2. Chapitre 2 : les méthodes d’évaluation et de management dans les bibliothèques académiques
3.3. Notre question de recherche
6.3.3.1. Determinação dos parâmetros aeróbios e anaeróbios do teste de 3MT
As cinéticas da potência geradas por cada sujeito foram registradas e analisadas no tempo. A característica comum da cinética da potência em 3MT é que ocorra uma elevação dos valores no início e comportamento decrescente até a estabilização ao final do teste. Para fins de determinação, seguindo a metodologia original de 3MT (VANHATALO et al., 2007), foram considerados os valores de potência média dos trinta segundos finais (EP) para determinação da capcidade aeróbia, e o valor da área total acima da linha de valor de EP, para cálculo do parâmetro de capacidade de trabalho anaeróbio (WEP) de cada indivíduo. Como demonstrado na figura 3, o cálculo dessa área foi obtido pela integral de toda área acima da reta que acompanha o valor de EP (área total subtraindo a zona aeróbia). A relativização dos dados pela massa corporal dos indivíduos foi realizada por meio da divisão dos valores obtidos em m/s pela massa em kg.
Figura 3. Exemplo (participante # 2) do processo de determinação de EP e W’ pela
análise da cinética de potência mecânica em protocolo de AO3 na ENM. Seguindo modelo de Gama et al., (2018).
Os dados dos intervalos R-R (iR-R) obtidos pelo cardiofrequencímetro para análise da VFC foram passados do cardiofrequencímetro para o computador. No computador, os dados foram extraídos do software Pro-trainer 5 (Polar Electro Oy) em formato “.txt” e posteriormente tabulados para as análises consideradas de curta duração (TASKFORCE, 1996). Os períodos de gravação de 8 minutos em “.txt” foram exportados para o ambiente EXCEL®, onde foram segmentados em trechos de 5 minutos e, posteriormente, em trechos de 256 pontos para as análises (SINGH et al., 2004). Os trecho selecionado apresentava uma distribuição normal, com o objetivo de selecionar o trecho de maior estabilidade de sinal. Foi optado pela utilização do registro de curta duração pois parecem detalhar melhor a modulação autonômica (TASKFORCE, 1996).
O mesmo trecho de dados foi então analisado no software KUBIOS HRV®, de acordo com Tarvainen et al. (2013) para todas as analises, nos seguintes índices:
i) Análise no domínio do tempo
A análise no domínio do tempo foi realizada por meio das variáveis de média iR- R que representa a média dos intervalos R-R; do SDNN – (ms) que representa o desvio padrão de todos os intervalos RR normais gravados em um intervalo de tempo; da RMSSD (ms) que é o valor da raiz quadrada da média do quadrado das diferenças entre intervalos RR normais adjacentes, em um intervalo de tempo; da Pnn50 (%), que representa a porcentagem dos intervalos RR adjacentes com diferença de duração maior que 50ms, e da variância (Var) dos iR-R. Posteriormente foi calculada a variância por meio do cálculo do SDNN elevado ao quadrado.
ii) Análise no domínio da frequência
Em relação à análise no domínio da frequência, inicialmente foi realizada uma inspeção visual da distribuição dos iR-R (ms) dos voluntários nos períodos da coleta. A partir da inspeção visual foram selecionados os trechos com maior estabilidade do traçado dos iR-R e, assim, realizada a análise espectral. Essa constitui da aplicação da
transformada rápida de Fourier aos dados da série temporal, implementada por meio de rotina específica desenvolvida para este fim no software KUBIOS HRV®.
