Les classes et les objets
6 Règles d’écriture des méthodes
A avaliação de fornecedores está de certa forma relacionada com a relação entre cliente e fornecedor, no que respeita à prestação de serviços.
Gomes e Ribeiro (2004) referem que perante um mercado cada vez mais concorrencial, actualmente as organizações procuram vantagem competitiva, dando particular atenção ao nível de serviço prestado pelos seus fornecedores. Constata-se que para conseguir negócios confiáveis e estáveis é essencial medir e avaliar os níveis dos serviços prestados pelos seus fornecedores. Assim sendo, considera-se fulcral para as organizações a adopção de modelos que permitam avaliar os seus fornecedores, de forma constante, de acordo com os requisitos definidos na ISO90016 e ajustada à sua actividade, em prol dos objectivos da organização.
Segundo Silva (2009) o facto de se averiguar se os fornecedores possuem o certificado da ISO 9001, permite identificar se eles possuem um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) voltado para a satisfação do cliente (organização), apesar de não garantir se é ou não um bom fornecedor. A avaliação de fornecedores permite à empresa ter um melhor controlo sobre a qualidade dos produtos adquiridos e dos procedimentos internos realizados, evitando assim, não conformidades tanto ao nível de atrasos na entrega, produtos com
6 A ISO 9001 tornou-se uma referência internacional para requisitos de qualidade nas relações entre empresas. É a norma da série que estabelece os requisitos mínimos que uma organização deve seguir para garantir a conformidade dos seus produtos ou serviços, com o pedido do cliente ou condições contratuais definidas. Trata-se de uma família de normas internacionais editadas pela International Organization for Standardization (ISO). Representa um modelo para construir um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), voltada para a aplicação interna, certificações e fins contratuais e focada na eficácia do SGQ.
qualidade duvidosa ou sem qualidade, que não corresponde ao contratualizado. A implementação de um sistema de avaliação de fornecedores é benéfica a vários níveis, como por exemplo: na melhoria contínua nos procedimentos internos do Serviço de Compras; na segurança do fornecimento, evitando ruturas; produtos com qualidade e confiáveis; inovação ao nível do produto; aumento da satisfação do cliente e melhora o relacionamento entre a organização e os seus fornecedores.
As organizações reúnem esforços e investimentos relevantes em modelos e técnicas de gestão que acrescentem valor à sua actividade. O importante é definir a técnica mais adequada aos princípios e recursos da organização e às actividades por ela desenvolvidas, num ambiente competitivo cada vez mais dinâmico e integrado. Os novos modelos de gestão passam a impor a execução e pormenorização, onde são aplicados modelos de avaliação de fornecedores, que representam para a organização acções de planear, desenvolver, produzir, manter, administrar, comprar, vender, e entregar no momento certo e na hora certa (Just in Time) (Silva, 2009).
Segundo Gurgel e Francischini (2004), o objectivo principal da avaliação de fornecedores é comprovar a capacidade de atendimento dos requisitos especificados dos bens adquiridos, isto é, possuir um sistema de qualidade adequado. Alguns desses processos de avaliação passam por:
• Avaliação qualitativa pelo histórico: é uma avaliação feita através da análise dos registos de abastecimento de determinado fornecedor, como por exemplo, a percentagem de artigos entregues com atraso ou a percentagem de artigos entregues com problemas a nível da qualidade.
• Avaliação quantitativa pelo histórico: não é mais do que atribuir uma pontuação aos critérios a avaliar relativos ao histórico dos fornecedores.
2.4.1. Objectivos da avaliação de fornecedores
Os modelos de avaliação de fornecedores tornam-se importantes para as organizações, na medida em que, além de aumentar claramente o grau de confiabilidade do fornecimento, possibilitam um diagnóstico mais eficaz do modelo de gestão de fornecedores, conduzindo a um maior controlo nos custos tidos com a aquisição dos bens ou serviços (Oliveira, 2004).
A dimensão da avaliação sobre fornecedores será afectada pelo volume e valor dos custos estimados, realizados pela função compras. Pela lógica da análise de Pareto, normalmente as organizações gastam 80% do orçamento das compras anuais com aproximadamente 20% dos seus fornecedores. Daqui se pode depreender que as organizações devem escolher melhor os seus fornecedores, em especial os que são mais representativos. Assim sendo, as organizações devem dar primordial importância aos seus fornecedores, através da realização de avaliações cíclicas e tratar a gestão e avaliação de fornecedores como parte integrante dos processos de compras. Os resultados podem proporcionar compras solidificadas em relações salutares com fornecedores capazes de atender às necessidades e especificações técnicas, e com maior valor agregado para a organização (Silva, 2009). Para Baily (2000), a avaliação de fornecedores tem como objectivo promover relações sólidas e de longo prazo entre as organizações e os seus fornecedores, identificando os pontos fracos e desenvolver acções de melhoria contínua. Daí a necessidade de existir um
feedback entre as organizações e seus fornecedores dando a conhecer o resultado das
avaliações realizadas.
Os modelos de avaliação devem ser construídos com base em indicadores de desempenho que permitam obter um diagnóstico o mais real possível do desempenho do fornecedor. É importante conhecer os atributos dos bons fornecedores bem como as características indispensáveis para satisfazer as condições exigidas, propondo optimizar melhorias contínuas.
