A p esar d a am o stra ter sido p e q u e n a p a ra m aio res in fe rên c ias estatísticas, os g ráfico s das fig u ra s a seg u ir a p resen tam relaçõ es im p o rta n tes, p rin c ip alm e n te q uando se fala em a g ru p a r alu n o s de diferenças m arcantes em u m a m esm a sala, p ro v id a de m o b iliá rio s p a d ro n izad as.
N e ste estu d o , ap e sa r de terem sido to m ad as m ed ia d as d a a ltu ra do cotovelo de c a d a p articip a n te , antes de com eçarem o trab alh o ex p erim en tal, essas m ed id as não se rv ira m a rb itrariam en te p a ra referen ciar a altu ra d a m esa, m as sim p a ra futuras co m p a raç õ e s que se fizessem n ecessárias. N o m o m en to de p o sic io n a re m -se no m o b iliá rio os p a rticip a n te s e ra m au x iliados ap enas p a ra e fetu ar a reg u lag em da m o b ília, p o ré m era ele que dizia, após de u m a ráp id a p ro v ad a , a p o siç ã o que m ais lhe era co n fortável. N o entanto, após essas reg u lag en s tere m sido efetuadas, p o r o casião d a p rim e ira situ ação de ta re fa (A ), p e rm a n ec ia m in alte ra d as p a ra as d em ais situações p ro p o sta s (A e B).
ALTURA - COTOVELO vs. MESA H .M E S A = 24.482 + .70060 * H .C O T
Correlation: r = .85696
H .C O TO VELO
Figura 28: G ráfico s do resu ltad o da correlação entre a altu ra do co tovelo e altu ra da
N a F ig u ra 28, observ an d o -se o g ráfico, p o d e m o s p e rc e b e r as d iferen ças de m ed id as d e a ltu ras que estav am p resen tes nesse p e q u e n o g rupo de 20 alu n o s que fizeram p a rte d a am ostra. D a m esm a form a, pelo re su lta d o dem o strad o , ficou p a te n te a g ran d e rela çã o que tem entre a altu ra do co tovelo e a resp e c tiv a a ltu ra d a m esa (r= .86).
A L T U R A v s . H _ C H A IR (C a s e w is e M D d e le tio n ) H .C H A IR = 1 1 .2 0 1 + .1 6 5 0 9 * A L T U R A
C o rre la tio n : r = .7 6 5 2 3
A L T U R A
F i g u r a 29: G rá fic o s do resu ltad o da correlação en tre a a ltu ra d o s alunos e altura do a sse n to d a cadeira.
P o r o u tro lad o , se an alisarm o s a F ig u ra 29, o b serv arem o s que, a relação de e sta tu ra do a lu n o e altu ra do assento d a cadeira, n ão é tão forte (r= .77). H á b astan te v a ria b ilid a d e e n tre a estatu ra do in d iv íd u o e a altu ra do cotovelo.
O b se rv an d o as distrib u içõ es dos p o n to s n o s dois g ráficos, observ arem o s a g ran d e v a ria ç ã o de m ed id as n o s p a rticip a n te s da am o stra, b e m com o, das suas e x ig ên cias q u a n to as diferentes alturas dem an d ad as p a ra o m obiliário.
P o rta n to , a p a rtir d essas inform ações, foi p o ssív e l m o stra r que a altu ra d a m esa te m u m a g ran d e d ep en d ên cia d a altura do cotovelo, to m a d a a p a rtir d a p o sição se n ta d a e, u m a d e p e n d ên c ia em m enor escala d a altu ra do in d iv íd u o (aluno).
O objetiv o principal deste estu d o é a análise b io m ecân ica da po stu ra sentada, em esco lares realizan d o tarefas típ icas de sala de aula, com o uso de um con ju n to esco lar regulável. N este co ntexto, serão d iscu tid o s aqui so m en te os resultados referentes aos o b jetiv o s específico s do p rojeto, co n fo rm e j á assinalados.
