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Puissances thermiques en jeu dans le stockage (Puits Y)

6. Phase 1 : Technologie alternative à haute température

6.2. ORDRES DE GRANDEUR POUR L’ENSEMBLE DES BESOINS THERMIQUES

6.2.5. Puissances thermiques en jeu dans le stockage (Puits Y)

As observações nas entrevistas buscaram analisar de que forma o Curso de Mestrado Profissional e o objeto de estudo (dissertação) contribuíram para a formação do professor da Educação Básica. Para tanto, pensar a prática das professoras Fátima e Conceição nos remete a situações que essas profissionais se deparam em suas ações, durante as suas atuações cotidianas, as quais os repertórios técnicos, como apontados por Schon (1992) não dão conta de resolver. São situações imprevisíveis que exigem reflexão, conforme destaca Contreras (2002, p. 113):

[...] comprometida com o modo de conexão entre conhecimento e ação nos contextos práticos em vez de derivação técnica, de esboço e racionalização das regras segundo concepções positivistas (análise de dados, regras de inferência, comprovação de hipóteses, etc.).

A participação de Fátima e Conceição no curso de Mestrado Profissional da UEPB indicam mudanças na postura em suas atuações em sala de aula. Nos relatos a seguir verificamos evidências de ações desenvolvidas com base em reflexões apreendidas enquanto mestres. Os cursos as fizeram repensar o processo de ensino e aprendizagem e refletir a respeito:

[...] Todas as metodologias que eu aprendi no mestrado, minha filha, eu saio colocando. Já teve momento na minha prática que eu entrava já pedindo socorro e eu mesma não aguentava minha própria aula, então se eu não aguentava minha própria aula, como era que eu ia poder chamar a atenção dos alunos pra minha aula, então isso são pontos que a gente tem que analisar, isso acontecia antes do Mestrado, às vezes, mesmo antes do Mestrado eu já trabalhava com o uso de metodologias, mais assim não dava tanta importância o quanto eu passei a dar durante o Mestrado e pós Mestrado, porque aí eu realmente comecei a ficar inquieta, a escola tendo ou não condições mais eu tô ali, é firme e forte no que eu estudei e querendo procurar melhorias e formas do aluno aprender [...]. Eu vejo meu objeto de estudo como, é ... fontes inovadoras, que qualquer professor ele pode pegar e assim se não tiver o mesmo foco, mas trabalhar com a metodologia em si da modelagem e levar pra parte de álgebra, pra trigonometria no meu caso, como vocês observaram eu dei o foco pra o estudo em cima de geometria, mas que a metodologia em si da modelagem ela pode ser levada pra qualquer conteúdo e qualquer professor ele pode sim, pegar ou fazer uma adaptação ou reaplicar, e que eu procuro sempre tá aplicando na minha sala de aula. A dissertação, ela foi trabalhada em cima do foco de alunos a gente não tinha é ... aprendizagem nenhuma em geometria (FÁTIMA, 2012).

[...] Porque assim, eu sempre fui muito curiosa. Então eu sempre procurei fazer uma coisa diferente e tudo que eu aprendo eu coloco em prática, eu sempre fui assim. O que mudou foi mais minha relação com os alunos. Que até então tinha muito autoritarismo e agora tá uma coisa mais flexível, eu não sei até que ponto eu vou conseguir trabalhar sendo assim, porque eu percebo que hoje em dia, em relação ao aluno, eles estão muito ... desrespeitosos, desatenciosos, desinteressados e às vezes o professor, quando mostra essa postura tranquilo. Eles mesmos ficam piores, desleixados mesmos. Então tem alunos que gostam muito do professor que cobre, que

