8. Les annexes
8.3 Questionnaire de l’enseignante C
Numa referência relativa ao conteúdo dos exercícios das finalistas de PA numa única competição, CM de 1978, Gajdos (1983) apresentou as seguintes características modelares deste aparelho: a) as ginastas executaram em média 2.25 elementos “B” e 7 elementos “C”; b) cada exercício era composto por uma média de 12 a 15 elementos, com uma duração que varia entre 20 e 35 segundos.
Côrte-Real et al. (1991), com preocupações semelhantes às que nos assistem neste trabalho, caracterizaram a carga externa dos exercícios de solo em GAM, utilizando como amostra 5 dos 8 finalistas daquele aparelho no CM de 1989. Apesar das limitações do estudo, dada a reduzida amostra observada, os autores acreditam ter contribuído para o maior conhecimento das características externas do esforço específico dos exercícios no solo, nomeadamente nas componentes da composição, exigências ao nível do aparelho vestibular, técnica e relação carga recuperação.
Karácsony (1994) analisou as notas de partida dos exercícios de ginastas participantes nos CM de 1993 e 1994, pretendendo verificar como os ginastas cumpriam com as novas regras e as diferenças existentes entre as duas competições, após a apresentação do CP (FIG, 1993). O autor observou que em 1993 apenas para 36 de todos os exercícios analisados, a nota de partida era superior a 9.80 pontos, contra os 101 exercícios com nota de partida idêntica em 1994. Concluiu então que os treinadores parecem ter aprendido a aplicar as regras e utilizá-las a favor dos seus ginastas.
Araújo e Marques (1995) realizaram um estudo com o objectivo de descrever o modelo de participação competitiva em GAM. Os autores observaram 8
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ginastas por aparelho no Campeonato da Europa de 1994 e propuseram-se alcançar como objectivos: a) caracterizar o modelo competitivo em GAM relativamente à duração dos exercícios e ao número de elementos apresentados e respectivo valor de dificuldade; b) caracterizar o modelo competitivo em GAM relativamente a aspectos específicos de cada aparelho, como o tempo e número de paragens (solo, argolas e paralelas), número de séries acrobáticas à frente e atrás (solo), número de elementos de força ou balanço (argolas), número de rotações sobre os eixos longitudinal e transversal do corpo (saltos de cavalo) e número de elementos volantes (BF).
No mesmo estudo, os autores analisaram ainda o nível de exigência de todos os elementos apresentados relativamente à capacidade motora força. Como conclusões apresentaram: a) que o tempo efectivo de competição em GAM é manifestamente curto, pouco mais de 3 minutos e meio; b) que a participação em competições de elevado nível exige aos ginastas o domínio de um variadíssimo leque de técnicas gímnicas; c) que a capacidade motora força desempenha, cada vez mais, um papel determinante na prestação competitiva de alto nível.
Krug et al. (1997) estudaram diferenças em elementos básicos essenciais entre ginastas do sexo feminino e masculino e entre juniores e seniores, observando os CM de 1989, 1994 e 1997 e o Campeonato da Europa de 1993. Através de métodos de medição de imagens, medição dinamométrica das forças de reacção dos aparelhos e modelos matemáticos, os autores apresentaram dados como: a) na execução de mortais atrás no solo, os ginastas atingem alturas de 2.50 – 2.70 metros e as ginastas 2.20 – 2.30 metros, sendo que os ginastas juniores masculinos e femininos apresentaram valores inferiores; b) entre a BF e as PA, há diferenças na técnica de execução de gigantes preparatórios de elementos volantes, devido à diferente estrutura e construção dos 2 aparelhos, fazendo com que os homens atinjam forças acima de 6 a 7 vezes o peso do seu corpo, contra as 4 a 5 vezes atingidas pelas mulheres; c) nos saltos de cavalo, os homens são mais rápidos na corrida cerca de 1.00 m/s.
