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LES PROPRIÉTÉS PHYSIQUES DE LA MATIÈRE 11 Chimie e année

Dans le document Chimie 11e année (Page 77-82)

A unidade didática em que se integra este texto literário foi realizada no contexto específico da cadeira de Didática do Espanhol, do primeiro ano do mestrado a que se refere esta dissertação. Como avaliação final, o docente solicitou a escolha de um tema dentro dos programas oficiais de espanhol língua estrangeira e a elaboração de uma unidade didática estruturada, idealizada para quatro sessões de noventa minutos. (APÊNDICES – doc. B)

Neste caso específico, optou-se pelo 7º ano de escolaridade, nível A1 do QCERL, inserindo o nosso trabalho na unidade “Mi casa, mi mundo”. Em termos lexicais, selecionaram-se conteúdos ligados aos tipos de casa, divisões, moveis e objetos, bem como as diferenças entre a vida na cidade e no campo. A nível comunicativo, os objetivos eram que os alunos conseguissem falar da casa, expressar as suas opiniões orais e escritas sobre as questões lexicais apontadas, nomeadamente descrever formas de vida diferentes ou opinar sobre os problemas ligados à habitação. Em termos gramaticais e socioculturais, selecionou- se os números ordinais, as preposições de lugar, a construção do verbo estar com gerúndio, bem como os escritores do mundo hispano e a comparação entre as casas espanholas, portuguesas e hispano-americanas. Os materiais produzidos tiveram como único fim a avaliação à dita cadeira, não tendo, por isso, sido realmente aplicados em contexto de sala de aula. Trata-se de uma unidade preparada para alunos hipotéticos, em contexto ideal de prática letiva.

A primeira sessão recebeu o nome de “La Casa de la Literatura” e iniciar-se-ia com a visualização de um documentário sobre a importância da casa, chamando a atenção para as desigualdades existentes a nível mundial no que respeita ao acesso a uma habitação digna. Os alunos deveriam refletir sobre a sorte que têm em ter um lar com as mínimas condições de habitabilidade. Desta forma, a ideia seria que falassem da sua própria casa, das atividades que

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costumam realizar aí, do lugar preferido dentro do seu quarto, por exemplo, numa abordagem comunicativa ao tema a desenvolver ao longo da unidade.

O conto apresentado no título surgiria logo no segundo momento da aula, numa atividade de compreensão escrita faseada. Quer isto dizer que, numa primeira fase, apresentaríamos as personagens centrais da história e centrar-nos-íamos no título “La luz es como el agua”, de modo a que os discentes lançassem possibilidades, fizessem previsões sobre o conteúdo do texto a estudar. Para ajudá-los nessa tarefa seria igualmente relevante observar e descrever a imagem que o acompanha, dado que esta é bastante sugestiva pelo contraste claro / escuro e pela presença das crianças. Logo de seguida, seriam convidados a ler o texto em voz baixa, sublinhando qualquer palavra que lhes parecesse de significação complexa. Um colega iria depois proceder à leitura em voz alta, ao que se seguiriam algumas atividades de compreensão, realizadas de forma interativa com o grupo / turma. Para descobrir alguns dos significados novos, começariam por um exercício de correspondência, passando seguidamente para a resposta a questões abertas. Aqui, dependendo do tipo de turma, seria possível dar alguns minutos para a resolução das perguntas, ou responder em conjunto, orientando-as para alunos normalmente pouco participativos.

Partindo das duas casas apresentadas no conto, iniciaríamos a compreensão lexical, pedindo a comparação entre as habitações, tanto a nível visual como, depois, escrito. Com este exercício, introduzir-se-iam os tipos de casas e suas características distintivas. E, com este vocabulário, passaríamos ao estudo do conteúdo gramatical previsto para a primeira sessão: os adjetivos numerais. A atividade implicaria a apresentação de uma imagem de um prédio com vários andares e um pequeno enigma, em que os estudantes teriam que completar o quebra-cabeças usando, para isso, os andares do imóvel.

Voltamos ao conto, que tínhamos deixado propositadamente num momento de suspense, para questionar os jovens sobre as suas espectativas em relação à continuação do mesmo. Dado que a juventude é, por natureza, curiosa, o sucesso desta leitura é quase garantido. Então, leríamos em voz alta a restante história, depois do que se proporia repor a ordem num resumo já existente. Desta forma, estaríamos a verificar a compreensão do texto, mas de uma forma mais leve, que se confirmaria com a atividade lúdica: proporíamos a realização de um QUIZZ sobre a totalidade da história, com a atribuição de medalhas “virtuais” aos que conseguissem reunir mais respostas corretas.