O s resultados do estudo ex p erim ental, c o n d u zid o no laboratório de biom ecânica, sugerem m u d an ças sig n ificativ as nos valores dos ângulos c o rresp o n d en tes as variáv eis estudadas. B asicam en te, as m o d ific a ç õ es an g u lares observ ad as referem -se aos seg m en to s do tronco e do pescoço. E sses m ud an ças oco rreram em função do tratam en to aplicado, qual seja, a m u d an ça no v alo r do ângulo de in clin ação do tam po da carteira co n fo rm e as con d içõ es exp erim en tais propostas.
A p esar dos resu ltad o s b io m ecân ico s terem sido b astan te con tu n d en tes, q u anto a m elh o ra d a p o stu ra corporal, os resultados enco n trad o s não representaram valores an g ulares diretam en te pro p o rcio n ais aos m esm o s v alo res in tro d u zid o s na inclinação d a m esa, co n fo rm e esp eráv am o s e p o r terem sido o b serv ad o s po r pesq u isad o res com o M andai (1981 e 1985). D as e x p licaçõ es que e n c o n tram o s, p a ra o fato, seria, na m ed id a em que a inclinação do tam po da m esa e ra au m en tad a, percebia-se a necessid ad e de um aco m p an h am en to n a a ltu ra d a m esa, que por m o tiv o s operacio n ais não foram efetuados. C om o j á foi co m en tad o , o d evido ajuste de altu ra da m esa, p a ra o resp ectiv o p articipante, só era efetu ad o no inicio dos trabalhos e com o tam po n a situação A (5o de inclinação). O utro fato, co m p lem en tan d o ao anterior, teria sido, p o r que os su jeitos sem pre com eçavam a tarefa p roposta, tam bém , na situação A. N u n es e N u n e s (1988), d escrevem tra tam e n to s ex p e rim e n tais desse tipo, on d e os p e sq u isad o res rep licav am os testes, in v erten d o -se as ord en s das situações.
Q uanto ao uso d a c a d eira do tipo co ncha, a p esar de não ser rec o m en d a d a p elo s erg o n o m istas em geral, d evido a falta de esp aço entre o assento e o encosto p a ra a co m o d ar a região das nádegas, n este e stu d o , ficou verb alizad o pelo p a rticip an tes, a su a co m odidade. A concha, que era m o ld a d a em um m aterial bastante resisten te, a p resen tav a com u m a co n cav id ad e a n a tô m ic a entre o assen to e o apoio
dorsal que a co m o d av a "confortavelm ente" os alunos, p rin c ip alm e n te os m aiores, ap esar do espaço reduzido de tem po que perm aneceram sen tados (ap ro x im ad am en te 25 m in). E sta p e ç a única, tam bém p ro p o rc io n o u um apoio m ais efetivo da região lom bar, sem contudo, o ferecer aos alunos, o risco de su b m eterem -se a grandes pressões, com o as exercidas pelas bordas do en co sto s das cadeiras tradicionais, bem com o, nas c ad eiras trad icio n ais, h á tam bém o s p ro b le m as de dim en sio n am en to s d e ssa p e ç a com relação ao assento, prin cip alm en te, p a ra aten d er crianças de d iferen tes estaturas.
P or outro lado, o que ju stific a ria a não utilização desse tipo de assento, seria d ev id o aos casos m ais antigos, q uando utilizaram de plástico (p o u ca resistência) para m o ld ar a concha. N o m o m en to em que o sujeito procu rav a o ap o io , o m aterial cedia, forçando em dem asiad o às costas, o que levava ao cansaço m ais rapidam ente.
