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Méthodologie de simulation

A.2 Protocole de simulation

PRÓXIMAS NÃO SEPARADAS PELO MAR

GRANDES POTÊNCIAS DISTANTES NÃO SEPARADAS PELO MAR

GRANDES POTÊNCIAS SEPARADAS PELO MAR

MULTIPOLARIDADE

EQUILIBRADA Balancing Buck-passing Buck-passing

MULTIPOLARIDADE

DESEQUILIBRADA Balancing Balancing Balancing

BIPOLARIDADE Balancing Balancing Balancing

Baseado em Moure Peñin (2009: 263).

Estes comportamentos baseiam-se nos exemplos históricos abordados por Mearsheimer, mas também apontam aspectos normativos sobre a atuação das grandes potências. Portanto, numa Multipolaridade Desequilibrada há duas opções para incrementar poder: a guerra hegemônica e a chantagem nuclear, e para conter há apenas o equilíbrio ou equilibração. Ao transpor para a realidade atual, segundo esta perspectiva, nota-se que não está em curso uma guerra entre as grandes potências, nem chantagem nuclear por grandes potências, restando apenas como alternativa para evitar agressão à promoção do equilíbrio de poder, que por sua vez, também, não está em execução.

Evidencia-se, por fim, as principais características do realismo estrutural ofensivo, com base nos escritos de Mearsheimer. Entretanto, para complementar as características do realismo estrutural defensivo, pode-se inserir algumas considerações a partir dos trabalhos de Stephen Walt, principalmente sobre o papel das alianças e das ameaças neste contexto de

BIPOLARIDADE BLOODLETTING BAIT-AND-BLEED MULTIPOLARIDADE EQUILIBRADA ILIMITED WAR BLACKMAIL – BLOODLETTING – BAIT- AND-BLEED MULTIPOLARIDADE DESEQUILIBRADA HEGEMONIC WAR NUCLEAR BLACKMAIL

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anarquia do sistema internacional, que complementam as definições de Waltz acerca do realismo defensivo de heurística estrutural.

Cabe, entretanto, manter das definições de Mearsheimer (2007), que as opções as grandes potências são limitadas e que práticas geopolíticas clássicas ainda não estão em curso. Porém, estas teorizações tem sua utilidade para compreensão dos períodos em estudo, principalmente no decorrer do século XX. A opção pela guerra e pela chantagem figuram entre as quais são adotadas pelas grandes potências durante o início do século passado.

1.3.2. Realismo Estrutural Defensivo: equilíbrio ou alianças?

Stephen Walt é considerado um expoente do realismo estrutural defensivo e elabora uma teoria sobre o equilíbrio de ameaças. A principal diferença desta proposição com relação a que foi elaborada por Waltz reside no fato de que ao invés de serem os desequilíbrios de poder que motivam as alianças, são os desequilíbrios de ameaças que condicionam a sua formação. A preocupação empírica central de Walt é com relação ao final da Guerra Fria e a ausência de um balanço ou equilíbrio em formação. Como afirma Moure Peñin (2009: 222-223):

No es necessário insistir en que la teoria del equilíbrio de poder deja sin herramientas suficientes al realismo para explicar la realidade sistémica actual y las principales dinâmicas que de ella se deriva. La parsimonia de la version estrictamente estructural de la teoria inicial no da cabida a nuevas variables que expliquen la ausência de equilíbrio.

A análise que propõe se baseia numa anomalia teórica, isto é, na ausência de equilíbrio no unipolar. Nele os estados adotam práticas que podem ser de oposição ou acomodação, pois o balanço não é possível, principalmente, quando a potência unipolar não produz ameaças suficientes para produção de alianças contra ela ou ainda a diferença de capacidades entre ela e os outros é muito grande. Há, para este autor, a percepção de uma atuação benéfica da potência unipolar, pois em contrário deveriam já ter sido feitas alianças para contê-la. Esta visão concorda com os pressupostos de Ikenberry (2001).

As alianças para Walt (2009: 88) servem para combinar capacidades materiais com propósito de alcançar objetivos de segurança. Assim,

(…) the prevailing conception in the literature sees aliances primarily as a response to an external threat. Threats, in turn, are a function of power, proximity, specific offensive capabilities, and aggressive intentions, and

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the expected response to an emerging threat is to attempt to balance against it (Walt, 2009: 89).

Mas, estas alianças relacionam-se com suas possibilidades de efetivação e assim no cenário atual as alternativas de acomodação crescem em oposição às alianças, como por exemplo, práticas voltadas ao «bandwagon». Com relação aos atores mais fracos, ou o conjunto de atores que buscam responder a ameaça dos EUA há três opções: “They can (1) ally with each other to try to mitigate the unipole´s influence, (2) align with the unipole in order to support its action or exploit its power for their own purposes, or (3) remain neutral” (Walt, 2009: 94). Ainda deve-se acrescentar que a distribuição de capacidades é relevante para a análise de Walt, porém a proximidade geográfica e a posse de meios militares ofensivos afetam decisivamente a percepção de ameaça (Moure Peñin, 2009: 216). Para esta tese é relevante considerar que a proximidade geográfica do Brasil com relação aos EUA afeta decisivamente suas possibilidades estratégicas. Entretanto, a percepção de ameaça é diretamente proporcional a detenção de poder militar ofensivo e das intenções do ator dominante. Apesar das intenções com relação ao Brasil não serem ofensivas, a proximidade geográfica e a percepção do poder ofensivo dos Estados Unidos pode conduzi-lo a optar sempre que possível práticas de oposição.

Como Walt elabora sua teoria já no decorrer da afirmação da unipolaridade, identifica comportamentos dos estados frente aos constrangimentos estruturais na unipolaridade. Assim, o quadro abaixo identifica as principais estratégias dos atores com relação a esta configuração. O que pretende-se é demonstrar que, apesar dos constrangimentos estruturais há opções estratégicas aos atores. Obviamente que aos atores intermediários estas opções são ainda mais limitadas e dependentes dos efeitos estruturais.

Quadro 2. Estratégias Estatais na Unipolaridade

ESTRATÉGIAS