÉDIO
Aplicação de heuristicas: i) fluxo dominante ii) fluxo ramificado iii) fluxo de conversão- transmissão
FORTE FRACO
DFV
i) Indicador de tempo de redesenho para que um componente seja reprojetado.
ii) Indicador de força de acoplamento
MÉDIO
i) Ordenar componentes ii) Determinar onde modularizar iii) Desenvolver nova arquitetura
FORTE FRACO
HOME
i)Matriz de informação do design modular. ii) Ciclo de vida, arquitetura e requisitos funcionais
MÉDIO Geração de algoritmo de
agrupamento FORTE Análise do design modular FRACO FLB Processo de conhecimento (analise do produto, identificação de variáveis) MÉDIO Inferencia Fuzzy
Modelo matemático baseado em algoritmo de tecnologia de grupo
FORTE FRACO
FASE I FASE II FASE III
algumas ferramentas são necessárias e as mesmas serão apresentadas nas próximas seções deste trabalho.
Figura 14: Proposta de fases para a Modularização de Produto Fonte: elaborado pelo autor