A o co ntrário do que m uitos im aginam , as crian ças d u ran te a execu ção das tarefas de apren d izag em , sentadas em suas cadeiras e carteiras escolares, assum em p osturas corp o rais de form as assim étricas e variadas. D a m esm a form a, esta p o stu ra não po d e ser en te n d id a com o estática. O corpo e seus seg m en to s realizam pequenos m o v im en to s, q u e rep resen tam ajustes de p o sicio n am en to e m o v im en to s inerentes ao tipo de ativ id ad e que o in d ivíduo executa.
N a s trê s situ açõ es exp erim en tais pro p o stas, os p a rticip a n te s m an tiveram -se com u m a d iferen ça sem elhante de an g ulação do pesco ço , to m ad o s para os dois lados do corpo. Isto rep resen ta a in fluência da cabeça, que na adoção desse tipo de p o stu ra sentada, vai d e p e n d er do tipo de tare fa o cupacional a ser realizada. A m edida que a crian ça se p o sic io n a para a execução d a tarefa, ele tende a p o sicio n ar-se m ais na sua frente o texto, e m ais ao lado (lado direito p a ra o caso d o s destros) e de form a inclinada, as folhas pau tad as para a transcrição do texto. Isto faz com que no m om ento d e ssa tarefa, a cab eça incline-se p a ra a esquerda, causando a variação descrita. O s segm ento de retas que represen tam essas variáv eis tem u m a origem com um (C 7) e p o n to s de inserção diferentes na cabeça (D ireito e E squerdo). Este fato ap esar de não ter sido d escrito em trab alh o literário, su p õ em -se norm al, para este tipo de ativ id ad e e, de fácil verificação em pírica.
O caso d o s m em b ro s inferiores, essas trocas de po sicio n am en to s, não representam d e slo cam en to s sig nificativos, prin cip alm en te quando c o m p arad o s o lado direito e o esquerdo. P orém , bio m ecan icam en te, esses pequ en o s d eslo c a m e n to s
a n g u lares são im portantes, e servem para d a r o m elh o r eq u ilíb rio n ecessário para se m anter u m a p o stu ra favorável (adequada) d u rante a realização das ativ id ad es d u rante o d e sen ro lar d a aula. P o r outro, lado e ssa a rticu lação in fluencia na posição do q uadril, co nform e m en cio n o u M oro (1994), d evido agir n a m u sc u la tu ra p o ste rio r d a c o x a (isq u io s-tib iais), que por su a v e z in flu en ciam o m o v im en to de b ascu lação da pelve.
A p o sição do quadril d e sem p en h a um papel fundam ental na an a to m ia da p o stu ra sentada. A m ed id a que au m en tam o s o ângulo no sentido p o ste rio r do corpo (b ascu lação po sterio r), estarem o s retifican d o a co lu n a lo m b ar (de lordose natural passa-se a fo rm ar u m a cifose). E sta ad o ção p o ste rio r da pelv e com a retificação d a c o lu n a lom bar, foi v erificado em todos os casos estu d a d o s, com u m a m ín im a variação qu an d o d a introdução das m ud an ças de inclinação d a su p erfície da carteira. T o m an d o -se p e la m o d a, verifico u -se u m a an g ulação em to rn o de 43° p o steriorm ente. A ro tação p a ra trás d a pelve, tem um influ ên cia do p o sic io n a m e n to do jo e lh o e da p ró p ria articu lação do quadril. A m ed id a que flex io n am o s a coxa, estam os e sten d en d o os m ú scu lo s p o sterio res deste segm ento (m ú scu lo s isq u io cru rais), que o rig in am -se no osso ísquio e in serem -se n a tíb ia a nível do jo e lh o . P o r serem m ú sc u lo s m ais ativ o s e, co n seq u en tem en te, m ais fortes que os d a m u sc u la tu ra p arav erteb ral, pred o m in an d o o seu fator resistê n c ia n a adoção d a p o stu ra sen tad a c o n vencional. O indivíduo p a ra m anter a p elv e alin h ad a verticalm en te, desp en d erá de um esforço ad icio n al da m u sc u la tu ra dos costas em co n ju n to com um a flexão do jo e lh o (pés sob a cadeira).
