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Podemos afirmar que Fátima e Conceição se preocupam com o aprendizado de seus alunos, e que, a partir de suas inquietações percebem as dificuldades de seus alunos, com os conteúdos matemáticos abordados, Conceição tem a percepção de ter experiências diferenciadas com jogos em sua prática em sala de aula, em uma escola privada e ter resultados satisfatórios com relação à motivação de seus alunos para querer saber as operações matemáticas. Fátima tem a percepção da busca por metodologias para o ensino de geometria e seu interesse pela Modelagem, em virtude da mesma abranger muitos conteúdos, dependendo do trabalho a ser desenvolvido. Neste sentido, Fátima e Conceição convergem com a afirmação de Ponte (1992), as práticas na sala de aula e as concepções sobre o ensino não são predeterminadas ou invariáveis, podendo ser influenciadas pelo trabalho desenvolvido entre os professores e pelas características da comunidade profissional.

As falas de Fátima e Conceição nos leva a perceber o desejo de resolver a dificuldade de aprendizagem que seus alunos têm, e nos apontam possíveis soluções para sanar as mesmas. Vejamos abaixo o relato oral:

O que mim motivou escolher o objeto de estudo foi algumas dificuldades que eu tinha lá ... em Lagoa Seca numas turmas de sétimo ano, né, que os alunos estavam vindo do sexto ano pra o sétimo ano sem conhecimento nenhum, assim, de Geometria e daí foi quando eu buscando algumas metodologias, né, eu mim interessei pela Modelagem. Porque como vocês já tem conhecimento na pesquisa, é a Modelagem, ela envolve muitos conteúdos, dependendo do trabalho que você vai desenvolver é ... abrangendo muitos conteúdos, no caso geométricos também, no caso que eu trabalhei com Maquetes e Plantas Baixas. Então assim, tento pegar. Tanto podia pegar os conteúdos referente aos sextos anos, como também aos sétimos anos. Então não ia atrapalhar o meu conteúdo programático (FÁTIMA, 2012).

É ... Inicialmente foram algumas inquietações, que enquanto professora da rede pública eu percebia, que os alunos do sexto ano não sabiam as operações fundamentais e que era aquele círculo, que ah... a culpa é do professor do fundamental I, a culpa é a da professora da quarta série da, da do terceiro ano, assim um jogando pro outro a questão do menino não saber as operações e ... eu como fui, sempre fui muito assim curiosa, enquanto professora, eu já tinha é ... vivenciado outras experiências com os alunos, na escola privada e percebi que uma atividade que eu tinha realizado, com jogos, estimulou bastante esse querer saber as operações e percebendo a dificuldade dos meus alunos na Escola Pública do sexto ano sem saber operar. Então eu decidi que uma atividade direcionada com uso de jogos né, lá na primeira fase porque se eles estavam chegando no sexto ano sem saber as operações, eu fiquei curiosa em entender como é que tava sendo processado esse conhecimento lá no Fundamental I. Então na pesquisa né, que eu mim propus a fazer... eu intervim lá no Fundamental I, mais especificamente com os meninos do quinto ano, porque eu fiquei curiosa pra saber como é que a professora tava conceituando a adição, subtração, multiplicação e divisão com eles, por conta desse meu inquietamento com a turma do sexto ano (CONCEIÇÃO, 2012).

Evidenciamos na fala de Conceição que, a partir de sua vivência em rede particular de ensino, optou em trabalhar seu objeto de estudo do Mestrado numa escola da rede pública

municipal, com o intuito de buscar, por meio de jogos, métodos e estratégias de ensino com maior eficácia nas séries iniciais, uma vez que considerava o problema da má aprendizagem das operações matemáticas advindas de lá, a confirmação a essa evidência está presente ao relatar [...] eu já tinha é... vivenciado outras experiências com os alunos, na escola privada e

percebi que uma atividade que eu tinha realizado, com jogos, estimulou bastante esse querer saber as operações [...].

Evidenciamos na fala de Fátima, que o que a motivou a escolher o seu objeto de estudo foi algumas dificuldades que ela tinha na escola que trabalhava em Lagoa Seca, numas turmas de sétimo ano, a mesma nos afirma que os alunos estavam vindo do sexto ano para o sétimo ano sem conhecimento nenhum de geometria. Essa afirmação está presente, quando Fátima ressalta [...] estudo foi algumas dificuldades que eu tinha lá... em Lagoa Seca numas

turmas de sétimo ano, que os alunos estavam vindo do sexto ano pra o sétimo ano sem conhecimento nenhum, assim, de Geometria[...]. Fátima trabalhou os conteúdos geométricos

por meio de Maquetes e Plantas Baixas, pois a mesma nos diz, que tanto podia pegar os conteúdos referentes aos sextos anos como também aos sétimos anos sem atrapalhar o seu conteúdo programático. Assim, consideramos, pois, que a atividade desenvolvida, utilizando a modelagem matemática foi válida, pois os dados mostraram que os alunos puderam construir, por meio de situações práticas e contextualizadas, conceitos e classificação de ângulos, dando-lhes sentido e significado no processo de aprendizagem. Sendo assim, de acordo com Arends (1995, p. 4-5), o ensino numa perspectiva construtivista proporciona experiências relevantes aos alunos, propiciando oportunidades de diálogo, de modo a que a construção de significados possa emergir.

Fátima teve como motivação para seu objeto de pesquisa suas inquietações enquanto professora da rede pública, referendando as suas inquietações enquanto professora da rede pública, relacionando a intervenção de seu objeto de estudo da geometria; sua pesquisa foi realizada no Fundamental II, com os alunos do 8º ano, procurando conhecer melhor a realidade vivenciada por eles e, trabalhando as dificuldades que apresentavam durante a realização de atividades propostas em sala de aula em destaque, quando abordava conteúdos geométricos.

Conceição teve, como motivação, para seu objeto de pesquisa, suas inquietações enquanto professora da rede pública, referendando a intervenção de seu objeto de estudo às quatro operações com o uso dos jogos. Então, a sua pesquisa de seu objeto de estudo foi realizada no Fundamental I, mais especificamente com os meninos do quinto ano, porque ela ficou curiosa para saber como é que a professora estava conceituando a adição, subtração,

multiplicação e divisão com eles, por conta do inquietamento que ela tinha com a turma do sexto ano. Vale ressaltar que as duas foram motivadas por inquietações em suas práticas.