fique em cima. Às vezes eu quero ser mais brava [...]. Então, assim eu não me vejo mais numa postura muito tradicional, eu não consigo mais, e foi essa flexibilização que o mestrado trouxe pra mim, principalmente porque eu ..., eu tive o contato com os pequenos, é totalmente diferente, é aquela relação de amizade, de conquista, de parceria. [...] É ... a gente sabe que o jogo, esse ... aspecto lúdico muito forte de chamar a atenção, de despertar o interesse, a curiosidade, a competitividade. Então assim, quando eu mim propus a trabalhar com jogos, eu tava mesmo querendo resgatar esse interesse do aluno pela Matemática e que isso fosse uma coisa prazerosa. Que o aprender Matemática não fosse uma coisa tão rígida, tão fria, mais que provocasse interação entre os alunos, a troca de opiniões, a convivência. [...] o jogo nesse caráter lúdico, ele contribui bastante pra despertar o interesse dos alunos pela Matemática que é uma coisa que a gente tá vendo que tá sendo cada vez mais difícil. Então, às vezes o professor tem que ... ficar apelando mesmo, caramba que, que eu vou fazer pra chamar a atenção da minha turma? Então em relação ao jogo em sinto meu caso eu trabalhei o jogo de dominó, eu percebo que os alunos aqui nessa escola eles jogam muito, quando tá, tá numa aula vaga eles vão aqui direção pedem um dominó, eles pedem uma dama. Então já é cultura dessa Escola jogar. Então assim, eu já tô tentando unir isso, já que eles gostam, vou trazer isso pra a, a minha pesquisa, vou aproveitar já que eles já gostam de, de praticar o jogo aqui na Escola. Porque não jogar e aprender Matemática? (CONCEIÇÃO, 2012).

Os depoimentos de Fátima e Conceição revelam, com clareza, acerca de seus avanços, no que diz respeito aos procedimentos necessários para acompanhar o processo de desenvolvimento e aprendizagem dos seus alunos a partir de uma visão mais reflexiva. As concepções de aprendizagem de conteúdos, contextualização dos saberes desenvolvido no curso, evidenciam mudanças de atitudes com relação à atuação profissional.

Os relatos apontam que as professoras em questão, a partir das reflexões feitas por meio da pesquisa, da leitura dos teóricos e das discussões em sala de aula, adotaram postura de reflexão diante dos embates vividos em seu cotidiano escolar, em sua sala de aula e um novo olhar sobre os diferentes modos de ensinar. Fátima em seu objeto de estudo (dissertação) teve como foco a modelagem, a mesma declara que o vê como fontes inovadoras e acrescenta que qualquer professor pode pegar para usá-lo, como proposta em sala de aula, e, mesmo que não tenham o mesmo foco, seria possível trabalhar com a metodologia em si, a modelagem, podendo levar para a parte de álgebra, para trigonometria, como foi o caso dela.

Fátima, em seu relato destaca que, além das experiências vivenciadas por ela, estas podem ser compartilhadas com os demais professores e colegas, as atividades de que propôs no seu objeto de estudo (dissertação) aplicou e participou, trouxeram contribuições para a sua atuação profissional quando coloca [...] que qualquer professor ele pode pegar e assim se não

tiver o mesmo foco, mas trabalhar com a metodologia em si da modelagem e levar pra parte de álgebra, pra trigonometria [...]. Os relatos trazem indícios, também, que a professora

Fátima se preocupa com a forma que os demais professores ensinam, de que a vivência de novas experiências de ensino via objeto de estudo (dissertação) podem contribuir com os colegas que enfrentam os mesmos problemas da sala de aula.

Fátima destaca os diferentes modos de ensinar e sua preocupação com a metodologia que utiliza, [...] mesmo antes do Mestrado eu já trabalhava com o uso de metodologias, mais

assim não dava tanta importância o quanto eu passei a dar durante o Mestrado e pós Mestrado [...]. Esse relato mostra que a professora é realista e consciente, que muita coisa

mudou em sua atuação profissional, em sua prática pedagógica em sala de aula, ela clarifica que antes do Mestrado era uma professora e, que hoje, pós Mestrado é outra; isso é perceptível, quando ela reflete e vê na sua prática os diferentes modos de ensinar a Matemática.