D e aco rd o com M andai (1981 e 1982), esta é u m a posição forçada e que su p o rtarem o s p o r pouco tem po. Em geral, o corpo tende a se aco m o d ar na m obília, de form a a ter o m aior relax am en to m u sc u la r p o ssível, prin cip alm en te dos m ú scu lo s p arav ertebrais. E sses m úsculos, co n sid erad o s tam bém de antig rav itacio n ais, d evido a su a função de su sten tar o tronco em eq u ilíb rio c o n tra a força d a gravidade, são pouco resisten tes, e sem p re que possív el in divíduo p ro cu ra apoiar-se. E x ceções desse c o m p o rtam en to são d e term in ad o s atletas que po ssu em g rande rig id ez e resistê n c ia m u sc u la r geral e, p ianistas, que trabalham em d em asia o hábito de sen tar ereto.
O utro fator im portante, neste estudo, se refere ao ângulo de visão, rep resentado p e la variável F oco, que a p resen taram resu ltad o s bastan te fav o ráv eis q uando d a inclinação m áx im a proposta. S egundo G randjean (1 9 9 8 ), para se ter u m a
b o a p o stu ra de trab alh o , o ângulo e stab elecid o pelo olh o ao o bjeto o b servado deve ficar de no m áx im o 30° abaixo d a lin h a horizontal. N o caso , a situação ex p erim en tal C, o b tiv e m o s um ângulo de visão de 26°, ou seja, dentro do reco m en d ad o pelo autor.
E ste con ju n to escolar, que foi u tilizad o no estudo, foi co n ceb id o d entro d a visão erg o n ô m ica, que tem su a p reo cu p ação m aio r em ad eq u ar o po sto de trabalho às características p sic o físio ló g ic as do hom em . C o rroborando, com W isn er (1994) estas ad eq u açõ es, v isam red u zir os d e sco n fo rto s p o stu ra is do su jeito , atrav és d a in dução de u m a a d e q u ad a p o stu ra de trabalho, de form a que h aja u m a facilid ad e n a p ercep ção e receb im en to das in fo rm açõ es d a tarefa, para que sua execu ção seja feita com eficiên cia, seg u ran ça e bem -estar.
A p reo cu p ação com a utilização de um m obiliário ad equado na sala de aula contribuí p a ra a m elh o ria d a q u alid ad e de v id a dos usuários, u m a v e z que pode red u zir os custos h u m anos p o sturais na posição sen tad a e, co n seq u en tem en te, c o n trib u ir p a ra um au m ento no ren d im en to escolar. E sta m elh o ria na q u alid ad e de v ida das crianças, encarad a sob a p e rsp e c tiv a de um p reo cu p ação social, p assa a ser tam b ém resp o n sab ilid ad e das in d ú strias e designers, j á que p o ssu em cap acitação para
alterar este quad ro desfav o ráv el. O s p arâm etro s aqui d e fin id o s tiveram po r objetivo pro p iciar um a n ielh o r adequação do posto de trabalho ao usuário e, co n seq u en tem en te, m elh o rar a seu bem -estar n a m ed id a que contribui para a o tim ização do sistem a com o um todo.
D o reg istro , d o s p adrões p o stu ra is assu m id o s em sala de aula, concluím os que, as crianças sen tam -se na m aio ria do tem po com o tronco flex ionado (encurvado) sobre a m esa, p rin c ip alm e n te em ativ id ad es de leitura e escrita. T am bém foi levantado, que a m aio ria das crianças apresen tam queix as na região do pescoço e da cabeça, fato esse confirm ado, pelo co n tin g en te uso d a m ão sobre o queixo, durante as ativ id ad es n a carteira, n a ten ta tiv a de aliviar o peso da cabeça.