Definir e utilizar correctamente um modelo de avaliação de fornecedores, bem como avaliar os resultados associados à sua implementação no Serviço de Aprovisionamento do CHTMAD, EPE, são as razões que justificam a realização deste estudo.
2.4.2. Critérios para a avaliação de fornecedores
De acordo com Talluri e Sarkis (2002) a função compras não é mais do que uma função estratégica na gestão da cadeia de abastecimento, que envolve a selecção dos fornecedores, a negociação de contratos de fornecimento e seu acompanhamento, servindo como elo de ligação entre a organização e o mercado de fornecedores. Consideram que o preço por si só não é um factor a ter em conta numa avaliação a longo prazo. A avaliação deve abranger outros factores importantes como qualidade, flexibilidade, condições e performance de
entrega, assentes num modelo de avaliação sustentável e integrar vários factores de avaliação de fornecedores.
Enquanto Chen e Chen (2006) apesar de considerarem como factores a ponderar na avaliação de fornecedores, o preço, condições de pagamento e características de entrega, afirmam que a qualidade é o factor mais importante.
Alguns dos factores apresentados por Kay (2005) para avaliação de fornecedores são: o preço, a qualidade, a pontualidade na entrega e as condições de pagamento. A avaliação final a atribuir ao fornecedor resulta da avaliação desses factores e do somatório das respectivas avaliações ponderadas.
A avaliação de desempenho de um fornecedor é feita para verificar a conformidade do fornecimento em si, pelo que, Marinho e Amato (2001), consideram que se devem recolher e analisar os dados do fornecimento dos fornecedores de forma periódica e contínua com o objectivo de detectar tendências e identificar anomalias que requeiram ajustes. Segundo os autores os critérios a seguir num sistema de avaliação de fornecedores passam por:
• Pontualidade na entrega: permite avaliar o cumprimento dos prazos de entrega acordados. Pode ser medida através do número de dias em atraso ou adiantamento, se for o caso.
• Correcção na quantidade de entrega: calcula se a quantidade entregue corresponde à quantidade encomendada.
• Qualidade: mede as não conformidades relativas às especificações técnicas contratadas.
• Conformidade da documentação: controla os documentos utilizados na transacção, e o recebimento atempado dos mesmos, quantificando as irregularidades detectadas. Segundo Petrus (1996, p. 143) “a avaliação de fornecimento tem como parâmetros iniciais, a qualidade dos bens fornecidos em relação às especificações, o atendimento dos prazos de entrega acordados, os preços e serviços prestados”
No sentido de se avaliar a conformidade dos dispositivos médicos7 e de forma a regular o sector, foram definidos requisitos mínimos que os dispositivos médicos devem cumprir
7 Directiva 90/385/CEE de 20.07.1990. O dispositivo médico é qualquer instrumento, aparelho, equipamento, software, material ou outro artigo, utilizado isoladamente ou em combinação, juntamente com quaisquer
para poderem ser comercializados no mercado e que fomentem a garantia de níveis de segurança dos utentes e utilizadores e protecção da saúde pública, através da legislação em vigor: directivas: 90/385/CEE, 93/42/CEE e 98/79/CE. A utilização de normas europeias harmonizadas vai permitir ao fabricante o desenvolvimento dos seus produtos de acordo com os requisitos técnicos regulamentados. Contudo, é obrigatório o registo dos dispositivos médicos junto da Autoridade Competente onde o fabricante está sediado, como o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP, em Portugal. Este por sua vez, procede a uma avaliação de conformidade que permite a emissão de um certificado em como o fabricante cumpre com os requisitos regulamentados (Portal da Saúde, 2011).
Para cada um dos critérios considerados para a avaliação de fornecedores, atribuir-se-á uma classificação que pode variar de 0-100% e de acordo com a importância de cada critério para a organização, assim será atribuída a respectiva classificação. Por exemplo: se para uma organização os critérios qualidade são mais importantes, então atribuir-se-á a este critério a classificação de 50%; para os critérios comerciais 30% e para os critérios de atendimento 20%.De salientar que após a obtenção de uma classificação final para um fornecedor, esta deve ser partilhada com o fornecedor, com o intuito de promover acções de melhoria nos seus produtos e processos, se for caso disso, repercutindo-se na organização compradora.
Os métodos de avaliação fazem parte de modelos de análise dos critérios estabelecidos. Correia (2001) apresenta essencialmente dois grupos de modelos:
• Modelos unidimensionais, que utilizam um único critério de decisão, normalmente o do menor custo, como por exemplo: método do lote económico; método do custo total de propriedade; método do índice de custo; método da árvore de decisão.
• Modelos multidimensionais, que utilizam diversos critérios para a tomada de decisão, permitindo a integração dos vários factores apresentados para avaliação, por exemplo: modelo da categorização; modelo da ponderação linear; modelo da programação matemática.
Apresentaremos, de seguida, um resumo das dimensões teóricas em análise.
acessórios, incluindo o software destinado pelo seu fabricante a ser utilizado nomeadamente para fins de diagnóstico e/ou terapêuticos e necessário para o bom funcionamento do dispositivo médico.