Percebemos a partir do fragmento do relato de Conceição, quando coloca [...] Que até

então tinha muito autoritarismo e agora tá uma coisa mais flexível [...] que ela é realista ao

assumir a mudança de uma realidade hoje no campo do ensino de Matemática. A mesma se preocupa em mudar a postura com relação ao seu modo de agir, porém não encontra apoio, digamos assim, por parte dos próprios alunos. Ela evidencia uma evolução muito acentuada da contribuição de sua pesquisa com relação ao impacto das metodologias de seu trabalho em sala de aula, isto é, menos metodologia tradicional, buscando um relacionamento interativo aluno e professor, proporcionando aos seus alunos descobrir coisas por si (ou em grupo) e a investigar, dialogar, uma vez que a mesma teve experiência com os alunos pequenos, onde a relação é totalmente diferente, uma relação de amizade, de conquista, de parceria.

Percebemos também, de modo explícito e implícito, certa rejeição à nova postura de Conceição por parte dos alunos. Fica notório que os mesmos eram acostumados com professores de uma postura tradicional. Neste contexto, Contreras (2002, p. 96) apresenta o professor “[...] como pesquisador de sua própria prática, transforma-a em objeto de indagação dirigida à melhoria de suas qualidades educativas”. O professor se permite a reconstruir suas ações, expressar sua prática e indagações.

Podemos afirmar a partir da fala [...] Então assim, quando eu mim propus a trabalhar

com jogos, eu tava mesmo querendo resgatar esse interesse do aluno pela Matemática [...]

que Conceição deixa evidente que se propôs a pesquisar seu objeto de estudo (dissertação) com jogos. Buscava resgatar o interesse do aluno pela Matemática, que o ensino e aprendizado fossem uma coisa prazerosa. Assim, podemos evidenciar, de acordo com Ponte (1992) que as práticas na sala de aula e as concepções sobre o ensino não são predeterminadas ou invariáveis podendo ser influenciadas pelo trabalho desenvolvido entre os professores e pelas características da comunidade profissional.

Nesta direção, Conceição tem a visão de que sua pesquisa na sala de aula buscou o ensino de Matemática por meio de jogos para que se aprendessem os conteúdos de forma prazerosa e significativa. Ela deixa transparecer a importância do jogo para fixar conceitos, motivar os alunos, propiciar a solidariedade entre os colegas, uma vez que os mesmos gostam de jogar. Procura desenvolver o senso crítico dos alunos, estimular o raciocínio lógico, bem como descobrir novos conceitos. A mesma usou o jogo do dominó em sua pesquisa e tem a pretensão de aproveitar na escola em que atua com seus alunos e questiona porque não jogar e aprender Matemática.

Assim, entendemos que para a professora, os jogos são vistos como instrumentos de aprendizagem desencadeando ação, interação entre os alunos e a Matemática de forma divertida. Assim, o aprendizado se daria de forma lúdica, onde o gosto pela participação se faz presente de forma nítida e os alunos participariam e seriam motivados.

É perceptível no relato de Conceição a importância de seu objeto de pesquisa na sala de aula. A mesma está utilizando ideias do mesmo e reaproveitando as experiências vivenciadas de forma diferenciada, de acordo com a realidade da sala de aula e dos alunos, que hoje se encontram. Fica destacado que não é possível transitar de um ensino da Matemática de forma tradicional para um ensino construtivista de uma hora para outra. Isso converge com Vera Garcia (2007) ao afirmar que, professor pesquisador seria aquele professor que parte de questões relativas à sua prática com finalidades de aprimorá-la.

Portanto o Programa de Mestrado, pelos depoimentos das professoras Fátima e Conceição, vem colaborar para a formação de professores, proporciona maior autonomia. Elas sentem-se mais seguras para trabalhar em sala de aula a partir do momento que fazem o curso e muito mais depois do curso. Assim, o curso possibilita que o professor, o que foi naturalmente instituído ao longo dos anos de sua profissão.

Fátima e Conceição têm a compreensão de que não é possível continuar a ensinar com regras e técnicas e isso vem a ser uma colaboração em destaque e relevante do Programa de

Mestrado, isto é, as fizeram perceber que a Matemática não pode continuar a ser ensinada com regras e técnicas. Fica perceptível que Fátima e Conceição são professoras mais questionadoras e reflexivas.

A experiência de Fátima e Conceição no curso evidencia um professor mais reflexivo, com maior autonomia em suas ações e na utilização de novas estratégias de ensino. Entendemos, assim, que o Programa de Mestrado da UEPB tem contribuído para o desenvolvimento profissional do professor.