O m o b iliário utilizado nas escolas públicas b rasileiras, em geral (com o foi no caso estudado), não p ro p orcionam ao aluno um sentar-se favoravel para a realização de suas tarefas, p rin cip alm en te, p o r não atenderem as no rm as q u anto aos tam anhos d iferen ciad o s que d everiam prover. P or outro lado, as n o rm as (N B R 14006) não atendem as necessid ad es das escolas, d evido a falta de ad eq u ação dos sete diferentes tam an h o s p rev isto s, as v ariadas turm as e graus de esco larid ad e de alunos que se u tilizam de u m a m esm a sala de aula, nos diferentes tu rn o s do dia.
O m o b iliário esco lar regulável, d esen v o lv id o p a ra o estudo, atendeu as ex p ectativas de m elh o ra d a p o stu ra sentada, p rin cip alm en te, p ela d im in u ição dos ân g u lo s de flexão do pesco ço e do tronco nos alu n o s p articip an tes, à m ed id a que o tam po da carteira era aum en tad o em angulação, em c o n ju n to com o uso d a altura preferid a individualm ente.
P o rtan to , o conjiinto e sco lar p a ra aten d er á d eq u ad am en te a d em a n d a ex ig id a p e la esco la d eve ser reg u láv el, caso contrário, c o n tin u arem o s com os m esm os p ro b lem as que aqui foram lev antados e com as n orm as "na gaveta".
U m a p ro p o sta e rg o n ô m ica para o m o b iliário esco lar im p lica p rim eiram en te em d issem in ar os resu ltad o s de e stu d o s sobre o tem a e adoção de m ed id as práticas de su b stitu ição do design d a m o b ília atual para red u zir custos h u m anos nos alunos. E ssa
hum an ização do p o sto de trab alh o do estu d an te ex igiria, tam bém , a rev isão crítica de pro ced im en to s asso ciad o s as práticas an tig as de concepção. A s práticas atuais de m anejo do co m p o rtam en to , p a ra m an ter o estu d an te na p o sição sentada, devem p au la tin a m en te serem sub stitu íd as p o r c o n seq ü ên cias refo rçad o ras presen tes no próprio co n ju n to cad eira-m esa, com o foi abordado.
C o n form e os resu ltad o s de p e sq u isa relatados n esses estu d o s, go staríam o s de su gerir a A sso ciação B rasileira dos F ab rican tes de M óveis E scolares, b aseados nos recen tes resu ltad o s de p esquisa, para que e lab o rem critério s m ín im o s vo ltad o s a pro teção e saúde dos seus usuários, e serem co n sid erad o s nos p ro jeto s de co ncepção industrial. D a m esm a form a, que sejam elab o rad o s m an u ais p rático s para servirem co m o fonte de en sin o sobre o m elh o r en ten d im en to da b io m ecân ica d a p o stu ra corporal e ativ id ad es na p o sição sentada. P ois, o que se perceb e na prática é a grande d esin fo rm ação , p rin cip alm en te, po r parte d o s edu cad o res, de co m o edu car o aluno so bre a co rreta p o stu ra à a ssu m ir e, atuarem de fo rm a crítica e consciente, para a e sco lh a do m o b iliário escolar.
N ão basta que cad eiras e m esas ed u cacio n ais, p a ra serem reconhecidas com o tal, lo calizem -se dentro das salas de aula. A ntes de m ais nada, essas peças de m obiliário dev em cu m p rir seu papel de agen te físico facilitad o r no pro cesso educacional, com o bem salien to u O xford (1969). N e ssa p erspectiva, acred itam o s que a carteira e a cad eira e sco lar regulável, aten d erá as q u esito s m ín im o s de se ter a adequação a n tro p o m étric a e x ig id as p a ra cad a cria n ça em particu lar e, num futuro quem sabe, estaríam o s c o n trib u íd o efetiv am en te para am en izar o p ro b le m a das cham ad as do res nas costas.
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