Para terminar a sessão, os jovens seriam convidados a dar a sua opinião sobre a história que leram e, depois de umas breves referências biobibliográficas ao autor do conto, teriam como tarefa final procurar na internet informações breve sobre outros autores do

mundo hispano, de modo a criar pequenas “casas da literatura” como a que lhes é fornecida na ficha de trabalho.

A sessão seguinte teria como denominação “Te enseño mi casa” y abordaria exatamente as divisões e móveis, bem como as preposições de lugar e diversas opiniões sobre as casas espanholas. Como habitualmente, começaríamos por uma recapitulação da sessão anterior, no sentido de reavivar o vocabulário estudado e introduzir os conteúdos lexicais a estudar. Assim, passar-se-ia à audição de um fragmento do conto estudado anteriormente, com um texto lacunar para completar com as palavras ouvidas. Propositadamente, os vocábulos em falta estão todos relacionados com as divisões da casa e elementos de decoração. Como complemento da audição, seriam convidados a completar o cartaz de uma casa com as divisões de que teríamos falado antes. Nesta atividade, estimular-se-ia a autonomia dos discentes, permitindo-lhes a utilização das novas tecnologias para pesquisar o significado das palavras que não conhecessem.

No momento seguinte, aproveitaríamos o cartaz da vivenda para realizar uma atividade lúdica, chamada “Loto de la Casa”. A turma seria dividida em seis grupos equilibrados, cada um com um cartão contendo uma divisão do cartaz exposto. De um saco, a professora retiraria palavras relacionadas com a casa, com as quais os jovens teriam de completar os seus compartimentos. A equipa vencedora seria a que primeiro conseguisse completar os espaços em branco na sua cartolina. Os resultados finais colar-se-iam no cartaz da “Casa Perfecta”, que ficaria exposto na sala de aula. Para que os discentes pudessem guardar o vocabulário abordado, ser-lhes-ia fornecido uma lista ou uma fotografia do cartaz.

Depois desta atividade de cariz mais lúdico e descontraído, seguir-se-ia a apresentação de um testemunho de uma jovem espanhola sobre a sua casa. O texto, adaptado de uma rede social, aborda a questão da habitual desordem nos quartos dos adolescentes e as consequentes discussões com os pais. No “post” de Ângela, foram introduzidas algumas preposições de lugar, com o objetivo de que os alunos tomassem contacto com este conteúdo gramatical de forma indutiva, sem se entrar em explicações teóricas e pouco motivadoras. Deste modo, com base na interpretação textual, seriam levados a identificar o tipo de palavras destacadas, explanar o porquê da sua utilização e, só depois, completar um exercício com base em imagens de um gato, que se vai deslocando dentro de uma habitação e, por isso, altera a sua posição em relação aos objetos apresentados. Apresentar-se-ia, ainda, uma atividade de descoberta de diferenças, associando a competência lexical e gramatical à expressão oral, pois teriam de explicar aos colegas onde se encontravam as diferenças entre cada imagem.

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E a aula terminaria com a elaboração de respostas escritas à jovem do texto retirado da rede social. Ângela tinha lançado aos leitores o desafio de explicar-lhe como são os quartos deles, daí que cada elemento da turma teria de escrever um pequeno comentário, pensando na sua casa e utilizando todo o vocabulário e conteúdos gramaticais estudados durante a lição. No final da atividade, depois dos textos corrigidos, seriam colados numa folha de facebook improvisada, para mostrar a todos como a turma estava ligada às novas tecnologias. Deveriam, ainda, apresentar as suas composições aos colegas.

Na penúltima sessão, escolheu-se como tema principal e título “Casas del Mundo Hispano”, e como conteúdos as diferenças entre cidade e campo, os problemas da habitação, a construção do verbo estar com gerúndio e aspetos culturais relacionados com as casas de Espanha e de Hispano-América. Para recapitular os conteúdos da última aula, começar-se-ia por propor aos jovens um exercício de memória: apresentando-lhes uma imagem de uma casa, eles seriam convidados a observá-la por alguns instantes, para logo de seguida, falarem dela sem estarem a vê-la. Teriam de utilizar o vocabulário e as estruturas já estudadas, para apresentar uma descrição o mais completa possível.

Seguindo a ideia das descrições orais, apresentar-lhes-íamos posteriormente imagens de habitações de vários tipos, inseridas no campo e na cidade. O objetivo seria levá-los a falar das características de cada uma, mostrando que as diferenças existentes resultavam do poder económico e social, mas também da localização geográfica das mesmas. Neste sentido, responderiam a algumas questões orientadas, que os levariam a falar da sua experiência de vida, desde a preferência pelo campo ou cidade, às facilidades / dificuldades resultantes de cada uma das opções. No seguimento desta temática, apresentaríamos um testemunho de um casal que trocou a vida urbana pela tranquilidade da aldeia. Os discentes leriam o texto em diálogo e, à posteriori, estabeleceriam diferenças na vida dos protagonistas do texto, antes e depois da mudança.