Os componentes de baixa frequência (BF, 0,04Hz – 0,15Hz) e os componentes de alta frequência (AF, 0,15Hz – 0,40Hz) foram expressos em unidades normalizadas e em unidades absolutas (AFabs), representando o equilíbrio simpático-vagal e a modulação vagal respectivamente. Adicionalmente foi apresentada a razão entre as áreas absolutas de baixa e alta frequência, ou seja, BF/AF representando o balanço simpático global e também uma medida de adaptabilidade na modulação (TASKFORCE, 1996). A normalização da BF foi realizada a partir da divisão de BFabs pela potência total (PT) (MBFabs + LFabs + HFabs) menos a potência referente à MBFabs, multiplicando-se a razão por 100 (PAGANI et al., 1986).
iii) Análise não-linear
A análise não-linear foi realizada pelo método de entropia de Kolmorov por meio da variável de entropia aproximada (ApEN). Tal variável examina séries de tempos para períodos similares, como uma análise de probabilidade, que representam a complexidade ou a irregularidade da VFC (TARVAINEN et al., 2013). Quanto maior a frequência de períodos similares, menor a entropia e maior a regularidade apresentada pelo fenômeno (GRASSBERGUER & PROCACCIA, 1983).
6.3.3.3. Determinação dos valores de consumo de oxigênio após o esforço (EPOC) e média de consumo dutante os 30 segundos finais de esforço em 3MT
A determinação da média do consumo de oxigênio durante os 30 segundos finais (CF - ml/kg/min) de teste foi realizada em EXCEL®, e o cálculo do EPOC (L/Kg) realizado em ambiente OriginPro 8.0 software (OriginLab Corp., Microcal, Mass.,USA), por meio da extração dos trechos de consumo extraídos do analisador de gases K4b2 (Cosmed, Italy) mensurados em todas as condições de aplicação de 3MT. Para o cálculo do EPOC foi aplicado um modelo bi- exponencial (Equação 1) no gráfico da cinética dos dados do consumo de oxigênio (ml/Kg/min) confrontados com os tempos de intervalo de respiração a respiração, durante 10 minutos após os esforços de todos os participantes. Posterirormente foi realizado o
cálculo da integral do gráfico (Equação 2) (OZYENER et al., 2001), e feito o cálculo por unidade de L/Kg de cada participante.
Equação1. VO2(t) = VO2repouso+A1 [e-(t-σ/τ1)] + A2 [e-(t-σ/τ2)] Equação 2. EPOC(ml) = (VO2repouso*tfinal) + (A1*τ1) + (A2*τ2) Equação 3. EPOC(L/Kg) = (EPOC (ml) /1000) * Massa corporal
6.3.3.4. Determinação da participação dos metabolismos energéticos
O cálculo das contribuições energéticas oxidativa, anaeróbia lática e anaeróbia alática foi conferido com base nos resultados obtidos por meio do software livre GEDAE- LAB (BERTUZZI et al., 2016), o qual utiliza os dados obtidos pelos valores de consumo
de oxigênio de repouso, consumo de oxigênio durante as diferentes aplicações de 3MT, o consumo de oxigênio após os esforços (EPOC) e os valores de Lactato pico (mmol/L) de cada voluntário, considerado como o maior valor dentre os coletados durante os minutos 1,3,5,7 e 9 após intervenções. O cálculo da integral do gráfico de consumo é usado para calcular a área de absorção de oxigênio ao longo do tempo durante o exercício e assim estimar o metabolismo oxidativo. No presente estudo, a linha de base de consumo foi inserida e automaticamente subtraída da área de absorção de oxigênio pelo software. Para calcular o metabolismo anaeróbio alático o programa considera o componente rápido do consumo de oxigênio pós esforço (EPOC) em ajuste matemático bi-exponencial, como recomendado na literatura por se tratar de exercício severo. O componente rápido do EPOC foi determinado pelo software usando a cinética dos dados de O2 coletados durante os 10 minutos de recuperação. A porção lática é calculada a partir da concentração máxima de lactato sanguíneo menos a concentração de repouso. Como equivalente de oxigênio foi entendido que cada 1 mmol·L-1 de lactato no sangue corresponde a 3 mLO2.kg-1 (BERTUZZI et al., 2016).