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Chapitre 2. Curriculum Vitae

2.11. Publications

A população ou universo é o conjunto total dos casos sobre os quais se pretende retirar conclusões (Hill & Hill, 2005). A população do nosso estudo é constituída por alunos do 10º e 11º anos inscritos na disciplina de Filosofia e a frequentar o Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis em escolas do Algarve no ano lectivo 2006/07. Dada a dimensão da população em estudo, a dificuldade de acesso, o tempo disponível e os custos envolvidos, tornou-se necessária a opção metodológica por uma amostra da população, ou seja, foi considerada apenas uma parte dos casos que constituem o universo.

As técnicas de amostragem dividem-se em aleatórias ou probabilísticas e não aleatórias ou não probabilísticas. Uma amostra aleatória é aquela que actua de forma tal que assegura que todo e qualquer elemento da população tem a probabilidade de ser escolhido para fazer parte da amostra (Vicente, Reis & Ferrão, 2001; Ghiglioni & Matalon, 2005). Neste tipo de amostragem os critérios de selecção dos elementos estão rigorosamente definidos, não havendo lugar para a subjectividade e permite determinar a dimensão da amostra matematicamente em função da precisão e grau de confiança desejados para os resultados. Apresenta como desvantagens a necessidade de se dispor de uma base de sondagem (na medida em que se tem que ter em conta toda a população); a dificuldade em obter registos actuais e completos da população; os custos e a morosidade no caso de uma amostra muito dispersa geograficamente e a dificuldade em estabelecer contacto com os potenciais inquiridos (Vicente et al., 2001).

Perante estas dificuldades, muitas vezes o investigador opta pela amostragem não aleatória em que existem unidades da população que não têm a possibilidade de ser escolhidas. Este tipo de amostragem surge “quando a inclusão dos elementos é

determinada por um critério subjectivo, normalmente uma opinião pessoal, e não pela rigorosa aplicação da teoria das probabilidades” (Chisnall, 1986 cit. por Vicente et al.,

2001). Então, temos uma amostra não aleatória quando um critério subjectivo é aplicado na selecção das unidades da amostra, o que resulta na impossibilidade de avaliar objectivamente a qualidade da amostra em termos de representatividade e credibilidade dos resultados. Este tipo de amostragem apresenta como vantagens permitir obter informações com custos mais reduzidos, de forma mais rápida e com menos necessidade de pessoal e tem o inconveniente de não ser possível saber com que grau de confiança as conclusões obtidas são generalizáveis ao universo (Weiers, 1988 cit. por Vicente et al., 2001).

6.3.1. A amostra do estudo

No nosso estudo recorremos ao método da amostragem por conveniência que se caracteriza pela escolha dos casos mais facilmente disponíveis. Este método apresenta as vantagens da rapidez, baixo custo e facilidade de utilização (Hill & Hill, 2005), mas apresenta igualmente a desvantagem de os resultados e as conclusões do estudo serem aplicáveis apenas à amostra, pelo que não se podem extrapolar para o universo as conclusões e os resultados obtidos com a mesma, dada a sua falta de garantia de representatividade (Vicente et al. 2001; Hill & Hill, 2005).

Inicialmente tínhamos seleccionado três escolas atendendo ao critério da conveniência mas também ao facto de 7 dos professores entrevistados leccionarem nessas escolas. No momento em que iniciámos a aplicação dos questionários verificámos que o número de alunos que frequentavam as aulas era bastante inferior ao número que nos foi cedido pela DREALG pouco tempo antes do início do trabalho de

campo. A população em estudo seria supostamente de 473 alunos como se pode verificar na tabela que se segue e que apresenta o número de alunos por concelho, escola e ano de escolaridade:

Tabela 1: Número de alunos por concelho, escola e ano de escolaridade a frequentar o Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis na região do Algarve

Concelho Escola 10º 11º

P P

Albufeira Esc. Sec. de Albufeira 35 28

Alcoutim E.B.I. de Martinlongo 10 --

Faro Esc. Sec. Tomás Cabreira 34 27

Faro Esc. Sec. com 3º Ciclo de Pinheiro e Rosa -- --

Lagoa Esc. Sec. com 3º Ciclo Padre Antº Martins Oliveira -- 5

Lagos Esc. Sec. com 3º Ciclo Ensino Básico Gil Eanes 6 8

Lagos Esc. Sec. Julio Dantas 24 10

Loulé Esc. Sec. de Loulé 47 0

Loulé Esc. Sec. com 3º Ciclo Drª Laura Ayres 27 12

Olhão Esc. Sec. Dr. Francisco Fernandes Lopes 19 15

Portimão Esc. Sec. Manuel Teixeira Gomes 27 19

Portimão Esc. Sec. com 3º Ciclo Poeta António Aleixo 16 15

S. Brás de Alportel Esc. Sec. José Belchior Viegas 4 6

Silves Esc. Sec. de Silves 14 7

Tavira Esc. Sec. com 3º Ciclo de Tavira 21 14

V. R Sto. António Esc. Sec. com 3º Ciclo de V. R. Sto. António 18 5

Fonte: DREALG (Direcção Regional de Educação do Algarve) em final de Maio de 2006

Após contacto com os Conselhos Executivos e com os professores das escolas, pudemos constatar que em algumas delas os dados fornecidos pela DREALG não se encontravam actualizados. Em algumas escolas os dados fornecidos eram relativos aos alunos inscritos e não aos alunos a frequentar a disciplina no momento; noutros casos verificámos que tinha havido actualizações nas inscrições, todavia o número de alunos não correspondia ainda aos alunos a frequentar a escola na altura em que os inquirimos. É de referir que no sistema de ensino alvo do presente estudo é muito comum inscrever- -se um número muito elevado de alunos; no entanto, o número de alunos que efectivamente termina o ano lectivo é bastante reduzido.

Sendo assim, tornou-se imperioso incluir mais escolas na amostra de forma a obter uma amostra de dimensão tão grande quanto possível dentro dos limites dos recursos

disponíveis (Hill & Hill, 2005). Fazem então parte da nossa amostra alunos de 6 escolas da região do Algarve. Dado que os questionários foram aplicados nas últimas semanas de aulas, não foi possível inquirir a totalidade dos alunos das respectivas escolas25. A amostra do estudo é de 125 alunos, o que correponde a 26% da população. Das 15 escolas da região do Algarve com Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis aplicámos questionários em 6, o que corresponde a 40% do total das escolas existentes.