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Num estudo sobre a composição dos exercícios de solo em GAF, Gomes (2002) analisou todas as regras que determinam a estrutura base da realização dos exercícios no solo, bem como todos os tipos de elementos que podem ser utilizados na composição dos exercícios naquele aparelho. Observou os exercícios de solo de 120 ginastas juniores participantes no campeonato nacional português, espanhol, inglês e nas Jornadas Olímpicas da Juventude Europeia (JOJE), todas em 2001, e concluiu: a) as ginastas portuguesas cumpriram com todas as exigências específicas do CP (FIG, 2001); b) as atletas portuguesas não executaram nenhum mortal com coeficiente de dificuldade superior a “C”, enquanto que todos os elementos efectuados pelas ginastas inglesas e participantes nas JOJE se apresentaram de coeficiente de dificuldade superior a “C”; c) nenhuma ginasta realizou elementos de coeficiente de dificuldade “Super E”; e d) constataram diferenças significativas relativas aos elementos de coeficiente de dificuldade “D” e “E”, na análise comparativa entre Portugal/Inglaterra e Portugal/JOJE.
No âmbito das tendências actuais da GAF, Almeida (2003) estudou a composição dos exercícios das ginastas semifinalistas do CM por Aparelhos de 2002, procurando compreender a forma como as ginastas responderam às exigências do CP, nas diferentes componentes da avaliação, no tipo de elementos utilizados e na natureza das ligações estabelecidas entre eles. Resumidamente, a autora concluiu: a) os saltos tipo “Yourchenko”, com rotação longitudinal no 1º voo, dominaram o panorama competitivo dos saltos; b) nas PA registou um reduzido envolvimento do Bi, uma utilização elevada de elementos com fase de voo, um aumento da importância das pegas cubitais e uma predominância das rotações transversais atrás nas saídas do aparelho; c) na trave observou uma supremacia dos elementos acrobáticos relativamente aos elementos gímnicos, uma desvalorização dos elementos de entrada e uma predominância das rotações transversais atrás nas saídas; d) no solo constatou uma supremacia dos elementos acrobáticos relativamente aos elementos gímnicos, uma preocupação crescente pelo equilíbrio entre o número de rotações transversais atrás e à frente e uma tendência para a realização de quatro séries acrobáticas por exercício.
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Carvalho (2004), num estudo comparativo entre os elementos de PA e BF entre 1987 e 2003, analisou os exercícios destes aparelhos de 48 ginastas de elite mundial, participantes no CM de 1987, 1995 e 2003. A autora efectuou a análise dos elementos que repartiu em 4 grupos distintos: a) elementos perto dos banzos, onde estão inseridos os “stalders”, “endos” e voltas livres; b) os três tipos de gigantes, com pega dorsal, palmar e cubital, contabilizando a execução dos mesmos com e sem rotação; c) elementos de voo; e d) saídas, com rotação transversal e com rotação transversal e longitudinal.
Como principais conclusões, a autora refere ter verificado uma diminuição progressiva do número total de elementos A e B, acompanhado de um aumento na apresentação de elementos de valor superior a C. Constatou também uma maior utilização do Bs em detrimento do Bi, uma maior utilização de elementos tipo “stalder” e “endo”, maior uso dos gigantes com rotações e uma evolução nas saídas que passaram a contemplar as rotações múltiplas, ou seja rotações nos eixos transversal e longitudinal.
Outro estudo efectuado com base em algumas das preocupações que justificam o nosso trabalho foi realizado por Ferreira (2005), através do qual o autor procurou conhecer se os atletas dos diferentes escalões de GAM apresentam elementos gímnicos específicos de acordo com o respectivo nível de prática/escalão, que se possam identificar como elementos gímnicos padrão, de suporte, estruturais ou de base.
Para o efeito, o autor analisou a composição dos exercícios de todos os ginastas participantes num campeonato nacional português nos aparelhos BF, paralelas e solo, considerando como elemento padrão todo aquele que tenha sido executado por, pelo menos, 50% dos ginastas de cada escalão da sua amostra. O autor encontrou 57 elementos diferentes executados em BF, dos quais 14 considerou padrão, em paralelas, 17 entre 43 elementos diferentes executados atingiram esse estatuto e no solo, entre os 43 elementos executados, considerou que 17 podiam ser classificados como elementos padrão ou de base.
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Ferreira (2005) contribuiu ainda com o conhecimento de algumas variáveis constantes e específicas de cada aparelho como sejam: a) a importância da suspensão, apoio invertido, básculas e os voos para os exercícios de BF; b) a importância dos elementos com fase de suspensão, fase de voo e as saídas de mortal atrás a partir de apoio nas paralelas e; c) a importância do apoio invertido, presente em 29% dos 17 elementos padrão considerados no solo.