8. Les annexes
8.2 Questionnaire de l’enseignante B
Na generalidade, a GA tem sido caracterizada como uma modalidade onde o volume e a intensidade do treino atingem valores extremamente elevados, principalmente e especialmente em GAF, coincidindo com idades muito baixas (Daly et al., 2005; Sands et al., 2003; Caine et al., 2003; Weimann, 2002; Hadjiev, 1991).
Em diversos estudos realizados, ou no âmbito do desenvolvimento e maturação de jovens ginastas (Claessens et al., 2006; Daly et al., 2005; Thomis
et al., 2005; Caine et al., 2003; Weimann, 2002;), ou relativos à epidemiologia
das lesões associadas à GA (Caine et al., 2006; Kirialanis et al., 2002; Daly et
al., 2001; Caine et al., 1989) ou ainda procurando caracterizar as exigências
internas do esforço em GA (Cottyn et al., 2006; Jemni et al., 2003, 2002; Simonet et al., 2002), os respectivos autores caracterizam a carga de treino dos grupos de ginastas estudadas com volumes que geralmente ultrapassam as 20 horas de treino semanal, havendo referências a volumes de 30 e 40 horas semanais, 5 a 6 dias de treino por semana (10 a 12 sessões) ou com 5 a 6 horas de treino por dia.
Além das características gerais da carga como as referidas anteriormente, a carga de treino em GA tem sido raramente definida e quantificada ou sistematicamente relatada (Claessens et al., 2006; Caine et al., 2003). Jemni et
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al. (2003) referem mesmo que a existência de muitos estudos nas áreas
morfológica, biomecânica e do comportamento contrastam com a pouca informação ao nível da definição da carga de treino, especialmente relativamente aos seus parâmetros internos ou fisiológicos.
Em GA, o volume da carga é tipicamente descrito como o número de elementos ou exercícios executados (Arkaev e Suchilin, 2004; Sands, 1999; Ukran, 1978b). Para os mesmos autores a intensidade significa a dificuldade dos elementos executados ou o número de elementos executados por unidade de tempo.
Borrmann (1980) entende que a carga externa é determinada essencialmente pelo volume e intensidade do treino, apontando como respectivos indicadores o número de elementos, ligações e esquemas (frequência do estímulo), a organização dos intervalos e sequência temporal das tentativas (densidade dos estímulos). A intensidade é entendida como o grau de esforço ou grau de dificuldade dos esquemas.
O autor refere que a intensidade não é possível determinar exactamente no treino, admitindo ser possível obter valores válidos para o seu cálculo através da determinação da densidade motora, que consiste na relação entre o tempo gímnico activo e o tempo total no aparelho e o número de esquemas executados relativamente aos elementos executados. Identifica ainda o aspecto quantitativo da carga como sendo o produto dos valores do volume pelos valores da intensidade, esta última reflectindo o aspecto qualitativo da carga.
Para Hadjiev (1981) a intensidade é um índice que nos dá uma ideia da qualidade do trabalho efectuado, cuja fórmula é traduzida pelo quociente da soma dos elementos executados (∑A+∑B+∑C) pela soma do tempo em minutos (∑t) e o total de passagens pelo aparelho (∑P):
I =
∑A+∑B+∑C ∑t + ∑P
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Gajdos (1983), a propósito dos métodos de avaliação dos níveis da carga de treino, apresentou quatro índices de intensidade diferentes (Quadro 14), começando por considerar somente o número de elementos executados e o tempo num aparelho, acrescentando depois o nível de dificuldade dos elementos executados, mais tarde o número de passagens pelo aparelho.
Quadro 14 – Índices da carga de treino em GA, segundo Gajdos (1983).
Índice Fórmula Descrição
I1 I1 = P Representa o número de elementos por
unidade de tempo.
t
I2 I2 = Po Representa o I1 considerando a dificuldade
dos elementos executados.
t
I3 I3 = Po Representa o I2 considerando o número de
passagens por cada aparelho.
t + N
I4 I4 = Po + Po Representa o I3 mais a intensidade por
passagem no aparelho.
t N
Legenda
P – Número de elementos por sessão de treino em cada aparelho.
t – Tempo destinado ao treino de cada aparelho.
Po – Soma dos elementos multiplicados pelos respectivos coeficientes de dificuldade (A, 1; B, 2; C, 3)
N – Número de passagens pelo aparelho.
Para o cálculo da carga global de treino (Z), Gajdos (1983) propõe a seguinte fórmula:
Estes índices foram utilizados por Streskova (1980) num estudo que visou avaliar a carga global de treino de ginastas do sexo feminino de 8 a 10 anos ao longo de um ano. Como conclusão verificou que o método utilizado na sua pesquisa foi eficaz para determinar e avaliar o aspecto quantitativo do processo de treino (volume, intensidade e dificuldade da carga), não podendo, no entanto, concluir se os valores encontrados eram suficientes ou insuficientes, alegando não haver dados disponíveis para comparação na literatura.
Z = I3 x
Po 30
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Para Vicev (1989), a carga global de treino em GA é função de três factores, para os quais apresenta os seguintes três índices, os quais reflectem os diferentes valores da carga em GA:
1 – O número de passagens pelo aparelho, que determina o volume da carga de treino;
2 – O número médio de elementos por passagem pelo aparelho, que determina a intensidade do estímulo de cada passagem pelo aparelho;
3 – A frequência das passagens pelo aparelho, que determina a intensidade da carga.
Vicev (1989) admite que as cargas de treino possam ser calculadas a partir de diferentes coeficientes de dificuldade dos elementos, mas também afirma que os afastamentos que eles acusam não são significativos, após a conversão para valores normalizados.
No nosso estudo, utilizaremos o índice proposto por Hadjiev (1981), equivalente ao I2 de Gajdos (1983), o qual considera a dificuldade dos
elementos executados e ignora o número de passagens pelo aparelho, valor que não nos interessa na medida em que, no nosso caso é sempre igual a 1. A correspondência estabelecida entre o coeficiente de dificuldade dos elementos e a intensidade da carga em GA, referida por diversos autores (Arkaev e Suchilin, 2004; Sands, 1999; Hadjiev, 1991; Gajdos, 1983; Ukran, 1978b), merece ainda a nossa reflexão relativa à adequação de tal paralelismo face ao desenvolvimento que a modalidade tem sofrido nos últimos anos.
Antes de mais, relativamente à comparação por vezes efectuada entre coeficiente de dificuldade dos elementos e a intensidade da carga, se por vezes, em alguma sequência de elementos e em alguns aparelhos, tal equiparação possa ser considerada válida, será sempre uma medida com alguma aproximação à realidade e portanto desprovida de qualquer rigor. Encontramos três razões fundamentais que suportam tal raciocínio:
1. A já referida valorização individual da carga (Smolevsky e Gaverdovsky, 1996), que faz depender de características físicas e psíquicas de cada ginasta, o valor da carga que é sentida por cada um;
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2. A desvalorização de alguns elementos que, por razões de segurança, são equiparados a outros de menor dificuldade e/ou complexidade, como forma da FIG desincentivar a sua utilização. Esta estratégia é aliás apoiada por vários autores que se dedicam ao estudo epidemiológico das lesões na GA (Schweizer, 1999; Russel, 1995; Hunter e Torgan, 1983);
3. A sobrevalorização de alguns elementos, designadamente os elementos gímnicos e artísticos na GAF relativamente aos acrobáticos, com a intenção de promover a execução dos mesmos, numa tentativa da FIG salvaguardar e defender a manutenção das características artísticas da modalidade.