Noutro momento, apresentar-se-iam alguns resultados de uma reportagem feita pela revista Tu piso, em que alguns moradores urbanos dão o seu testemunho escrito sobre as características da sua casa. Para fugir à interpretação com base nas perguntas / respostas, propor-se-ia uma atividade denominada “Reordenação do Caos”. Aqui, apresentaríamos frases que sintetizam os três textos, mas desordenadas e misturadas. Os alunos deveriam apenas reorganizar cada um dos resumos, de modo a ganharem sentido e verificar-se a sua efetiva compreensão dos mesmos.

Passaríamos, de seguida, ao conteúdo gramatical, que seria dado de forma indutiva, no sentido de serem os alunos a descobrir as regras partindo de casos concretos do uso dos

tempos verbais. De facto, a atividade iniciar-se-ia com a apresentação de frases retiradas dos textos anteriormente explorados. Os estudantes isolariam os verbos e identificariam o tempo, notando que todas se encontram no presente do indicativo por serem situações habituais, do nosso quotidiano. Posteriormente, teriam de alterar as frases, usando os conetores propostos, para utilizarem a construção do verbo estar no presente, seguido de gerúndio. A finalidade é que entendam o mecanismo de transformação quando se trata de ações momentâneas, em execução no momento da enunciação. Seguir-se-iam alguns exercícios gramaticais, no sentido de sistematizar as regras apreendidas.

E a última parte da aula centrar-se-ia na contraposição entre as casas de luxo e os problemas habitacionais existentes em algumas zonas do globo. Apresentaríamos dois documentários: primeiro o “Casa Coruña”, seguido de algumas atividades de compreensão audiovisual, com o objetivo de estimular a curiosidade sobre o modo de vida de algumas famílias espanholas mais abastadas. Depois viria o vídeo “Derecho a la vivienda en Chile” que, ao contrário do anterior, retrata a triste realidade dos que nem um teto digno possuem para viver, bem como a luta social que se trava no país para que todos acedam ao direito a uma casa. Para sintetizar os conteúdos apresentados nos documentos audiovisuais, a turma dividir-se-ia em conjuntos de 3 ou 4 elementos, em que cada grupo deveria debater entre si os grandes problemas da habitação, a nível mundial, tomando notas sobre as conclusões tiradas, que o porta-voz apresentaria aos colegas da turma.

Chegados à última sessão da unidade didática, surgiu-nos o desafio de criar uma atividade agregadora de todos os conteúdos abordados e competências desenvolvidas ao longo das aulas. Queríamos criar algo apelativo e desafiante para os discentes, em que simulassem uma situação real de comunicação, ao mesmo tempo que desenvolviam a interculturalidade, estabelecendo paralelos entre Portugal e Espanha.

Então, criou-se uma atividade lúdica interativa, a que demos o nome de “Roda da Fortuna”. Formar-se-iam grupos de 3 ou 4 alunos, consoante as características da turma. Um elemento de cada equipa faria girar a roda, com o intuito de responder a questões de léxico, gramática, surpresa ou joker. Ganharia o grupo que conseguisse reunir o maior número de respostas corretas. E, para terminar de forma inovadora, seria lançado um desafio aos discentes: a empresa responsável pelo inquérito aos tipos de habitação, que foi estudado numa das aulas anteriores, quer saber um pouco mais sobre as casa portuguesas e pediram especificamente a esta turma para lhe preparar um relatório completo sobre o tema. Assim, voltaríamos a dividi-los em grupos de trabalho e distribuiríamos a cada um uma zona do nosso país. Teriam, depois, de procurar informações e fotografias sobre o tipo de casa de cada

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região, redigir uma descrição desse género de habitação e elaborar um cartaz divulgativo da mesma. O objetivo final seria mesmo avaliar o nível linguístico dos alunos, tanto a nível oral como escrito.

A título de conclusão, podemos afirmar que todas as estratégias, atividades ou materiais elaborados para esta unidade tiveram como objetivo desenvolver as destrezas e competências dos jovens em formação, privilegiando uma abordagem comunicativa e tentando provar que a literatura pode e deve ser usada em sala de aula, pois permite inúmeros desenvolvimentos e desenvolve o espírito critico, bem como a imaginação dos jovens. Reiteramos que apresentámos uma possibilidade entre muitas, dado que as potencialidades do conto são infinitas. Não nos limitámos ao estudo da obra de García Márquez, mas tornámo-la parte central do nosso trabalho, ponte para outras aprendizagens.

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